Poema de Maria Quintana

Cerca de 399 poema de Maria Quintana

Y
Fase do encantamento - É quando o romantismo
esta à flor da pele. A admiração é muito grande
(o máximo), a sensação dos recém casados é
uma delícia.

Mário Quintana

A persistência é o caminho do êxito.

A persistência é o caminho do êxito.

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as...

Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.

Aquilo que se faz por amor está sempre além do...

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

Tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Tenho em mim todos os sonhos do mundo.

A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.

A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.

Os homens de poucas palavras são os melhores.

Os homens de poucas palavras são os melhores.

Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.

Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente...

A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe.

A paixão aumenta em função dos obstáculos que...

O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.

O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais...

A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.

Mário Quintana

Pessoa muito respeitada, amigável, generosa
e fácil de lidar. Mas quando o assunto é o
seu dinheiro, seu tempo ou suas preocupações,
nada ou ninguém é mais importante. Isso
demonstra que deve aprender muito ainda
sobre o crescimento da alma. Mas
controlando esse egoísmo e usando mais
de diplomacia ao tratar com as pessoas,
conseguirá avançar muito no seu caminho.

Mário Quintana

Eu me esqueci no armário.
Pensei estar vivendo,
estudando, trabalhando, sendo!
Pensei ter amado e odiado,
aprendido e ensinado,
fugido e lutado,
confundido e explicado.
Mas hoje, surpreso,
me vi no armário embutido
calado, sozinho, perdido, parado.

Mário Quintana

Mas quando surges és tão outra,
e múltipla e imprevista...
que nunca te pareces com teu retrato!
E eu tenho de fechar meus olhos,
para ver-te.

Mário Quintana

ENVELHECER

ANTES TODOS OS CAMINHOS IAM
AGORA TODOS CAMINHOS VÊM.
A CASA É ACOLHEDORA, OS LIVROS POUCOS
E EU MESMO PREPARO O CHÁ PARA OS FANTASMAS.

Mário Quintana

O vento vinha ventando
Pelas cortinas de tule.
As mãos da menina morta
Estão varadas de luz.
No colo, juntos, refulgem
Coração, âncora e cruz,
Nunca a água foi tão pura...
Quem a teria abençoado?
Nunca o pão de cada dia
Teve um gosto mais sagrado.
E o vento vinha ventando
Pelas cortinas de tule...
Menos um lugar na mesa
Mais um nome na oração.
Da que consigo levara.
Cruz, âncora e coração
(E o vento vinha ventando...)
Daquela de cujas penas
Só os anjos saberão !

Mário Quintana

“De noite todos os meus pensamentos são escuros
E todas as palavras têm a letra "u"
Rude
Virtude
Cruzes!”.

(in: Velório sem defunto, 1990.)

Mário Quintana

“Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!”

Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105.

Mário Quintana

"Pus meus sapatos na janela alta, sobre o rebordo.
Céu é o que lhes falta pra suportarem a existência rude.
E lá, imóveis eles sonham
Que são dois velhos barcos abandonados
À margem tranquila de um açude."

Mário Quintana

Do amoroso esquecimento

Eu agora — que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Mário Quintana

Jamais deves buscar a coisa em si, a qual depende tão somente dos espelhos. A coisa em si, nunca: a coisa em ti.

(in: Caderno H, 1973.)

Mário Quintana

Vida
Só a poesia possui as coisas vivas. O resto é necropsia.

( in: Caderno H, (1945-1973), Porto Alegre: Editora Globo, 1973.)

Mário Quintana

Crimes passionais
Os verdadeiros crimes passionais são os sonetos de amor.

( in: Da Preguiça como Método de Trabalho, 1987.)

Mário Quintana

Dos elefantes
O único defeito dos elefantes é não serem portáteis.

( in: Da Preguiça como Método de Trabalho, 1987.)

Mário Quintana

Triste mastigação
As reflexões dos velhos são amargas como azeitonas.

(in: Sapato Florido, 1948.)

Mário Quintana

O lampião
A janelinha de acetilene do lampião da esquina tinha uma luz que não era a do dia nem a da noite... a mesma luz que banhava as pessoas, animais e coisas que a gente via em sonhos... aquela mesma luz que deveria enluarar, mais tarde, as janelas altas do outro mundo...

( in: Sapato Florido, 1948.)

Mário Quintana

Dos leitores
Há leitores que acham bom tudo o que a gente escreve. Há outros que sempre acham que poderia ser melhor. Mas, na verdade, até hoje não pude saber qual das duas espécies irrita mais.

( in: Caderno H, 1973.)

Mário Quintana

Família desencontrada
O verão é um senhor gordo sentado na varanda reclamando cerveja. O inverno é o vovozinho tiritante. O outono, um tio solteirão. A primavera, em compensação, é uma menina pulando corda.

( in: Caderno H, 1973.)

Mário Quintana

Coexistência Pacífica
Amai-vos uns aos outros é muito forte para nós: o mais que podemos fazer, dentro da imperfeição humana, é suportarmo-nos uns aos outros.
( in: Caderno H, 1973.)

Mário Quintana