Poemas de Avô

Cerca de 171 poemas de Avô

Feliz, feliz Natal, a que faz que nos lembremos das ilusões de nossa infância, recorde-lhe ao avô as alegrias de sua juventude, e lhe transporte ao viajante a sua chaminé e a seu doce lar!

Charles Dickens

O brinquedo mais simples, aquele que qualquer menino é capaz de fazer funcionar chama-se avô.

Sam Stevenson

Há pais que não amam os filhos, mas não existe um só avó que não adore o neto.

Victor Hugo

Minha avó começou a andar uma hora por dia quando tinha 60 anos.
Agora ela está com 95 e não temos a menor idéia
de onde ela foi parar.

Ellen Degeneria

Minha avó
Marieta Cardoso Joanol

Mulher de garra, mãe, amiga, avó, bisavó, esposa...
com dedicação criou seus filhos...
os ensinou a trilhar o caminho do bem...
e seus filhos tiveram filhos, e os filhos dos filhos também...
e todos sempre terão orgulho de falar
dessa mulher, que com muita garra
lutou, contra o tempo, contra a saudade,
contra a doença, contra o cansaço dos anos..
minha avó de cabelos alvos como a neve,
trazidos com a experiência da vida,
minha avó cheia de paciência, que a todos servia...
minha avó, mulher prendada, que cozinhava, que sorria...
Esta era minha avó, um pouco Isnardi, um pouco Cardoso
e com o passar do tempo, um pouco Joanol...

Vó descanse em paz ao lado do vô.

Paula Joanol

Criado pela avó
ensinado pelas tias
amado pela mãe
quisto pelos amigos e traído pelos invejosos.
Mas ainda continuo gostando de trakinas.

Vinny Leal

-O pombo-
Vinícius de Moraes contava ter ouvido de uma sua tia-avó, senhora idosa muito boazinha, que um dia ela estava na sala de jantar, em sua casa do interior, quando um lindo pombo pousou na janela. A senhora foi se aproximando devagar e conseguiu pegar a ave. Viu então que em uma das patas havia um anel metálico onde estavam escritas umas coisas.
— Era um pombo-correio, titia. Pois é. Era muito bonitinho e mansinho mesmo. Eu gosto muito de pombo.
— E o que foi que a senhora fez?
A senhora olhou Vinícius com ar de surpresa, como se a pergunta lhe parecesse pueril:

— Comi, uai.

Rubem Braga

O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Na verdade estou escrevendo sobre você.
Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
A avó diz:
- Tudo depende do modo como você olha as coisas.
- Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. Esta mão que podemos chamar de Deus, deve sempre conduzi-lo em direção à sua vontade.
Segunda: de vez em quando, eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. isso faz com que o lápis sofra um pouco. Mas, no final, ele estará mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
Terceira: o lápis é companheiro da borracha para apagar o que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa não é necessariamente algo ruim...
Quarta: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
Quinta: o lápis sempre deixa uma marca...
Portanto, lembre-se: tudo o que você fizer na vida, irá deixar traços... Por isso, procure ser consciente de cada ação para que todos seus desenhos sejam lindos!!!

Desconhecido

A BICICLETA

Me lembro, me lembro
foi depois do jantar, meu avô me chamou,
tinha um riso na cara, um riso de festa:

- Guilherme, vou tapar seus olhos,
venha cá.

Os tios, os primos, os irmãos, na grande mesa redonda
ficaram rindo baixinho, estou ouvindo, estou ouvindo:

- Abre os olhos, Guilherme!

Estava na sala de jantar, junto da porta do corredor,
como uma santa irradiando, num altar,
como uma coroa na cabeça de um rei,
a bicicleta novinha, com lanterna, campainha, lustroso selim de couro,
tudo.

Me lembrei hoje da minha bicicleta
quando chegou a minha geladeira.

Mas faltou qualquer coisa à minha alegria,
talvez a mesa redonda, os tios, os primos rindo baixinho,

– abre os olhos, Guilherme!

Oh! Faltou qualquer coisa à minha alegria!

J. G. de Araújo Jorge

Acróstico para Máira

Miríades de astros e estrelas
Auguraram o teu nascer.
Irrequieta por vê-las,
Rompeste o véu para tê-las
Ao lado do teu viver

João Sobreira (avô)

Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar.

Fabrício Carpinejar

a minha avó

um dia parei para pensar
como será sem minha avó?
aquele arroz gostoso aonde vou comer?
seu cheiro sereno aonde vou sentir?
depois que ela se foi, pra longe de mim
o eco da sua voz ainda estou a ouvir
e em cada situações, vovó passa a existir

a minha avó ( Maria do Socorro Moreira in memorian)

a minha avó - Geraldo Neto Uiraúna PB

Vovô e Vovó!

Eternas figuras humanas
que hoje queremos homenagear,
contemplando com carinho os cabelos brancos,
o profundo olhar, as rugas na fronte e na face,
sinais da experiência e memória de tantos anos vividos.

Que bom poder formar uma roda
para ouvir com atenção
os sábios conselhos,
as palavras fartas,
indicadoras de novos horizontes em nossa vida.
Queremos tocar e sentir
a energia que suas abençoadas mãos transmitem,
e hoje, embora trêmulas,
ainda semeiam os frutos da experiência de vida.

Permita-nos, neste momento especial,
acompanhar com ternura seus passos lentos,
algumas vezes trôpegos,
mas cheios da sabedoria que a vida lhes ensinou.

Queremos abraçá-los e também aplaudi-los,
com muita emoção e ternura,
pedindo a Deus que os abençoe e lhes conserve a saúde.
A esperança nos leva a crer que
outros dias lindos acontecerão,
pois vocês são frutos da mais bela obra
que Deus colocou na nossa história.

Natália alves.. Nathy

Foi no silêncio que ele nos deixou o maior ensinamento.
Foi no silêncio e infelizmente no fim, que eu pude entender o que ele queria nos dizer.
A vida é bela para nos preocuparmos com coisas desnecessárias. Não é preciso ter uma casa bela, um simples cômodo já me acomoda muito bem.
É no silêncio que aprendi que nós enquanto estamos de passagem nesse mundo, não somos nada, e que não sabemos como e nem quando será o nosso último suspiro.
Foi com meu avô que aprendi a dor da perda. A dor de não poder ter dado o meu último adeus, mas também aprendi que devo valorizar cada segundo que tenho com as pessoas que tanto amo. Não preciso de muito para ser feliz, porque o que mais me satisfaz não tem preço. Porque dizer que se a gente soubesse a hora que iríamos partir, faríamos muitas coisas diferentes? Faça de cada momento o que mais lhe agrada, não faça inimigos, dê valor a quem está conosco, porque podemos dormir e acordar já com Deus. Que lindo foi ver meu avô soltando foguetes e dizendo que chegou bem ao seu novo lar. Ficam agora as boas lembranças. Te amo para todo o meu sempre! E mesmo não podendo te ver, sei que está sempre presente comigo, e com todas as pessoas que te ama, e, que agora, você também intercede por nós. Se eu puder escolher, que eu morra no silêncio de um belo sono. Sua benção olhe sempre por nós e descanse em seu novo lar!

Rafael Guimarães

Na praça

Aquele homem distinto de olhar distante
Lembra meu avô
Que não ouvia
Só sentia
A vibração dos sons ecoantes
Aquele homem distinto
De olhar distante

Leninha Alves

Ser avô! - Por Paulo Siuves

Como é ser avô? É ter cabelos brancos e voz grave? É ser visto como o senhor respeitoso e cheio de peripécias quando diante dos netos? É querer ter a juvenilidade do filho e a sabedoria do pai nas horas certas? É será que é fazer tudo certo na hora errada?


É! Vamos lá para mais essa estrada desconhecida. Vamos aprender mais da vida, porque a vida é cheia de novas experiências. Vamos voltar à experiência de ser pai, pois, há quem diga que ser avô é ser pai duas vezes. E não deixa de ser uma verdade. porém, dessa vez essa pessoinha não saiu de mim. Não diretamente, mas, veio perpetuar minha linhagem e herança, a herança genética.

Aliás, uma palavra da modernidade! Coisas do futuro que já chegou. Chegou junto com o neto. Essa pessoinha pequeninha que eu já amo. Bem vindo à luz, meu neto. Coerdeiro com meu filho das bênçãos e dos talentos. Seja bem vindo à família. Nós te amamos!

Escritor Paulo Siuves

Dia frio

Você só é forte e arrogante até ver
o buraco de terra vermelha aberto no chão
e as pás cheias de terra
ressoando no caixão sobre os seus.

J.W.Papa

Avô Avelino

(Uma homenagem ao Seo Avelino, um avozinho charmoso)


Eu estou fascinado
Encantado eu estou
Eu estou encantado
Com o homem que é meu avô

É um velhinho charmoso
Arrumadinho e cheiroso
Gosta muito de TV e adora ouvir um rádio
Não dispensa um chocolate e devora pão com ovo

Eu estou fascinado
Encantado eu estou
Eu estou encantado
Com o homem que é meu avô

Ele ama minha avó
Para ele, ela é tudo
Mesmo depois que ela partiu
Sempre e sempre a amou

Eu estou fascinado
Encantado eu estou
Eu estou encantado
Com o homem que é meu avô

Trabalhou a vida toda
Ele sempre trabalhou
Educou todos os filhos
Com suor e muito amor

Eu estou fascinado
Encantado eu estou
Eu estou encantado
Com o homem que é meu avô

- Ele é o pai do meu pai
- E da minha mãe também
- Quero ele só prá mim
- Não dou ele prá ninguém

Eu estou fascinado...

Poeta e Escritor Sidarta da Silva Martins

Confusão é Pouco...

- O que é natal, papai?
- Natal é um dia santo, filho.
- Eu sei, pai. Dia do avô de Jesus.
- Avô de Jesus?
- Sim, do Papai Noel!

Francismar Prestes Leal

LEMBRANÇAS (ou DIA DE FAXINA)

Eu, hoje, preciso esvaziar minhas gavetas. Liberar espaço no inconsciente e jogar fora as "tranqueiras" acumuladas ao longo do tempo, na lembrança da minha retina. Não faz sentido algum ficar andando cabisbaixo de cansaço como quem arrasta um cemitério nos ombros. Carregando pessoas que não são importantes mais na minha vida, essas pessoas que deixaram de ser presentes. Aqueles momentos que não foram 'aquilo tudo' e estão lá no cantinho da lembrança, acumulando poeira e mofo...

Eu, hoje, vou jogar muita coisa fora. A casa deve ficar bem melhor sem tanta coisa pra lembrar, pra incomodar, pra fazer tropeçar e chorar. Vou me livrar das lembranças das antigas namoradas, das antigas desavenças, das amizades que abandonaram o meu bem querer. Vou limpar a estante num instante e jogar os livros escritos à lápis fora, lavar com lágrimas e secar com o suspiro do sono pueril.

Mas, vou passar as poesias a limpo e organizar o que é indispensável. Mandar polir minhas verdadeiras amizades, dar um brilho nos entes queridos e "dar um trato" no meu amor e, com zelo, colocá-la no lugar de destaque em meu coração, esse moleque bobo que já está cansado de sofrer por causa de tanta gente morta, tanto trem quebrado, tanto uai sem Subnesquência, tanta coisa inútil que inutilmente me faz chorar. Adeus ao meu pesaroso passado, bem vindo a minha vida mais leve.

Escritor Paulo Siuves