Prosa de Casamento

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Que vaidade a minha imaginar que posso ser bela,
Para te conquistar,
escrevendo versos, sem prosa..
Mostrando todo o meu sentimento, assim, ao vivo e a cores,
on line,
Que absurdo eu imaginar que posso te mostrar
itinerários, para saber onde possa me encontrar.
Que loucura eu pensar, que um dia você iria me querer,
Mas o que sinto é verdade, não nego,
eu me apaixonei, e tudo o que sou, e o que tenho
não é o suficiente para você me querer..
Mas fui alguém que quis por um a noite
apenas,
uma mulher.
Dois nasce de um mais um.
Por isso nunca seremos..


..

sonia solange da silveira ssolsevilha poetisa do cerrado

Título: Saudade em prosa.

Quão tudo fostes o tempo conjugado,
e cada que versos de pausa em desatino.
Contigo eu era bem mais que uma frase,
beijando teu rosto canto a que de límpido.

O carinho que ficou como saudade,
o poema que robustece em caderno.
Se qual relação a que renasce,
do aflora que parte semblante épico.

E jamais esquecerei aquele canto,
teus passos de glória em universo afável.
Teus seios magnos que brando,
tua alma de silêncio imensurável.

danielmuzitano

Me pega,
Me abraça,
Me chama na chuva,
Tira minha roupa,
Me cante uma prosa,
Me chame de sua.
Me ame em meio ao vendaval
Que está a minha alma,
Me beije em um tempo,
Mesmo apressado,
Sem tempo,
Em um tempo ruim.
Arrisque me arrancar um beijo,
Mesmo sem fôlego,
Mesmo que eu esteja chorando,
Pois é assim que gosto,
Pois sou mesmo assim:
Ás vezes garoa passageira,
Ás vezes aquela chuva sem fim.
Espero que você não desista
Desse meu jeito,
Meio termo,
Meio sem jeito,
Pois você sabe,
Eu nasci pra você
E você nasceu pra mim.

Sabrina DeMarchi

Prosa à Almeida

" E ainda dizem que é impossível , definir a palavra "saudade" de imediato , mas em minha vida ela se materializou em forma de música , de voz e de sorriso , na conversa mansa da noite , no pôr - do - sol que nos trás a lembrança das vagas memórias , no primeiro abraço , no primeiro "eu te amo" , na primeira distância , nos primeiros anos , na falta de tempo , na despedida , nas notícias improváveis , no primeiro choro , na primeira confissão , na profunda dor , na grande falta do que proferir , no irreconhecível , na bifurcação dos nossos caminhos , no último adeus e no pedido do largar das pequenas nostalgias ."

Brenna Kelley F.Ramos

Ver-te triste.

Você sempre reclama,
em verso e prosa declama
que te falta um amar.

Eu,
quieto ouço seu drama,
pois sei o quanto ama
essa vontade de ser amada.

Mas [...] não guarde não!

Sai dando por aí...
esse seu amor guardado.

Dá pra quem quiser...
esse afeto acumulado.

Quem sabe te cura
desse carinho que te falta,
desse desejo que lhe pauta,
dessa vontade que até vira ódio,
de tanta falta do querer em par estar.

Só não fique assim,
nua de vida,
com esse olhar sem horizonte,
desprovida dos desejos
de apostar,
de tentar,
de errar.

Vai...dá logo!!! esse olho brilhando
pro mundo.

Marco Paschoal

O BELO


A Floresta me basta.
Não que seja o lar,
mas ela é veicu-lar.

Não basta eu entrar na floresta,
ela tem que entrar dentro de mim.

Desta forma eu encontro a paz
e com a paz dispenso os meus sentidos.

Os sentidos não fazem sentido.

Não confuda um poeta com um buda.
Um buda é um poeta, cuja vida virou poesia,
mas um poeta é alguém que se ilude com a beleza.

A beleza é uma ilusão,
pois a visão pode acabar,
e os ouvidos podem falir.

Então não haverá
o belo meneio das folhas luminosas
nem se ouvirá os sons do bosque.

Como saber se a ipoméia
e as hortências
ficaram azuis?

A função da floresta é me
conduzir ao vazio,
um vazio sem sentido algum.

Arnaldo Leles

Eu gostaria que nos meus sonhos...
Gostaria que a Terra girasse devagar
É difícil, eu preferiria estar adormecido
Você não está ao meu lado,
Quando estou acordado
Porque meus sonhos são todos seus
Adormecer é apenas o meu único desejo
Logo para eu poder vê-la nos meus sonhos

Agora adormecido posso acreditar em tudo
A Terra gira mais devagar, pois no meu sonho
Faço a girar mais devagar para poder...
Poder passar mais tempo ao seu lado
A Terra gira como uma tartaruga
Nos meus sonhos eu tenho tudo...
Eu tenho todo tempo do mundo
Para te ver sorrir.

Francisco Carlos de Mello Junior

Às vezes me deparo olhando para o céu
Vejo um brilho intenso, será uma estrela?
Com esse brilho intenso se destaca entre todas as outras,
Mas não, não é uma simples estrela...
É a estrela mais linda e brilhante jamais vista...
Em toda a imensidão infinita chamada espaço
É mais suave e brilhante que a própria Lua,
É mais intensa e calorosa que o próprio Sol
Mesmo que um dia não seja mais possível ver estrelas no céu
Mesmo que um dia eu fique cego
Mesmo que um dia eu morra...
Eu sei, sem duvida que essa estrela
Sempre estará lá, brilhando mais que todo o universo junto.

Francisco Carlos de Mello Junior

Contato Leal

o seu sorriso me fez encantar
e o nosso acaso de caso sem nos notar
e vc atoa só para dançar
e mostro que fui feito para amar

O seu corpo todo a me desejar
o seu olhar me come com um jantar
seu nego estava a lhe esperar
e em sua vida eu tive que entrar

O seu sorriso aprumava as suas belas feias
planando nos meus olhos num passo leal
que me preparavam para sua ceia
e acordo vendo sua fome num passado real.


Você com a lealdade registrada exagera demais
fez bagunça na realidade desse pobre rapaz
transportou o seu passado me tirando a paz
que só fui atracar em seu cais


Acabou com o seu antigo rapaz
por ele cansar de ser seu capataz
só fui te mostrar como se faz
vc me mostrou que não era capaz

enxergue que eu não trago a mesma dor
acabou com todo o nosso fervor
te largo como quem larga um apontador
e vou embora com a sua dor

Marcus Menezes

Maldição...sem tostão.
Um vento que aspira, outro que embirra.
A porta que fecha, pois a besta não deixa.
Uma luz ofuscada, onde o gato passava.
Uma voz que envergo, um grito tão belo.
Um soneto para a Lua, porque mora na rua.
Um pedra na estrada, a coruja piava.
Uma cara que empino, outra que ensino.
A chuva que canta, meu ouvido encanta.
Palavra com azia, de uma morte surgia.
A dor solitária, saudade com ária.
Humano impotente, porque o futuro não mente.
E se o amor acontece, o justo enaltece.

Nuno Nebel Pitada

IMPOTÊNCIA

Sinto-me constantemente sensibilizado por imagens que não posso mais viver e envolvo-me em pensamentos empoeirados. As visões de ontem compõem um tênue grito de luta; no entanto, o tempo de tormenta impera. Os vultos dos que me foram implacáveis são obliterados na fogueira da solidão, e sigo vivendo em dunas de cinzas. As rosas do meu jardim extinguem-se e libertam-se com essências de papoula. Embora o tempo arraste e devaste tudo o que tenho, a permanência do que sou ainda resiste. A solidão funde-se à minha sombra e nesse ínterim minhas lágrimas não lavam as poeiras do pensamento.

Bruno Oggione

SAUDADE

Dentro de mim, meu coração é um gerador infindo de saudade. Pergunto ao vento por onde tu andas neste momento, porque faz tempo que ele não me traz o cheiro do teu perfume. Hoje, quando fecho os olhos, a fim de encontrar-te, não consigo mais sentir o brilho que teus olhos emanam. A tarde cai e a brisa corre gélida deste lado do universo. Céus, queria tanto sentir o quente envolver dos teus braços! Aquela sensação devastadora do teu abraço! Sua voz macia recitando em meus ouvidos, como lábios de um anjo que canta salmos de amor. Sozinho, sinto-me perdido e minha mente faz com que eu vague por veredas anônimas, desesperadamente em tua busca. Contudo, eu sei, eu sinto que há uma trilha segura, onde ao alvorecer eu hei de beijar o teu rosto molhado pelo sereno de uma manhã qualquer. Minha vida, tua lembrança mora em cada entardecer. Vejo tua face na beleza das flores, no canto dos pássaros, nas lágrimas de saudade que correm de meus olhos. Talvez haja um lugar onde eu possa ser feliz, onde o mundo não seja tão cinza, onde a luz não seja tão pálida, onde o brilho das estrelas não seja tão fosco e onde a vida faça algum sentido. Ando trocando passos com a tua ausência. Meu silêncio é repleto de gritos emudecidos, que sufocam o meu espírito. Quando a chuva cai, cada gota representa uma lembrança diferente que guardo de ti. Não sei se tu ainda lembras de todos os nossos momentos, mas gostaria que soubesses que ainda me recordo dos nossos corpos envolvidos, do perfume dos teus fios sagrados, do doce sabor que há em teus lábios úmidos, do teu olhar sereno. Anjo, não sei se tu virás, mas estou a tua espera. Se tu não apareceres nunca mais, terei de contentar-me que amar é viver recluso na solidão. E eu não quero viver nessa triste esquife de gelo, que maltratará todos os meus sentimentos. Em um mergulho mudo dentro do meu ser, eu te procuro e tenho fé que o vento há de levar-me até ti, porque, por mais que meus olhos não mais possam vê-la, minha alma, sedenta de amor e saudade, pode senti-la, absolutamente.

Bruno Oggione

CONTÍNUO CONTIGO

Fascina-me com a leveza que teces teus mais puros sorrisos. O timbre da tua risada me tranca em cofres de sonhos vivos. Perco-me nas encantadas horas que vivo ao teu lado e, quando tentas, em meio as tuas crises de felicidade, esboçar os motivos das tuas infindas risadas, faz-se, claramente sem perceber, o mais sagrado anjo que caminha nas veredas de minha vida. Quando sorris, a anatomia inteligente dos teus lábios se desnuda em poesia. Teus toques são puros beijos de quem conhece as maravilhas do amor. Teus beijos provam que um homem pode viver mais de uma vida simultaneamente. Sinto-me eu quando estou contigo. Sinto-me liberto quando estou em nós. Desejo uma vida séria ao teu lado, mas, já de longe, tu me invades loucamente e, de perto, sou um completo bobo conquistado. Que seja amor em silêncio, calmo, sem pressa. Que nossos corpos não suportem tanto carinho se os sonhos se materializarem em verdade algum dia. Nossos corações nascerão novamente, floridos de novas essências: nossas essências. Porque a eternidade, meu anjo, é um sopro contínuo de vida que pulsa em nossas veias.

Bruno Oggione

Só para você saber: Eu esqueci você. E só por querer que você saiba, eu reparo que não esqueci foi de nada.
Ando parada.
Mas só para você saber, eu nem penso mais em ter: Um sim no lugar do talvez que você plantou na minha interrogação. Não penso um segundo sequer em tentar invadir sua opinião.
Quando a gente não quer mais, nem faz questão de demonstrar que já não quer. Quando a gente já não quer, nem faz canção para dizer o que não é…A gente escreve sobre o outro que veio, a nova oportunidade que agarrou. Ah, só eu sei como eu anseio para que a onda leve o que restou: Ou nem tinha como sobrar, porque nem veio a de fato começar.
Porém só para você saber: Eu esqueci você. Quando for ler uma poesia, veja a minha letra vazia! Veja a cadeira vaga, veja a última luz que apaga. Porque você não está. E por estar mesmo sem que esteja, por te enxergar mesmo sem que eu veja, é que entendo que não partiu.
Mas só para você saber: eu esqueci você! E dizem que é um bom começo: Mentir, virar tudo do avesso. Colocar na cabeça que acabou, entender que terminará. Quem sabe assim eu consigo, quem sabe assim vou indo…Hoje digo que esqueci você, amanhã grito: ”Bem vindo”!

Vanessa Brunt

RECORDAÇÕES DA INFÂNCIA


A ESTRADA EM QUE CAMINHO,

FEZ PARTE DE MINHA VIDA.

CRUZA PONTE DE UM RIO ,

ONDE EU E A GAROTADA,

BRINCÁVAMOS QUANDO CRIANÇA.

UMA PEDRA AMARRADA EM UM FIO,

DENTRO DO RIO, JOGÁVAMOS,

IMITANDO UMA BALANÇA.



A CORRENTEZA ERA FORTE,

SEMPRE TINHA ALGUÉM OLHANDO,

E CONOSCO IA RALHANDO.

COM MEDO QUE A BRINCADEIRA,

FOSSE EM DESGRAÇA SE TRANSFORMANDO.

COM ALGUÉM NO RIO A CAIR E ACABAR SE AFOGANDO.



AGORA NA ESTRADA CAMINHO,

AS LEMBRANÇAS VÃO CHEGANDO.

DE FATOS QUE ESTIVERAM, LIGADOS A MINHA INFÃNCIA.

ESTA ESTRADA ERA TRAJETO, QUE NOS LEVAVA NA VENDA.

ERA UM CAMINHO MUI LONGO, CERCADO DE MATA VERDE.

DOS DOIS LADOS DA ESTRADA, CERCAS DE ARAME FARPADO,

DEMARCAVAM OS TERRENOS VIZINHOS.



ÍAMOS QUASE SEMPRE A PÉ, EU E A MINHA TIA.

MAS AS VEZES A ÉGUA DA CASA TINHAMOS QUE LEVAR.

BICHINHA MANSA DEMAIS! PRA CARREGAR A FARINHA.

QUE MINHA AVÓ PRECISAVA, PARA USAR NA COZINHA.

ERA UM ITEM IMPORTANTE, ALÉM DO AÇÚCAR E CAFÉ.

UMA LATA DE LEITE CONDESADO,

QUE NA CERCA A GENTE ABRIA, FAZENDO NELA UM FURINHO.

E O DOCE TÃO GOSTOSO,TOMÁVAMOS PELO CAMINHO.

NEM PENSÁVAMOS NA DESCULPA QUE ÍAMOS DAR PRA AVÓ,

POIS PRA NÓS AQUILO TUDO ERA UMA DIVERSÃO SÓ.



TINHA TRECHOS QUE A CHUVA , A ESTRADA CASTIGAVA.

FAZIA SULCOS NO CHÃO, E A ESTRADA ESBURACAVA.

LEMBRO-ME DAS ARANHAS, CARANGUEJEIRAS PELUDAS.

SEU TAMANHO ERA ENORME, E QUANDO UMA AVISTÁVAMOS!

BEM LONGE DELA PASSAVA, POIS SÓ O TAMANHO ASSUSTAVA.



QUANDO JÁ PERTO DA CASA, DE MINHA AVÓ NÓS ESTÁVAMOS.

ENCONTRAVÁMOS UNS BUGIOS, QUE NAS ÁRVORES BALANÇAVAM.

ESTAVAM SEMPRE A RONCAR, FAZENDO UM BARULHO DANADO!

COM UMA CARA ESTRANHA, OS BICHOS NOS OBSERVAVAM.

NÃO SEI COMO NÃO CORRÍAMOS, DAQUELES MACACOS ABUSADOS.



TUDO ISTO E MAIS UM POUCO, NO SITIO DA AVÓ EU VIVI.

MAS TODOS ELES EU TROUXE, SEMPRE COMIGO AQUI,

GUARDADO DENTRO DO PEITO, PARA NUNCA MAIS SAIR.

ENXADA PARA CARPIR, ÁGUA NA FONTE IR BUSCAR!

TEMPOS DIFÍCEIS AQUELES, DA VIDA DE MINHA AVÓ.

LUZ ELÉTRICA NÃO TINHA, BANHO TOMAVA NA TINA.

FOGÃO ERA SÓ DE LENHA, E CHÃO DE TERRA BATIDA.



LEMBRO-ME DE TUDO ISTO. COM LÁGRIMAS A DERRAMAR.

TUDO FARIA EU AGÓRA, SE O TEMPO PUDESSE VOLTAR...

NEM QUE FOSSE UM INSTANTINHO!

DAQUELES TEMPOS TÃO DOCES.

QUE COM MINHA AVÓ FUI MORAR,

NO NORTE DO PARANÁ!

ARLETE KLENS

NÃO SEI O TEU NOME

Não sei o teu nome
Perdi-me no teu olhar;
Me encantei pela tua simplicidade;
Me apaixonei pelo lindo sorriso
Meus lábios almejam os seus
Meus pensamentos giram em torno de ti
Não sei o teu nome
Só sei que o teu balazar embriaga a minha carne de desejos
E me deixa sem jeito.

Nzongo Branco Dias

[ Eu Até esperei ]

O tempo abrir, o sol brilhar,
a tarde chegar, nuvem sorrir.
Relógio correr, pessoa do ônibus descer,
Barco seguir.

Homem correr, Mulher chorar,
Quem não ama, amar... Trem partir.
Senhora andar, criança engatinhar,
Grávida parir.

Coruja voar, cílio pestanejar,
Bebum beber, parede ceder, saliva engolir.
Dorminhoco sonhar, brigão brigar
Ladrão escapar, escola abrir.

Cego enxergar, coração dilacerar
Fé se abalar, perdedor admitir.
Mulambo se limpar, calçado esfrangalhar,
calado: gritar, dor na coluna sentir.

Estrela do mar, cometa passar
Galinha cacarejar, flor... florir.
Corpo padecer, lua aparecer,
Pôr do sol chegar, noite triunfar
... Você não vir.

Mário Pires

Casamento aberto


Sempre tem aquelas noites em que o sono não aterrissa na cama da gente. É quando, depois de enjoar da televisão, o Jô já foi pra cama com outra, os olhos estão pedindo água em cima do nosso livro de cabeceira, nos resta futricar na vida alheia, procurando saber como estão nossos companheiros virtuais. É a hora do “Orkut”. Que antro de fofocas! E das boas. Ninguém escapa; “tá no Orkut, tá no mundo”. Diversão garantida, distração cibernética e ainda por cima, na moda.
Foi no clica daqui, clica dali que, entre outras coisas, encontrei desde pérolas da Língua Portuguesa até um novo código lingüístico usado pelos jovens orkuteiros que , esquecendo-se que existem as vogais, escrevem seus recadinhos valendo-se unicamente das consoantes. Até parece língua oriental. Só se consegue deduzir que “bijjjuxxx” é beijo, afora isso se trata de um mistério impenetrável.
Mas o mais interessante é o que identifica o estado civil de alguns: casamento aberto...
Coisa nova. Hiper moderna, penso. Casamento já supõe trato fechado, para a maioria das igrejas “até que a morte nos separe”, recheado de juramentos de fidelidade, nada de pular a cerca nem riscar fora da caixinha. É eu e tu e tu e eu . Se entrar alguém nesta história o negócio vai pra cucuias. E agora essa de “casamento aberto”? Aberto como? Aonde?
Será que quer dizer que pode abrir pra qualquer um? Tudo? As pernas, a porta da casa, a conta bancária, as despesas com a manutenção das crianças, o supermercado? Fica meio engraçado o marido chegar em casa e dizer à esposa:”querida, hoje vou precisar da nossa cama.Você não se importaria em dormir no sofá, não é? Sabe, a Laurinha vem jantar com a gente e vamos dormir juntos. Outro dia , quando você quiser, devolvo o favor. Prometo! Negócio fechado, casamento aberto . E o marido aproveitando o ensejo já comunica que no próximo sábado vai sair com aquela colega loira e gostosa lá do escritório, que também tem um casamento aberto e que morre de tesão por ele. A mulher não deixa por menos , libera o marido porque já está com o programa de fim de semana garantido. Vai viajar com seu ex-namorado , o Roberto, agora um sujeito bem sucedido que prometeu pagar todas as despesas.
Será que funciona desse jeito mesmo? Até pode ser, mas que parece ficção isso parece.
Ainda bem que meu sono chegou a tempo de me tirar desse devaneio. Posso ser antiquada, mas só acredito em casamento com amor, com uma boa dose de ciúmes, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, com dinheiro ou sem dinheiro, fechadinho, com uma boa briguinha de vez em quando só pra dar um tempero extra.
Se quiser “abrir”, separa.
Casamento aberto?
Isso pra mim é sacanagem da boa...

Maria Alice Guimarães

Até que a morte os separe

O filósofo Arthur Schopenhauer disse que o casamento é uma dívida que se obtem na juventude e se paga na velhice, mas na época em que ele disse isso a separação era algo praticamente incomum, e de fato só a morte separava um casamento, o que fazia talvez com que os maridos mandassem assassinar suas mulheres, e elas seus maridos.

Hoje em dia as coisas estão mais fáceis, as pessoas terminam tão rápido, às vezes só até acabar a lua de mel, mas o padre ainda continua dizendo a sentença final: até que a morte os separe. Seria mais fácil dizer “até quando vocês não aguentarem mais olhar pra cara um do outro”, pois sempre chega esse momento, uns casais preferem terminar, outros preferem se torturarem e empurrar com a barriga, até que finalmente a morte os separe...

Essa coisa de casamento precisa ser inovada, ter novas regras, acompanhar a mudança de século, acompanhar as mudanças climáticas, as vontades. Precisa ter uma nova cara, sinceramente não conheço uma pessoa que seja casada e completamente satisfeita, ou feliz por inteira. O casamento deveria completar os espaços que faltam pra gente ser feliz por inteiro, mas isso só acontece no começo, na lua de mel, afinal a lua de mel é pra adoçar o começo, pois depois é uma amargura que só.

Tudo bem que eu ainda não sou casado, talvez não seja assim mesmo, mas pelos exemplos que vejo já estou traumatizado, mas de uma coisa eu tenho certeza, a sentença final deveria mudar, os padres deveriam dizer: Até que o amor acabe.

Maicon Carlos

“Hoje é um dia especial,
Não é festa, nem aniversário, nem casamento, nem dia de pagamento...
Mas é o dia em que podemos sentir a vida exalando seu perfume, passando em nosso corpo como o vento que corre. É o dia em que podemos olhar pela janela e ver o presente lindo que Deus nos deu!
Hoje é um dia especial...”

Priscila Figlie