Poesia de Joao Pessoa

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Às vezes o amor, de tanto esperar que venha,
é uma nesga do céu que nos silencia a esperança,
a direção do arco-íris que nos cobra a vida
onde até a nostalgia quando chega, arrebata, arde
dentro de uma lareira, e num estremecimento vivo,
nos toca, arrebata, alucina, transforma as pedras,
é metamorfose incontornável que nos sucumbe enquanto se amplia.
Por vezes o amor é mesmo saudade.

Maria João Pessoa

A vida
A vida deve ser tomada
em horas breves
e dias claros
sem pressas
sem lamentos,
sem arrependimento.
Como água fresca,
puro vinho
que os instantes
de luz
a morte leva dormindo.

Maria João Pessoa

"...
Na abundância expansiva do anoitecer,
encontro, sem nome,
um vulto nascendo das minhas chamas
nos olhos oblíquos do teu rosto.

Maria João Pessoa

Barba Azul...

João Pessoa Chora! A Penha estar de luto! Um de seus filho talvez o mais sagaz e astuto fez a passagem para o outro mundo...

Zé Ramalho contemporâneo de geração com consternação no coração em sua homenagem fez uma canção!

E esse hino ecoa nos quatro cantos da terra na boca de todos aqueles que fazem da efêmera vida, eterna!

Nos olhos desse tipo de gente vais perceber que sua pupila traduz sua crença e sua religião é sua vivencia!

A cidade estar fria, Cinza, Triste...
...por não saber que nosso Pirata ainda existi! Quem deixa filhos sobre a terra faz de sua vida eterna!

Úze.

AO SAUDOSO MESTRE:


Nascido em João Pessoa
Capital da Paraíba
O menino de voz rouca
Corpo esguio ou delgado
Aos seis anos de idade
Mudou-se com a família

Para a pequena Taperoá
A quem chamava o guri
Minha linda princesinha
Aonde se projetaram
Seus primeiros madrigais
Logo imortalizados

Na memoria dos mortais
Com a mãe compadecida
Das mentiras infernais
Do chicó, e seu escudeiro
Floreando os recitais
Mais tarde, já homem feito

Fazendo o erudito
Se misturar aos cordéis
Introduzindo as artes
Ao nascente ARMORIAL
Movimento que queria
Popularizar a cultura

Do nordeste e do Brasil
Associando a ela
A linguagem do sertão
Em seu cavalo de fogo
E traseiro alardeado
Se não fosse um alazão

Carregava em seu gibão
A pedra do rei congado
Como o maior legado
Do povo de seu sertão
Sem alarde,
E bem pouca cerimônia

Apenas um violino.
Tocando em reverência
A vossa triste partida
Partiste a se encontrar
No reinado da “SARON”
Com nossa compadecida

Vou encerrar com pesar
Nesse meu coração físico
A saudade desse mestre
Nas rimas que vão ficar
Eternamente inseridas
No coração ARIANO
Do nordestino aguerrido.

Carlos Egberto Vital Pereira

João Pessoa

Os atrativos turísticos da capital João Pessoa,
Vai desde as suas lindas praias como a Tambaú,
Ao seu estilo urbano com quadras de esportes,
Além da praia, muito visitada, naturista de Tambaba.
João Pessoa é um berço de paisagens inesquecíveis...
Têm atrativos na arquitetura dos últimos três séculos.
Orgulho do povo paraibano em todos os seus cantos,
Restaurada preserva um belo atrativo aos turistas!

Djalma CMF

Oscar Pereira, Princesa Isabel, João Pessoa, Castelo Branco;
Aporto no Salgado Filho.
Todos os dias mesmas ruas, mesmo lugares, mesmas pessoas;
Em meio a alegria, monotonia.
Só faz um dia que não te vejo, já faz um dia que não escrevo.
Ideias banais passam pela minha cabeça, mas nada que interessa, nada que aconteça, nada que desperte uma descrição.
A nostalgia invade a alma, sem avistar a íris que um dia refletiam os verdes campos, e que em outros, irradiam o céu azul.

Rogerio Dutra

Já colori o céu de azul e já retirei o verde do mar,
Já passei dias debruçado na noite vendo o luar dissipar.
Vislumbrei a esperança perdida num olhar ofuscado e sombrio.
Encontrei reais razões para a vida e assim assumi desafios.

Quando me achei me perdi, porque ainda não tinha me achado.
Vagava dias a fio eternecidamente amargurado,
Confundido pelos próprios olhos que só enchergavam o passado.

Foi numa dessas que ouvi uma voz mansa e bravia,
Que me entregou uns minutos e me falou de alegrias.

Quando não tinha mais sonhos a voz me ensinou a sonhar.
Quando o amor me faltava ela ensinou-me a amar.
Dar esse amor inconsciente que deve estar escondido,
Acreditando que nada se aprende sem nunca se haver esquecido.

Agora mais pleno de mim,
Mais cheio da esperança inaudita,
Prossigo em passos mais firmes
Buscando as respostas da vida.

Desta feita não mais me perturbo,
Pois sei onde espero chegar.
E se em lugar nenhum estiver,
Estarei aqui, no mesmo lugar.

Franklin Costa da Silva - João Pessoa PB

Não sei de tudo e de nada sei,
Mas sei que do tudo que ainda não sei, tenho muito para saber.

E se não sei, finjo saber.
Por capricho, talvez.
Ou seja a insensatez, do porquê, do querer, do saber.

Mergulho nas dúvidas, com o apetite voraz.
Quero saber sempre mais.
E ninguém precisa saber,
Que eu não sei se querer é pior que saber,
Basta apenas pensar, basta só inventar,
Iludir, enganar, que ninguém vai notar.

Quando o tempo passar,
Quando tudo voltar, assumir seu lugar.
Certamente estarei, rodeado de certeza,
Conhecedor por clareza,
Que com toda a certeza, a mais certa que sei,
Que por fim nada sei e nem quero saber.

Franklin Costa da Silva - João Pessoa PB

O cavalo alado dos meus sonhos

Um cavalo castanho pardo
galopa feilz ao vento.
E suas asas douradas
por desconhecidas estradas
estão levando meus sonhos
para muito além do meu tempo!

E no colchim,nos meus sonhos,marrados
feixes de esperanças em flor
entre pedras, seixos e cascalhos
certamente hão de florir
quando o verdadeiro amor
definitivamente,na minha vida surgir!

E neste dia então, em cavalgada
a caravana da fecilidade
pelo amor conduzida
há de acampanhar na minha vida.
.......................................
E sob um céu pontilhado de estrelas
entre principes,fadas e princessas
Lá,bem distante,em uma cidade encantada!

Josenete Dantas( Faculdade de Direito-1968-João Pessoa-PB)