Poema sobre o dia da Costureira

Cerca de 4 poema sobre o dia da Costureira

COSTUREIRA
Carlos Alberto Pio

Com a máquina de costura, minha alegria é pura
E no ateliê a profissional é você
Atende com atenção, faz sua anotação

Tira a medida, faz experimento, mostra seu talento com o tecido no seu comprimento
A matéria prima é variada
A fazenda pode ser lisa ou estampada
E para fechar, tenho opção
Pode ser zíper, velcro ou botão

Não importa se é vestido ou terninho
Meu trabalho é feito com carinho
Não importa se é shorts ou bermuda
A qualidade nunca muda

Suas ideias são criativas
Com uma roupa nova, sua cliente é uma diva
As ideias estão contigo
Cria o novo, reforma o antigo
Estende o tecido, cria um novo vestido
Longo ou curto, se está na moda, parece um surto

A estampa pouco importa, vê se se comporta
Prefiro as alegres com cores ou estampada com flores

A roupa nova é um sonho
Deixa que o traje eu componho
Se a cliente foi bem atendida
Fica feliz da vida

No verão ou em uma noite fria
É claro que ela voltaria
Pois o que ela busca é alegria

A mulher moderna quer roupa exclusiva, pois é ativa
Quer desfilar na alameda, não importa o tecido
Pode ser até seda

Quando estou bem arrumada, eu fico calma
Alegra a minha alma, e as pessoas hão de bater palma
E eu que sou a costureira
Ei de vê-la
Verdadeira estrela

Carlos Alberto Pio

Todos os pontos enfileirados,
Um a um foram unidos pelos dedos
Engenhosos de uma criadora que não
Mede esforços para deixar sua marca.

Os linhos de algodão, os botões cobertos
Por um tecido com cores mescladas, um capricho.
Costura bem balizada, o corte bem acentuado,
Sem quaisquer amassados, curvas perfeitas.

Os moldes riscados, bem demarcados, delimitando
A trajetória das linhas de lã,
Nada de roupas engomadas,
Panos rústicos ou de poliéster
Apenas tecidos leves e soltos.
Vestidos de mangas fofas,
Umas saias com cós alto e barras plissadas,
Outras com volume, modelagem godê ou
Estilo tulipas vermelhas.

Nunca dantes ensinaram-lhe
Como manusear uma agulha,
Uma tesoura,
A alinhavar um pedaço de trapo,
Uma meia furada,
A enfiar um pedaço
De linha no fundo da agulha.
Muito menos lhe ensinaram
A manipular uma velha Singer.
Os pés talentosos aprenderam
Sozinhos a pedalar em uma enferrujada
Máquina de ferro, deixada de herança.

Ainda assim, seu célebre ofício aprendera
Com sua própria forma de fazer arte com as mãos.
Num vai e vem de fura e amarra, segue sua linda sina,
Nunca precisara de curso de moda, corte e costura
Ou alfaiataria para fazer selar sua história.

Elizamar Lanoa

Tive grandes ambições e sonhos dilatados — mas esses também os teve o moço de fretes ou a costureira, porque sonhos tem toda a gente: o que nos diferença é a força de conseguir ou o destino de se conseguir conosco. (Livro do Desassossego)

Fernando Pessoa

Quer uma mulher que faça todos as suas fantasias? Se case com uma costureira de escola de samba!

Desconhecido