Poemas de Camões

Cerca de 82 poemas de Camões

Amor...
Eh querer estar preso por vontade
E servir a quem vence,o vencedor
E ter com quem nos mata,lealdade

Luís de Camões

Que Amor Fez sem Remédio, o Tempo, os Fados?

Depois de tantos dias mal gastados,
Depois de tantas noites mal dormidas,
Depois de tantas lágrimas vertidas,
Tantos suspiros vãos vãmente dados,

Como não sois vós já desenganados,
Desejos, que de cousas esquecidas
Quereis remediar mortais feridas,
Que amor fez sem remédio, o tempo, os Fados?

Se não tivéreis já longa exp'riência
Das sem-razões de Amor a quem servistes,
Fraqueza fora em vós a resistência.

Mas pois por vosso mal seus males vistes,
Que o tempo não curou, nem larga ausência,
Qual bem dele esperais, desejos tristes?

Luís Vaz de Camões

Coitado! que em um tempo choro e rio

Coitado! que em um tempo choro e rio;
Espero e temo, quero e aborreço;
Juntamente me alegro e entristeço;
Du~a cousa confio e desconfio.

Voo sem asas; estou cego e guio;
E no que valho mais menos mereço.
Calo e dou vozes, falo e emudeço,
Nada me contradiz, e eu aporfio.

Queria, se ser pudesse, o impossivel;
Queria poder mudar-me e estar quedo;
Usar de liberdade e estar cativo;

Queria que visto fosse e invisivel;
Queira desenredar-me e mais me enredo:
Tais os extremos em que triste vivo!

Luís Vaz de Camões

Ditoso seja aquele que somente

Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.

Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.

Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.

Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.

Luís Vaz de Camões

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado.

Luís Vaz de Camões

Nas praias desertas onde mar junta ciscos, para castiçal do inferno, o cão é melhor do que cristo.

Camões

FRASES CÉLEBRES DE PESSOAS CÉLEBRES!....

"QUE SEGREDO TÃO ÁRDUO E TÃO PROFUNDO:
NASCER PARA VIVER, E PARA A VIDA
FALTAR-ME QUANTO O MUNDO TEM PARA ELA!
E NÃO PODER PERDÊ-LA,
ESTANDO TANTAS VEZES JÁ PERDIDA!
[Canção.X]

NÃO SE APRENDE, SENHOR, NA FANTASIA,
SONHANDO, IMAGINANDO OU ESTUDANDO,
SENÃO VENDO, TRATANDO E PELEJANDO.
[Lusíadas,C.X.153,vv.6-8]

Autoria:[Camões]

Abraços perfumados para você!....
Chrisma-Sampa Brasil

Camões

A era do gelo.

O Apóstolo Paulo, Shakespeare, Camões e Renato Russo - um se inspirando no outro - parecerem mesmo ter composto uma canção perfeita. Contudo eles, cada um há seu tempo, falaram sobre um sentimento que hoje em dia está em baixa popularidade. Temo não haver neste século um ser capaz de compreender algo sobre o amor.

Vou direto ao ponto. É preocupante como o amor tem se tornado frágil. Os relacionamentos estão envoltos num escudo de seda, onde cada palavra e cada atitude devem ser analisadas friamente antes de serem proferidas, não há mais espaço para erros, nem mesmo os comuns. Será que a espontaneidade - assim como as baleias nos oceanos do hemisfério sul - está extinta?! Não há disposição ao sacrifício. Eu e você fomos tragados por um sistema negro, que nos exige postura fria, essa postura nos garantirá a continuidade da vida, mas em troca nos tira o sabor.

Aprendemos a dizer: Meus sonhos. Meus interesses. Minhas vontades. Meu orgulho.
O que ganho com isso? É praticamente - com o perdão da palavra - um dane-se você!
E sobre essas frases construímos nossas amizades, estamos nos enamorando... sobre essas frases ariscamo-nos de vez em quando a fazer uma oração.

Quanta fragilidade... quanto interesse próprio! Esse amor não me lembra em nada o maior mandamento. Aliás, perece ser uma versão escrachada, ridícula. Mas como quase tudo que é escrachado e ridículo - feito para as massas - essa versão está no topo das paradas.

http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=mp&uid=3103033528243531038

São Paulo, janeiro de 2009
Refletindo sobre I Coríntios 13, (Apóstolo Paulo)
Romeu e Julieta (Shakespeare)
Amor é fogo que arde sem se ver (Luís Vaz de Camões)
Monte Castelo (Renato Russo)

Kléber Novartes

Hoje eu entendo
As definições de Camões
Servir a quem vence o vencedor

Hoje eu entendo
Que pra tantos entregar os corações
Causa medo, temor

Hoje eu entendo
E ao mesmo tempo não me reconheço
Minhas mãos tremendo ao digitar este texto

Hoje eu entendo
E me espanto comigo
Ao sentir tanta saudade
E dizer seu nome baixinho
E por momentos delirar
Achar que podes me escutar
E depois perceber que puro delírio
Não haveria de ser
Pois a compreensão
Logo estarei a receber
Contigo

Hoje eu entendo
Que amor é fogo que arde sem se ver
Como é estar preso por vontade
Como no grande laço se prender
Seguir o rastro do amor, na insanidade
E no caminho se perder

Hoje eu entendo
O quanto se sente
A força e a grandeza
Ser mesmo dependente
Do amor em sua beleza

Hoje eu entendo
E me surpreendo
Quando um dia inteiro
Fico à sua espera
E no fim
Se não o vejo
Esse dia não se completa

Hoje eu entendo
O amor
E toda sua contradição
Toda ela
Mas como?
Eu vivo nela!

Sendo o mais feliz
Ou o mais miserável ser
Tudo que aprendi
Não haverá de se obter
Em romances e livros
Mas tudo isso
Confirmado terá sido
Quando o mais confuso sentimento
O coração preencher

No fundo da alma que se clama
Com o mais profundo entendimento
“Está entre o pior dos males e o bem supremo”
Falou-se em voz de esplendor
Esta verdade e encantamento
“A que se chama...”
Sem esclarecimento
“levianamente de amor”!

Jucely Regis

O camelô cameleão
Comia camarão com camembert
Recitando Camões
Com os camundongos dos camburões
Agarrado à camisola de cambraia
De Camila Kâmpuchea,
A camareira cambojana
Da camanga do camacho!

Lina Marano

Eu gostaria de escrever
Como os mestres.
Gostaria de ter a
sensibilidade de Camões,
a clareza de Mário Quintana,
vaguear como Cecília Meireles
num espírito temporal.
Gostaria de falar de amor como Neruda,
gostaria de dizer te amo,
tão fundo como Vinicius
Ser feliz e voar mais alto que uma águia
Gostaria de ter cada mão,
trespassar no vosso covil de lobos famintos,
pela perfeição do poema,
desdobrar cada palavra para que
o amor fosse tão claro como agua.
Para que Neruda disse-se:
amo porque te amo,
e não sei porque te amo.
Vinicius, na fedilidade amar eternamente,
Cecília não se perde-se
nas conchas quebradas nas areias do mar,
Camões declama-se em palco:
Amor é chama que arde sem se ver.
Mas como falar de amor por amor,
Não tendo o espírito de cada,
que amavam cada palavra,
o que tinha para dizer
de uma palavra desvendada
para o amor.
Não posso dizer mais
o que já todos escreveram
"Já te disse que te amo hoje"
Não sei se a palavra nasce por ela
ou simplesmente feita para poesia.

ferochhas

Poema a Camões (O Amor Verdadeiro)

Por entre as longínquas
Serras verdejantes,
Olhos viajavam, distantes
Da pura e miserável
Desilusão de amor.
Com as duas pupilas,
Via uma natureza
Inalcançável, beleza
Trazida pelos deuses,
Deixada assim ao mundo.
Mas nada se igualava
À mulher do seu coração,
Repentina e bela perfeição
Que se mostrava imensa
À luz de uma só visão,
Visão do nosso querido
E estimado poeta morto.

LCF

LCF

O QUE NADA MUDA

Demétrio Sena, Magé -RJ.

Não há Camões nem Platão;
nem Freire; Sócrates; Freud;
divindade, androide, pessoa;
o próprio Fernando em Pessoa...
Descarto mesmo Descartes,
Demócrito, Madre Tereza,
qualquer certeza pensada
em letras, artes e credos...
Salomão São Chico, Neruda,
Kardec, Pitágoras, Buda,
nem Gandhi; Maria; Jesus...
Ninguém relaxa verdades,
tem drogas contra saudade
ou habeas corpus pra cruz...

Demétrio Sena - Magé-RJ.

O sonho do poeta

Nem Pessoa,
Nem Camões.
Quero o final de Vinícius.

Morrer nu,
Numa banheira
Cheia de espuma,
Espumando de bêbado.

Morrer sem saber
Que se está morrendo.

Sem causa
Sem dor,
Sem hospital.

Morrer vivendo...

Carlos Massoco

Bob Marley
William
Shakespeare
Shopia de Melo
Luis de Camões
SEREI O (A) ÚNICO (A) QUE CONHECE MAIS QUE A METADE DESSES NOMES QUE EU ESCREVI?!

L. S. Poeta

A Morte, que da vida o nó desata, os nós, que dá o Amor, cortar quisera na Ausência, que é contra ele espada fera, e com o Tempo, que tudo desbarata.

Luís de Camões

1 As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram;

2 E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
(Os Lusíadas canto primeiro - 1 e 2))

Luís Vaz de Camões

E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Luís Vaz de Camões

154 Mas eu que falo, humilde, baixo e rudo,
De vós não conhecido nem sonhado?
Da boca dos pequenos sei, contudo,
Que o louvor sai às vezes acabado.
Nem me falta na vida honesto estudo,
Com longa experiência misturado,
Nem engenho, que aqui vereis presente,
Cousas que juntas se acham raramente.
(Os Lusíadas)

Luís Vaz de Camões

Se noutro corpo uma alma se traspassa,
Não como quis Pitágoras, na morte,
Mas como quer Amor, na vida escassa...

Luís de Camões