Poema Avô

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Um dia eu sentei ao lado do meu avô e ele me disse "Não posso partir sem te ver lá em cima.", e eu achei que ele estava gagá. Era quase meia noite e estávamos na varanda. O céu sem estrelas da metrópole cedia lugar às nuvens acinzentadas. Eu aguardava meu pai. Meu avô é um homem sábio...sábio até demais. Mas eu ainda não entendia o que ele quis dizer. Insistiu em esconder.
Naquela noite discutimos política, ciência, história e geografia. Falamos mal dos latifundiários e endeusamos os filósofos gregos. "Que gagá, que nada?!" - retruquei em pensamento - ele sabe mais que eu, e nem pisa os pés numa escola.
Era 1:15 da manhã e a porta se abriu. Me levantei da cadeira da varanda, lhe dei um beijo pedindo a benção e me retirei. Quase passando pela porta da sala ele me gritou. Fiquei de pé ao seu lado, ele não desviou seu olhar que estava fixado no horizonte dos arranha-céus. "Eu quero te ver no lugar mais alto do pódium. Quero te ver com um papelzinho enrolado nas mãos levantando de uma forma ridícula enquanto as pessoas aplaudem, e posso até lhe permitir uma valsa. Mas só quero te ver feliz. E me prometa uma coisa..." "Seja o que for, diga" "Cuida da nossa família, ela é a sua base - você sabe que eu sei - não se desprenda do que é forte e verdadeiro. Afinal, é pra isso que você está neste mundo.". Fixou-se nos arranha-céus mais uma vez, acendeu seu cigarro,golou a cerveja e eu parti. Naquela noite, os meus sonhos me levaram onde eu nunca imaginava poder estar.

Yasmim Moura

Conselhos

Já dizia minha Avó: Deixem as crianças brincar.
Já dizia meu Avô: Daqui a pouco um chóra.
Já dizia meu Pai: Seja gentil.
Já dizia minha Mãe: Juuííízo!!!
Já dizia meu amigo: Fique tranqüilo.
Já dizia minha amiga: Pena sermos tão amigos
Já dizia meus colegas: Fudeu, corre!
Já dizia minha primeira namorada: Você beija bem.
Já dizia minha última namorada: Você beija muito bem!
Já dizia meu vizinho: A vizinha do lado é boa né?
Já dizia minha vizinha do lado: Porque me olhas diferente?
Já dizia o buteco: Fiado não!
Já dizia o Hospital: Silêncio
Já dizia o lugar fechado: Não fume!
Já dizia o fumante: Vou lá fora.
Já dizia o boêmio: Eu sou poeta.
Já dizia o poeta: Eu sou boêmio.
já dizia a música: Flutue.
Já dizia a letra: Me cante.
Já diziam os antigos: Se conselho fosse bom não daria , vendia!
E eu... eu sempre te disse:
Sou poeta, boêmio, beijo muito bem, flutuo e canto pra você :
EU TE AMO!

Anderson Melocomelo

Tranquilizante natural


Nada melhor,
Do que está velha cadeira de balanço de meu avô
Para embalar meus sonhos.

Sandro Sansão da Silva Costa

Pão da Avó...

Final de tarde.
Aquele cheiro...
Humm! Bomm!
Pão no forno...

Mesa obesa...
Tem de tudo!
Boca molhada.
Vó Margarida!

E que carinho!
Gestos amáveis.
Abraço imane...

E me vê comer,
Ri a cada morder.
Saudades, vovó...

Francismar Prestes Leal

Morreu. Fedeu!
Lembro-me do nem tão velho avô Pacheco, que morreu nos anos 60.
Filho de portugueses, com um grande coração de homem rude, quando ouvia o comentário de que alguém havia morrido logo soltava a perola. Morreu fedeu.
Sei lá porque cargas d’água, quando eu almoçava na casa dele ele sempre perguntava:- Mais um bife? E eu educadamente agradecia. –Não obrigado. E ele retrucava: - Mais fica.
Como se vê, ficaram essas lembranças que com a aparência de rudes explicavam ao neto, as verdades da vida com poucas palavras.
Morreu. Fedeu!

Marinho Guzman

minha avó sempre me ensinou três coisas...
Nunca roubar, usar drogas e beber...
Hoje sou grato pelo conselho.

antonio carlos

Hoje eu entendo melhor as coisas que minha avó me dizia…
minha filha não reclames tantos da vida por qualquer coisas
você ainda não tem conveniência do que é a dor…
E hoje eu entendo tais palavras, percebo que a dor da perda nunca será cicatrizada, que temos que passar por algumas situações super difíceis e complicadas na vida e sermos fortes e só depois tirar lições de tais acontecimentos.

Cristina L. Oliveira

Trecho da crônica "Uma infância apagada"

Embaixo do avarandado está meu avô, sentado em um banco velho de madeira, vestia um jaleco de couro encardido, suas roupas eram velhas, surradas pela lida na roça e na cabeça um chapéu baeta. Ele observava suas vacas magra, sua égua branca e reclama da seca:

-“Vigeee lástima! Deus está castigando está terra”.

Mislene lopes

Em nossas vidas há sempre uma Dona Maria.

Em nossas vidas há sempre uma Dona Maria , avó ,mãe, tia,irmã,prima,sobrinha,colega,amiga,vizinha,sogra,nora,cunhada,enteada,filha,madrinha,esposa,amante,namorada,e a que vive sozinha,ficante.
Um doce de pessoa, um abraço,conselho,força, a única que entende,atura e perdoa, conhece autua e entoa. Felicidades á vossa senhoria , Obrigado Senhor ! Por existir em nossas vidas sempre uma Dona Maria .

Gerson Basilio da Silva

Isabella 
Isa  , Isabella , você é meu encanto ,que Me faz  aos 4 cantos ser o avô mais feliz do mundo 

Desse mundo , vasto mundo , mas como dizia o poeta sou Raimundo , uma rima e não solução 

Mas com ela , a Isabella  , comigo na balela,
 Me sinto a solução de tudo....
 e não rima somente , rima!!!  

Raimundo grossi

SAUDADE D'AVÓ 2

Há 8 meses um último suspiro
no último 13 deste que é janeiro.
Não se percebe mas,
12 meses já bate à porta
e a gente que finge ser gente...
O mundo foi melhor antes desta hora
que consumiu a alma de um tempo
que aqui não se encontrará mais.
Mas, me aguarde Vó!
A gente ainda se vê.
Beijos de seu Neto.

Eduardo Pinter

PARA UMA AVÓ.

Deus Pai, Tu És Único e o Senhor da Verdade.
A Ti clamo: faça-me capaz de demonstrar, em palavras.
O tanto, que uma avó, é capaz de amar seus netos.
Ser vó é ser, um ser, cego de amor e fervor.
Demonstrando a todos o quanto eles são belos.
Enaltecendo os momentos importantes de suas vidas.
Considerando cada neto um pedaço de seu coração.

Lucio Sá

O Homem da Terra Vermelha

Saudade do meu avô.
Saudade da fazenda do meu avô.
Saudade de andar a cavalo com meu avô.
Saudade das histórias do meu avô.
Saudade de tomar leite com nescau feito e com meu avô.
Saudade de ver TV com meu avô.
Saudade de pegar ônibus com meu avô.
Saudade de emprestar minha cama pro meu avô.
Saudade das coisas que aprendia com meu avô.
Saudade do doce de leite do meu avô.
Saudade de passar horas olhando pro horizonte com meu avô.
Saudade de abraçar, beijar e sentir o cheiro de fumo do meu avô.
Saudade das cartas do meu avô.
Saudade de ouvir a voz e a risada fácil do meu avô.
Saudade de rir das piadas antigas do meu avô.
Saudade do ovo de galinha da Angola frito pelo meu avô.
Saudade de ver pendurada atrás da porta a bolsa do meu avô.
Saudade de ver fotos minhas e de meus primos dentro da carteira do meu avô.
Saudade de comer cacau do pé, plantado e colhido pelo meu avô.
Saudade dos olhos pequenos e verdes do meu avô.
Saudade de subir no lombo de um boi guiado pelo meu avô.
Saudade de correr pelo mato com uma caneca na mão em direção ao curral para ser servida de leite fresco e quente, tirado pelo meu avô.

Te amo vovô. Meu vovinho Adão, hoje chorei de saudade de você.

(Escrito em meados de Outubro de 2010)

Jaqueline Roiz

Inverno de um ano qualquer, flores na porteira, um avô cavalgando em seu cavalo negro, com o seu chapéu de couro branco. Aroma de mato, aroma de campo, nos pampas, esqueci aquecendo um chá de lírios no fogão de barro.
Ventania por um destino em que não nos encontraremos nunca mais...
Sonhos que se perderam no tempo, destinos interrompidos por falhas irreparáveis de um adeus anunciado em papéis coloridos e outdoors. Talvez, um pouco de espiritualidade conforte tantos corações que nem sabem mais porque pulsam, hoje?
Nem tudo nessa vida possui o sentido que procuramos, o tempo que esperamos ou o amanhã que não amanhecemos. Ora pois, se existe uma razão para toda dor e isso não pode ser explicado em capas de jornais. A mídia está além do silêncio humano.
Nada acontece por acaso, uma pessoa que ama um lugar que nem nasceu, pessoas que com infinitas histórias e sonhos interrompidos enquanto por algum motivo tudo se repete e a única certeza que temos é que apesar de tudo é o começo de uma nova era que embora não sem dor mas, por um futuro refletido em puro amor...
Moinhos de vento em campos tão distantes pra quem nunca imaginou cavalgar por serras gélidas antes?
Mas, as cores de todas as flores tornam a nostalgia a sua mais doce saudade e inspiram a felicidade para completar um ciclo de transformação natural que há tempos se anunciou entre tragédias e comédias.
Acredito que todos nós somos gotas de orvalho que em nossa pequenez somos o espelho d’água de um raio de sol em dias nublados ou não...
Calmaria a beira rio por um destino que não encontraremos nunca mais, e que por algum motivo existe sentido no tempo de Deus e nas folhas de Inverno ao vento que voam entre nossos cabelos e pensamentos, pela energia de quem se foi, pela alegria de viver quem tem que continuar e nada mais...

Milla Naves

À Ana Luzia Diniz Borges (minha avó)

Acróstico.

Luz que cobriu o céu de afago.
Ungiu de alegria o coração angustiado;
Zeloso tornei-me em adornar-te..
Incapaz tornou-se a covardia.
Amor! desfez a minha vida vazia.

Rodrigo B. Miguel

Mulher

Avó, Mãe, Tia, Irmã, Filha e Esposa, tão jeitosa e
meiga, é uma flor delicada e graciosa, quando necessário
uma lutadora, uma guerreira, de sua aparência frágil és forte,
de teu jeito meigo és blindada, não para mesmo que o cansaço
tente lhe derrubar, sempre se mantêm de pé cuidando de tudo.
mais existe o momento para o amor, e a mulher também
precisa de carinho, de ser tratada como uma flor.

Neimar Magewiski

Começo de amor

Lá fora o dia está lindo,
É dia de pescar com meu avô,
Dançar, cantar com os passarinhos.
Pra minha amada colher uma flor.

Mais eu não estou sozinho,
Me acompanha a deusa do amor,
Quando ela fala baixinho
Às vezes o céu muda de cor.

O dia está acabando
É hora de voltar pro meu amor,
Ela me espera sorrindo
Pra começar o que não acabou.

Ronny Castro

Eles queriam meu futuro diferente
Longe da miséria do meu pai, do meu avô
Mas eu cresci fazendo tudo exatamente
Do jeito mais errado...

Matanza

A gente deveria ser antes velho e depois novo.

Sábias palavras do meu avô Antonio Perez, repetidas tantas vezes que eu jamais esqueci.
Uma das raras vantagens de envelhecer é que o conjunto das experiências pelas quais passamos pode ajudar a não cometer alguns erros e para que não repitamos os velhos. Erros, que podem variar de simples enganos até os monumentais, que comprometem toda uma vida ou deixam sequelas irreparáveis.
A observação atenta, que só a experiência dá, pode fazer com que algumas vezes, em vez de aprendermos como os nossos erros nós os evitemos vendo os erros dos outros.
E se a nossa imaturidade não nos permitiu isso, é bom que alertemos os mais jovens, ainda que na maioria das vezes ninguém bata com a cabeça dos outros.

Marinho Guzman

No tempo da minha avo...
Meninas brincavam com bonecas q eram compradas em lojas d brinquedos!
No tempo d hoje brincam na cama e fabricam bonecos exclusivos d carne e osso!

debora canibal