Poesias Infantis de Vinicios de Morais

Cerca de 974 poesias Infantis de Vinicios de Morais

Mesa Formada

Me deem uma garrafa de vinho
batata palha
requeijão
creme de leite
frango desfiado
e um amor para poder dormir no frio.

alexandre morais

Bula

Aviso para os seguintes sintomas.

Se você estiver com:
Tremores no corpo,
suor exacerbado nas mãos
frio na barriga,
complexo por medo de rejeição,
falta de ânimo,
alucinação.
Batimentos cardíacos acelerados,
cegueira incontrolável,
tato arrepiado,
impaciência,
aumento do ritmo da respiração,
tontura e sonolência,
escassez de ar,
isolamento
e preocupação.
Ataques de risos inexplicáveis,
juntos com ansiedade,
combinada com impulsividade.
Atenção!

Corres um grande risco de se perder.
Por quê? Cuidado.
Estás completamente apaixonado,
de coração.

alexandre morais

Nunca teve nada
nunca foi nada
e nem vai ser nada.
Até chegar no nada,
que onde não deveria estar.

alexandre morais

Todos precisamos mergulhar dentro de nós mesmos
e encontrar o nosso próprio caminho
as vezes reorganiza-lo
outras vezes refaze-lo
Descansar para se reciclar é imprescindível.

Marcia Morais

De Cara na Porta

Toda vez que tento ir à sua casa
sinto que seria como escrever,
foge da minha compreensão.
Um sentimento abstrato,
uma ousadia no vácuo,
grande insistência no inato,
tentativa de reconciliação.
A borrifada de ar no meu rosto marejado
despertado no vazio
entender que não consegui o perdão.
O jeito sempre é voltar pra cama
e dormir sozinho,
no frio e solitário colchão.

alexandre morais

O Presente não Dado

Ao pé do fim do morro,
com o mais fino embrulho,
carregava embaixo do braço
um presente não dado
que eu há anos afundo.

Fazia tempo que pairava
que até a cor perdera.
Na minha estante repousava
junto com o medo de ir entregá-lo
para a pessoa que o merecera.

Agora, encontro-me debaixo de chuva,
no início do morro íngreme,
tentando encontrar palavras
e dizer para a menina matuta
o tanto que ela me inspire.

O embrulho é prateado
bem, era.
A água revolta tratou de deturpá-lo,
junto com o tempo adiado
com isso, das minhas lembranças levado
na correnteza foi para o ralo
que de cor ficou apagado.

Menina, me perdoe por antes não ter falado
que eu tinha um presente guardado
lá na estante empoeirada
feita de madeira, no meu quarto.
Sinto que consegui ser amaldiçoado
pelo fracasso de amar.

Se agora choro, fustigo meu coração.
Amasso-o como um padeiro trabalha o pão.
Sou aspirante a poeta, menina bonita, peço perdão,
pela falta de fala expressa pessoalmente,
e o grande número de escritas correntes
no papel escondido na gaveta da minha prisão.

Voltei todos os dias pra casa,
hoje também voltei.
Com a mão firme, cheia e suada
carregando o presente que nunca dei.
Recoloco-o na estante mais uma vez.
e deito ao relento da noite
me odiando por todas às vezes que fraquejei.

alexandre morais

Amor Bobo

Me nutro por amor bobo.
Engraçado e recheado
todo colorido palhaço
e tolo.

O que é motivo de chacota
o famoso casal que sente a beleza no olho.

Amor que faz pessoas sorrirem
por ser inacreditável
impossível de ser amado.
É, aquele bobo,
pro outro invejado.

Amor gostoso
igual café com bolo morno.

Gosto de amor bobinho
simples e ousado
a bobice que debaixo das cobertas
esquenta o frio exato.

Juntinhos, sem maldade,
amor que é completo, de graça
e que não se paga.
A falta de preferência
pela medíocre aparência
para ambos baterem asas.

Ah, como é bom amar,
ainda mais se o amor for bobo
por nada.

alexandre morais

Rua da Lata Virada

Dois cães se veem na rua suja e latem
se estranham.
Dois cães um noutro se avançam.
Ambos se mordem
se espancam.

Esses dois cães se odeiam
estão bêbados
sem ao menos saber o porquê.
Nem pensam
muito menos têm consciência do que são.
Se agridem por sede amarga de sangue,
o sangue que nunca tiveram.
São raivosos e desesperados
diferente de só um cão.

São gerados pela estadia do esquecimento
É pau, é pedra, é cada um por si
no abandono latente.
Caem e levantam, voltam à estaca zero da vida
e ferem aqui
o coração de tanta gente.

Imbecis de pelos enormes.

Na rua, dois cães brigam,
agonizam
e morrem.

alexandre morais

Ave ufana de Pátrias

Araponga sem-vergonha,
fica nas restantes árvores escondida
gritando aos setes ventos
uma rima forte e partida.

Araponga brincalhona
na janela do ferreiro.
Cata verme e compete,
canta por doçura e brinquedo.

Se o martelo bate no ferro
sua mãe é esverdeada
o pai branco como geada
tu só poderia ter nascido,
no litoral das terras salgadas.

Se agora eu apanho
na Mata Atlântica,
ou no interior do continente
o fruto no chão,
todo sangrado e ferido,
entendo um bocado,
a falta de comida
e sua perseguição.

Araponga voe livre
para longe inclusive
de toda à prisão.
Sua liberdade imponha,
é seu direito em ser viva
e tocar às pessoas
com seu murmurejar marcante.
Araponga inesquecível,
sem-vergonha.

alexandre morais

Por que sentes dor?

Não sei! Se eu fosse detentor deste conhecimento, ia lá no fundo,
lá no motivo inicial, o ponto de partida
e entenderia sem pestanejar o porquê de tudo isso.
Entenderia, não com a intenção de findá-la ou
retirá-la com as mãos da terra que é meu corpo
arrancando com raiz, caule, verme e pétalas
mas sim para afrontar os meus medos e desejos
e descobrir o motivo no qual escrevo
e entro em seguida no desespero.

Porém, este entendimento, tenho pavor em conhecê-lo.
Posso deixar de poetizar pelo simples fato
de ter elucidado a causa mais íntima,
que briga submersamente para que permaneça no anonimato,
e só saia em forma de poesia.
É por isso que tenho essa dor crônica
pelo fato de que eu nunca me esforcei para encará-la de frente.
Não tenho a pretensão
de ser sabedor do motivo pelo qual dói
e em seguida olhar o medo que tanto me encoraja
e saciar o desejo que tanto me impulsiona.

Desde modo, nunca conseguirei responder essa pergunta.
Minha dor é dos papéis e das declamações
minha dor é relógio na madrugada que fofoca às almas
os nuances sobre o dia dos vivos
é linguajar popular acessível a todos.
Minha dor é um código indecifrável de palavras
que não perco tempo em decifrá-lo
apenas em escrever o que é necessário
para que essa dor continue a pulsar forte
e me inspire até o dia em que eu for embalsamado.

alexandre morais

Brincadeira de Hora em Segundos

Lá, lá atrás do tempo
criou-se um descontento
Isso? Há muito me lembro
pungir o vento,
nas costas das horas
que estavam distraídas lendo.

Não sei se gostavam
porém achavam-se atentas
pararam até os ponteiros
que todos os dias andam pela sala,
passam pela cozinha
pelo quarto, voltam pra sala, e sentam.

Os números que formam o dia e a noite
o nascer e o crepúsculo
pairavam no ar escasso e cortante
e usavam grandes óculos escuros
em cima do muro,
comiam um maduro fruto
olhando o poço fundo
do mundo.

com os olhos vendados
filtravam o brilho deste tempo
o tempo rodante,
no espaço barulhento
o tempo passado, o tempo pequeno
desesperado e frêmito
por atrás deste paciente poema lento.

alexandre morais

O Visto Eterno

Te amo infinito
no coração afinco
dentro do corpo nutrido
e pela alma, excluído.

Tudo excluído
foi tudo perdido
o passado era aquilo
um dia partido
na surdez do ouvido.

Quando te vi
foi lindo,
inventou o calor
que eu não elimino
até agora zelado
por anos, mantido.

Neste tempo promíscuo
sonhei em beijar-te a boca
com o lábio mordido
por dente de mimo.

Sua roupa em alinho
o sangue na veia
permeia o seu rio
corre líquido mítico
me dê vida
em sede de bico.

Agora, pode chegar
o dia de ir, não vivo
nem uma hora a mais
nem menos que isso
por motivos próprios
por dentro, há sinto.

alexandre morais

Meu amor,
Atualmente estou amando!!!
Posso dizer que sei o sofrimento desse sentimento
mesmo assim luto pelo que acredito
a cada pequeno passo de você
borboletas voam em meu mundo de fantasia.
Me fazendo alegria no mesmo instante.
Me fazendo pular que fala que me ama.
O estranho é que as vezes não acredito mesmo querendo
Gosto desse amor em centímetro igualmente
que sentimos verdadeiramente.
Pois meu olhos estão aponto de virarem estrelas ao seu falar.
Seus sorrisos bobos que me fazem delirar
E pensar que eu faço isso em você

Emely Morais

Pela fé vencerei reinos.
Pela fé alcançarei promessas.
Pela fé calarei a boca do leão.
Pela fé apagarei a força do fogo e porei o mal em fuga.
Pela fé, e apenas pela fé chegarei até a Deus e o agradarei de verdade.

Eugênia Morais

Cuidado com o que falas de si próprio! É muito fácil falar e auto elogiar-se.
Para convencer outrem e fazer calar os que falam mal de você, tens que mostrar mudanças de comportamento.

Eugênia Morais

Fale bem de si próprio com palavras eloquentes e até fantasiosas. Por certo te ouvirei. Mas, para acreditar em tudo que dizes basta que coloques em prática.
As ações não só falam por você como comprovam e convencem.

Eugênia Morais

Minha história é um texto sem resumo
Ora ao lado de alguém, ora sozinho...
Que perder-se também é um caminho
Onde só os mais fortes buscam rumo.
Se você quer ir mesmo? Eu me acostumo!
E prometo sorrir na despedida
Se voltares depois, direi: -''Querida,
Não voltei pra você nem pra ninguém,
Que na vida tirando o 'V' que tem
As três letras restantes são de 'IDA'.

Dudu Morais

Encontro Improvisado de Amor


Eu não sabia mais o que falar
já que tudo em minha volta parecia cair em ruínas.
Minhas pernas bambeavam
o coração pedaço em pedaço despetalava-se
nos segundos lentos, mudos e surdos das horas,
e dissolvia-se igual açúcar na chuva
(em um encontro tão desejado).

Saudade daquele dia, mulher!

alexandre morais

No Meio de Lobos...


quero apenas ganhar uns trocadinhos,
no futuro que nem me preocupo imaginar.
Viver perdido por ai
dormir um dia ali, outro aqui,
amar de igual para o igual, as pessoas,
beijá-las com a ponta gelada do nariz,
me esforçar o máximo para continuar ser fiel a mim
e utopicamente feliz.

alexandre morais

Uma Simples Manhã



Desperto do sono ondulado e submerso
onde há bichos feios, escuros, indecifráveis.
Levanto e giro, giro e giro no ar
em uma contradança com o charme
ao som, a música mais simples.

Retomo ao real, visões de tudo
afundam para a profundeza agitada.

Sinto tanto medo.
Caminho na rua, com o sol à mostra
os bosques, lojas, velhos,
jornaleiros nos cafés, igrejas.

A contundência do meu ser
confronta a harmoniosa leveza do meu peito
e sigo, olhos abertos por cima das nuvens nascentes
despenco igual uma maçã
e beijo a terra durante o resto do dia.

alexandre morais