Preconceito Gay

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Preconceito é para os Ignorantes,Leigos e Desocupados

Vanderson Dapper

"Os maiores problemas do mundo são egoísmo, consumismo, preconceito enfim inconsciência, isso gera automaticamente todo o resto."

Sílvia Ferreira (SFS)

Não crie preconceitos em relação as pessoas com as quais você se relaciona, deixe as coisas acontecerem naturalmente, assim você vai descobrir que conceitos pré concebidos são sempre equivocados.

Cleyton Alen

"- (...) Não tem nenhuma compaixão pelos meus nervos? (diz a esposa)
- Está muito enganada, minha querida. Tenho o maior respeito por seus nervos. São meus velhos amigos. É com consideração que a ouço mencioná-los há vinte anos, pelo menos. "

Orgulho e Preconceito (livro)

Seus companheiros de viagem não era capazes de fazer empalidecer a lembrança do senhor Wickham. Sir William Lucas e sua filha Maria, moça bem-humorada mas de cabeça tão oca quanto o pai, nada tinham a dizer que fosse digno de atenção, e o que eles falavam produzia em Elizabeth o mesmo prazer que o arrastar de uma cadeira.

Orgulho e Preconceito

Se osseus sentimentos ainda são os mesmos de abril, diga-me. Minha versão e meu desejo ainda são os mesmos..."

Orgulho e Preconceito

Se orgulho e preconceito andassem juntos, não existiria o orgulho gay.

Henry Nascimento

— Cura Gay
— Curar o preconceito ninguém quer!

Reinan Rocha

Todo mundo que tem preconceito é porque é gay e não se aceita, então acaba odiando a si mesmo por não conseguir mudar, e acaba odiando todo mundo que é.

Antônio Reis

Tudo é tão simples !

Se você é contra o casamento Gay ,não se case com Gay

Se você é contra o consumo de maconha ,não fume maconha .

A melhor coisa que você tem a fazer é :

RESPEITAR !
Porque isso não interfere e não atrapalha a sua vida em absolutamente nada !

Se você é contra políticos corruptos ,não vote neles .

As melhores coisas a fazer são :

DESPREZAR !

DENUNCIAR !

PROTESTAR !
Porque isso atrapalha a sua vida e a de todos os brasileiros e o desenvolvimento do país !

Giovanni Dulor Chagas

Por que sou gay?

Todo homossexual, algum dia, já escutou de alguém, uma das perguntas mais desnecessárias, importunas e insignificantes que se pode haver: Por que você é gay?
É incomum, escassa, e porque não dizer impossível perguntar a um heterossexual porque ele é um heterossexual. Não há necessidades de saber por que um homem gosta de um homem, uma mulher de uma mulher, e um homem de uma mulher. Mesmo que haja alguma intenção, maior seja ela, existente ou não, não existem razões relevantes para que se saiba a sexualidade de alguém.
Um homem não pergunta a uma mulher porque ela é um heterossexual quando se está encantando por ela.
A ridícula hipótese de querer saber quando um gay se tornara um gay é um anseio de muitos leigos. Um homossexual não é um estado de transformação. Um hétero não vira um hétero. Um gay não vira um gay. Um hétero não vira um gay. E um gay não vira um hétero.
Caso exista algum hétero que virou gay e vice-versa e que se julgou como curado por não sentir mais falta ou desejo pelo sexo que dizia ter este sim optou por ter a vida que tinha. Escolhera pela instabilidade na personalidade, pela insegurança na sexualidade, pela falta de escrúpulos, pelo desejo carnal, ou por quaisquer outros motivos supérfluos. Não fora, em nenhum momento, curado da sua sexualidade por Deus, Jesus ou qualquer outro. Deus transforma, porém Ele não teria motivos para mudar algo que Ele mesmo criara e que fora taxado por outros homens como algo errado.
Sexualidade não é uma doença contagiosa, nem tampouco algo que se pode curar.
A impressão que se dá, com essa pergunta infeliz feita frequentemente aos homossexuais, é que os héteros não possuem sexualidade. Assim como os heterossexuais, não há necessidades em saber o motivo pelo qual os homossexuais são como eles realmente são.

Dhieferson Lopes

Preconceito...uma palavra; onze letras e um ser abominavél se olhando no espelho

bruno silva

O amor não tem preconceito, os doentes são que o tem.

Dhieferson Lopes

Sou mulher
Sou negra
Sou lésbica
Sou brasileira
E nem por isso deixei de ter dois olhos, duas orelhas, um nariz e uma boca, exatamente como você.

Sale Rabagi

Ele vivia rodeado de pessoas que diziam amá-lo, era extremamente protegido e paparicado. De todos os próximos havia uma em especial, sua quase melhor amiga. Compartilhavam momentos da vida, os dois eram gigantescamente ligados um ao outro.
Nesse mundo existem inúmeras formas de amar e a dele se diferia da maneira de amar da amiga. Ele a amava muito e sempre ouvia aquela amiga falar de uma maneira não muito agradável em relação às pessoas que amavam assim como a ele.
O medo rodeava aquele, ele vivia meio a pessoas que diziam aceitar a maneira de amar diferente, assim como a amiga, mas no fundo tinham uma dose de aversão áquilo e não queriam alguém próximo com aquela maneira de amar.Apesar de sentir-se amado o jovem não suportava mais o sufoco, encenava na vida real, tinha uma vida de mentira, não expunha o seu verdadeiro eu perante a grande maioria, estava exausto de esconder sua verdadeira personalidade, sua verídica forma de amar.
Ele acreditara nas palavras usadas pela amiga e família e resolveu mostrar a eles a forma de amar que possuía.
Lágrimas desciam as faces, gritos eram soltos, as palavras eram pesadas, os olhares diferentes e um turbilhão de julgamentos eram disparados em direção aquele homem sem nenhum pudor. O pavor tomou conta daquele ambiente e ele estava totalmente desnorteado.
Todo aquele amor parecia não mais existir. Aquela que se dizia verdadeira amiga revoltou-se, o abandonou no momento mais preciso. Todos de fora podiam amar diferente, mas aquele amigo, aquele filho, aquele irmão não.
Uma pequena parte o apoiou e muitos da sua família, inclusive a melhor amiga, o deixaram de lado, o renegaram.
Ele mudara, cresceu rapidamente, o amadurecimento junto ao tempo foram fazendo-o esquecer daqueles que diziam sentir amor por ele.
O homem partiu para outro canto, longe dali, distante de tudo e de todos que o fizeram sangrar sua alma, se sentir só, desprotegido, frágil, pequeno.
Um tempo depois alguns outros e aquela verdadeira amiga se arrependeram e tentaram reconciliar aquele sentimento, porém já era tarde. O sofrimento transformara aquele homem que pensava ter um amor incondicional e apenas por conceitos do certo e do errado, a família, aquele homem e a aquela verdadeira amiga nunca mais tiveram contato, nunca mais foram os mesmos.Aquele homem hoje só se permite amar aqueles que aceitam sua forma de amar, que o corresponde.
Portanto cautela, você pode esta sufocando alguém que possui uma forma diferente de amar da sua, aquele que você mesmo diz tanto amar. Pode estar causando medo de viver e da rejeição no seu próximo por acreditar em verdades que nem mesmo você sabe se são certas.
Cuidado, aqueles que amam de verdade não gostam apenas de juras, promessas e palavras e não costumam perdoar alguém que diz que os amam e os decepcionam justamente pela falta de amor.

Dhieferson Lopes

As únicas características presentes em todos os homossexuais são a afeição e o anseio aos pertencentes do seu mesmo sexo. Os leigos, os tolos e os ignorantes são que generalizam os estereótipos.

Dhieferson Lopes

Existem meninas que detestam a cor rosa, que não gostam de flores ou poemas e que nunca se entenderam com suas bonecas. Existem meninos que preferem tons de lilás, que deixaram seus carrinhos de lado quando pequenos e que não são fascinados pelo futebol. Existem roqueiros que não usam preto, que não possuem tatuagens e que também escutam outros estilos musicais. Existem prostitutas que dão mais valor a vida e são muito menos vulgares do que muitas jovens virgens. Existem maconheiros que possuem uma vida como qualquer outra pessoa, que não moram em favelas, que nunca tiveram passagens pela polícia e que nunca espancaram o próximo, como fazem alguns alcoólatras. Existem gays que gostam do azul, que odeiam fofocas, que não possuem nenhuma aptidão para cuidar da beleza feminina e que repudiam novelas e revistas de moda. Existem lésbicas que se depilam, que possuem uma coleção de sapatos com salto quinze, que usam vestidos e que não cortam seus cabelos curtos por nenhuma hipótese. Todavia somente homens capazes de raciocinar, desprovidos de qualquer déficit mental causado pela alienação e de conceitos já estabelecidos, e que desprezam o uso da generalização conseguem enxergá-los.

Dhieferson Lopes

Foi em uma discussão com mamãe, em um daqueles domingos típicos. Carne assada, bebida, música, bebida, salada, bebida, parentes distantes, bebida e uma enorme quantidade de palavras cuspidas para fora da boca sem nenhum nexo, sem nenhuma precaução nem mesmo o emprego do raciocínio antes de despejá-las. Estava conversando com meus irmãos e primos que, para meu alívio, não bebiam tanto quanto papai e alguns dos meus tios. O silêncio pairou sobre todo o quintal, deixando apenas o som das músicas que eles julgaram como sendo boas, após o meu comentário sobre Bruno – o vizinho da frente. Todos ali sabiam da minha sexualidade, porém alguns ainda tinham uma enorme barreira, um déficit que bloqueava grande parte do raciocínio, ainda mais quando o assunto era relacionado aos direitos iguais. Soltara um elogio sobre o vizinho formoso, de trinta e cinco anos, que tinha, além da beleza e simpatia, um charme devastador. De um modo não tão formal, chamei-o de “gostoso”. Mamãe olhou para mim como uma mulher que acabara de ver seu marido traindo-a com uma garota de programa. Meu estômago se encolheu bruscamente, mas, como sempre, não poderia deixar de defender-me e dizer em voz alta, de modo que todos ouvissem:
- Qual é o problema em chamar um homem de gostoso? Não há nenhuma criança aqui que não possa ouvir esse tipo de comentário. E porque razão essa sua cara de espanto? Papai e todos meus tios, primos e irmãos chamam as mulheres de gostosas, elogiam o tamanho de seus peitos, sua bunda e outros mais atrevidos ainda falam de seus “pacotes” e a senhora nunca fizera essa mesma expressão. Também nunca ouvi algum comentário da senhora, e de todas outras mulheres aqui, sobre qualquer homem, mesmo tendo a certeza de que acham outros homens, que não são seus parceiros, atraentes. O medo seria de ser chamada de puta ou uma mulher desavergonhada? Partindo dessa mesma linha de raciocínio, fico ainda mais se entender seu terrível modo de me olhar, também sou um homem e nunca deixarei de ser – disse fluentemente.
Fiquei sem comentar a ridícula, leiga e insignificante ideia que alguns héteros possuem de dizer que homossexuais não são homens por causa da sua orientação sexual. Gays nascem homens, são homens e jamais deixarão de ser, desde que não haja cirurgia de mudança de sexo. Pensei em dizer também que um ser do sexo masculino não é melhor nem tampouco superior a um do sexo feminino, porém tinham muitos homens ali. Todo aquele álcool impregnado e aqueles corpos enormes, principalmente referindo-se ao tamanho da barriga, me impediram de prosseguir. Além de nunca conseguirem se concentrar para pensar nem mesmo mudar o modo de ver as coisas, eu acreditei não ser uma boa ideia expor meus pensamentos tendo todo esse meu físico de modelo que sofre de anorexia.
O silêncio se fez mais do que quando meu primeiro comentário fora dito. Minha tia Luíza levantou-se, pegou sua bolsa e se despediu. Mais uma vez, eu havia acabado com o churrasco do domingo.

Dhieferson Lopes

Sexualidade não define gostos, não determina um perfil com personalidades e atitudes específicas. Sexualidade não incrimina. Não existe uma sexualidade superior. A orientação é a única diferença existente entre as sexualidades. As sexualidades possuem seus pontos positivos e negativos, estão todas no mesmo patamar de significância.

Dhieferson Lopes

Sabia eu que tinha feito algo errado. Sabia que Henrique também havia errado. Sabíamos que pagaríamos um preço alto pela atrocidade que nós cometemos. Estávamos juntos há mais de doze anos e mesmo nos dias de hoje sofríamos com piadas, pedradas, comentários vis e, em alguns casos, até pancadas. Henrique e eu cansamos de suportar as dores causadas por todas as vezes que demonstrávamos nosso amor em público. Onde está o erro em um aperto de mão, em um abraço, em um carinho, em um beijo ou em qualquer outra atitude afetuosa capaz exprimir um grande amor? O que há de errado em amar?
Eu e Henrique éramos muito corajosos, não tínhamos medo de mostrar para o mundo o nosso amor, mesmo que isso pudesse nos levar a morte.
Nunca tivemos vergonha de expor o nosso sentimento ao público. E mesmo sendo descentes, sem toques vulgares e um quase sexo explícito, como fazem muitos casais heterossexuais, acabávamos sempre impedidos de amar. Em qualquer ocasião, ambientes abertos ou fechados, sempre respeitávamos. Evitávamos pegar, em público, um no outro. Nunca trocávamos toques nos órgãos genitais, nos peitos, nas nádegas ou em qualquer outra parte íntima do corpo. Porém todo esse respeito era insuficiente. Perdemos as contas de quantas vezes fomos espancados.
Nós estávamos exaustos de tanto tentar explicar. Aqueles homens leigos nunca entenderiam. Jamais entenderiam. Eles fediam, não era por falta de higiene pessoal, Henrique e eu podíamos enxergar a podridão contida no interior de suas almas.
Henrique não tinha juízo, principalmente quando algo ou alguém me atacava. Era um homem alto e forte, transbordava testosterona por onde passava. Extremamente calmo até qualquer coisa me ferir. Quando eu estava em perigo aquele homem se transformava em um monstro, aquele homem calmo se portava como uma fera destruidora.
Seu pai, meu falecido sogro, fora um oficial do exército, ele ajudara nas forças armadas e tivera acesso a coisas secretas. Coisas altamente perigosas.
Ficamos sabendo, através do meu sogro, antes de seu falecimento, a existência de uma bomba tóxica que matava humanos em minutos. A bomba era assustadoramente destruidora, bastava apenas inalar uma pequena quantidade para falecer. Seu efeito durava por uma hora. E o melhor, como dizia Henrique, é que ela era capaz de matar muitos por um longo espaço de extensão. Seu veneno se espalhava por muitos metros quadrados. Seu poder era capaz de acabar com todas as vidas da cidade em que morávamos.
Eu e Henrique não tínhamos parentes ali. A pequena cidade era composta por religiosos fanáticos. Eles, nas escondidas, bebiam, se drogavam, cometiam adultérios, viviam na promiscuidade e ainda ousavam a se julgar como sendo melhores do que pessoas iguais a Henrique e eu.
Em uma manhã linda onde o sol brilhava e destacava o céu azul. Pássaros cantavam, flores exalavam seus perfumes e o vento espalhava o aroma por toda a cidade Henrique descontrolou-se. Um homem, um homofóbico – aqui na terra é esse o nome dado ao demônio, ao capeta, ao diabo – havia me agredido brutalmente na rua. Eu estava com uma camisa que estampava a foto de Henrique, ela tinha como legenda as frases: “O meu melhor presente enviado por Deus. Amor é o que eles sentem. O que nós sentimos é muito mais superior a esse sentimento.”
Quando me viu, Henrique me pegou pelo braço, levou-me para o carro. Fomos para a base do exército. Entramos sem complicações. Seu pai fora o homem mais prestigiado dali. O homem da minha vida fez todos os curativos necessários em mim. Pegou duas bobas daquelas que o mundo temeria. Colocou-me no helicóptero e partimos – Henrique, em tempos passados, fora um saldado pertencente àquela unidade.
Estávamos a uma altura incrivelmente distante do solo. Não era possível distinguir nenhum objeto de onde voávamos.
Henrique acionou uma bomba e a despejou pela janela do helicóptero. Ela acabaria com todos, com seu gás, quando tocasse o chão. Ele dirigiu o veículo voador para mais longe. Todos daquela cidade se foram.
Retornamos duas horas depois. Henrique e eu corríamos pelas ruas. Ele me carregava pelo colo. Me dava beijos intensos, demorados, profundos e apaixonados, sem nenhum receio. Me abraçava a todo momento. Acariciava meus cabelos. Passava, em movimentos circulares, seu polegar direito sobre a minha bochecha esquerda. Éramos apenas eu e ele.
Henrique me levou para a praça, me sentou no banco, arrancou flores dos canteiros e jogou-as até mim. Ele fez declarações de amor. Beijou as minhas mãos.
Navegamos com os barquinhos pelo lago, deitei no colo de Henrique enquanto ele gritava para o silêncio o quanto me amava. Entramos no shopping de mãos dadas, fizemos compras sem ter que pagar. Tiramos fotos, através dos espelhos, se beijando. Abraçamo-nos no elevador. Partimos para o cinema, colocamos pipocas para estourarem. Comemos as pipocas e andamos de mãos dadas pelas ruas. Um colocava a pipoca na boca do outro.
Henrique tirou sua camisa. Ele me abraçou, segurou-me forte e rodopiamos no meio da avenida principal.
Deitamos na grama e apreciamos o céu estrelado. O céu infinito estampava com um brilho magnífico a lua minguante. Henrique se virou para mim, pôs uma de suas mãos por de trás de minhas orelhas e beijou minha testa.
Quando o amanhecer começou a apresentar seus sinais fomos para o alto do maior prédio da cidade. Dali nós assistimos o sol nascer.
Henrique me pegou no colo e girou. Me deu o melhor de todos os beijos. Eu estava em um estado superior à felicidade. Ali do prédio fomos flagrados com uma luz forte vinda do alto.
Helicópteros, carros, tanques de guerra e inúmeros homens vestidos com fardas nos rodeavam. Henrique, disfarçadamente, acionou a outra bomba e jogou-a no chão. Permanecemos abraçados até o último momento. Os braços, as mãos, e os lábios de Henrique foram as ultimas coisas que meu corpo sentiu.

Dhieferson Lopes