Poema de Outono

Cerca de 340 poema de Outono

Bom dia Outono!
Como na vida, nem sempre só flores!
O vento forte levou o que já passou do tempo.
Nada de olhar para trás, a não ser para
ver o caminho colorido de lindas lembranças.
A felicidade está onde queremos vê-la.
É tempo de mudar para melhor:
Um Feliz Outono! Viva a vida!

Hebe Salgado Serpeloni

Amor
O verdadeiro amor é aceitação
De tudo que o outro é
De tudo que foi um dia
Do que será amanhã
Do que já não é mais…
O amor é amor!

Hebe Salgado Serpeloni

Todas as folhas abandonam a árvore
Não porque querem, mas porque chegou a hora
E a árvore precisa deixá-las partir
em sua última dança com o vento
É hora de dizer adeus
e lembrar com carinho de um passado distante
Mais uma roda girou
E a árvore permanecerá.

A natureza vem nos lembrar de como a vida funciona
Que tudo um dia passa, então aproveite enquanto pode
Pois tudo tem o seu tempo de acontecer
E tudo tem seu tempo de acabar
No fim o tempo é curto
e a única coisa que vai restar
São os momentos simples, bobos e felizes
que seu coração conseguir gravar.

Piter Monteiro

Nós somos como a vida das árvores, passamos por estações e momentos. Existe tempo para nos recolhermos, nos introspectarmos fazendo um balanço e juntando forças para mais adiante para o próximo passo.
As árvores são assim elas perdem as folhas e se acomodam, pois passarão por longos períodos sem movimento externo, porque elas somente crescem no verão. Cada instante é uma espera do momento seguinte, e logo vêm à primavera aonde nós e as árvores florescemos. Abrimos nossos corações para deixar a vida sair e assim nos despimos de nossas camadas desnecessárias que já cumpriram seu papel no grande esquema da vida. As árvores nessa etapa mudam de casca para sua renovação. Passamos por várias estações, várias metamorfoses até nos tornarmos inteiros.
Peço sempre à divindade para que meus verões sejam ricos em frutos e que minhas sementes possam germinar sadias no canteiro da existência e que no outono seguinte eu esteja muito mais forte, compreendendo cada ritmo, cada etapa e me sentindo triunfante e grata naquilo que chamo de vida.

LilianePMarques

Laranja cor de outono, tempo nostálgico, mágica transformação entre folhas e flores, calor e frio, amor e paixão.

Flávia Abib

Flávia Abib

O tempo se perde em devaneios no ar,
Que carrega para todo o lugar o perfume,
Das folhas das cascas dos troncos
Enquanto se diluem; é o ciúme

De um sonho que se impõe;
O inverno não existe mais, me deito nesse outono,
Não tenho mais o sentido, e me decepciono,
E se não houver mais estações no ano?

A lembrança é o espaço da idéia,
O silêncio enquanto transpõe a cerca de arame
Seduz a pele e um canto alegre decompõe.

Chega de primavera, de ouvir o canto dos pássaros
Quero o frio etéreo de seus lábios
Que me faz tremer os ossos.

R. S. JABIS

R. S. JABIS

Ricardo Cabús

Outono Vacilante
(Cacos Inconexos)

O Sol continua lutando contra um outono vacilante
Dois dias de Sol
Seguidos
Dizem que amanhã também será
(Será que amanhã também serei?)
O Sol que ilumina as ruas faz curva ao passar por mim

Ricardo Cabús

Recordou-se que ali já esteve, mesmo não sabendo o que era estar ali, e à princípio sendo guiado pelos seus dissimulados sensores epiteliais notou sua própria existência tênue, calorosa e agradável.
Com receio de que aquele ínfimo momento se extinguisse quebrando aquele devaneio, permaneceu de olhos fechados, apenas existindo no meio de tudo aquilo.
Ouvira sinos de outono na copa das árvores, ecos de aves canoras ao longe, movimentos de raízes tocando a terra ao balanço de brisas prolongadas como suspiros de moça.
Tudo era melodia naquele delicado momento em que aprender à se amar.

Renan Nascimento

Há sempre um misto de alegria e tristeza em certos encantos da vida...
Ver os filhos crescerem ...
Comemorar um novo aniversário ...
Se despedir de um amigo ...
Observar as folhas caindo na chegada do outono ...
Ouvir uma velha canção ...
Fatos que nos alegram e ao mesmo tempo nos dão uma certa nostalgia, pois sabemos que certas coisas não voltam mais, e a saudade aperta o peito ...
A vida é curta, o tempo é sábio e a maturidade nos faz assim: nostálgicos, emotivos, mais observadores ...

Lúcia Almeida

Instintos à solta... como fera
aponta o alvo e não erra
espera que da vida só lhe cheguem primaveras...

Hiberna no inverno,
no outono e no verão.
Testemunha efêmera
longínqua... como o som de um trovão.

Fingidor ferido,
caído, prostituído,
bárbaros ruídos...
teoremas de ilusão....
sortilégio, bruxaria, maldição.

Rosangela Calza

Como DEUS é sublime
Pensou em tudo
Criou os planetas
O sol e a lua
As estrelas e cometas
O universo e todo o cosmo
Criou depois o homem e a mulher
E a casa para eles habitarem e chamou a de terra
E nela fez aparecer florestas, oceanos, vales, montanhas, rios e cachoeiras
Não satisfeito, colocou pássaros para alegrar as manhãs com seus cantos
Jardim de flores com cores diversas para colorir este mundo
Criou estações que predominam o sol e a chuva com inverno e verão
O outono para mudanças das folhas das árvores
E a estação chamada de primavera para lembrar ao homem
Daquilo que move tudo isso que é o amor
Mas o homem...

Isaias Ribeiro

Que Outono nos traga bons
ventos, paz e harmonia para
nossos corações e leveza
para nossa alma.
Que troquemos as folhas
mas que sejam mantidas
as raizes e os valores.
E que seja renovada a
esperança e a convicção
que é sempre tempo de
Recomeçar!

Priscilla Rodighiero

Outono da minha vida

Adentrando ao outono da minha vida,
Um paradoxal inverno quente me anima.
E a primavera, florida, faceira e sorridente
Reflete a esperança de um dezembro caloroso,
Com o verão pulsando caloroso em minhas veias.

Com certeza um natal muito feliz
Entre familiares e amigos.
Um “adeus ano velho” ruidoso
Com prazerosos brindes, fortes abraços,
Estalados beijos e furtivas lágrimas.

Mais um Ano Novo repleto de promessas.
Que aventuras viverei em janeiro?
Viagens, estradas, novas paragens.
Fevereiro de olhares, sorrisos e afagos.
Conquistas merecidas, achados fortuitos,
Quiçá novos amores, explosivas paixões,
Prazeres incontáveis, noitadas inesquecíveis.

Assim a vida se renova, até a hora da partida.
Março trará corações dilacerados,
Almas partidas, bilhetes rasgados,
Pulseiras, anéis e colares jogados.
Roupas rotas, tênis gastos,
Revistas dobradas, livros esquecidos.
Enfim, páginas viradas, vidas passando.

Os passos antes largos, agora lentos,
Os olhos lassos, as nuvens altas,
Prolongados suspiros, ais, sussurros.
O tempo escoando entre dedos e frestas,
As ondas do mar lavando lamentos,
Na areia desenhando imagens funestas...
(J.M. Jardim, setembro/2013)

Juares de Marcos Jardim

Em uma noite de verão
Tudo é tão bom
Em uma noite de verão
Tudo é você

Quando fecho os olhos
é você quem vejo
Quando vou deitar
Em minha mente te peço um beijo

Mal acostumado
eu peço a Deus
que os meus sonhos
sejam todos seus

Em uma noite de outono
Tudo é tão bom
Em uma noite de outono
Tudo é você

Acordo de madrugada
Tentando te encontrar
Mas com sua ausência
me desespero de te abraçar

Com seu amor em mim
Tudo se torna felicidade
Mas sem você aqui
Tudo se transforma em saudade

Em uma noite de inverno
Tudo é tão bom
Em uma noite de inverno
Tudo é você

Um momento de silêncio
eu te peço um beijo
E no pensamento
você me faz um desejo

Como em um segredo
vem a intimidade
Te jurei e vou cumprir
sempre te dizer a verdade

Em uma noite de primavera
Tudo é tão bom
Em uma noite de primavera
Tudo é você

Procuro à todo momento
como te surpreender
aquele pedido no vento
é pra sempre ter você

Te jurei amor eterno
e agora vou te dizer
o sentimento mais puro e sincero
é o que sinto por você.

Thaz Sobral

ODE AO OUTONO

Como quem quisesse cantar um segredo
Pulastes e Voastes em sossego
Do alto de um galho
Saudades de Brumário

O vento que nina as árvores
E que carrega rios
É o mesmo que varre o chao.
Colore de amarelo a estrada da solidao

O Lírio que decora velório,
Tu é o mais fiel expectador
da expectativa da dor
da vida do que foi e
dos que tentarao
em vao ser saos.

O que tu és se nao um torpor de verao?
O que tu és ingrata agonia?
Se nao a curva que a estrada rasga o chao?

És a sintonia da ironia
A insonia devida
de vida
da Vida.

Pedro Aquino Cunha

Vida

O gramado do outono aberto
se estendeu até o arvoredo
pleno de poesia.

Sueli Fajardo

Lolita Verão
Vem logo, Menina Veneno, Lolita Verão...
Aguardo ansioso e insone,
Na fria noite do outono
Da minha vida.
Vem aquecer este Velho Lobo do Mar,
Alquebrado por tantas tormentas,
Mas ainda louco para amar...
Vem incendiar meus sentidos
Com tua candura, tua malícia explícita,
Tua sensualidade implícita...
Vem realizar meus devaneios,
Saciar meus anseios.
(Juares de Marcos Jardim)

Juares de Marcos Jardim

meu filho... tão tolo...
morreu no início da primavera...
e eu que, na primavera, ainda vivo...
tão tola... virei outono

Clara Dawn

Vem ver-me à janela meu amor
Que charmosa e bela esta está manhã
A chuva de outono quente e amena

É como o teu corpo suado e belo
Como é bom sentir o teu coração
Forte e seguro meu belo homem

Sempre charmoso que dás-me
O desejo de amar-te como
Esta chuva, que cai na janela suave
E bela ,que eu gosto tanto.!!

isabelRibeiroFonseca

Sejais

Sejais como o outono
Apesar do amarelar das folhas
E a queda da temperatura
A luz do poente se iguala a sua cor
E o crepúsculo como uma bênção se despede.

Os ipês adormecem sobre as mãos do outono
Entre os pinheiros sobrevive o tronco seco e pálido.
Os galhos que sustentavam as folhas e as flores na primavera,
Hoje descansam solitários e tristes.

Sejais como o inverno
As névoas encortinam os olhos
E os picos nevados acolhem a montanha
Que lamenta a ida da primavera e contempla
a chegada do inverno com alegria.

A anciã cobre seu rosto escondendo
A idade avançada que através das rugas
Mostram a sua longa caminhada
Por entre os vales alvos e distantes
Que o inverno cobriu-o intensamente.

Sejais como a primavera
Em tempo de intempéries
As flores não deixam de florir
E seu bálsamo perfumar e inspirar
Os olhares apreciadores dos enamorados.

Sejais como o verão
Mesmo o sol aparecendo em demasia,
As árvores permanecendo imóveis
Sua sombra abraça o sorriso das crianças
Que se alojam para brindar o frescor do dia.

O mar não dorme enquanto passa as estações
Permanece vigilante enquanto o navio
Cruza as linhas do horizonte
A noite se encolhe de frio
E o vento ruge deixando as águas serenas.

Rita Padoin