Presunção

Cerca de 56 frases e pensamentos: Presunção

Falta de amigos - A falta de amigos faz pensar em inveja ou presunção. Há pessoas que devem seus amigos à feliz circunstância de não ter motivo para a inveja

Friedrich Nietzsche

Na vida só vale o amor e a amizade. O resto é tudo pinóia, é tudo presunção, não paga a pena..."

Jorge Amado

Ideias genéricas e uma grande presunção estão sempre em via de causar uma terrível desgraça.

Johann Goethe

Qual é a primeira coisa que deve fazer quem começa a filosofar? Rejeitar a presunção de saber. De fato, não é possível começar a aprender aquilo que se presume saber.

Epicteto

RECORDAÇÕES

Há momentos que precisamos contar com um apoio que chega sem a presunção do pedido, que seja sincero, amável, seja eterno.
E esta eternidade seja repleta de lembranças, de olhares e pensamentos que recordem sentimentos, gestos, abraços. Que seja completa e perfeita como o vento, que nunca cessa seu sopro, levando esperança aos que esperam.
Estes olhos sejam lembrados por tantas vezes brilharem a ver que a vida reinicia no amanhecer, por ter transmitido felicidade através de uma profundidade que poucos compreendem. Este olhar que eu dia observou toda uma vida, agora possa voltar a si mesmo, e contemplar um coração que muito viveu, muito suportou. Um coração que não cansa de bater, jamais cansou. Um coração que já se amargurou, já fez derramar lágrimas, bateu forte demais, já fez sorrisos serem transmitidos, e que já sonhou.
Estes sonhos sejam lembrados como utopias que se tornaram realidade, outras não. Sonhos almejados na simplicidade, outros até modificados, mas jamais esquecidos. Pois quem sonha não envelhece, contabiliza dias, que ao final, podem encerrar a conta com uma fortuna que não pode ser avaliada, somente relembrada.
Estes lábios sejam lembrados por suas palavras ditas para espalhar o amor, pelos sorrisos que surgiram de sorrisos alheios e, da mesma forma que apareceu em minha face, moldei em outras.
Estas mãos sejam lembradas pelas vezes que ajudaram a erguer outras mãos, pelas vezes que abraçaram firmemente aqueles que não queríamos que partissem. Estas mãos sejam valorizadas por serem tão calejadas.
E a saudade que sinto me faz lembrar que o amor ainda existe, que um dia pude chamar alguém para escutar minhas histórias, tantos causos! Seja para lembrar que os dias passam, mas podem ter continuação em outros. Esta saudade gostosa de lembrar tantas coisas, seja um auxílio para poder, um dia, reviver todas elas.
E os passos deixados para traz sejam para mostrar que um ideal foi seguido, que curvas foram feitas no meio do caminho, mas que ao final, tantas pegadas irão se encontrar. Estas pegadas, no meio do percurso, cruzou outras, até modificou direções. Algumas vezes já se perderam, mas souberam reencontrar o caminho.
Estes ombros possam ser lembrados pelas vezes que serviram de encosto. Pelas vezes que enxugaram algumas lágrimas.
E as vezes que pedi perdão sejam lembradas para mostrar que já errei, mas reconheci minhas falhas. Não tive razão em todas às vezes, mas procurei compreender. E assim eu não me esqueça o tanto que já vivi, e que minha vida significa muito para alguém, e jamais eu possa cansar de arriscar.
E que a vida seja lembrada por sua intensidade, pois cada momento já é o suficiente para lembrar que ser forte é continuar onde tantos param.

Bruno Raphael da Cunha Dobicz

O homem no auge do seu orgulho e presunção acha-se superior a tudo, mas basta uma mudança na natureza para comprovar sua mediocridade.

Patrícia Lima

O líder Nato aprende a ouvir para auxiliar, sem a presunção de resolver.

Lourdes Catherine

De onde vem...

Com certo toque de presunção
Sentia que apareceria
Mas o meu pensar não foi capaz de decifrar
O que ocasionaria a sua chegada.

Acredito que jamais conseguiria
E, se talvez, conseguisse, romperia esse futuro.
Drasticamente rasgaria qualquer rascunho presente
Que lançasse ao que estaria por vim.

E, para justiça, isso nem seria necessário,
Abdicar-me-ia da existência.
Destruir-me-ia sem qualquer resistência.

Chega dessas tentativas e ameaças fúnebres.
Todo esse discurso dramático,
Toda essa eloqüência desenfreada colide...
Choca-se nesse presente inimaginável,

Com os sabores provados.
Com os olhares trocados.
Com os beijos experimentados



E ainda,
Com as palavras, sempre elas,
Dominam-me, como uma brisa no anoitecer,
Soprada do mar, triste e frio. Ah! Como o compreendo!
Entrelaçando-me a alma,
Faz-me sentir toda sua solidão.

E continuo por ali
À espera do amanhecer
Com os primeiros raios,
Com o clarear de todo o breu.
Então, é quando vejo a tua aparição,
Resgatando-me dos meus medos,
Tirando-me do relento
Eis meu Alento!
Um sopro de vida sobre a constância inanimada.
O acalento!
Meu cobertor na nevasca.

Foi num simples olhar
Numa conversa informal
Num encontro casual
Numa noite fatal




Minha pulsação aumenta
Minha pupila dilata
Minha mente pára
Meu corpo fica inquieto
E debruço-me a entender tudo isso

Folheio revistas, e sua imagem salta a meus olhos
Ouço músicas, nelas viajo ao seu encontro
E lá está, esperando-me...
Sabendo de tudo que me faz vivo

E já não me permito mais nada imaginar
Mais nada querer.
Mais nada ser.
Só quero entender:
De onde vem...
Essa força indestrutível
Essa razão incompreensível.

Ramon Pestana

SOBERBA
Soberba é a manifestação de orgulho, pretensão e presunção de superioridade que uma pessoa exerce sobre as demais, ela pensa fazer os homens acreditarem que de fato são melhores que os outros, mas se definham lentamente até virem a sucumbir, o preconceituoso por exemplo, ele é o empregado da soberba embora acredite ser o patrão

Julio Ramos da Cruz Neto

As façanhas enchem o coração de presunção perigosa; os erros obrigam o homem a recolher-se em si mesmo e devolvem-lhe aquela prudência de que os sucessos o privaram!...

Fénelon

Em um nível inferior, ser confiante e sincero é o mesmo que arrogância e presunção. As pessoas ainda não sabem lidar com a verdade delas mesmas e isso dói. Então transferir insolência ao outro é mais confortável do que admitir sua estupidez e, sobretudo reconhecer o que de fato são, sabotando até o reflexo do próprio espelho.

Leivânio Rodrigues

Inúmeros são os fatores prejudiciais ao conhecimento:um deles,é a presunção de saber.

Francisco Amado

A presunção do conhecimento é a forma mais desgraçada de ignorância.

Marcelo de Souza

"Dizem que o homem, só o homem, imagina, raciocina e pensa. Essa presunção não deixa de ter fundamento. Tomemos, por exemplo, o amor.
Não se registram tragédias passionais no mundo que o homem chama de irracional. Nunca se viu um chipanzé estrangular outro chipanzé por se intrometer entre os dois, uma fêmea amorosa. Brigam os machos, é verdade, mas a intromissão de um no amor do outro só é repelida pelo instinto de posse. Depois, ninguém será capaz de ver um deles esperar o rival numa esquina, para matá-lo a dentadas, já que não tem imaginação de se armar com um revólver, ou uma faca bem afiada, apesar de possuir mãos.
Não se verifica o crime entre animais da mesma espécie. O que o homem faz com animais, eles fazem com outros, quase sempre em escala zoológica inferior, ou então, por instinto de defesa com o homem, seu inimigo. Mas, nunca entre os da mesma espécie - talvez por solidariedade. Talvez por falta de raciocínio. Mas, sobretudo, por inteligência!
Diz-se mesmo que lobo não come lobo... Por outro lado, a luta pela vida, no círculo das atividades dos irracionais, é sempre mais brutal, não resta dúvida, porém mais honesta e, segundo a razão humana, mais leal, porque é instintiva. Ao passo que no homem é raciocinada..."

Dra. Alayde Penna

OS PECADOS MORTAIS

I
SOBERBA
Soberba, orgulho, vaidade,
(chamam-lhe alguns presunção)
é cheia de magestade,
vazia de coração.

Soberba tem grande pança,
cara carrancuda e torta,
Soberba, cheia de chança,
de si apenas se importa.

II
AVAREZA
Avareza tudo quer,
se tem muito mais quer ter;

Com a vista arregalada,
Avareza não vê nada;
Põe-se a ouvir, a escutar,
e só ouve blasfemar;

Arrecada noite e dia
e acha sempre a arca vazia.

III
LUXÚRIA
Luxúria desvergonhada,
em impudica atitude,
maneira a língua acerada
a difamar a Virtude.

Com rastejada paciência,
e o seu fito principal
é cativar a inocência,
conduzi-la para o mal.

Luxúria, filha infecunda
da Mentira e do Pecado,
saboreia a nódoa imunda,
ama o chão enlameado.

Pelas vielas impuras
a Luxúria se conduz,
mas sempre a horas escuras,
sempre a escapar-se da luz.

IV
IRA
Ira é atolada,
tem um focinho ferino,
grita por tudo e por nada,
fala sem jeito e sem tino.

O senso dela é um vime,
a sua agulha um punhal
afiado para o crime;
tem cadastro criminal.

V
GULA
Gula come, come, come,
mas por vício, não por fome;

de mastigar não descansa,
nem que tenha cheia a pança;

quando trata de entornar,
então bebe até tombar;

a mastigar e beber
é que ela sabe viver;

os seus dentes são os malhos
e as digestões seus trabalhos;

de seus feitos alardeia
se se senta à mesa alheia;

para comer do que gosta,
sempre a comer vence a aposta;

da Gula (cano de esgoto)
é a palavra o arroto.

VI
INVEJA
A Inveja é maldizente,
a todos chama canalha;
sua língua impenitente
é verdadeira navalha;

como nasceu torta e feia,
tem rancor à Formosura,
mas toda se pavoneia
e sobrepô-la procura;

até o próprio Talento
ela despreza e odeia,
porque todo o seu tormento
é não achar uma ideia.

VII
PREGUIÇA
Doença gera indolência
e a indolência a doença;
são da mesma parecença
e são a mesma na essência.

A preguiça não se lava,
na porcaria vegeta;
como o tempo a envergonhava,
espatifou a ampulheta;

é a viscosa minhoca,
que se arrasta e mal caminha,
para meter-se na toca
ou no papo da galinha.

Um dia, diz-lhe alma forte:
- «Preguiça, qual o teu mal?»
e ela, trágica e fatal,
responde-lhe: - «pouca sorte».

Roberto Eduardo da Costa Macedo

Mas Quem é o Nosso Maior Inimigo?

O orgulho de nosso coração,
a presunção de nosso coração,
a hipocrisia de nosso coração,
o egoísmo intenso de nosso coração,
estão muitas vezes ocultos a nós.

Este diabo astuto, egoísta, pode usar tais
máscaras e assumir tais formas.

Esta serpente, o ego, pode então arrastar-se e rastejar,
pode assim torcer e distorcer, e pode se disfarçar
sob tais aparições falsas,
que muitas vezes estão ocultas a nós.

Quem é o maior inimigo que temos a temer?

Todos nós temos os nossos inimigos.

Mas quem é o nosso maior inimigo?

Aquele que você carrega no seu próprio seio - diariamente,
de hora em hora, e sempre presente companheiro, que se entrelaça em quase todos os pensamentos do seu coração - que . . .
às vezes incha com orgulho,
às vezes inflama com a luxúria,
por vezes, infla com a presunção, e
às vezes trabalha sob a humildade fingida de uma santidade carnal.

Deus está determinado a derrubar a soberba da glória humana. Ele nunca vai deixar o ego (que é apenas uma outra palavra para a criatura) usar a coroa da vitória.
Deve ser crucificado, negado, e mortificado.

Agora, este ego deve ser vencido. O caminho para vencer o ego é olhar para este ego sendo lançado fora por Aquele que foi crucificado no Calvário - para receber Sua imagem em seu coração - para ser vestido com a Sua semelhança – beber de Seu espírito - e "receber da Sua plenitude graça sobre graça."

Texto de J. C. Philpot, traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

Nota do Tradutor: Enquanto houver pessoas, coisas, condições e gostos aos quais nosso ego estiver apegado afetivamente e dependente delas, adorando-as como um ídolo, não podemos receber desta plenitude da graça de Jesus.

“Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14.33)
J. C. Philphot

J.C. Philphot

Às vezes, a presunção de ser conhecido em todo o mundo... é no vaidoso limitada à estima de sete ou mais idiotas que o rodeia, alegra e satisfaz.

Pedro Berti Neto

A Antítese da Santificação



A satisfação permanente consigo mesmo e a presunção são a própria antítese da santificação, porque onde o Espírito habita haverá sempre um conflito, uma crise, da luta da carne contra o Espírito e do Espírito contra a carne, de maneira que o verdadeiro crente terá fome e sede de justiça, e nunca estará satisfeito com o nível da santificação que tem alcançado, porque o próprio Deus o chama a crescer cada vez mais na graça e no conhecimento espiritual de Jesus.
Então o crente genuíno sempre estará em atitude de vigilância contra o pecado, e se auto examinará constantemente para julgar a si mesmo, se tem andado ou não no Espírito fazendo a vontade de Deus.
Esta é a verdadeira santificação, a saber, a que começa no coração, e que não se aplica somente às nossas ações.
Assim, a doutrina do pecado, nos faz ver a necessidade absoluta de um poder sobrenatural, infinitamente maior que o poder do pecado para que possamos ser libertados. Isto nos faz ver o quanto somos dependentes de Jesus Cristo e de andar efetivamente na Sua presença e debaixo do Seu poder.
A doutrina do pecado esvazia o homem de toda justiça própria, de busca de méritos por boas obras e tudo o mais que não lhe faça enxergar que somente Cristo é a resposta para tudo o que se refere a um viver de modo agradável a Deus.
Benditos os olhos que podem enxergar isto.
Benditos os ouvidos que recebem esta doutrina, porque se a têm recebido é porque foram abertos por Deus. O homem não pode de si mesmo ver esta verdade caso não lhe seja revelada pelo Espírito.
Isto não vem a nós pela força de argumentação de um discurso moralista ou religioso, mas pela revelação do Espírito Santo ao nosso espírito, tornando-nos humildes e mansos diante do Senhor.
Este é o caminho para a verdadeira felicidade porque é somente por ele que podemos ter nossas consciências purificadas e acharmos paz verdadeira com Deus.

Silvio Dutra

Presunção


“Por esse motivo, aquele que pensa estar de pé, preste atenção para que não venha a cair.” (1 Co 10.12)

O que aqui se recomenda é que não nos ensoberbeçamos com o nosso progresso espiritual, de modo a que nos tornemos complacentes e indolentes; uma vez que é muito comum abaixarmos a guarda quando pensamos que alcançamos uma boa condição diante de Deus e que portanto, nos leva a ficar satisfeitos com o que já temos alcançado.
Esta parada causada pela indolência espiritual haverá de nos conduzir com certeza a uma queda na graça.
Nossas graças ficarão enfraquecidas e prontas para morrer se mantivermos este tipo de atitude.
Nunca podemos esquecer que de nós mesmos somos fracos, e que toda a força que temos procede de Jesus e da Sua graça. E esta graça necessita ser renovada todos os dias pela operação renovadora do Espírito Santo.
A graça que me sustentou ontem já não serve para manter-me firme na comunhão com Deus no dia de hoje, e isto será verdadeiro quanto à graça que necessitarei amanhã.
Desta forma, não há lugar para ficarmos satisfeitos e parados em razão da medida da graça que julgamos já ter alcançado, em face desta necessidade de sermos renovados todos os dias.
Está determinado por Deus que a nova criatura em Cristo Jesus deve ser renovada a cada dia, e é por isso que se nos é ordenado a autonegação e o carregar diário da nossa cruz para que possamos seguir a Jesus.

Silvio Dutra