Poluição
Nosso mundo hoje
O mundo está perdido!
Tantas mortes e destruição.
Tantos estragos e poluição.
Tanta gente de fome morrendo.
Tantos animais extinguindo-se e desaparecendo.
Tanta gente rica que não reparte com ninguém.
Tantos problemas que os governos têm.
Tantas guerras arrasando nações.
Tantos acidentes, tantas explosões.
Tantas pessoas analfabetas, tantas sem onde morar.
Tantos adoecendo, sem remédio para se tratar.
O ser humano perdeu a razão.
Se afogou na própria ambição.
Apito de fábrica
A poluição é o tempero
da marmita fria.
O nível da poluição ambiental no planeta é igualada a burrice dos homens.
Edy GahrAchei um amor debaixo da mesa do bar. Haviam montes de anúncios brilhando em volta, uma poluição visual bem louca, e aquela poesia escancarada das noites amarelas de verão. Love blues. A bebida me adocicava por dentro, para ser sincera. Estranhei. Eu sou amarga. Sorri sem esperar nada da vida, e fui feliz. Línguas emboladas, palavras decifradas por dentro, segredos vindo à tona. Um gole a mais e eu já era bailarina.
Entre cochichos, gargalhadas, todo mundo ali mendigava carinho. Recitei Cazuza. Ardia. Eu poderia ser encontrada como nunca fui, naquelas horas. Tudo o que já escrevi, coube ali. Encenado. Despejado. Porque eu, na verdade, tava doendo. Ainda tô. Vai ser assim por um tempo, a amiga disse. E tanto, tanto foi dito. Sentido. Exposto.
Eu contei como amo. Desesperadamente inteira. Vacilando. Exagerada. Sem-razão. Maltratei minhas emoções, queimei meus versos, chorei. Doeu. Notei que, enquanto eu silenciava, ele era só meu. Uma vez palavreado, passou a escapar de mim aos poucos. Decidi então que deixaria o amor ir, para ser de todo mundo. Para estar salvo.
Briguei com Chico enquanto ele veio me falar de coisas que eu vivi, que ele viveu, e que acabou. E que depois vai começar de novo. E acabar. E começar. É um ciclo. De tanto contar, pensei: era tanto que não dei conta. Pensei e não disse. Deixei pedaços vermelhos do esmalte pelo chão. Eu me apaixono demais, tem muitos pedaços espalhados por aí.
Eu ouvi, também. Todo mundo ali já amou imenso. Percebi pelo jeito de sorrir. Toda vez que um amor vai, a gente perde um jeito de sorrir que tinha. Levei pancadas deliciosas, verdadeiras. Muita coisa rompeu. A vodka veio temperada com momentos de silêncio. Eu me apaixonei pelo violão do moço. Me apaixonei pela luz que me vestiu. Me apaixonei por todas as palavras que foram ditas. Emudeci. Ouvi coisas realmente bonitas e lembrei dele, dono de todas as coisas mais bonitas que ouvi. Perdi o olhar, discreta. Parei de lembrar. Cansei de inventar.
Minhas cores estão todas borradas, porque eu bati histórias românticas no liquidificador. Hoje à tarde choveu. Minha memória foi se perdendo de propósito. Já não detalho muita coisa. As lembranças pedem para virar imaginação. E eu tenho um medo bem grande, agora. Medo de deixá-lo passar. Porque sei que passa. Medo de deixar de amar. Penso que amar, para mim, é uma distração. Eu saio por aí catando amores que tropeçam no meio fio. Me apaixono por qualquer despertar. Minha alma tem vezes de prostituta, precisa disso tudo. Errado, assim.
Mas daí você vai sofrer de novo, dizem os medrosos. E o bom da vida é o que? É sentir. Des-pe-da-çar. Refazer. Quando tudo se rasga, quem costura sou eu. Dou conta. Se amanhã eu acordar e resolver amar pra caralho, eu amo. Ele, você, outro. Ponto. Que venha a mim todo o amor que houver nessa vida, o tempo inteiro. Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim.
Então, tinha um amor debaixo da mesa do bar. Coube no meu copo. No meu corpo. E eu já era bailarina.
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“Legal... me amarro nesse som, tá sabendo?
O medo, a angústia, o sufoco, a neurose, a poluição
Os juros, o fim... nada de novo.
A gente de novo só tem os sete pecados industriais.
Diga Paulinho, diga...
Eu vou contigo Paulinho, diga”
O homem é o único animal que sente prazer em viver no meio de tanta poluição e degradação do meio em que habita...
e-mail> laprajo@gmail.com
Só queria saber como ainda sobrevivemos neste mundo cheio de poluição mental.
Tamy PisckO homem tem a mente mais poluída do que a terra, como pode salva-la da poluição.
Claudiney RibeiroEu vejo tanta poluição, em um mundo onde não existe amor, não existe paz, não existe nem dor, existe apenas uma disputa onde as pessoas jogam seus valores no lixo tentando parecer melhor que os outros.
Rodrigo Jacobi de LimaA tristeza quando chega ao coração do poeta, é igual a poluição quando chega ao Rio vivo, morre.
Tiago Augusto da Cunha - MindinhoPoluição visual
Banalização normal
Não tem olho nu
Reveste-se de ouro e fede.
Teias encobrem sua retina
Seu gosto bom pela vida
Vida? - Vazia.
Os sentimentos inefáveis, já não fazem milagre.
O feio é interno
Ninguém diz
Ninguém sabe
Ninguém nota.
Truque barato
Sem questão
Sem glória
Pura apelação.
Bala no bolso
Uma pinga na boca
Uma chica na cama
E tudo rima.
Quando olhar para trás, não adianta mais.
Valores vão embora.
O que fica, é o amor para contar história.
Até o mesmo vai sumir da memória
O pão que hoje você não dá valor
Cuidado! Ele pode fazer falta amanhã
Sendo o único suprimento
Para saciar seu tormento.
Eu amo as estrelas e detesto poluição
Eu amo as meninas e detesto o gavião
Eu amo ler jornal e detesto opnião
Eu amo quem me ama e detesto rejeição...
Nem Deus fez céus tão bonitos quantos a poluição Humana!
Rute FrareO amor está no ar. O problema é que a poluição não nos deixa ver.
Vanessa PimentelO ódio que carregasses no coração pode ser comparado à poluição de um rio. Por maior que seja o rio, por mais infinito que seja o volume de águas que abrigue em seu leito, o rio nunca terá seu valor reconhecio, assim como um coração políudo. Resíduos solídos e sentimentais, as vezes impossibilitam que novas pessoas venham nadar em nosso rio chamado vida
Jopa Fonseca (João Paulo Silva Fonseca)A poluição me cegou, me adoeceu, cada vez mais eu tenho horror à criatura humana
CrislambrechtNo mundo em que vivemos a poluição está presente não só no meio ambiente mas tambem nos corações de seus habitantes.
Gabriel Soares CampanárioUma poluição de informações insanas e sem sentido...
A doença da ignorância não pertenceu só aos nossos antepassados, pertence a nós leigos da vida do seculo XXI
Eberaldo Martins O Raposa
No ar da nossa aldeia
Há mais do que poluição
Há poucos que já foram
E muitos que nunca serão
As aranhas não tecem suas teias
Por loucura ou por paixão
Se o sangue ainda corre nas veias
É por pura falta de opção
Olhos famintos,
Necessitados de paz, necessitados de luz
Fartos da poluição preto acinzentada que assombra este lugar
Precário de natureza, desabitado de solidariedade
Olhos que Têm fome de esperança, sede de harmonia
Precisos de união.
