Primeiro dia de Aula

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As aulas nublam a mente, destrói toda a criatividade autêntica

Bruce Killer

Nosso maior desafio não é dar aulas, mas sim, garantir, com nossa contribuição, o sucesso de nossos educandos.

Prof. Kilme Bezerra

É bobagem mas sou como uma “criança” e em alguma distração durante as aulas eu escrevo seu nome atrás do caderno, estranho, porém é um sentimento que não pedi para ter, e ainda mais por você, Se um dia eu saber que você está namorando eu vou te desejar toda felicidade do mundo, e que ela te faça feliz o dobro que eu gostaria de te fazer.

Gabriel Phellipe.

PROFESSOR EDUCADOR

É comum, no período que antecede o início das aulas, terem as crianças uma certa expectativa, um certo desejo, antecipando o que será a escola. Têm, as crianças, a tendência de gostar do professor. É o gosto da novidade, do que não conhecem - é a aventura do aprendizado.
Começam as aulas e algumas expectativas são superadas, outras frustradas. Alguns encontros se revelam marcantes, outros nem tanto. Há alunos que voltam para casa, dos primeiros dias de aula, desejosos de narrar aos pais cada detalhe de seus professores.
Em uma leve viagem ao passado, todos rapidamente nos lembramos de alguns professores. Por que desses e não de outros? Porque alguns marcam mais. E é desses professores que a pessoa se lembrará, ao longo da vida.
Infelizmente, muitos professores se convertem em burocratas da escola. Estão ali exercendo a profissão de estar ali. E nada mais. Sem perfume nem sabor. Sem encontro nem encanto. Apenas ali, munidos de um programa determinado, e sequiosos do fim, já no começo. Tristes mulheres e homens que embarcam na profissão errada e lá permanecem aguardando a miúda aposentadoria. Não são maus. Apenas não são educadores.
Há aqueles que educam desde os primeiros raios da aprendizagem. Preparam-se para a celebração do saber e do sabor - palavras com a mesma origem. Lançam redes em busca de curiosidades, surpreendem e permitem surpreender; ensinam e aprendem com a mesma tenacidade. Estão ali, em uma sala de aula, desnudos de arrogância e ávidos de vida. Não temem a inquietação das crianças e dos jovens. Não negligenciam o conteúdo, mas valorizam os gestos. Gestos - é disso que mais nos lembramos dos nossos mestres que passaram. E que permaneceram.
Lembro-me de alguns, como a Ana Maria, professora de história, que nos instigava a estudar antes da aula o tema que seria trabalhado. Quando chegava a aula, ela propositadamente errava, e nós a corrigíamos. Era um jogo, uma didática simples que empregava. Eu chegava a sonhar com aquelas aulas. Ela despertava o gosto pela pesquisa e destravava os mais tímidos. Todo mundo queria corrigir a professora.

Talvez um exercício interessante para o professor seja o das lembranças. Lembrar, de quando era aluno, daqueles professores que eram educadores, e de repente ter a humildade de imitá-los ou até reinventá-los.
E não há tempo nem idade para fazer diferente. É só ter uma característica que Paulo Freire considerava importante para toda a gente mas essencial para quem educava: gostar de viver.
Quem gosta de viver não tem preguiça de reinventar, nem medo de ousar. Quem gosta de viver não tem medo de ternura, da gentileza, do amor.
Quem gosta de viver, educa!



Revista Profissão Mestre, março de 2007

Gabriel Chalita

O 'Cinema Paradiso' e a volta às aulas

No clássico Cinema Paradiso (1989), do diretor e roteirista italiano Giuseppe Tornatore, o pequeno e sensível protagonista Totó descobre o mundo por meio de uma escola diferente. Uma escola encantada, impregnada de sonhos, desejos, possibilidades. Uma escola travestida de cinema e que prescinde do quadro negro justamente porque ensina, comove e arrebata os corações e mentes utilizando imagens, emoções, sentimentos e ações reproduzidas nas projeções comandadas por Alfredo - espécie de mentor, professor, pai e amigo do eloqüente Totó. É essa vontade de desvendar o mundo, vivenciada pelo pequeno personagem de Tornatore, que pretendemos levar aos alunos da rede estadual de ensino na próxima segunda-feira, quando seis milhões de estudantes voltam às aulas e assumem seus postos de aprendizes nas seis mil escolas do Estado. Estamos convictos de que a maioria de nossos 250 mil educadores tem muito do amor, da generosidade e do espírito apaixonado do velho projecionista Alfredo. Homem que se vale dos filmes e de suas histórias para fazer do menino Totó um ser humano melhor, mais confiante no futuro. Uma criança comprometida com o aprimoramento de seus talentos. Alfredo ministra ao bambino muito mais do que o ofício da projeção das fitas. Sábio, o velho mentor ensina, a bem da verdade, a importância do sonho, a importância de acreditar neles e a necessidade de lutar para que se tornem realidade. Alfredo é um professor na acepção mais completa do termo. Um mestre que, mesmo após ter perdido a visão durante um dramático incêndio no cinema em que trabalhava, consegue enxergar em seu pupilo o grande artista que ele se tornaria um dia. O grande homem que deixaria aquela pequena cidade sem oportunidades em que viviam em busca da concretização de seus ideais. Ideais fundamentados na concepção, na produção e na execução de suas próprias histórias. Histórias, por isso mesmo, mais fascinantes do que aquelas assistidas nas sessões das matinês. É essa a função do educador. É essa a missão das instituições de ensino. Despertar potenciais. Descobrir dons adormecidos. Injetar confiança em crianças e jovens muitas vezes descrentes de seu valor, de sua singular capacidade de escrever belos roteiros para suas vidas. Nesta época do ano, em que retomamos as atividades do processo ensino-aprendizagem em nossas escolas, faz-se necessário refletir sobre o modo como devemos "seduzir" nossos alunos para a beleza da vida e para as diversas maneiras de torná-la melhor, a cada dia. As salas de aula podem, sim, ser tão atraentes quanto as telas de cinema. Até porque é por meio delas que começamos a aprender mais sobre nós mesmos, sobre os que estão à nossa volta e sobre os que estão distantes. É nelas que deparamos com a melodia da poesia, com a dança frenética dos números, com a natureza e seus infinitos mistérios. É lá que os melhores professores nos orientam sobre o quanto podemos ser detentores das rédeas de nosso destino. O período escolar encerra anos indispensáveis ao crescimento emocional e intelectual dos indivíduos. Anos em que precisamos receber estímulos, incentivos, elogios e críticas construtivas. Tempos em que planejamos, passo a passo, o início de nossa trajetória. A educação necessita de doses maciças de ousadia, da intensidade de espíritos inquietos, da energia pulsante de uma vocação peculiar: a vocação pela propagação de saberes, pelo gosto em debater, refletir, discutir e analisar o mundo junto com o outro. Uma vocação que impulsiona o ser humano ao crescimento ininterrupto. Vocação que se traduz em amar o conhecimento e, principalmente, em compartilhá-lo. A Secretaria de Estado da Educação acredita em seus educadores e tem orgulho de presenciar o modo com que têm exercitado o magistério. É impressionante o empenho desses mestres em fazer o melhor, em participar ativamente de nossos programas, projetos e ações, como é o caso do Escola da Família. Nas visitas às unidades educacionais, nos eventos programados pela secretaria, nas capacitações, na maneira dedicada com que nos apresentam sugestões, no brilho apaixonado com que nos revelam suas idéias... Tudo nos lembra a grandeza e a extrema sensibilidade do inesquecível Alfredo, de Cinema Paradiso. Por tudo isso, a todos vocês que fazem da educação um exercício contínuo de arte, de amor e de altruísmo, um maravilhoso ano letivo. E, sobretudo, o nosso muito obrigado. Que em 2004, possamos avançar ainda mais na construção de uma escola viva, dinâmica e sedutora. Uma escola capaz de deixar nossos aprendizes como o pequeno Totó: repletos de entusiasmo, energia e autoconfiança.


Publicado na Folha de S. Paulo

Gabriel Chalita

Preciso de aulas de Logosofia pra entender minha quadripolaridade? Eu sei, isso é coisa de psicologia,mas nenhuma das "logias" conseguem" me decifrar.

Priscila Ogg

Hoje me emocionei.

Minhas aulas de hidroginástica são sempre à noite e hoje, como estou de férias, fiz às 11 da manhã, no horário da “3ª idade”.

Ao chegar, já percebi a diferença: as alunas estavam todas prontas, sentadinhas no vestiário, esperando a hora da aula. Ainda faltavam 15 minutos para começar e estavam todas lá, ready to GO. A noite não é assim, geralmente sou a primeira a chegar, também 15 minutos antes da aula, e ainda espero uns 10 minutos sozinha ate começar a chegar o primeiro aluno.

As pessoas mais velhas têm menos compromissos ao longo do dia, não sentem a correria dos tempos de hoje. Por isso estão lá, com antecedência, esperando o grande evento começar.

Já na aula, todas ficam muito felizes de estar na água e poderem se movimentar com uma liberdade que talvez não tenham mais, quando fora dela. O corpo impõe limitações com o passar do tempo que vai alem dos movimentos, são limitações no ouvir, no se expressar, no sentir.

A postura da professora faz toda a diferença. Ela assume postura de brava, dá bronca o tempo todo... Isso deve fazer bem a eles... “Tira a mão da borda da piscina”, “Põe a touca”, “de quem é essa toalha???”... Frases ouvidas durante a aula que deixam os alunos empolgados! “Oba, estão prestando atenção em mim!”

Sr Pedro entra no recinto e esqueceu de colocar a touca. A professora grita do outro lado e manda ele voltar. Ele não entende... Como assim, já não estou de touca? Percebe que não e volta. Quando entra na piscina, seu grande prazer é cumprimentar um a um com um sorriso amável e feliz, querendo saber se você está bem. Doce Sr Pedro... Também levou bronca por ser o beijoqueiro da turma.

No final da aula, sai uma aluna levando uma toalha que ela nem sabe se é dela. Volta, toda sem graça, dizendo que aquela que ela levou não é a sua tolha. “Cadê a sua toalha?”, pergunta a professora. Ela não sabe... A professora questiona uma a uma das toalhas e ninguém se manifesta. Ninguém se lembra qual é a sua...

A aula termina e vão todas lentamente ao vestiário. Dessa vez não sou a última a ficar pronta. Algumas senhoras, cansadas de se vestir, esperam o fôlego voltar com as calças no meio das pernas, dando “um tempo” antes de terminarem de se arrumar.

O coração aperta e penso: “Vou ficar assim também?”
Sempre achamos que isso ou aquilo não acontecerá conosco. Mas a 3ª idade chegará a todos nós, inevitavelmente. Como se preparar a ela, mantendo a flexibilidade do corpo, da alma, dos sentidos? Talvez possamos chegar à 3ª idade mais preparados para ela. Ou, como diz minha dentista, após os 60 anos o que importa é ser independente.

Adriana C A Mattos

‎"Meu pior defeito é não conseguir ser hipócrita em momento algum, preciso de aulas de teatro, precisamos disso nos dias de hoje"

Amauri Sampaio

Quando eu morrer, serei apenas o meu nome: escrito e falado. Nas aulas, nas palestras, nas conversas, nas capas dos livros, nas imagens, nos cadernos e livros de escola, nos textos, nas frases... Serei até a assinatura que se transformará em meu logotipo, como uma marca própria. Permanecerá ao invés da imagem de morte, a imagem de vida, que em meu nome ainda existe e sempre existirá; e podem me tirar até a vida, mas jamais poderão tirar a incrível, simpática e admirável representação simbólica que terá o meu nome.

Daniel Melgaço

Fim de semestre

A menos de duas semanas do termino das aulas, os dia parecem ter ficado pequenos para o número de trabalhos a serem feitos. Todos os dias, lá vou eu para frente do computador escrever, escrever, escrever. O fim de semestre é mesmo complicado! Ânimos exaltados, professores e alunos em polvorosa, expectativas altas (ou baixas), uma verdadeira loucura, para dizer o mínimo. De repente, um semestre inteiro resume-se a duas semanas. As duas mais difíceis e intensas de todo ele.
Não quero ser exagerada, mas poderia dizer que a sensação de um aluno nessa época do ano, é diretamente proporcional a vida de um zumbi. Não dormimos direito, não nos alimentamos muito bem e nem pensamos em passear. Nessas horas, os trabalhos e exames são mais importantes que a nossa própria vida. Claro, as férias estão aí e o que nós mais queremos é nos livrar logo e, enfim, descansar.
O fim de semestre é desgastante. Para mim, o exame principal ao qual nos submetemos durante todo o ano letivo. Nenhuma prova é tão perigosa quanto ele, nem um trabalho tão extenso quanto essas duas últimas semanas.
Não posso dizer que gosto dessa rotina frenética, tampouco que me divirto. Pelo menos não é monótono. É como dizem: depois da tempestade sempre vem a bonança.

Fernanda Leal Peña

As aulas estão voltando e já vou avisando: Não tenho bala. '-'

Joyce D.

Oficialmente médica!! Depois de longos anos, longas aulas integrais, longos estudos e longos plantões, o grande dia chegou! E foi tudo lindo, do jeito que todo estudante que ama o que faz sonha... Agora divido com vocês a alegria enorme que não cabe dentro de mim. Obrigada meu Deus, por ter me dado esse dom maravilhoso de salvar vidas!

Desconhecido

O início das aulas é ainda mais triste do que o
fim de um relacionamento.
E.K.Trez

Elias Khoza Trez

Ei mãe. Sabe todas as aulas que eu perdia pq não queria ir ou estava com sono? Pois é. Na verdade, eu não ia porque passava as noites chorando por ser inútil, por não ser a filha e o parente q você e nossa família tanto quer, eu só queria q vocês gostassem de mim do jeito q sou, mais vocês só sabem me julgar, então to de boa, quando eu me corta não venham me pergunta o porque.

Sam Souza

Coisas da vida

Capítulo 4 – Parte Final:

As aulas começaram. As de Clarissa uma semana antes que as de Naty e Amanda.
Clarissa disse que a primeira semana de aula até que não foi tão ruim. Disse que havia lá belos garotos e também garotas belas. Todos pareciam muito mais inteligente do que ela. Bom, isso era o que ela pensava.
Clarissa sempre foi uma garota inteligente. Costumava ajudar demais Natália e Amanda durante os tempos em que estudaram juntas. Clarissa, além de ser inteligente, era bela. Os garotos caiam aos seu pés. Amanda brincava:
- Bom, eu ainda estou em dúvida se você é filha de Atena ou Afrodite, Clara.
As três riam. Atena era a deusa da sabedoria na mitologia grega. E Afrodite era a deusa do amor. Elas gostavam de ler livros sobre mitologia. Naty já era mais chegada em magia. Os livros do estilos de Harry Potter.
De qualquer forma, as aulas de Amanda e Naty também começaram. Elas comentaram com Clara que as aulas foram exatamente o que elas esperavam: um saco! A turma nova não se encaixou nada bem como elas nem esperavam que fosse acontecer. Já sabia que seria isso. E os conteúdos? Tudo sempre difícil demais para Amanda e Naty. Mas o pior de tudo, disseram elas, ainda era a ausência de Clarissa.
Foi complicado para elas se adaptarem a essa nova vida. Vida essa que brinca com as pessoas. Vida injusta. Mas, com o passar do tempo, elas se deram conta de que isso tudo são coisas da vida. Mesmo assim, elas continuavam se vendo sempre que possível. E o melhor de tudo é que a distância entre elas não separou uma amizade verdadeira. E nada, nem ninguém nem a distância, separariam elas um dia. O sentimento de amizade sempre permanecia.

Sabrina Niehues

Preciso renovar minha licença de habilitação: vou tomar mais aulas de direção na Palavra de Deus!

Helgir Girodo

Segunda feira animada
Despertador toca mais cedo
Pois é dia de volta às aulas
E a gente acorda meio atrapalhada...

mel - ((*_*))

Melania Ludwig

Nas aulas da Vida que ensinava sobre INVEJA, me fiz ausente ,a lição não Apreendi....

zelosilva

A vida ¨¦ uma professora, o mundo ¨¦ a sala de aulas, e as situa0Š40‹1es dificeis em que muitas vezes nos encontramos s0Š0o os textes, e mesmo sem querer, nos aprendemos com ela.

Loide Bata