Poemas de Cora Coralina

Cerca de 63 poemas de Cora Coralina

Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

Cora Coralina

"Sou espiga e o grão que retornam à terra.
Minha pena (esferográfica) é a enxada que vai cavando,
é o arado milenário que sulca.
Meus versos têm relances de enxada, gume de foice
e o peso do machado.
Cheiro de currais e gosto de terra”.

( trecho do poema "A gleba me transfigura", do livro "Vintém de cobre: meias confissões de Aninha". 6ª ed., Global Editora, 1996, p.109.)

Cora Coralina

“Aprendi que mais vale lutar
do que recolher tudo fácil.
Antes acreditar do que duvidar".

( em trecho do poema "Ofertas de Aninha (aos moços)", do livro "Vintém de cobre: meias confissões de Aninha". 6ª ed., São Paulo: Global Editora, 1997, p.145. )

Cora Coralina

“O grande livro que sempre me valeu e que aconselho aos jovens, um dicionário. Ele é o pai, é tio, é avô, é amigo e é um mestre. Ensina, ajuda, corrige, melhora, protege. Dá origem da gramática e o antigo das palavras. A pronúncia correta, a vulgar e a gíria”.

( em trecho do poema "Voltei", do livro "Vintém de cobre: meias confissões de Aninha". 6ª ed., São Paulo: Global Editora, 1997, p. 127.)

Cora Coralina

"Alguém deve rever, escrever e assinar os autos do Passado
antes que o Tempo passe tudo a raso”.

(trecho "Ao leitor" - epígrafe do livro "Poemas dos becos de Goiás e estórias mais". Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965.)

Cora Coralina

Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
O poema acima, inédito em livro, foi publicado pelo jornal "Folha de São Paulo" — caderno "Folha Ilustrada", edição de 04/07/2001

Cora Coralina

Dizia meu avô :
Quando as coisas ficam ruins é sinal de que o bom está perto

O ruim está sempre abrindo passagem para o bom.
O errado traz muita experiência
e o bom traz às vezes confusão:
"Nem sempre assim nem nunca pior"
[...]

Cora Coralina

Esse poema é pra Cora Coralina. Beijos=).

Esse mundo e perfeito maravilhoso e tudo mais.
Mais Tenho Que ir porque?
Não sei mais tenho que ir.

Bom não é um poema mais eu acho que ficou bom.♡

Isabel STAYLES

Cora coralina

Que desde menina
Mesmo sem ser muito letrada
Conseguiu abismar a moçada educada

Seus versos simples !!
Como de uma cabocla
Desse imenso Brasil
Varonil

Monstrou a todos nós ,
Que as mulheres
Desse pais continental
Que ela é a tal

Inteligente ......simples
Bem humorada
Deixou....... imaculada
Saudades em nossos corações

Raimundo grossi

Cora Coralina

Minha doce Ana
humildade que encanta
das suas mãos
a doce profissão.

Transformou a doçura em palavras
e palavras em poesia
e poesia em sentimentos
e sentimentos em pessoas.

Sem se importar com gramáticas
com escolas literárias
priorizou a mensagem
para a forma virar simplicidade.

Dos becos históricos de Goiás
o cotidiano da nossa gente
canônica eternamente
doceira das palavras.

Leva o Prêmio Juca Pato
com o carinho da sua gente
Ana, Aninha
nossa doce Cora Coralina.

Danielli Rodrigues

A CORA CORALINA
Cora- Coragem,
Cora- Poesia,
Cora- Palavra,
Cora- Protesto,
Cora- Justiça,
Cora- Paixao,
Cora- Mulher!
Na inquietação- Coralina,
Na procura- Coralina,
Nos combates- Coralina,
Nos Goiases- Coralina,
E de Cora Coralina
Veste-se a noite de hoje,
E de Cora Coralina
E o verbo que se fez verso!
Ave poesia, cheia de graça!
Nave Goias- Anhanguera,
BENÇÃO CORA CORALINA

Antonio Jose Junior

Mulher e o tempo


Desde menina
Adoro ler Cora Coralina
Em Cecília Meireles descobri o encanto de escrever com emoção.
Seja na alegria ou no pranto
Tudo pode ser inspiração.
Com Helena Kolody
Vi que na simplicidade
Cria-se a mais bela canção.
Seja Roseana Murray com seus versos ternos
A nos inspirar nas noites de inverno
Ou Tarcila do Amaral...
A nos desvendar nas artes um mundo sem igual
Não se pode esquecer
De mulheres que viveram à frente de seu tempo...
Como Chiquinha Gonzaga
Cuja a inspiração foi abençoada
Nas modinhas que escrevia.
Sua alma traduzia.
Em toda mulher
Há um desejo de vencer o tempo...
Ultrapassar o espaço.
Tornar-se imortal em cada filho que nascer.
Pois nada destrói esse laço.
Mulher...
Sublime expressão do Amor de Deus.

Luciane Assunção Tonete

Sempre se acha ser Cora Coralina... No cerrado.

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

ouço seu andar pelos morros dos meus olhos
nem sei se aqui é Minas
mas vejo pontas de minhas raízes ressequidas nessas páginas
conheço esse caminho de pedrinhas miúdas, reviradas...
florzinhas acanhadas, pisadas, maltratadas.

- aqui há sol! muito sol!
sua voz de nascimentos sopra-me versos

feinha vou milagrando em letras nas rachaduras
da dureza da vida
frágil, relutante, bravia...
integrando na lição terna

curvo em seu ouvido
-semear, vigiar, colher...

Ah, Aninha, ainda faço doces com suas receitas.

Fátima Fonseca

[...] gente que a gente nunca viu, mas se sente bem ao ver pela primeira vez, e é como se as conhecesse desde sempre.


Fragmento do poema
"De Goiás a Brasília –
Memórias de Minas Gerais".

J.W.Papa

[...] E perto do fogão a lenha, sentindo o calor do tacho quente a me aquecer no inverno sorriria, saboreando as delícias feitas pela poetiza. Com um pedaço generoso de bolo de milho com queijo às mãos e rodeado por vários cães e gatos manhosos, por todos os lados que olhasse, me lembraria de Minas!


Fragmento do poema
"De Goiás a Brasília –
Memórias de Minas Gerais".

J.W.Papa

"Quem você pensa que é?"
perguntou pra mim de queixo em pé...
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.
porque pra aqueles,que me conhece.
Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista.
Eu sou MULHER mas especial,nesse grnde dia.
Feliz dia mulher

Martha Medeiros,Cora Coralina,espirito3

Nunca escreverei uma palavra para lamentar a vida. Meu verso é água corrente, é tronco, é fronde, é folha, é semente, é vida!

Cora Coralina

Aprendi que mais vale lutar do que recolher dinheiro fácil. Antes acreditar do que duvidar.

Cora Coralina

Acredito nos jovens à procura de caminhos novos abrindo espaços largos na vida. Creio na superação das incertezas deste fim de século.

Cora Coralina