Poesia Esmeralda

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Ele fixara em Deus aquele olhar de esmeralda diluída, uma leve poeira de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato não obedece. Às vezes, quando a ordem coincide com sua vontade, ele atende mas sem a instintiva humildade do cachorro, o gato não é humilde, traz viva a memória da sua liberdade sem coleira. Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo de Deus. Nem servo do Diabo.

Lygia Fagundes Telles

Há frio no meu coração

Sinto revolta e desespero.
Tudo abomino.
Feriu-me o despeito,
mordeu-me o ódio,
e a indignação
encheu-me o peito;
o tédio veio
e visitou-me.
Tão bem se achou,
trouxe o amargor,
a náusea,
a depressão,
e se instalou.
Forças não tinha
duma paixão.
Tudo eram brechas;
e o frio entrou-me
no coração...

Esmeralda Ferreira Ribeiro

És linda Olinda

És linda Olinda,
Mar verde feito esmeralda,
território histórico dos Quatro Cantos.
Vento forte a soprar as ondas que se quebram na praia.
Mal posso ver da Sé.
Espumas no ar e o sabor da maresia nos lábios dão uma sensação de conforto.
Farol a iluminar as noites de verão.
És linda, és Olinda.

Gleidson Melo

O sorriso dela sempre será seu preferido. Em meios tantos outros, sempre lembrará daquele lindo sorriso. Do modo como suas bochechas fazem os movimentos enquanto seus olhos ficam menores enquanto sorri e deixa transparecer sua felicidade. Aquele sorriso que cura toda sua dor ou preocupação, e te deixa mais leve, apenas em olhar. Aquele sorriso que te faz querer continuar. Aquele sorriso que não terá outro igual. Aquele único sorriso… O sorriso dela.

Esmeralda Iolita

Confidência

Sinto o amargor
dos dias vividos;
o frio das noites,
a náusea do tempo...

Tenho na alma a saudade
dos longes, das distâncias.
Do amor que não conheci,
da juventude que não tive...

Carrego em mim
o peso das renúncias,
a angústia das incertezas,
a nostalgia das estrelas,
as ilusões dos dias...

Só conto
co'a esp'rança que não tenho,
co'o amor que não conheço,
co'o Destino que ignoro.

Esmeralda Ferreira Ribeiro

Força de viver e força de amar

Grita ao mundo
a tua alegria,
a tua generosidade,
a tua disponibilidade,
a tua força de amar.
E daí,
a tua confiança,
a tua esperança,
a tua disposição de lutar.

Diz-lhe
que vale a pena viver,
que a grandeza está no ser,
e é preciso acreditar
que a vida é causa maior.
E assim,
o efémero vai passar,
mas o que fizeres de perene
jamais se pode perder,
é autêntico valor.

Esmeralda Ferreira Ribeiro

Entre a cidade e o mar

Da minha cidade ao mar,
vai a orla pitoresca
do grande Pinhal do Rei;
onde o verde do horizonte
geometricamente é cortado
por estradas e aceiros
de 'stratégico traçado.
Tem aromas de gostar:
cheira a sal e camarinhas,
a resina ou a medronhos;
cheira a madeira também.
A água brota nas fontes
e um ribeiro tranquilo
deslisa, calmo, para o mar.
Enquanto nos parques de merendas
há convívio e há lazer.
E na hora do crepúsculo
a luz coada desenha
figuras de sombra, irreais...

Esmeralda Ferreira Ribeiro

Limites

Sorve a vida,
inebria-te com ela,
vive-a
e respeita-a.
E se ela te embriaga,
bebe o cheiro da terra
e não esqueças
os teus limites.
Mas lembra-te:
sobriedade é precisa
em muitas curvas
da vida.

Esmeralda Ferreira Ribeiro

Insaciedade

A alma doía-me...
E o peito,
dilatado,
lacerado,
esvanecera.
A mente,
audaciosa,
pertinaz,
em fuga louca,
desvairada,
sedenta,
corria, corria, corria...
0 coração,
esse, chorava.
E eu...
estava absorta,
delirante,
extasiada,
vencida...
Foi então que quis vencer;
e a lutar,
gestos convulsos,
ossos rangentes,
o meu castelo transpus.
Corri, corri,
voei,
aspirei,
sorvi quanta vida encontrei.
Tinha ânsia,
ânsia de mais vida!
Cores, odores e sons,
formas e movimentos,
tudo,
tudo devorei.
Pedi a graça às flores
e a sua beleza cantei.
Hauri o cheiro plúmbeo
do terrunho nas lavradas;
e nos bosques,
a folhagem ondulante,
esmeraldina,
me embalou.
Aos mares
pedi a vastidão,
às ondas
a violência,
às brisas
a suavidade.
Às distâncias,
um longo beijo atirei...
Às aves
pedi o canto
e a música
e a alegria;
e aos homens...
mundos de amor,
abismos de fé,
complementos de humanidade.
Tudo vi,
tudo amei,
de tudo apeteci.
Creio, mesmo,
com paixão
de tudo me enamorei.
E com a mesma dor,
ou maior ânsia,
voltei.
O coração inda chorava,
e os olhos choravam,
e a alma chorava
e sofria.
Fiz apelo à razão...
Mas, ai, dói-me a alma
Quanto me dói o coração!...

Abril / 1962

Esmeralda Ferreira Ribeiro

Ousadia. Por hipótese...

Se tens um objectivo na vida,
- natural e positivo é tê-lo -
de uma forma reflectida,
mas sim, também decidida,
ao melhor de ti faz apelo.
- Estás numa encruzilhada
e tens de optar, nos caminhos?
Pondera onde vão dar,
pois o piso e a distância
podem não ter relevância
na decisão a tomar.
E se inda assim te parece
que é preciso arriscar,
pondera o risco possível,
leva só o imprescindível,
vai a rota confirmar.
Mas arrisca; e vai partir
disponível p'ra o evento
de teres de a corrigir.
É que, bem que possa redimir
a busca sincera, empenhada,
se tu partes atrasado,
podes, ao querer prosseguir,
ter o teu tempo esgotado.

Esmeralda Ferreira Ribeiro

Balanço

Quanto tu me tens levado,
ânsia estranha,
gosto afim!
Dia a dia, hora a hora,
tu me ocupas
e conduzes
a cuidar tão só de ti.

Pobre sou p'ra te adornar
como inspiras
ao meu peito.

Dou-te daquilo que eu tenho:
tempo raro,
uma carícia,
muito amor
e pouco jeito.

Pego a pena p'ra ceder
à tua voz, cedendo a mim.
Mas com pena
apenas ouso
me amparar
ao que senti.

E no fim de contas feitas
de tudo quanto perdi,
- és tu que tanto me deves,
ou sou eu que te devo a ti?

Esmeralda Ferreira Ribeiro

Indizível reduto

Quero falar, mas não sei:
- tenho tanto p'ra dizer...
E cá fico, sem falar
e esse tanto a crescer...

Não falarei, pois não posso:
- é já longo o a dizer...
E então sofro, no silêncio,
desespero de inconter...

Quero falar, e não quero:
- já não posso mais conter...
0 que guardo é infinito
nunca o eu poderei dizer...

Que me resta, no silêncio
deste infindo adolescer?...
- Pois viver assim não posso,
bem junta a MIM, eu morrer...

Esmeralda Ferreira Ribeiro

"É a 1ª vez que choro por um homem e te garanto que será a última. Vou arrancá-lo de meu coração ainda que para isso tenha que mergulhar no inferno. Depois, ele me pagará. Ninguém despreza Esmeralda."

Esmeralda LIVRO ESMERALDA

Quem roubou o seu olhar,
seu vulto, seu coração de esmeralda,
Seu destino de fada
Eu te deixo desnuda, quase sem nada

Não é sua culpa
não é minha culpa
são os crepúsculos,
que passam desesperados.

são os antes que nos transformam,
são os hoje que nos enrugam,
são os sempre que empurram
E são os agora que não nos deixam nada

Francisco Alarcón- tradução Lucijordan

Olhos de esmeralda

Não me pergunte o motivo de tanta inspiração
Talvez seja a crença de que nesses versos mudos
Você irá saber o que ainda se passa dentro de mim
Não me pergunte o motivo de tanto suor nas mãos
Do coração disparado e da esperança no olhar

Olhos verdes de esmeralda brilhante
Como gostaria que fossem meus,
Como gostaria que me olhasse fixamente
Dizendo que o momento certo de tudo chegou

Somente meu ser revela quem tu és
Talvez nem eu saiba da sua existência
Mas meu coração sabe,
Minha mente se lembra nitidamente de cada gesto seu
De cada palavra, doce e dura e, do seu olhar

Ah olhos de esmeralda, me olham com doçura
E me profere palavras tão duras...
Não te condeno por não acreditar em mim...
Eu mesmo nunca escolhi te perceber
Mas oro sempre que me lembro,
Oro para Deus me levar para bem longe de você
Em um mundo que não exista pensamentos e vontades de te ter

Thayra Azevedo

São como o inferno dentro de pupilas verdes esmeralda,
São avassaladoras vontades de sugar tudo o que avista,
São demônios de outros, são distúrbios curiosos, de raiva calada – não, me enganei, dizem até demais.


Seus olhos me dão o medo que eu preciso para continuar próxima,
Eles não o obedecem, os poderes daquele olhar são muito mais fortes do que ele mesmo.
Seu sorriso não combina com seus olhos, a uma diferença muito grande entre
Lábios que são alegres e amáveis, e olhos devoradores, como os de Capitu adultera,
Querendo afogar pobres inocentes em um mar de ressaca.


Ah os olhos de Tristão, que muito sabem, e pouco dizem. Olhos assassinos, matadores de corações lânguidos, olhos que roubam e atiçam, provocam e se manifestam de maneira subliminar.
Olhos que amam discretamente, olhos que odeiam incessantemente, olhos que martirizam sem remorso algum.
São aqueles olhos que me fazem ainda ter duvida de minha partida...
Não sei posso me despedir de olhos, que eu nunca tive coragem de encarar.

Thaissa Magalhães

Ele fixaria em Deus aquele olhar verde-esmeralda com uma
leve poeira de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato
não obedece. Quando a ordem coincide com sua vontade,
ele atende mas sem a humildade do cachorro. O gato não é
humilde, ele traz viva a memória da liberdade sem coleira.
Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo
de Deus. Nem servo do Diabo.
()()
Nem melhor nem pior do que o cachorro
mas diferente. Fingido? Não, porque ele nem se dá ao trabalho de fingir. Preguiçoso, isso sim. Caviloso. Essa palavra
saiu de moda mas deveria voltar porque não existe defini-
ção melhor para um felino. E para certas pessoas que falam
pouco e olham muito. Cavilosidade sugere cuidado, afinal,
cave é aquele recôncavo onde o vinho fica envelhecendo em
silêncio, no escuro. Na cave o gato se esconde solitário, porque sabe do perigo das aproximações. Mas o cachorro, esse
se revela e se expõe com inocência, Aqui estou!

Lygia Fagundes Telles

AMOR BOM - RUIM

Lembro-me de olhos verdes esmeralda.
O sonho do branco e da grinalda,
Um único ate que a morte nós separe
E que nenhum outro ela namore.
Lembro-me que matava um dragão,
Pintava de ouro o ladrilho do chão,
Pintava o meu rosto com anedotas,
Afastavam de nós todas as derrotas,
Queria apenas vê-la muito contente,
Pois para mim apenas ela era gente.
Isso era o amor mais do que bom,
Amar assim é mais do que um dom
É se doar a momento de nossa vida.
Na sede é ter o seu suor como uma bebida,
Mas como dá voltas o nosso planeta,
Em cada volta muda a face da borboleta,
Assim como o cromossomo é espiralado
E pode ter no meio um gene meio amalucado.
Quando o amor bom não dá certo,
Nossa alma fica árida como um deserto,
Buscamos pares perdidos num labirinto,
Como um tigre feroz, magro e faminto.
Nessas horas que vemos que amor,
Tem a sua face ruim que se chama dor.

André Zanarella 11-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4415779

André Zanarella

Admiro la alegría de tu mirar...

Tu sonrisa es como esmeralda hermosa,
fuerza inmensa sobre mi alma,
encantamiento que la vida no me ofreciera
en momento alguno,
a pesar de que haya sido siempre feliz.
Te admiro a tí, te admiro sí
Tu dulzura, la ternura
el encantamiento lindo
sabroso y com sabor a miel
que hace del mundo lugar de felicidad intensa
Nunca me olvidaré de todo lo bueno que tú tienes
Eso jamás sucederá
tú eres más que una vida
un momento de su presencia
es todo
tiene el palpitar del amor
un amor simple
muy simple
mas eterno
Eternamente en mi corazón.

Autor:Cigano Vilard

Autor:Cigano Vilard

que o susurrar do vento te leve um beijo carinhoso eterno e que me deixes ficar em teus pensamentos e que a distância nao apague em ti a minha existencia!

Esmeralda Soares