Poesias En Español de Pablo Neruda
O Inseto
Das tuas ancas aos teus pés
quero fazer uma longa viagem.
Sou mais pequeno que um inseto.
Percorro estas colinas,
são da cor da aveia,
têm trilhos estreitos
que só eu conheço,
centímetros queimados,
pálidas perspectivas.
Há aqui um monte.
Nunca dele sairei.
Oh que musgo gigante!
E uma cratera, uma rosa
de fogo umedecido!
Pelas tuas pernas desço
tecendo uma espiral
ou adormecendo na viagem
e alcanço os teus joelhos
duma dureza redonda
como os ásperos cumes
dum claro continente.
Para teus pés resvalo
para as oito aberturas
dos teus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
e deles para o vazio
do lençol branco
caio, procurando cego
e faminto teu contorno
de vaso escaldante!
“Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso…
Mas sê o melhor no que quer que sejas.”
Ya no se encantarán mis ojos en tus ojos,
ya no se endulzará junto a ti mi dolor.
Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada
y hacia donde camines llevarás mi dolor.
Fui tuyo, fuiste mía. Qué más? Juntos hicimos
un recodo en la ruta donde el amor pasó.
Fui tuyo, fuiste mía. Tu serás del que te ame,
del que corte en tu huerto lo que he sembrado yo.
Yo me voy. Estoy triste: pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos. No sé hacia dónde voy.
...Desde tu corazón me dice adiós un niño.
Y yo le digo adiós.
"No se cuentan las ilusiones
ni las comprensiones amargas,
no hay medida para contar
lo que podría pasarnos,
lo que rondó como abejorro
sin que no nos diéramos cuenta
de lo que estábamos perdiendo.
Perder hasta perder la vida
es vivir la vida y la muerte
y son cosas pasajeras
sino constantes evidentes
la continuidad del vacío,
el silencio en que cae todo
y por fin nosotros caemos.
Ay! lo que estuvo tan cerca
sin que pudiéramos saber.
Ay! lo que no podía ser
cuando tal vez podía ser.
Tantas alas circunvolaron
las montañas de la tristeza
y tantas ruedas sacudieron
la carretera del destino
que ya no haya nada que perder.
Se terminaron los lamentos."
Ainda que esta seja a última dor que ela me causa, e estes sejam os últimos versos que eu lhe escrevo.
Pablo NerudaNão...
Depois de te amar,
Eu não podria amar mais ninguém.
De que me importa se as ruas esntão cheia de homens,
esbanjando beleza e promessas ao alcance das mão.
Se tu já não me queres,
é funda e sem remédio a minha solidão.
Era tão fácil ser feliz quando estavas comigo.
Quantas vezes ouvi teu riso, rindo feliz
Como um guizo em tua boca.
E a todo momento sem te beijar, eu estava te beijando;
Com as mãos, com os olhos, com o pensamento
numa ansiedade louca.
Antes de falar dos outros,da uma voltinha pela tua casa.Proverbio chinés.
(outro)
"É tão curto o amor e tão cumprido o esquecimento" Pablo Neruda
Dicionário, não és
tumba, sepulcro, caixão,
túmulo, mausoléu,
és senão preservação,
fogo escondido,
plantação de rubis,
perpetuação viva
da essência,
celeiro do idioma.
Amazonas
Amazonas,
capital das sílabas da água,
pai patriarca,és
a eternidade secreta
das fecundações,
te caem os rios como aves, te cobrem
os pistilos cor de incêndio,
os grandes troncos mortos te povoam de perfume,
a lua não pode vigiar-te ou medir-te.
És carregado de esperma verde
como árvore nupcial, és prateado
pela primavera selvagem,
és avermelhado de madeiras,
azul entre a lua das pedras,
vestido de vapor ferruginoso,
lento como um caminho de planeta.
Per il mio cuore basta il tuo petto,
per la tua libertà bastano le mie ali.
Dalla mia bocca arriverà fino in cielo
ciò che stava sopito sulla tua anima.
E' in te l'illusione di ogni giorno.
Giungi come la rugiada sulle corolle.
Scavi l'orizzonte con la tua assenza.
Eternamente in fuga come l'onda.
Ho detto che cantavi nel vento
come i pini e come gli alberi maestri delle navi.
Come quelli sei alta e taciturna.
E di colpo ti rattristi, come un viaggio.
Accogliente come una vecchia strada.
Ti popolano echi e voci nostalgiche.
Io mi sono svegliato e a volte migrano e fuggono
gli uccelli che dormivano nella tua anima.
É Proibido... chorar sem aprender. Levantar-se um dia sem saber o que fazer. Ter medo de suas lembranças. Não rir dos problemas. Não lutar pelo que se quer. Abandonar tudo por medo. Não transformar sonhos em realidade. Não demonstrar amor. Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau humor.
É Proibido... deixar os amigos e só chamá-los somente quando necessita deles. Não ser você mesmo diant...e das pessoas. Fingir que elas não te importam. Ser gentil só para que se lembrem de você. Esquecer aqueles que gostam de você. Não fazer as coisas por si mesmo. Ter medo da vida e de seus compromissos. Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É Proibido... sentir saudades de alguém sem se alegrar. Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram. Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente. Não tentar compreender as pessoas. Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte. Deixar de dar graças a Deus por sua vida. Não ter um momento para quem necessita de você. Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É Proibido... não buscar a felicidade. Não viver sua vida com uma atitude positiva. Não pensar que podemos ser melhores...
Manhã - Soneto XXIX
Vens da pobreza das casas do SUL,
das regiões duras com frio e terremotos
que quando até seus deuses rodaram à morte
nos deram a lição da vida na greda.
És um cavalinha de greda negra, um beijo
de barro escuro, amor, papoula de greda,
pomba do crepúsculo que voou nos caminhos,
alcanzia com lágrimas de nossa pobre infância.
Moça, conservaste teu coração de pobre,
teus pés de pobre acostumados às pedras,
tua boca que nem sempre teve pão ou delícia.
És do pobre Sul, de onde vem minha alma:
em seu céu tua mãe segue lavando roupa
com minha mãe. Por isso te escolhi, companheira.
"Para meu coração teu peito basta,
Para que sejas livre, minhas asas,
De minha boca chegará até o céu o que era adormecido em tua alma.
Mora em ti a ilusão de cada dia e chegas como o aljôfar às carolas.
Escavas o horizonte com tua ausência,
Eternamente em fuga como as ondas.
Eu disse que cantavas entre o vento como os pinheiros cantam, e os mastros.
Tu és como eles alto e taciturno.
Tens a pronta tristeza de uma viagem.
Acolhedor como um caminho antigo.
Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Despertei e por vezes emigram e fogem pássaros que dormiam em tua alma.
De tanto andar uma região
que não figurava nos livros
acostumei-me às terras tenazes
em que ninguém me perguntava
se me agradavam as alfaces
ou se preferia a menta
que devoram os elefantes.
E de tanto não responder
tenho o coração amarelo.
É Proibido
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor.
Por isso creio
Cada noite no dia,
e quando tenho sede creio na água,
porque creio no homem.
Creio que vamos subindo
o último degrau.
Dali veremos
a verdade repartida,
A simplicidade implantada na terra,
O pão e o vinho para todos.
Otro
De tanto andar una región
que no figuraba en los libros
me acostumbré a las tierras tercas
en que nadie me preguntaba
si me gustaban las lechugas
o si prefería la menta
que devoran los elefantes.
Y de tanto no responder
tengo el corazón amarillo.
" Saudade é amar um passado que não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida. "
(Pablo Neruda)"... quando explicamos a poesia ela torna-se banal. Melhor do que qualquer explicação é a experiência directa das emoções, que a poesia revela a uma alma predisposta a compreendê-la."
Il Postino ( O Carteiro de Pablo Neruda)Soneto XVII
No te amo como se fueras rosa de sal, topacio
o flecha de claveles que propagan el fuego:
te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
secretamente, entre la sombra y el alma.
Te amo como la planta que no florece y lleva
dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,
y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
el apretado aroma que ascendió de la tierra.
Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
te amo directamente sin problemas ni orgullo:
así te amo porque no sé amar de otra manera,
sino así de este modo en que no soy ni eres,
tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,
tan cerca que se cierran tu ojos con mi sueño.
