Poema Avô

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Inverno de um ano qualquer, flores na porteira, um avô cavalgando em seu cavalo negro, com o seu chapéu de couro branco. Aroma de mato, aroma de campo, nos pampas, esqueci aquecendo um chá de lírios no fogão de barro.
Ventania por um destino em que não nos encontraremos nunca mais...
Sonhos que se perderam no tempo, destinos interrompidos por falhas irreparáveis de um adeus anunciado em papéis coloridos e outdoors. Talvez, um pouco de espiritualidade conforte tantos corações que nem sabem mais porque pulsam, hoje?
Nem tudo nessa vida possui o sentido que procuramos, o tempo que esperamos ou o amanhã que não amanhecemos. Ora pois, se existe uma razão para toda dor e isso não pode ser explicado em capas de jornais. A mídia está além do silêncio humano.
Nada acontece por acaso, uma pessoa que ama um lugar que nem nasceu, pessoas que com infinitas histórias e sonhos interrompidos enquanto por algum motivo tudo se repete e a única certeza que temos é que apesar de tudo é o começo de uma nova era que embora não sem dor mas, por um futuro refletido em puro amor...
Moinhos de vento em campos tão distantes pra quem nunca imaginou cavalgar por serras gélidas antes?
Mas, as cores de todas as flores tornam a nostalgia a sua mais doce saudade e inspiram a felicidade para completar um ciclo de transformação natural que há tempos se anunciou entre tragédias e comédias.
Acredito que todos nós somos gotas de orvalho que em nossa pequenez somos o espelho d’água de um raio de sol em dias nublados ou não...
Calmaria a beira rio por um destino que não encontraremos nunca mais, e que por algum motivo existe sentido no tempo de Deus e nas folhas de Inverno ao vento que voam entre nossos cabelos e pensamentos, pela energia de quem se foi, pela alegria de viver quem tem que continuar e nada mais...

Milla Naves

À Ana Luzia Diniz Borges (minha avó)

Acróstico.

Luz que cobriu o céu de afago.
Ungiu de alegria o coração angustiado;
Zeloso tornei-me em adornar-te..
Incapaz tornou-se a covardia.
Amor! desfez a minha vida vazia.

Rodrigo B. Miguel

BA - NEGROS

O alemão branco feio tem um avô africano;
O italiano sambando bêbado tem avô africano;
Todos nós viemos da mãe África negra e selvagem,
Adão e Eva fugirão do leão na savana selvagem.

Um dia o meu e o teu avô ousou levantar,
Viu um pássaro e quem sabe ele queria voar,
Percebeu que levantando via mais distante,
Podia ter mais chance e viver bastante.

Mas o nossos avós eram pretos cabeludos,
Comiam carniças e eram bichos peludos.
Cultuavam o sol, a lua, o raio e cometa.
Intuíam a cura em cada planta do planeta.

Somos todos descendentes de negros no planeta.
Adão foi negro balbuciando uma cançoneta,
Eva foi negra talvez nem fosse humana e menina.
Caim e Abel foram negros mesmo tendo a ruína.

Quem mudou a cor deles?

André Zanarella 03-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4436682

André Zanarella

A IGNORÂNCIA É MÃE DA ADMIRAÇÃO E AVÓ DA CIÊNCIA...

"A admiração é filha da ignorância, porque ninguém se admira senão das coisas que ignora, principalmente se são grandes; e mãe da ciência, porque admirados os homens das coisas que ignoram, inquirem e investigam as causas delas até as alcançar, e isto é o que se chama ciência".

António Vieira

O NATAL DA MINHA INFÂNCIA...


Minha avó gostava de ler,
Ao final da festa de natal, chamava os netos,
E a cada um dava um livro, investindo no que iam ser!
Não imaginava, que dentre todos havia um neto

Que devorava as páginas, sem perguntar nem ter
O porquê dizer, do seu amigo, que no Natal ia ter!
Este encontrava na palavra escrita o querer
Foi achar um dia a razão do viver!

Esta criança sou eu,
Que agora estou a escrever,
E o meu encontro com Deus
Deu-se nas páginas que me por lê-la

Desde a mais tenra idade, sem saber
Do rumo que a vida iria ter
E que escritor iria ser
E esta estória de Natal iria escrever!

Francisco Mellão Laraya - Tito

Mulher:
Dadiva de Deus, mulher avó, mulher mãe, mulher filha.
Mulher:
Dadiva de Deus, mulher maltratada, mulher amada, mulher fria.
Mulher:
Dadiva de Deus, mulher guerreira, mulher caseira, mulher vazia.
Mulher:
De todas as características, personalidades e índoles;
Mulher!
Um ser com diferenças, mas mesmo assim mulher.
DADIVA DE DEUS!

Paulo Batista dos Santos

Mulher

Avó, Mãe, Tia, Irmã, Filha e Esposa, tão jeitosa e
meiga, é uma flor delicada e graciosa, quando necessário
uma lutadora, uma guerreira, de sua aparência frágil és forte,
de teu jeito meigo és blindada, não para mesmo que o cansaço
tente lhe derrubar, sempre se mantêm de pé cuidando de tudo.
mais existe o momento para o amor, e a mulher também
precisa de carinho, de ser tratada como uma flor.

Neimar Magewiski

Quero meu pai de volta!
Quero minha avó de volta!
Tragam de volta minha avó
Preciso de meus professores de primário.
Quero perto de mim quem trocou minhas primeiras fraudas.
Quem me ensinou a falar quero de volta!
Preciso de meus conselheiros por perto.
Quem tirou de mim as tias?
Porque me levaram os idosos?
Se me levarem, quem ocupará meu espaço?
Preciso me recordar de quem me fez bem
Não posso me esquecer de quem se lembrou de mim.
Ainda estou aqui.
Preciso continuar.
Escrevo para que não seja esquecido.
Escreva você também.

joão dantas

Já tem 6 anos, avô.
Eu sinto tanto a sua fata.
A avó sempre disse, que você estava num lugar seguro agora, era um lindo lugar chamado Ceu.
Jantamos o seu prato perferido hoje, e eu comi tudinho, como uma menina grande!
Apesar de nao gostar de pipinos
Eu aprendi a nadar neste verão
Até consigo abrir os olhos quando estou debaixo da água
Você pode me ver?
Eu sinto sua fata avô.

Já tem 12 anos, avô.
Estou no sexto ano
Por acaso gosto de computadores
Mas a matematica é dificil
Ás vezes vou para a sua cama, a avó diz que ainda tem o seu cheiro
Eu não durmo mais com a luz acesa
Eu tento nao chorar, avô, mas é dificil
Eu realmente sinto a sua falta
Você pode me ver?

Já tem 16 anos, avô.
Eu ainda estou no nono ano,
Tive algumas notas mehores que as outras
tenho medo que não tenhas orgulho em mim
Ando na filarmónica, toco trompete
você podia me ver nos concertos?
Gostava de ir para a concervatória, mas acho que não consigo entrar.
Eu começei a pensar que curso hei-de tirar
Eu sei que você estará comigo, quando eu estiver nas aulas
Eu tento não ficar triste, mas ainda dói
Espero que você saiba que é o meu heroi
Eu te amo tanto
Você será sempre lembrado

Patricia Albano

O Homem da Terra Vermelha

Saudade do meu avô.
Saudade da fazenda do meu avô.
Saudade de andar a cavalo com meu avô.
Saudade das histórias do meu avô.
Saudade de tomar leite com nescau feito e com meu avô.
Saudade de ver TV com meu avô.
Saudade de pegar ônibus com meu avô.
Saudade de emprestar minha cama pro meu avô.
Saudade das coisas que aprendia com meu avô.
Saudade do doce de leite do meu avô.
Saudade de passar horas olhando pro horizonte com meu avô.
Saudade de abraçar, beijar e sentir o cheiro de fumo do meu avô.
Saudade das cartas do meu avô.
Saudade de ouvir a voz e a risada fácil do meu avô.
Saudade de rir das piadas antigas do meu avô.
Saudade do ovo de galinha da Angola frito pelo meu avô.
Saudade de ver pendurada atrás da porta a bolsa do meu avô.
Saudade de ver fotos minhas e de meus primos dentro da carteira do meu avô.
Saudade de comer cacau do pé, plantado e colhido pelo meu avô.
Saudade dos olhos pequenos e verdes do meu avô.
Saudade de subir no lombo de um boi guiado pelo meu avô.
Saudade de correr pelo mato com uma caneca na mão em direção ao curral para ser servida de leite fresco e quente, tirado pelo meu avô.

Te amo vovô. Meu vovinho Adão, hoje chorei de saudade de você.

(Escrito em meados de Outubro de 2010)

Jaqueline Roiz

Começo de amor

Lá fora o dia está lindo,
É dia de pescar com meu avô,
Dançar, cantar com os passarinhos.
Pra minha amada colher uma flor.

Mais eu não estou sozinho,
Me acompanha a deusa do amor,
Quando ela fala baixinho
Às vezes o céu muda de cor.

O dia está acabando
É hora de voltar pro meu amor,
Ela me espera sorrindo
Pra começar o que não acabou.

Ronny Castro

Perdi meu avô
Meu pai me deixou
A minha vida se arruinou
Mas de pé ainda estou.

Gabriel Francisco.

Eles queriam meu futuro diferente
Longe da miséria do meu pai, do meu avô
Mas eu cresci fazendo tudo exatamente
Do jeito mais errado...

Matanza

A gente deveria ser antes velho e depois novo.

Sábias palavras do meu avô Antonio Perez, repetidas tantas vezes que eu jamais esqueci.
Uma das raras vantagens de envelhecer é que o conjunto das experiências pelas quais passamos pode ajudar a não cometer alguns erros e para que não repitamos os velhos. Erros, que podem variar de simples enganos até os monumentais, que comprometem toda uma vida ou deixam sequelas irreparáveis.
A observação atenta, que só a experiência dá, pode fazer com que algumas vezes, em vez de aprendermos como os nossos erros nós os evitemos vendo os erros dos outros.
E se a nossa imaturidade não nos permitiu isso, é bom que alertemos os mais jovens, ainda que na maioria das vezes ninguém bata com a cabeça dos outros.

Marinho Guzman

No tempo da minha avo...
Meninas brincavam com bonecas q eram compradas em lojas d brinquedos!
No tempo d hoje brincam na cama e fabricam bonecos exclusivos d carne e osso!

debora canibal

Como dizia meu avô Mané Nega: -Êhee buraco...
Se for fundo eu tapo,
se for raso eu cavaco!-.

Raniere Gonçalves

COMO CHEGAR AO AMANHÃ

O pequeno Paulinho pergunta ao seu velho e sábio avô:
- Como chegar ao amanhã?
E o velho sábio responde:
Primeiro, para chegar ao amanhã, é preciso querer chegar lá ...
Em seguida, devemos escolher as pousadas aonde descansar e refletir acerca do próximo caminho a percorrer.
Depois, a cada passo do caminho, perguntar o que fazer com as pedras encontradas na estrada, nas margens e no horizonte.
Manter o olhar alternadamente no futuro e a um metro dos pés.
Finalmente e sempre:
- sentir e caminhar, caminhar e sentir, sentir e caminhar...'
Como o pequeno Paulinho, caminhando e, sobretudo, sentindo, chegaremos ao amanhã...

Paulo Ursaia

PARA UMA AVÓ.

Deus Pai, Tu És Único e o Senhor da Verdade.
A Ti clamo: faça-me capaz de demonstrar, em palavras.
O tanto, que uma avó, é capaz de amar seus netos.
Ser vó é ser, um ser, cego de amor e fervor.
Demonstrando a todos o quanto eles são belos.
Enaltecendo os momentos importantes de suas vidas.
Considerando cada neto um pedaço de seu coração.

Lucio Sá

Sou o que seria não fosse o que sou
De mim sou filho, pai, neto e avô
Mudo, fico: às vezes “e” às vezes “ou”.

Cristiano Siqueira

Pão da Avó...

Final de tarde.
Aquele cheiro...
Humm! Bomm!
Pão no forno...

Mesa obesa...
Tem de tudo!
Boca molhada.
Vó Margarida!

E que carinho!
Gestos amáveis.
Abraço imane...

E me vê comer,
Ri a cada morder.
Saudades, vovó...

Francismar Prestes Leal