Preconceito Gay

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Sexualidade não define gostos, não determina um perfil com personalidades e atitudes específicas. Sexualidade não incrimina. Não existe uma sexualidade superior. A orientação é a única diferença existente entre as sexualidades. As sexualidades possuem seus pontos positivos e negativos, estão todas no mesmo patamar de significância.

Dhieferson Lopes

Sabia eu que tinha feito algo errado. Sabia que Henrique também havia errado. Sabíamos que pagaríamos um preço alto pela atrocidade que nós cometemos. Estávamos juntos há mais de doze anos e mesmo nos dias de hoje sofríamos com piadas, pedradas, comentários vis e, em alguns casos, até pancadas. Henrique e eu cansamos de suportar as dores causadas por todas as vezes que demonstrávamos nosso amor em público. Onde está o erro em um aperto de mão, em um abraço, em um carinho, em um beijo ou em qualquer outra atitude afetuosa capaz exprimir um grande amor? O que há de errado em amar?
Eu e Henrique éramos muito corajosos, não tínhamos medo de mostrar para o mundo o nosso amor, mesmo que isso pudesse nos levar a morte.
Nunca tivemos vergonha de expor o nosso sentimento ao público. E mesmo sendo descentes, sem toques vulgares e um quase sexo explícito, como fazem muitos casais heterossexuais, acabávamos sempre impedidos de amar. Em qualquer ocasião, ambientes abertos ou fechados, sempre respeitávamos. Evitávamos pegar, em público, um no outro. Nunca trocávamos toques nos órgãos genitais, nos peitos, nas nádegas ou em qualquer outra parte íntima do corpo. Porém todo esse respeito era insuficiente. Perdemos as contas de quantas vezes fomos espancados.
Nós estávamos exaustos de tanto tentar explicar. Aqueles homens leigos nunca entenderiam. Jamais entenderiam. Eles fediam, não era por falta de higiene pessoal, Henrique e eu podíamos enxergar a podridão contida no interior de suas almas.
Henrique não tinha juízo, principalmente quando algo ou alguém me atacava. Era um homem alto e forte, transbordava testosterona por onde passava. Extremamente calmo até qualquer coisa me ferir. Quando eu estava em perigo aquele homem se transformava em um monstro, aquele homem calmo se portava como uma fera destruidora.
Seu pai, meu falecido sogro, fora um oficial do exército, ele ajudara nas forças armadas e tivera acesso a coisas secretas. Coisas altamente perigosas.
Ficamos sabendo, através do meu sogro, antes de seu falecimento, a existência de uma bomba tóxica que matava humanos em minutos. A bomba era assustadoramente destruidora, bastava apenas inalar uma pequena quantidade para falecer. Seu efeito durava por uma hora. E o melhor, como dizia Henrique, é que ela era capaz de matar muitos por um longo espaço de extensão. Seu veneno se espalhava por muitos metros quadrados. Seu poder era capaz de acabar com todas as vidas da cidade em que morávamos.
Eu e Henrique não tínhamos parentes ali. A pequena cidade era composta por religiosos fanáticos. Eles, nas escondidas, bebiam, se drogavam, cometiam adultérios, viviam na promiscuidade e ainda ousavam a se julgar como sendo melhores do que pessoas iguais a Henrique e eu.
Em uma manhã linda onde o sol brilhava e destacava o céu azul. Pássaros cantavam, flores exalavam seus perfumes e o vento espalhava o aroma por toda a cidade Henrique descontrolou-se. Um homem, um homofóbico – aqui na terra é esse o nome dado ao demônio, ao capeta, ao diabo – havia me agredido brutalmente na rua. Eu estava com uma camisa que estampava a foto de Henrique, ela tinha como legenda as frases: “O meu melhor presente enviado por Deus. Amor é o que eles sentem. O que nós sentimos é muito mais superior a esse sentimento.”
Quando me viu, Henrique me pegou pelo braço, levou-me para o carro. Fomos para a base do exército. Entramos sem complicações. Seu pai fora o homem mais prestigiado dali. O homem da minha vida fez todos os curativos necessários em mim. Pegou duas bobas daquelas que o mundo temeria. Colocou-me no helicóptero e partimos – Henrique, em tempos passados, fora um saldado pertencente àquela unidade.
Estávamos a uma altura incrivelmente distante do solo. Não era possível distinguir nenhum objeto de onde voávamos.
Henrique acionou uma bomba e a despejou pela janela do helicóptero. Ela acabaria com todos, com seu gás, quando tocasse o chão. Ele dirigiu o veículo voador para mais longe. Todos daquela cidade se foram.
Retornamos duas horas depois. Henrique e eu corríamos pelas ruas. Ele me carregava pelo colo. Me dava beijos intensos, demorados, profundos e apaixonados, sem nenhum receio. Me abraçava a todo momento. Acariciava meus cabelos. Passava, em movimentos circulares, seu polegar direito sobre a minha bochecha esquerda. Éramos apenas eu e ele.
Henrique me levou para a praça, me sentou no banco, arrancou flores dos canteiros e jogou-as até mim. Ele fez declarações de amor. Beijou as minhas mãos.
Navegamos com os barquinhos pelo lago, deitei no colo de Henrique enquanto ele gritava para o silêncio o quanto me amava. Entramos no shopping de mãos dadas, fizemos compras sem ter que pagar. Tiramos fotos, através dos espelhos, se beijando. Abraçamo-nos no elevador. Partimos para o cinema, colocamos pipocas para estourarem. Comemos as pipocas e andamos de mãos dadas pelas ruas. Um colocava a pipoca na boca do outro.
Henrique tirou sua camisa. Ele me abraçou, segurou-me forte e rodopiamos no meio da avenida principal.
Deitamos na grama e apreciamos o céu estrelado. O céu infinito estampava com um brilho magnífico a lua minguante. Henrique se virou para mim, pôs uma de suas mãos por de trás de minhas orelhas e beijou minha testa.
Quando o amanhecer começou a apresentar seus sinais fomos para o alto do maior prédio da cidade. Dali nós assistimos o sol nascer.
Henrique me pegou no colo e girou. Me deu o melhor de todos os beijos. Eu estava em um estado superior à felicidade. Ali do prédio fomos flagrados com uma luz forte vinda do alto.
Helicópteros, carros, tanques de guerra e inúmeros homens vestidos com fardas nos rodeavam. Henrique, disfarçadamente, acionou a outra bomba e jogou-a no chão. Permanecemos abraçados até o último momento. Os braços, as mãos, e os lábios de Henrique foram as ultimas coisas que meu corpo sentiu.

Dhieferson Lopes

Sou mulher
Sou negra
Sou lésbica
Sou brasileira
E nem por isso deixei de ter dois olhos, duas orelhas, um nariz e uma boca, exatamente como você.

Sale Rabagi

A exposição dos meus problemas a minha família

Reunião dos membros familiares era sempre a mesma coisa: monotonia, chatice e pânico. Minha família não se fixa apenas no tradicionalismo, existe outra definição que eu não consegui encontrar ainda, algo que exprima uma ligação exagerada ao ponto de causar apavoramento interno.
O meu incômodo se fazia quando meus parentes sentavam-se em círculo para contar, a todos, tudo o que os afligiam, os incomodavam e os deixavam infelizes.
Eu já havia decorado todas aquelas falas, no fim do discurso, de consolação. Minha família acreditava que um turbilhão de frases clichês solucionariam, precisamente, quaisquer problemas.
Por muitas vezes menti, omiti a verdade, por preguiça de explicar e por medo de que os olhos de alguns de meus familiares pulassem para fora do crânio, abismados com meus dizeres.
Mas aquele dia estava com preguiça de dizer não. Estava sem motivação para mentir, meus argumentos e concepções estavam mais aguçados que o habitual. Encontrava-me em um daqueles dias inspiradores, os mesmos que os grandes poetas tiveram ao escreverem seus mais belos e conhecidos poemas.
Meu tio Carlos anunciou com um tom assustadoramente alto, como fazem os políticos corruptos ao exporem suas promessas que jamais serão cumpridas:
- Vamos Gabriel é a sua vez!
- Tudo bem tio, não precisa gritar, o meu problema não é de audição.
- Hoje eu digo sim. Continuei. - Contarei a vocês os meus problemas. Hoje eu cedo à obsessão que vocês possuem de descobrir os conflitos dos outros e tentar, com frases que o mundo usa, amenizá-los. Porém eu gostaria que meu discurso não fosse interrompido até que ele se faça por completo.
Não sei se eles estavam espantados por eu dizer algo diferente, obedecendo minhas ordens ou abismados com o meu pensamento sobre a tentativa exaustiva de resolver os conflitos internos de cada membro problemático da família. Sabia que podia ouvir a respiração deles na imensidão do silêncio dado na sala da vovó.
- Ótimo, desconhecia essa compreensão de vocês. Sim eu tenho problemas e mesmo que algum de vocês pense em outras palavras para dizer-me não será o suficiente. Nada, apenas dito, resolverá os meus conflitos externos. Detesto fazer-me de coitado, ou diferenciar-me pela minha sexualidade, porém os problemas que citarei aqui são causados, em grande parte, por pessoas como vocês, heterossexuais. Enfrento rejeição na escola, sofro piadinhas em quase todos os lugares que eu frequento. Sou excluído pela igreja que mamãe insiste em me levar, os olhares camuflados, principalmente, quando papai e mamãe não estão comigo, são os piores. Não posso contar minhas conquistas amorosas, ou elogiar os homens que eu me interesso a ninguém. Sou obrigado pelo meu pai a não ajudar minha mãe, mesmo que ela precise muito, nos afazeres domésticos em casa. Tranco-me no quarto para não ver a expressão de exaustão que a face dela diz aos quatro cantos. Tenho que conviver com o cansaço e a tristeza de minha mãe em virtude do medo que o meu pai possui. Ele pensa que lavar louças, limpar casa, cozinhar, lavar roupas ou realizar afazeres destinados à mulher farão com que eu dê a minha bunda, que eu beije garotos, que eu o meu pau caia, que eu use coisas de mulher, que eu passe a gostar de homens, resumidamente, que eu me torne um gay. Não posso falar do amor. Não posso dizer a ninguém quem eu amo, sou impedido sempre pelo medo de ser alvo de chacotas intermináveis ou de levar um soco na cara por alguém incapaz de entender. Não posso beijar, não posso andar de mãos dadas, ou fazer em público qualquer demonstração de afeto em meu namorado, pois corro risco de ser julgado, espancado, esfaqueado e até mesmo morto. Sem contar com todos os outros problemas que todos possuem como amor não correspondido, dinheiro, falta de sorte, dívidas, e enfim, uma infinidade dos quais todos aqui conhecem.
Minha mãe chorava, meus tios cochichavam entre si, minha avó tinha ganhado uma flexibilidade enorme e assustadora na mandíbula, a dentadura do meu avô havia caído em seu colo. Alguns de meus primos me olhavam como meu pai via as atrizes de filmes proibidos, o que me causou nojo. E meu pai me observava com inúmeras intenções como me internar em uma clínica psiquiátrica, me afundar na igreja, matricular-me em uma escola de artes marciais ou boxe, obrigar-me a visitar casa de garotas de programas e comê-las e outras atrocidades que ele julgava como sendo criadoras da heterossexualidade.
Algumas delas foram feitas, o que inclui a visita às meninas de vaginas elásticas, não sei se todas são assim, mas o lugar que meu pai me levara era apavorador. Eu poderia enfiar meu braço nas genitálias das garotas tranquilamente.
Enfim, vários métodos foram utilizados pelo meu pai, porém eu nunca deixei de ser o homem que eu sempre fui, desde o primeiro momento que cheguei a este mundo. Nunca deixei de ser um gay.

Dhieferson Lopes

O amor se dá pela subtração de todos os aspectos físicos e elementos visuais. João ama Maria, Ana ama José, Pedro ama Paulo e Julia ama Sophia. Todos os casais possuem amores recíprocos. Porém se Maria, José, Pedro e Julia perdessem todos os seus traços externos, todas as suas particularidades vistas a olho nu, se fosse arrancando-lhes todo o revestimento corpóreo fazendo destes surgir um novo corpo não físico. Um corpo transparente, responsável por toda a índole e atitudes, ainda haveria amor? E caso trocassem entre si de corpo e sexo, o amor existiria entre eles?
O amor, com o tempo, fora desvirtuado por algumas pessoas. O amor perdeu a sua essência e ganhou aspectos associados, diretamente, ao externo, à beleza e ao status do ser humano.
O amor está distante das definições fajutas, incoerentes e falsas que adquiriu. O amor não possui sexo, raça, cor ou quaisquer outras características físicas. O amor não carece dos elementos que compõem um corpo para existir. Ele se encontra em uma dimensão onde os olhos não alcançam. O amor emerge da alma, se concentra e se faz no interior particular de cada indivíduo.

Dhieferson Lopes

Palavras são NADA depois que saem da boca. Antes que entrem no ouvido e fiquem no coração, se dissolvem ao vento e isso perde o sentido.
Por isso, o que não é dito, e sim feito, é o que realmente importa.

Rick Bueno

MAGIA: Todos a têm!
Muitos não veem!
Poucos a mantém!

Rick Bueno

"Feliz daquele que ama a vida
em toda sua extensão,
libertando-se de qualquer preconceito,
irradiando apenas a luz natural de se alegrar com todos aqueles
que estão ao seu lado,
ignora os erros em seu semelhante,
dando o seu coração, em troca de uma
Amizade sincera e eterna...
De pessoas assim,
poderemos obter o exemplo,
do que é realmente saber viver..."

Tamiris

Não ter paciência para burrice é preconceito ou arrogância?

Tico Santa Cruz

Aonde tem Gay tem alegria, então junte-se a eles que terá vida alegre...

Lukas Parttison

Ele era homem era gay branco negro não sei
So sei que era belo errava tão errado que andava pra tras mas acertava nas palavras e nos jestos que ainda faz,
Porque esta vivo e é imortal e a prova do que branco negro do bem ou do mal,
E o que interessa é que a alma sempre dança no final.

Pepe Martins

A parada gay ainda é um movimento do Orgulho Gay, ou se tornou apenas um dia de festa aonde na verdade so querem se exibir amostrando seus corpos nus e vivendo uma Falsa Alegria aonde não é preenchida.

Linartt Vieira

Você vê aquela gorda?Ela sofre da obesidade,
Você vê aquele gay? Ele sofre da homofobia,
Você vê aquele "viciado" na rua? Ele sofre da desigualdade social,
Você se olha no espelho e descobre que sofre de sua propria ignorância.

Pensador Inutil

Taylor não é feia. Miley não é puta. Demi não é gorda. Selena não é falsa. Justin não é gay. Cresça e pare de odiar!

Scooter Braun

Garoto que expressa o que sente: Gay. Garoto que fica com todo mundo: Galinha. Garota que é virgem: Santinha. Gente que pensa assim: Idiota

Jonathan Thayro

"Todo homofóbico é um gay analisando o que eles sentem, pois ódio foi ou será amor."

DJ MAG (Anderson Oliveira)

Quem gosta de homem e gay
mulher gosta de dinheiro!!!

André s.Corrêa.

Procura-se homem sensível,carinhoso e que nao seja gay
Acho que descobri o enigma de "metade da laranja" . A parte ruim é que eu acho que ele tem que ser gay.
É o único que vai conseguir me superar no romantismo , do qual eu não posso demonstrar .. eu simplesmente não entendo, se eu tenho tanto amor pra dar porque tenho que fingir que não sinto porra nenhuma para o cara ficar comigo? E além de um gay, qual ia ser o homem que ia me ver chorar e entender o meu choro,talvez até chorar junto? Qual homem ia levar meus sentimentos a sério e esperar que eu levasse os dele também? Preciso urgente de um gay.
Tenho vontades de mandar flores, de telefonar e dar presentes .. essas coisas que só o homem pode fazer !
Então é esse o papel da mulher no jogo, ser a dificil. Mas porque dificultar uma coisa, que eu quero tanto meu Deus ? Porque eu vou ficar quase me jogando encima de um cara, esperando ele me convidar para sair ,sendo que eu poderia convida-lo ? Porque as mulheres nascem tão romanticas para ter que fingir que não sentem nada ?
E a resposta é : porque esse é o jogo do amor .
Sinceramente, acho que ninguem gosta muito desse jogo, porque no final sempre choram . Eu sou uma delas. Tentei fazer o meu próprio jogo, o outro jogador não gostou das regras e me colocou no banco de reservas e me substituiu por uma "difícil" que caga por ele. No fim, eu acabei desistindo. Isso, ta decidido. Vou me aposentar, vou dar uma de Ronaldo, ficar um tempo só cuidando de mim e depois volto com tudo, super renovada. Se ele consegue, eu tambem consigo.. deve ser coisa de brasileiro.

Eloá M.

Não é preciso ser gay, lésbica ou bi para ser contra a homofobia. Basta ter um cérebro e uma boa dose de bom senso.

Christie Wingler

Gostaria de pintar um dia a alma de um amigo gay de purpurina.Eles ja são tão brilhantes por fora.

Vanessa Coelho