Poema Infância

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Cheiro de Infância?

Lençóis no varal,
Inda úmidos, doces,
Pendurando lembranças.

Francismar Prestes Leal

"Bons tempos os da nossa infância.
Quando a felicidade não tinha um significado.
Não procurávamos dar a ela alguma referência.
Ser feliz era tão somente um gostoso sentimento.
Sem nenhuma preocupação com o futuro.
O mais importante era sempre o momento.
Por isso mesmo era sempre tão perfeito.
Quando felicidade passou a ter nomes.
Perdemos ela através dos tempos.”

Raquel Free

" Aquele ímpar sabor de infância.
Em cada tão simples momento...
O mais belo e puro dos sentimentos.
Uma inocência que será pela vida perdida.
O adulto que à rompe, sempre querendo tudo explicar.
Uma divina mente destruída...
Por uma astuta mente adulta corrompida.
Toda uma simplicidade dessa vida,
que se torna perdida."

Raquel Free

Divinal Humor:
Fui criança no circo da navalha
da minha infância foi a mortalha.
Risos cruéis, talhados no escárnio pelo aço,
mal sabia eu que desse circo quem ri também é seu palhaço.
Diante de tanto horror
descobri o divinal humor.
Por isso, exalto essa comédia de dor.
O sadismo em seu maior fulgor.

Nelson Barbosa

Saudade é a ressonância, de uma cantiga sentida, que, embalando a nossa infância, nos segue por toda a vida!
E uma saudade começou a me agoniar.
E como agonia uma saudade!
Como dói!

Crys Rangel

Na minha infância,
qualquer hora, era hora pra ser feliz.
Agora que cresci,
onde estão essas horas, me diz?!

Laura Méllo

O QUE VOCÊ QUER DA VIDA?

Na minha infância tinha uma brincadeira chamada: Que mês?
Duas crianças combinavam um mês em segredo, as outras tinham que tentar adivinhar qual era. O sabidão que chutava certo tinha que responder: O QUE VOCÊ QUER DA VIDA?
E surgia um:
- Eu quero um carro.
Aquelas duas do começo soltavam a imaginação e descreviam qual seria o carro que elas entregariam para o sortudo. Cada uma inventava um sonho de carro.
Eu sempre tive dificuldade para escolher. E escolhia pelo encanto.
Quando cresci, percebi que o mau de ser sonhadora é sempre se encantar e quando o encanto acabava a gente percebe que o motor não era bem aquele, que a lataria estava riscada, que o outro carro talvez fosse melhor e que escolheu errado.
Daí você ouve: "É errando que se aprende". E aprende mesmo. Mas a vida é feita de escolhas e sabendo escolher você tem mais chances de acertar. E eu me perguntei por anos: E como saber escolher? Como saber se a escolha vai dar certo? Ninguém vai dizer.
Vão dizer: tem que arriscar! Pagar pra ver! E de repente está você mais uma vez escolhendo o carro errado, a casa errada, o trabalho errado, amigos e parceiros errados. Uma vida errando para aprender.
Aprender que a vida vai sempre te dar opções e se você não souber o que quer dela, deverá saber o que você não quer. Não tem problema nenhum em não saber o que se quer.
Saber o que você NÃO quer, também é princípio de escolha e sabedoria.

Natalie Carvalho de Luiz

‎'O catecismo me ensinou, na infância, a fazer o bem por interesse e não fazer o mal por medo. Deus me oferecia castigos e recompensas, me ameaçava com o inferno e me prometia o céu; e eu temia e acreditava.
Passaram-se os anos. Eu já não temo nem creio. E, em todo caso – penso – se mereço ser assado, cozido no caldeirão do inferno, condenado ao fogo lento e eterno, que assim seja. Assim me salvarei do purgatório, que está cheio de horríveis turistas da classe média; e no final das contas, se fará justiça.
Sinceramente: merecer, mereço. Nunca matei ninguém, é verdade, mais por falta de coragem ou de tempo, e não por falta de querer. Não vou à missa aos domingos, nem nos dias de guarda. Cobicei quase todas as mulheres de meus próximos, exceto as feias, e assim violei, pelo menos em intenção, a propriedade privada que Deus pessoalmente sacramentou nas tábuas de Moisés: Não cobiçarás a mulher do teu próximo (se o próximo estiver próximo), nem seu touro, nem seu asno...

de O Livro dos Abraços

"Vida de adolecente"

Na infância me faziam engolir o choro entre solucio , na adolescência tive que engolir sapos,e pererecas, agora me obrigam a engolir o orgulho? E depois ainda perguntam por que estou ficando barrigudo?vê se pode um negócio desse?

Gilmar Fontes

MEDOS

Que saudade dos medos, que minha infância imaginava
Que saudade dos monstros e fantasmas, que outrora me assustavam
Que saudade dos meus medos, desses medos, que não davam em nada
Que saudade que saudade, que saudade

Que PAVOR dos medos atuais , tão cruéis, tão reais
Que PAVOR dos monstros e fantasmas reais, tão comuns, tão fatais
Que PAVOR dos medos, desses medos, que maltratam, machucam e matam
Que pavor, que pavor, que pavor

SOCORRO! eu fui roubada
SOCORRO! não levaram só dinheiro
SOCORRO! levaram sonhos
SOCORRO! deixaram desespero
Socorro, socorro, socorro...

Girlene Mota

"A regra é simples, como nos livros de matemática da infância:
você pertence ou não pertence.
É ciência."

Eduardo Baszczyn

FASES DA VIDA

"PULEI A ADOLESCÊNCIA,
AMADURECI COM O VALOR
DA MINHA INFÂNCIA".

Ivete Henrique

Lembro da minha infância [e que bom lembrar]
vejo você correndo pelo nosso quarto
você dançando comigo na chuva
pulando no seu aniversário
e sinto o seu amor maduro, mesmo tão menino

Josane Hodniki

Olhar de Uma Criança


Ela escrevia cartas
Ele brincava com poemas
Naquela ingenua infancia
Já libertava os sentimentos

Eles fantasiavam aquele mundo
Na carta ou no poema,
Queriam sair dali,
E escrevendo, acharam essa saída

Ela escrevia o que sentia
Ele sentia o que escrevia
Mas sentido nenhum havia
Pois eles sabiam
Que só a experiencia
Fazia poesia

Quando menos esperavam
Perceberam que cresceram
Os sentimentos se foram
E as cartas rasgadas,
Na verdade eram apenas cartas vazias...

Abrahão Amin

99



Morte,

Que desde a infância era desejada,

Que minha vida acompanhara...

Por um amor, Na areia da praia

Com um beijo, Dela fiz mia namorada

Morte, você foi abandonada

Morte que era aquilo em que agarrava

Oculta, era você, o revolvinho, a minha guitarra

Menta, cola ou fanta com cachaça

Por um amor... Traída, abandonada...

Morte

O pó a si me lança?

É o que diz aquele que a si mesmo engana

Todo o vazio que eu vivi em minha infância

Em fotos, sempre em algo me apoiando, eu criança

Mamãe, papai e Ana

Que alma leviana!

Soberba e pedantismo! Isso não é ignorância

Por que vocês não ouvem a voz que por socorro chama?

Este vazio é o pó. E de vocês a morte ganha!

Morte!

MORTE!

Você que leva à cocaína!

Ela o vazio preenchia!

Faz de você mia companhia!

E meu retorno...

À razão de minha vida!

Morte... Morte...

Caxorro-Morto

Um Lugar
De pés sujos, despenteada, roupa rasgada.
Foi assim minha infância, privilegiada!
Subia em árvore, ajuntava lindas pedrinhas,
Pedalava minha bike, brincava de casinha,
Modelava argila, nadava na represa, corria na chuva,
Fazia trilha, me enroscava em arame farpado!
Tinha pato, vaca, cachorro, galinha,
Porco, gato, coelho é o que mais tinha!
Cutucava o toro, e corria,
E ficava horas trancada na estrebaria,
No chiqueiro quase nem ia,
No galinheiro minha mãe me encontrava!
Era uma aventura ir a 20 km em cima do trator com meu pai,
E mais divertido ainda andar em meio a roça!
Cinco da manhã o relógio despertava
No escuro, na chuva, no frio. Não importava!
Pra estudar já devia pegar a estrada.
Chegava final de semana eu já sabia,
No sábado panquecas, no domingo churrasco,
Toda a família se reunia.
Vó, vô, tios e tias...
“Cristiane, Renan, Tainara, Jaqueline e Maiara”
Nós cinco brincava de casinha, e as vezes se desentendia!
Quando aparecia Willian e Vinicius, eu me surpreendia,
Eram meus outros primos que quase não via!
Pegamos sapos e besouros;
Durante as noites, corríamos atrás de pisca-pisca.
Lembro muito dos meus aniversários,
Comemorei sempre com minha mana,
Tinha bolo, doces, salgados, refrigerantes
Balão, presentes, amiguinhos e muita gente velha!
Minha irmã e companheira de tudo me protegia,
Eu, em agradecimento a agredia...
Mas ela sempre foi minha melhor companhia!
De minha mãe e meu pai, eu não entendia,
E disso eu não sofria.
Às vezes eu me escondia e eles se desesperavam!
Sempre havia um lugar onde eu me encaixava,
Pra brincar, pra chorar e sonhar.
Um cantinho só meu.
Mas enfim, eu era feliz...
Do meu jeitinho, e mais nada.
Pois não foi só o lugar, foi minha infância.

Maiara Aline Belle

O povo, de cuja história ela é o livro, ainda existe; mas esse povo caiu em infância, deram-lhe o livro para brincar, rasgou-o mutilou-o, arrancou-lhe folha a folha, e fez papagaios e bonecas, fez carapuços com elas.

Não se descreve por outro modo o que esta gente chamada gover­no, chamada administração fazem.

Almeida Garret

"Às vezes queremos voltar aos tempos de infância
[...]
Não apenas porque foram bons os momentos;
Mas sim porque não precisávamos nos preocupar em ter
Que manter uma pessoa mais próximo o possivel
De nós...
[...]
Não trazíamos em nós dores que um dia pertubaram
Nossas noites.
Amávamos à ponto de abrir mão de algo pra dar a quem
Se amava...
Desejávamos tanto à ponto de não largarmos nunca
O que se anseiava.
Buscávamos o sumo bem das pessoas em nosso coração
[...]
O amor não era fingido...
[...]
Mesmo existindo barreiras amávamos com todo o ser!
Aí prevalecia a inocência e a ingenuidade dos seres
Que um dia possuíam a mais pura humanidade...
[...]
Mas hoje não...
Agora a banalidade torna-se cotidiana
As mágoas e falta de amor tornam-se debaldes..."

Moysés Magalhães

Morto...
assim acontece.
Preso, condenado
ao infinito do mesmo.
Infância corroída,
manifesto interior.
Colo, cuidado, carinho:
abandono, desdém, deboche.
Ilha sem mar,
incompleta natureza.
Pouco riso, e por dentro.
Cego de chances...
Envenenado por crer.
Quebra-cabeça de vento.

Johnny Kwergiu

O Tempo....

O Tempo Passa, e as Linhas que puxavam meus sonhos de infância se perderam, em relação aos brinquedos a pilhas ou a bateria, realizações pela metade, tempo de alegrias e de prazeres, encanto pelo novo, que nos chama a atenção, mundo vazio, coisas alheias calam o nosso choro desde ali, então aprendi que: a grama do vizinho é sempre mais verde, ensinamento desnecessário a vida. A alma do homem tem uma sede voraz, somente quando buscamos a JESUS esta sede é saciada....

Rafael Nightwolf