Redação que Falam quem eu sou

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Quando tiver certeza que está certo, é porque você está errado.

Eu sei que as pessoas falam que ‘quem se descreve, se limita’, mas no fundo todos se descrevem e segundo a teoria, todos se limitam. – Eu sou um tanto quanto autêntica, na verdade, eu sou um pouco diferente das outras pessoas – ‘diferente’ há – eu não gosto de usar essa palavra para me definir. – Eu penso de forma diferente. E na realidade, sou diferente, porque sei que os pensamentos são meus e não gosto de comentá-los. Não que meus pensamentos sejam grande coisa, mas é difícil eu dividi-los com outras pessoas. Na verdade, não divido. – Sei separar a realidade da fantasia, mas às vezes acho tudo tão difícil que, prefiro me fechar no meu mundo surreal. E isso não é um crime – imaginar que tudo está bem, quando não está – meus pais costumam me criticar por isso, mas, é a minha forma de viver. Uso uma filosofia de vida simples: “Sorria, mesmo que seu coração esteja doendo. Sorria, mesmo que ele esteja quebrado. Sorria, mesmo que o mundo esteja pegando fogo...”, simplificando, eu simplesmente ‘abstraio’. – Podem me machucar com as piores palavras, ou me agredirem fisicamente que eu simplesmente irei sorrir.

Mudo de idéias constantemente e acreditem, faço muito isso. Mas no fundo, eu tenho objetivos, então eu formo teorias – porque eu sempre tenho uma teoria para tudo – por isso vou mudando de idéias até conseguir o que eu quero, até chegar no ponto em que eu quero chegar. Isso confunde muito as pessoas, e honestamente, adoro confundir as pessoas. Às vezes, me acho maligna, porque gosto que as pessoas pensem que me elas me tem em suas mãos, porque então fica mais fácil de surpreender, e eu simplesmente surpreendo. – Mas só faço isso quando é algo realmente importante.

Tudo que é previsível que as pessoas façam, eu faço ao contrário. Quando eu tenho que arriscar, fico cautelosa. Quando é verdadeiro, eu duvido. Quando dói, eu me acabo rindo. Quando está difícil, eu faço que está fácil. Quando eu não sei, eu finjo que sei. Quando sei, finjo que estou em dúvida. Quando é natural, eu acredito ser mentira... Eu sou o que chamam de ‘contradição’. Não é falsidade, são bloqueios e formas de transformar tempestades em garoas.

E quando você perceber que na verdade eu estou facilitando as coisas, eu vou complicar. – Minhas malditas fases. – Chega uma hora que eu simplesmente penso: “Pra que facilitar, se eu posso complicar?”, é, essa é minha maldita contradição.

Tenho que confessar, sempre conto o final do filme, entendem o trocadilho? Simples. Eu sempre aviso, alerto, eu sempre sei como tudo irá acabar. Mas parece que nunca me escutam. “É importante prestar atenção em cada palavra que falo.” – Quando eu falo: está errado. É porque está errado. Quando eu falo: “vai dar tudo errado.”, é porque vai mesmo. Eu posso confundir as pessoas, mas não minto. E não que as coisas erradas não me atraiam, porque só por serem erradas, já são interessantes demais para mim.

Não tenho facilidade para mentir, é muito fácil saber quando tento mentir, por isso, prefiro ficar quieta do que tentar mentir e fracassar. – Mas tenho facilidade em manipular, manipulo com verdades, coloco as palavras de uma forma diferente mas real, e pronto.

Costumo falar entrelinhas. Tudo que eu falo, ou eu explico demais, ou eu falo de menos, para testar a inteligência das pessoas. Por isso, “é importante prestar atenção em cada palavra que falo”. Gosto de ver se as pessoas são capazes de me entender. É uma das formas que eu uso para saber se posso ou não confiar nas pessoas. Como? Simples. Se ela me entender, eu não devo confiar. – E bom, não confio em ninguém... Podendo ou não me entender.

Talvez as coisas colocadas desta maneira, pareçam ruins. Mas não são. – É tudo que eu sou. Diferente. Não sou complicada, nem louca – ok, talvez eu seja – mas as pessoas podem me entender, não precisam quebrar tanto a cabeça. É só me perguntarem, eu não vou mentir, e se eu não quiser explicar, vou ficar calada ou sorrir. – Eu posso gostar de confundir, mas eu venho com manual de instrução. Sério, eu sempre conto o final do filme.

Tudo isso porque a vida é uma aventura, e dane-se, eu vou vive-la intensamente. – “Want to bet me? I will exceed all expectations.”

Gabriella Beth Invitti

Os fofoqueiros só falam de pessoas que tem a vida atraente e super interessante; para se consolar de suas vidas fatídicas e entediantes.

Marcello Thadeu

Não se apegue ao que pessoas frustadas e infelizes pensam ou falam das suas atitudes diante da vida. Sabe porque? Elas te invejam, e sabe qual é o luxo mais sofisticado? É ver alguém sentindo inveja de você.

Fernanda Magalhães

As pessoas falam que amor é uma doença. Se for assim eu sou o doente mais feliz do mundo, serio. E a culpa é sua, então trate de cuidar direitinho de mim.

Patrícia Wilker

"As pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem, há o que são e nem sempre se mostra…"

"Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço. Mas não me basto."

"É lindo demais. E atrevido demais. É novo, sadio. Deu uma luz na minha cabeça, sabe quando a coisa te ilumina?"

"Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso."

"E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera."

CFA

Pessoas inteligentes falam de idéias, pessoas comuns de coisas e pessoas mediocres falam de outras pessoas .

rafaela fagundes

Prefiro os que falam a verdade e machucam aos que mentem e destroem!!!

Gabi Faria

FALAR NO MOMENTO EM QUE TODOS FALAM É ARRISCAR PERDA DE PALAVRAS.

EDVALDO

Nunca lhe confessei o meu amor com palavras,mas se os olhos falam,o último dos tolos poderia verificar que eu estava totalmente apaixonado.

Emily Brontë

Muito Falar.
Mas não se escreve o que falam, porem dá uma satisfação a seu ego. E sem compromisso ouvimos uma voz de um coração vazio de si porem fala sem verdade alguma.

Raboni

Você se torna mais vulnerável justamente quando todos falam da sua grandiosidade

Walt Disney

O segredo para renovar sua vida
Por Redação Viva!Mais postado em 13/05/2011 às 19h30Comentários (0)
Tempos atrás, era assim: as moças prendadas – ou seja, “preparadas” para o casamento – sabiam fazer tudo numa casa. Inclusive, costurar e bordar. Chegavam até a cuidar que as roupas do marido e dos filhos fossem confeccionadas em casa. Assim, ajudavam no orçamento familiar. E a economia ia além, já que costumavam aproveitar todos os panos que sobravam das costuras para fazer colchas de retalhos.

Esse reaproveitamento geralmente resultava numa mistura de cores e tecidos que, por mais bem combinados e atados que fossem, dificilmente resultavam em algo bonito. Mas vá lá, no fim das contas eles serviam, pois estavam dando uso para algo cujo destino inicial seria o lixo.

Seguindo essa raciocínio, eu pergunto: será que não estamos fazendo exatamente a mesma coisa com a nossa vida? Juntando restos e cacos para tecer a trama dos nossos relacionamentos? É que passamos por inúmeras situações que nos reduzem a fragmentos, que nos quebram. Um amor que se foi, uma relação que terminou em briga, uma decepção com um parente, um perdão não dado, um ressentimento cultivado…Tantas experiências nos reduzem a cacos que chegamos , inclusive, a pensar na impossibilidade de continuar.

Nessa hora, há quem tente juntar os cacos e remendar a vida. Colando um pedaço aqui, costurando outro ali e formando, assim, um mosaico de frustrações, dores, suspiros e amores tal como aquela colcha de retalhos da vovó. Então, o resultado é uma vida, mas uma vida feita com os restos de um passado mal resolvido e não integrado. Por isso não podemos deixar situações sem solução. Por isso não podemos guardar ressentimentos sem dar o perdão, não podemos rejeitar o que somos – pelo contrário: devemos, sim, nos amarmos pelo que somos e fazemos!

Não podemos viver da lembrança de amores que se foram nem mendigar atenção de quem não nos quer. Se vivermos assim, viveremos dos restos que a vida nos deixou. E, vamos ser honestos, não fomos feitos para os restos e sobras! Acredite, Deus nos criou para a plenitude e não para nos contentarmos com migalhas.

Se quiser ser feliz, comece a sua vida a partir do novo. Parta do zero. As lembranças servem para que não caiamos no mesmo erro e não para serem revividas como se nos aprisionassem no passado. Para tornar-se nova, busque os recomeços. Jesus já havia dito que não se remenda a vida. Afirmava Ele: não se coloca remendo novo em roupa velha, pois o estrago pode ser ainda maior. Assim, Ele mesmo nos ensinava a não remendar a nossa vida misturando coisas novas com as velhas.

O novo é o recomeço a partir das coisas certas e não remendos a partir dos erros passados. Perdoe, livre-se dos ressentimentos, evite viver do passado e busque, principalmente, agir a partir da realidade que só você é capaz de construir agora.

O ontem não existe mais. O amanhã ainda não chegou. Entretanto, o hoje está em suas mãos. Faça o melhor por si mesma agora e evocará o mesmo para sua família e seus amigos.

Padre Juarez de Castro

Tema da redação: o Brasil melhorou, ou o mundo que piorou?

Jeitinho Brasileiro

O Brasil é um país engraçado, tem de tudo; Desde o trabalhador que acorda todo dia de madrugada para a sua labuta, até o engravatado que vai ao escritório na tranqüilidade de seu possante com ar condicionado. É o pais do branco, do mulato, do índio, oriental. Aqui é o centro de tudo, tudo acontece na terra do futebol.

E nessa vasta terra, onde a magia acontece, existe uma força, creio eu, que há somente aqui por essas bandas. É a força de vontade que o brasileiro carrega dentro de si. É a força de vontade de querer continuar, de não desistir, de olhar para fora e ver que ainda há um caminho, ainda há uma luz no fim do túnel.

Somos considerados um país subdesenvolvido, de atraso, mas nem por isso nos escondemos em nossas casas esperando uma solução cair lá do céu. Brasileiro que é brasileiro vai á luta, tem garra, quer vencer. Sabe como é, o mundo pode estar caindo lá fora, mas por aqui, sempre vamos ter aquele nosso ‘’jeitinho brasileiro’’ de resolver as coisas. É esse nosso jeitinho que nos diferencia de qualquer outro povo, que nos faz pensar que as coisas não estão tão ruins assim, que ainda há uma brecha para continuar.

É com esse mesmo jeitinho que o povo das praias lindas, das mulheres esculturais, do samba, vai à busca da felicidade, de uma vida melhor, de um futuro bom para suas crianças. É essa alegria que carregamos conosco que nos faz ver o mundo muito mais azul. É a alegria da hora de ir à praia tomar aquela cervejinha com os amigos, alegria na hora de trabalhar e de falar de assunto sério, aquela alegria meio triste (se é que isso existe) até mesmo na hora em que o mengão perde (afinal, sempre temos os títulos antigos para nos vangloriar).

Brasileiro é assim. Sempre tentando melhorar, sempre com aquele tom de bossa nova, com aquele sorriso na cara, e com o balanço que só ele tem. Pode ser o baiano do sossego, o paulista da agitação, o gaúcho do chimarrão, o mineirinho do trem bom, ou tantos outros ainda. Brasileiro que é brasileiro não desiste, tem fé em dias melhores e acredita que há de ter um meio para tudo. E se não houver, ele usa aquele seu jeitinho brasileiro.

04/2008
kety

Kathlen Heloise Pfiffer

A vida nada mais é do que uma redação em dia de prova, a caneta
e sem rascunho. Você pode até estar nervoso, mas se errar será punido com algo indesejado

Alessandro P. de Lima

- Mamãe, preciso fazer uma redação para a escola sobre uma viagem. Qual foi a melhor viagem que você já fez? - perguntou a menina. A mãe fechou os olhos e as lembranças invadiram sua mente. A mulher sentou-se ao lado da filha no sofá.

- Eu recebi uma carta um dia, mas não era uma carta qualquer. Nem todos podem receber essa carta. E essa carta me dizia para pegar o trem na plataforma 9 3/4, e assim eu fiz. Eu pensei que seria só uma viagem qualquer, mas lá no fundo eu sabia que seria mais que isso, eu sabia que havia coisas grandes por trás dessa viagem, e eu estava certa. Nessa viagem, conheci meus três melhores amigos: Ronald Weasley, Hermione Granger e Harry Potter. Quando o trem parou, eu me encantei pelo que vi. Era um lugar mágico, era único, havia um enorme castelo, bruxos com suas varinhas, e havia magia por todo lado. A partir do momento em que vi aquele castelo, eu sabia que minha vida jamais seria a mesma, e eu estava certa. Sabe que castelo era aquele? Era A Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Acredita que havia uma professora que virava um gato? Havia um chapéu, e esse chapéu falava. Quando colocado na sua cabeça, ele dizia a qual casa você iria pertencer. Eu conheci pessoas maravilhosas, aprendi coisas que jamais irei esquecer, aquela foi a melhor viagem da minha vida, e eu já fui pra lá várias vezes, e sempre que sentir saudades posso voltar pra lá.
- Parece incrível, mamãe. Você pode me contar mais? - perguntou a menina.
- Infelizmente não, você tem que descobrir sozinha. - responder a mãe.
- Mas como? Eu posso fazer essa viagem também?
- É claro que pode. - a mãe se levantou, pegando 7 livros empoeirados na estante e os mostrou para a menina. - Está aqui.
- São apenas livros!
- Não, minha filha, não são. Dentro desses livros está a minha vida, a melhor viagem que eu já fiz. Se quiser conhecer mais, pegue-os e vá para Hogwarts, vá para o melhor lugar que já existiu. Você vai aprender muitas coisas, vai amar muitas pessoas, vai rir, vai chorar, e acredite: sua vida nunca mais será a mesma.

Tumblr Imthemotherfuckingprincess

Redação do Trabalhador no ENEM

“A educação é fundamental, é a chave para que o Brasil se torne de fato um país desenvolvido” (ROUSSEFF, Dilma. 2010). Ideia atraente em palavras e, disto, decorre a falsificação da realidade, bem como o seu mau-uso nesta mesma realidade.
Falando em realidade, nos atentemos a ela. Sábado e domingo, fiscalizando o Enem, deparei-me com o seguinte paradoxo: o trabalhador quer mudar de vida através da educação (nada mais bonito de se constatar). Entretanto, como mudará de vida através dela – da educação - se no dia anterior trabalhou o dia ou a noite inteira e, naqueles dois dias, estava diante de uma prova de 90 questões por dia (além da redação no domingo)?
Com a licença de uma amiga a qual comentei isto, reproduzirei parte de nossas trocas de ideias. Ao comentar o caso, ela me disse que “a pessoa tem que estar focada, mas não tem como desistir. A superação é maior do que a realidade permite, a pessoa tem que se superar pra depois não se arrepender”. Pois bem, “focada”, o “foco do indivíduo”, “a força de vontade”. Isto é o que o Capitalismo auxiliado pelo pensamento Liberal faz alguns pensarem, pensar que só depende da pessoa e, desta maneira, se consegue, heroísmo e dotado de grande força de vontade, se não consegue, preguiçoso e sem falta de vontade própria, não se superou, fracassado. A amiga também disse da negociação entre trabalhador e patrão. Como haver negociação favorável ao trabalhador se o mesmo se encontra em desigualdade. Como esperar conciliação se há interesses divergentes? O governo não deve esperar negociação, ou melhor, não deve esperar “a falsificação de uma falsa negociação”, uma falsa conciliação. Meu pai é empresário, e pelo que lhe conheço, sei que liberaria – até orgulhosamente – seu funcionário caso ele pedisse folga no dia anterior à prova para “preparar-se melhor”. Porém, e se um dia lhe ocorrer de não “conciliar” o seu interesse com o de seu trabalhador? E se o seu trabalhador não tiver audácia – sim, pois para alguns empresários, tal pedido seria encarado assim – de pedir-lhe a liberação? Não há conciliação de interesses entre patrões e empregados. Não há conciliação entre capital e trabalho. Não se deve esperar a boa vontade do empresário. Desta boa vontade, o “inferno” está cheio. O governo, que se propõe ao lado do trabalhador, deve, de fato, defender seus interesses.
Fracassados? Voltando a realidade daqueles dois dias, percebi que as duas senhoras que declararam ser trabalhadoras – uma, inclusive, trabalhando à noite inteira numa cozinha porque não atendida pelo patrão quando pediu uma “folga” – não estavam em mínimas condições físicas e psicológicas de fazer a prova. Sentadas na cadeira, lutavam pra manter os olhos abertos e fixos nas questões. No insucesso, uma delas entregou-se aos cochilos por várias vezes e a outra suspirava fundo, andava um pouco no corredor, ia ao banheiro, lavava o rosto – inclusive, me perguntando se, em algum lugar, conseguiria café, o que respondi em poucas (e dolorosas) palavras, como me foi incumbido, que não tinha conhecimento uma vez que era a primeira vez trabalhando ali.
O que constatei observando as duas senhoras é que não, estas duas senhoras e mais milhares de outros trabalhadores não são fracassados, já são vencedores somente ao se proporem mudar socialmente pela educação, não podendo ser culpabilizados pelas condições que não lhes eram favoráveis, como foram a mim quando fiz a prova, descansado, sem ter trabalhado no dia anterior ou em quaisquer outros dias, ou seja, minhas condições - e a de vários “concorrentes” das duas senhoras naquele dia - era de preparo físico e psicológico, além de, é claro, teórico. (Estou aqui falando somente da preparação física – e, até certo ponto, psicológica - do trabalhador que é o imediato do exame. A preparação em outro sentido, qual seja nos conteúdos, é algo mais complexo pra caber neste pequeno texto, mas igualmente importante.)
Além disso, constatei também que não se pode restringir algo que se propõe – e deve ser de fato – universal: o acesso à educação. Não falo da igualmente ridícula “concorrência em igualdade de condições”. No acesso à educação que se pretende universal, não há concorrência, caso contrário e obviamente, não é universal. Falo, pelo menos neste pequeno texto e mais imediatamente, de um caso dentre as diversas condições desfavoráveis ao trabalhador no acesso à educação, condições estas, falsificadas por frases de efeito, ideais e raras histórias de “superação pessoal”.
Mais uma vez, voltando à realidade, a trabalhadora que tentou ficar acordada o tempo todo, por fim e vencida pelo cansaço, desiste de terminar a prova, desiste no meio de sua redação. Frustrada e cabisbaixa, desenha, cochila, desenha, cochila, desenha, coch... E o governo, que se diz preocupado tanto com a educação - encarando-a como indispensável pr’uma mudança social - quanto com os trabalhadores – haja vista que o Partido dos TRABALHADORES está à sua frente – nada faz nesta lamentável situação. Contraditório, não?

Lucian Rodrigues Cardoso

Não precisa de gramática, dicionario, ou uma complexa redação, basta disser o que sente com rima e imaginação, que a mensagem é enviada com sucesso ao destinatário do seu coração"

Anderson Matheus Cordeiro

Tema
Dá-me um tema para que uma redação eu faça.
Por simples que seja, ou difícil se quiseres, mas dizei-me um ao menos para que inspiração eu tenha.
Falai amor – e quando poderei escrever pois tão grande é o significado da palavra quanto as frases que inspira.
Felicidade! Pede que eu faça algo sobre o tema e belas coisas ouvirás.
Mas se alegre não estás, questão não faço, que triste seja a escolha. Que recaia no infinito de uma lágrima de saudade, de dor... que poemas poderiam ser feitos dessa pequenina gota reluzente!
Mas enfim tanto pedi, e supliquei, e tu não me quiseste ouvir.
Sem inspiração fiquei, escrever não pude, minha pena quedou-se tristonha e muda e a cismar fiquei – o tema não encontrei.

RE 1969

Rosa Emília de Carvalho Avelaira

Sinto-me com todos os escudos e nenhuma proteção, com todas as letras e nenhuma redação, com algo para cortar sem saber como usar a faca, com todas as madeiras e sem saber fazer estaca. Sinto-me em uma música sem som, em um refrão inacabado, em uma gaiola aberta, caçando a chave e o cadeado. Sinto-me com asas e sem diretriz, sinto-me em tribunal faltando juiz. Sem puxão ou empurrão, com tudo para não permanecer, sinto-me tentando ser razão, e fraquejando ao reaver. Sinto-me em papel de esboço, estando livre e sendo refém. Sinto-me abaixando as armaduras e, pela primeira vez, sem porém. PORÉM...Sinto-te.

Vanessa Brunt

Sinto-me com todos os escudos e nenhuma proteção, com todas as letras e nenhuma redação, com algo para cortar sem saber como usar a faca, com todas as madeiras e sem saber fazer estaca. Sinto-me em uma música sem som, em um refrão inacabado, em uma gaiola aberta, caçando a chave e o cadeado. Sinto-me com asas e sem diretriz, sinto-me em tribunal faltando juiz. Sem puxão ou empurrão, com tudo para não permanecer, sinto-me tentando ser razão, e fraquejando ao reaver. Sinto-me em papel de esboço, estando livre e sendo refém. Sinto-me ganhando uma vírgula e a massacrando com o meu porém. É que ultimamente ando tanto fugindo e pouco estando, nada posso findar se nada estou iniciando. Apenas tento pôr em mente o lembrete de que esta fase é para minha mente e não para o meu coração, porém desde que tu chegaste desentendo esta afirmação. Destrincho cada fala tua para procurar embuste, até ao que parece ser verdade finjo faltar ajuste. E tento ir embora, mas aquele ponto final da tua frase me prende aqui, e tudo que eu precisava agora era de um erro teu para poder partir. Porque estou com todas as armas, entretanto elas apontam para mim, e nesta casa que me protegia tu és o pravo cupim. Demorei tanto para trancar realmente a porta, e tu tão facilmente entrou: Sem dizer-me se vale a pena a horta, ou se aqui nada ainda plantou. Não me quero nesta desordem, agora basta-me a minha desorganização. Tenho tanto para pôr em ordem, não cabe ao meu outono mudar de estação. E prometo ir, todavia como posso com este desejo de decifrar-te? Apenas segure-me ou solte-me, antes que a minha queda venha a cambalear-te. Quero o céu, tu oferece-me sol. Quero chapéu, tu oferece lençol. E confundo sol com lua, lençol com rua e tu com futuro e chão. Porém, sei. Não há espaço para suposição. Então serei ainda escudo, mesmo sem proteção. Serei ainda a estadia, mesmo com especulação. E quando for para cortar algo, sei que será a mim. Então meu único pedido é que até lá, regues jardim. Que construa, por mais que o fim da história seja com um furacão. Deixe-me marcar tua vida, faça meu escudo cair em redenção. Se tudo for mentira, minta bem e um pouco mais. Só não me mate aos poucos e dê-me um bom motivo quando for para realmente, deixar para trás. Se não, jamais irei e tu jamais ficará. E neste meio termo vou reconstruindo a minha casa e o cupim quem desmoronará. Se não, reerguerei tijolos enquanto tento compreender. E o fim da história, será apenas um capítulo do meu renascer. E quero-te sendo um todo, sendo um livro, sendo nós. Por mais que nada me pertença e que, por fim, prefira ter sido escudo algoz.

Vanessa Brunt