Poema Menino

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O Tigre se julga culpado!


Diante dos fatos o Tigre que atacou o menino de 11 anos, no zoológico de Cascavel, no Paraná, resolveu se pronúnciar “culpado”.
Em depoimento ao juiz ele relata estar ali quieto em seu canto, separado por grades, jaulas e uma placa onde dizia claramente : ” Cuidado com a fera, mantenha distância”, isso devido ao seu temperamenro agressivo desde ainda filhote.
Ele continua relatando o ocorrido: O menino não teve culpa, afinal ele estava exercendo sua liberdade de expressão que o pai com certeza deve ter ensinado muitíssimo bem, já que não passou ao filho noções de limites.
Aquela agitação toda, confesso, começou a me pertubar, então por impulso ou instinto resolvi ataca-lo e mordelo.
Juro que não esperava tal gravidade e me encontro arrependido, pois ao invés de morder eu deveria ter exercitado o diálogo com o menino ou quem sabe com o seu responsável legal, explicando-lhes, que as grades e as placas de advertências são para proteger pessoas racionais como eles de animais como eu ,irracionais, mas na hora deixei o instinto falar mais alto.
O juiz ainda incrédulo perguntou ao Tigre: “O que você pretende com essa atitude?” E a resposta foi: “É simples meretissimo! Venho comunicar que o pai do menino não teve culpa. Ele não sabia o que ia acontecer, eu sim. Sendo assim não precisa de apurações dos fatos para se saber quem é o culpado. Pois “EU” me julgo culpado e mereço com certeza ser preso e não conviver em meio a sociedade.”
Prenda-me por favor!!!
(Renatha Pereira)
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crônicas, tigre, menino, lição, moral, pai, limites

Você fica aí no seu uniforme, como se isso o tornasse alguém especial. Nem se importa com seu verdadeiro significado. O que ele representa

John Boyne

HOMEM MENINO


No homem que se diz menino
Um gentil cavalheiro, herdeiro da paz
Inebriada, deixo as dores lá atrás
Colorida surpresa, um real desatino

Uni [verso] de [in] versos, descortino
Da mansidão doce, que envolve tenaz
A lírica ternura do canto, audaz
Incita desejos, com olhar de felino

Exposta em resposta, a tudo imagino
Urgente meu corpo, suplica mordaz
Atiça e provoca; vem ser inquilino

Pertinaz, me mostra teu ser libertino
O prazer delirante em apetite voraz
Esqueça a candura, te quero ferino

Siomara Reis Teixeira

- Como você se vê daqui a dez anos?
- Como você se via hoje dez anos atrás?
- Eu era apenas um menino cheio de sonhos.

wendell santos

menino ingênuo
meu mundo é pequeno
um sorriso ilumina
o seu rosto sereno

são tantas manias
escondo os segredos
você descobriu
meus pequenos defeitos

a distancia não fere
a lembrança que guardo
do menino amigo
que esteve ao meu lado...

sumicley ribeiro

NAS SINALEIRAS

ESSE MENINO TÁ DESNUTRIDO,
AQUELE OUTRO JÁ FICOU TORTO.
ESSA MENINA CAIU NA VIDA.
NO CHÃO TÁ MORTO MAIS UM GAROTO.

PELO ESPELHO, NO SINAL VERMELHO,
AMARGURADOS E DE OLHOS ARMADOS
É QUE SE VER DE PERTO,
É QUE SE VER MELHOR
OS NOSSOS AMARELADOS MEDOS.

OH TEMPO TRÁGICO,
O QUANTO O HOMEM É VÃO!
CHÃO DE CRIANÇA É UM TAPETE MÁGICO,
LUGAR DE CRIANÇA É NUM MUNDO SÃO.

José Felice Cunha Deminco

Meu menino.

Peguei no colo o meu menino,
Pequeno, lindo e franzino.
Olhei para seus olhos, segurei seus dedinhos.
Agora também sou pai, sou filho, sou marido.
Corri atrás do menino,
Sapeca, levado e espertinho,
Correndo, falando e sorrindo,
Olhei para seu rosto, é meu menino.
Ouvi uma voz gritando,
Não conheço, nunca vi, mas era um amigo,
Dizendo, corre, ajuda, caiu seu menino.
Olhei para seus olhos lacrimejantes, sofrido,
Estava deitado no chão, que dor... era meu menino.
Para o hospital, dando força e tal; eu estava fingindo.
Por dentro me questionava, meu DEUS,
Por que isso? Por que com meu menino?
Lhe via dia a dia em casa,
Com dor, em uma perna só pulava,
Á base de remédios e cama,
Mesmo assim, meu menino não reclama.
Fiz aquilo que eu podia,
Ajudava a levantar, levava-lhe comida,
O ajudava a subir as escadas,
E em minhas costas eu o descia.
Esse é meu menino, parte desta família.
Passa o tempo segue a vida,
Hoje é dia da cirurgia,
Vá na fé, confie em DEUS,
A sua espera esta sua família.
Passa hora, dá angustia,
O recado vem sorrindo,
Tudo certo e nos conformes,
Que alívio, meu menino.

Alex Sanjeri

MENINO HOMEM

Tu menino Homem
Maroto sonhador

Bravo sois?
Honrado também
Simples te achas?
Verdades sim

Assim, assim...

Imperas o encanto
Desbravas o desconhecido
Metes medo na insônia
Revoltas o pensar
Calas a dúvida

Amansas, pois
Meu coração que por ti
Só faz pulsar.

(Marta Freitas).

Marta Freitas

Menino de Rua - Escrito há mais de 30 anos.
(Rayme Soares)

De amor eu sou carente
Ando descalço e sem camisa
O meu futuro dizem ser delinquente
O meu dever amar a vida

O meu sorriso é momentâneo
O meu desprezo já lhe avisa
Que não sou nenhum simples estranho
Mas um moleque da avenida

Meu sonho mesmo é ser alguém
Que seja visto como gente
Não tenho nada e tenho o mundo
Pra aprender a me virar

Minha escola é a rua
Os "professores", quem não quer me ver
Pois sou um menino de rua
Mas posso até vir a crescer

Rayme Soares

Oh! Quão sofrido é ...
... É refletir o passado,
Analisar os passos errados,
Esperar o futuro ...
Viver abandonado,
Neste vasto chão ...
Onde os desumanos corações se alimentam,
Da força do meu trabalho,
Da minha inacreditável resignação.
Fui abandonado !
Esquecido ,largado na amplidão...
Andei despido pelas ruas,
Maltratado,pisado - sendo o dono da razão,
Conheci da vida -o fracasso,
Do mundo - os piores tratos.
Lutei ,sofri ... Venci
Vivi até com os ratos,
Desejando aparecer alguém,
Que me desse um velho sapato
Para proteger os meus pés,
Dos bichos e dos Cactus.
Vegetei no mundo - fantasia
Meu Deus liberta-me dessa agonia !
Contemplo o Céu ... Não vejo a Lua,
Como é sofrido durante o dia ,
Recordar o passado ...
E ver: Que sou um Menino de Rua.

Azevedo Silva

O MENINO E A NOITE

Alguns postes
A rua iluminavam,
E algumas poucas pessoas
Misteriosamente passavam.

Tudo escuro
Quase nada se via,
Pessoas dormindo
à espera de um novo dia.

O menino e a noite
Tinham algo em comum,
Ficavam bem quietos
Sem fazer barulho algum.

Thiago Romano

Ternura De Um Menino

Esse coração...
tão sensível e apaixonado!
Fez de você meu amigo.
Vejo em seus olhos,
a ternura de um menino.
Que corre em campos de flores.
Nem parece um soldado...
Que carrega nas mãos,
armas de fogo.
Para defender seu país e a sua vida.
Mas o mal...
Não chegará a você!
Pois tem ainda hoje...
Um coração doce e leve.
Não deseja ver ninguém morrer.
E nessa batalha,
que trava para sobreviver!
Eu que estou longe...
Rezo.
Oro...
Para Deus te proteger!

Dayse Sene

"TERRAS CATARINAS"

Lembro dos campos nevados
das poças congeladas
que meus pés de menino
insistiam em pisar
até quebrar
até congelar
até saciar...

Lembro da mata em setembro,
das flores do Jacatirão
da ameixeira torta
de tantos frutos
já cansada
quase morta...

Lembro da velhinha de pés descalços,
descendo a montanha faceira
um balaio de aipim na cabeça
como se peso não houvesse
como se ver os netinhos
fosse-lhe o céu prometido...

E tudo pra ela era fácil:

Raio era "a luz do céu"
trovão um boa noite de deus...
Os ventos de Junho e Julho
tinham que existir
para quebrar os galhos das árvores
que queimariam no fogão
para ferver a agua
para fazer o mate
que nos reuniria
em volta da quente chapa

e o calor das pessoas
era mais quente que o fogo...

Lá na Serra Catarina
de onde me sorri uma menina
que há muito tempo se foi...

(M. J. Ventura, Macapá, AP, 2006)

Mario Jose Ventura

E então parte.
Fragmenta. Se dirige.
Deixa rastros de estirpe
que a alma lhe aflige.

Feito pólvora que estoura
uma vida duradoura de um jovem utopista.

Rudeza irreal, és apenas um visionista
que com alma de artista se faz espectral.

Quem diria um dia,
que o menino que partia,
na verdade fracionava
sua historia mal contada que agora se rendia
feito um pavão dourado,
magnólia de ocum,
ironia do destino,
odisséia nas estrelas.

Romero Vitor Felix Amorim

Outra vida, quem me dera!


Outra vida, quem me dera!
Quem me dera ter outra vida
Começar de novo, voltar no tempo
Só para encontrar-te, e amar-te!

Amar-te a mais não poder
Querer-te a mais não querer
Entregar-me a ti de corpo e alma
De corpo puro e de alma repleta
De alma repleta e completa
De teu amor e pelo teu amor

Ah! Quem me dera.
Quem dera a vida não fosse
- Como o é
Apenas uma quimera
Uma bela e doce quimera
Mas uma quimera!

Quem me dera...
Poder encontrar-te em outro tempo
Em um tempo nosso
Um tempo de amor, de calor, de fervor
Quem me dera!

Quem me dera...Pudesse eu voltar atrás
Mudar o tempo, trocar os dias, e encontrar-te!
Encontrar-te em meu tempo, ou em seu tempo
Mas encontrar-te!

Encontrar-te em um tempo de amor, de paixão
De paixão e de entrega total, corpo e alma, alma e corpo
Numa entrega que tornasse eterno o eterno amor que lhe tenho
Quem dera pudesse eu encontrar-te!

Quisera voltar no tempo, ser novamente um menino
E encontrar-te menina, menina dos olhos vivos, lindos
Menina deste menino, ser seu melhor amigo, seu melhor companheiro
E apaixonar-me novamente, loucamente
Colher flores, catar pedras, guardar trecos...Tudo para ti, só para ti
Quem me dera...Ah! Quem me dera.

Sidarta da Silva Martins

ELE
Autor- Rafahel Ramos Pointer

Ele andou,suspirou,demorou, mas chegou. Ele foi com todos os seus medos, mas com todos os apreços sem nunca negar seu endereço. Foi menino, foi mulher, foi gay, foi sem fé... Mas nunca voltou nem de carro nem a pé.
Sabe la quantas noites esse menino chorou, quantas vezes a garganta travou... Ele repousava entre sombra e água se era santo porque nunca andou? E a estrada não era fácil, ele desatou os laços... Possuiu-se, fez pactos com demônios a vista, suspirava, falava de arte como se fosse a vida.
Ele desceu, subiu, estacionou no meio do caminho... Ninguém dava nada por ele. Ele se aliou a própria alma cansada, viu o menino Jesus ser atropelado na estrada. Ele dançou, curtiu, morreu, sumiu, mas sempre volta falando outra língua pra qualquer um.
Sabe la quantas noites esse menino chorou, quantas vezes a garganta travou... Ele repousava entre sombra e água se era santo porque nunca andou? E a estrada não era fácil, ele desatou os laços... Possuiu-se, fez pactos com demônios a vista, suspirava, falava de arte como se fosse a vida.
E quantos fazem da vida uma casa demolida, qualquer um faz de sua vida sua própria ferida... Ele se sentia caído e fracassado a arte o fortalecia o excitava. Ele fez de sua casa seu ninho, e desse ninho um abrigo, fez dele arte viva, fez dele seu próprio caminho.
Sabe la quantas noites esse menino chorou, quantas vezes a garganta travou... Ele repousava entre sombra e água se era santo porque nunca andou? E a estrada não era fácil, ele desatou os laços... Possuiu-se, fez pactos com demônios a vista, suspirava, falava de arte como se fosse a vida.

Rafahel Ramos Pointer

Como eu gostaria de tatuar seus olhos no meu corpo
só para dizer que agora são meus também,
estas pupilas tão perfeitas que dilatam
e se distanciam de mim na esquina,
e, atrevo-me a dizer-te, que me maltratam
à cada segredo que estes olhos escondem.
Ah, se eu pudesse saber o que me confunde...
E se eu pudesse acreditar que eles me dizem a verdade,
estes olhos tão dissimulados...
Que não transparecem nem tua vaidade.
Sou sua menina, e tento desvendar os mistérios
de um homem perfeito e feito um anjo
que caiu do céu (para mim),
e eu, convenço-me de que a sorte foi minha - por uma ilusão...
Estes olhos não são meus, nem teu coração.

Gabi Assencio

Reflexão: O menino que pregava pregos…

Era uma vez um menininho que tinha um mau temperamento. O pai dele deu um saco de pregos a ele e disse que para cada vez que o menino perdesse a calma, ele deveria pregar um prego na cerca.
No primeiro dia, o menino pregou 17 pregos. Nas semanas seguintes, como ele aprendeu a controlar seu temperamento, o número de pregos pregados na cerca diminuiu gradativamente… Ele descobriu que era mais fácil se segurar do que pregar aqueles pregos na cerca.
Finalmente o dia chegou quando o menino não perdeu a calma mesmo. Ele então falou a seu pai sobre isto e o pai sugeriu que o menino agora tirasse da cerca, um prego por cada dia que ele não perdesse a calma.
Os dias passaram e o menininho então estava finalmente pronto para dizer a seu pai que tinha retirado todos os pregos da cerca. O pai então o pegou pela mão e foram até a cerca.
O pai disse: ”Você fez muito bem, meu filho, mas, veja só os buracos que restaram na cerca. A cerca nunca mais será a mesma! Quando você fala algumas coisas com raiva, elas deixam cicatrizes como esta aqui. Você pode enfiar a faca em alguém e retirá-la. Não importa quantas vezes você diz ‘desculpe-me’, a ferida ainda está lá. Um ferimento verbal é a mesma coisa que um ferimento físico. “
Convivemos e trabalhamos com as pessoas todos os dias de nossa vida. Como tratamos estas pessoas? Como nos relacionamos com elas? O que esperamos delas? O que oferecemos para elas? Quantas vezes você cumprimenta, ou agradece, ou mesmo demonstra com um gesto de carinho, a satisfação desta convivência e troca diária?

Quer ser feliz?

Então, aja para isso!

Comece a mudança por vc, interiormente, em atitudes, que tudo ao seu redor mudará.

Pense nisso.
Autor desconhecido.

Desconhecido

Sê meu rei.

Sê meu rei.
Seja a fonte que nutre meus instintos
Sê meu dono, meu arrimo.

Sê meu amante, meu menino
Seja a força de meu intimo
Sê sereno e continuo.

Sê a fome da minha sede
Seja prazer e jeito de doer
Sê fisionomia do poder

Sê meu discípulo
Seja meu galante curumim
Sê meu macho, meu serafim

Sê meu rei, meu tutor
Seja a jaula de meu pudor
Sê meu homem, meu amor.

Enide Santos 11/07/15

Enide Santos

Qual beleza da natureza
São seus olhos de jabuticaba
que quando irradia ao me olhar,
me afaga e me mata.
Olhos que fascinam e alucinam
a alma deste homem
se ao estar na sua frente,
que transforma num menino.

Anderson Araujo