Perseguição

Cerca de 57 frases e pensamentos: Perseguição

O mal que fazemos não atrai contra nós tanta perseguição e tanto ódio como as nossas boas qualidades.

François La Rochefoucauld

O mal que fazemos não suscita tanto a perseguição e o ódio como as nossas boas qualidades.

François La Rochefoucauld

Amor e perseguição

“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas”. Norman Mailer. Copiem. Decorem. Aprendam.
Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor em bares, buscamos o amor na interner, buscamos o amor na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará,e, caso o faça vai frustrar suas expectativas, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza,ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.
“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas”. Normal Mailer. Divulguem. Repitam. Convençam-se.
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscaras e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar.
Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada. Felizes aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa.

Martha Medeiros

Qualquer amor há de sofrer uma perseguição assassina.
Somos impotentes do sentimento e não perdoamos o amor alheio.
Por isso, não deixe ninguém saber que você ama.

Nelson Rodrigues

Nada é mais lógico do que a perseguição. A tolerância religiosa é uma espécie de falta de fé.

Ambrose Bierce

Tem-se visto e vêem-se homens que na pobreza são ricos, na perseguição joviais e no desprezo estimados, porém, poucos se contam na boa fortuna ponderados.

Francisco Quevedo

Paixão é a força motora
que justifica nossa existência,
mas a perseguição desenfreada
por esse privilégio nos torna
dementes, viramos parasitas
de uma obsessão.

Martha Medeiros

A maior perseguição sanguinária contra o homem contemporâneo é a religião.

Erasmo Shallkytton

"A popularidade tem matado mais profetas do que a perseguição"

Vance Havner

Perseguição de boca, maledicência, fofoca e boatos não conseguem derrubar o cristão que confia na boca de Deus.

Helgir Girodo

Mania de perseguição que certas pessoas têm.
Quando tu publicas algo no facebook e pensam logo que estás jogando indiretas.
Desculpa aí se a carapuça serviu,
Só lamento.

Melissa Hadassah

Perseguição
Ainda sinto uma escura sombra a me seguir, quando tudo parece ficar bem , eu nunca me sinto completamente satisfeita é como se nada fizesse sentido, dói pensar que aqui estou sozinha, aliás nunca estou sozinha pois a tristeza não me abandona e assim tudo piora, porque faço de min uma imagem formada para com isso estar a altura de uma minoria que se julga melhor que os demais ...
Uma mudança repentina me deixa confusa ta difícil entender quem realmente sou, qual será o motivo de todos me ignorarem pelo meu “EU” verdadeiro e original, se meu destino será seguir um mundo material, não creio que me arrependerei mais tenho a certeza de que haverá possibilidades novas de ser feliz, pois de que nada adianta nessa vida a não ser a felicidade INTERNA por completa...

Juliana Soares

Perseguição religiosa

Muitos são procurados por causa de sua confissão religiosa.
Muitos são mortos por não renunciarem sua fé.
Vivos ou mortos, torturados ou violentados.
São procurados.
Eu sou procurada: viva ou morta.
Porque decidi não abaixar a cabeça, nem abdicar de minha fé.
São rostos que se viram para não olhar para mim, pessoas que atravessam a rua para não me cumprimentar, vozes que ouço falar mal a meu respeito.
Porque decidi não abrir mão de minhas convicções.
Sou procurada: viva ou morta.
Você decide!

Angela Natel

A CRISTOFOBIA PELO MUNDO

A perseguição cristofóbica no Mundo não se dá apenas via massacres, mas também por cerceamento de profissão da Fé, de manutenção dos valores milenares da Igreja, campanhas difamatórias da mídia, escárnios público e perseguição legal, com apoio das instituições que deveriam proteger a liberdade de todos.

Vemos, no entanto, a Justiça do Ocidente dando licença para crimes (como aborto, eutanásia, infanticídio indígena, etc.) e marginalizando a matriz civilizatória da Igreja, em favor de interesses imorais dos governos, como o brasileiro, dos EUA e Argentina.

(Em "A Cristofobia e os genocídios que poucos denunciam": http://wp.me/pwUpj-1hY)

Ebrael

ECOS DA PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA CATÓLICA

O ódio gayzista ao Cristianismo é devido à carga de conflito e remorso que a mensagem de Cristo traz aos gays radicais (obviamente, não falo de todos os homossexuais). Eles sabem que pecam, têm consciência (ainda que implícita) de que sua ideologia é hedonista e visa tão-somente a fruição de prazeres do corpo e busca de novas fantasias sexuais bizarras. Nada mais. Tudo que advém como máscara das falsas premissas dessa ideologia gayzista serve apenas para auto-ilusão de seus adeptos (quase sempre militantes), conforto espiritual de quem não quer largar o inferno que os faz sofrer. A paixão que aprisiona, tiraniza, então ganha vez e voz na Política que não é mais política nem polida. Rui Barbosa confirmaria o que escrevo agora!

A isso, se soma o ódio comunista judeu-maçônico que, sabendo que as regras morais de Cristo (Perdão e Constância) impedem a tirania da Lei, tentam solapar a Igreja como último empecilho para conseguirem a escravização total da humanidade. Para esses, a experiência com Deus não deve ter nome, ou então pode ter todos eles, desde que não nos dê o direito a pensar, a sermos livres nem a seguirmos nossa própria Consciência. O que interessa a eles é que o rebanho continue só e sob o uivo ameaçador de lobos vorazes, ao invés de ter um Pastor que os conduza “por verdes pastagens” e os leve “às águas que trazem descanso“.

O povo israelita se acostumou a viver sob o medo do aniquilamento. Culpa no cartório? Será por individualismo excessivo? Eu sou de opinião que a Diáspora judaica criou um complexo de neurose coletiva nesse povo. “Antes destruir do que sermos destruídos; antes escravizar do que sermos escravizados“. Cristo – para eles – também lhes pertence, mesmo perseguido por eles e por seus oficiais. É sua presa, considerado filhote desviado do messianismo, a ser caçado dentro de um campo de confinamento, sob um nome terrível (YHVH). Sabendo que Cristo, através da pregação da Igreja, fatalmente iria sempre de encontro a eles (pelo dever do chamado à conversão), nunca O perderiam de vista e não teriam que resistir à Tentação de buscar corrompê-Lo – como no deserto -, e fazê-Lo vergar-se ao Mundo e às suas vãs exigências.

(Fonte: http://wp.me/pwUpj-1cT)

Ebrael

O Evangelho Sendo Anunciado em Samaria – Atos 8

Muito mais do que registrar a perseguição que a Igreja passou a sofrer desde o martírio de Estevão, especialmente, a partir deste oitavo capítulo de Atos, o propósito da escrita do livro de Atos é o de demonstrar como o evangelho foi espalhado por todo o mundo conhecido de então.
E nós vemos anjos ajudando os cristãos a realizarem o seu trabalho, e tendo a direção e o governo do Espírito Santo em tudo o que deveriam fazer, conforme podemos ver por exemplo neste capítulo, em relação ao trabalho do evangelista Filipe.
“Mas um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai em direção do sul pelo caminho que desce de Jerusalém a Gaza, o qual está deserto.” (v. 26).
“Disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro.” (v. 29).
“Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho.” (v. 39).
O método de trabalho da Igreja nunca deveria se desviar do que está registrado no livro de Atos.
Ao longo da história dos avivamentos sempre houve um retorno determinado pelo próprio Espírito Santo ao modo de se fazer a obra do Senhor, conforme relatado em Atos, e sempre houve também a ajuda de anjos aos que pregam o evangelho, quanto ao modo de fazerem a obra.
Até o martírio de Estevão, as ações dos apóstolos e dos demais discípulos estavam concentradas principalmente em Jerusalém, mas a partir do dia do seu martírio, levantou-se grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém, e todos os cristãos foram dispersos, com exceção dos apóstolos, e estes que foram dispersos pregavam a Palavra (v. 4) pelas regiões da Judeia e Samaria, e assim deu-se cumprimento à ordenança de Jesus, de que o evangelho fosse pregado em todo o mundo, a partir de Jerusalém, Judeia e Samaria.
Como Saulo estava assolando a Igreja, invadindo as residências nas quais era informado que habitavam cristãos, arrastava-os à prisão, fossem homens ou mulheres (v. 2).
Aprouve à providência divina que os apóstolos permanecessem em Jerusalém, e deste modo, tiveram que comissionar outros para fazerem o trabalho de evangelização, e certamente este foi o motivo de Filipe, que era um dos sete diáconos, ter saído como evangelista, sob a autoridade dos apóstolos de Jerusalém, para fundar igrejas em toda parte que fosse enviado pelo Espírito Santo.
Estes evangelistas estavam pregando com autoridade e poder, e o Senhor estava operando muitos milagres através deles, conforme podemos ver na narrativa relativa às ações de Filipe em Samaria nos versos 5 a 25.
Espíritos imundos eram expulsos, muitos paralíticos e coxos foram curados, e as multidões escutavam as cousas que Filipe dizia porque ouviam e viam os sinais que ele operava, de maneira que era grande a alegria na cidade de Samaria (v. 5 a 8).
Entretanto, como veremos adiante, nenhuma das pessoas que creram nas coisas que Filipe lhes pregou acerca do reino de Deus e do nome de Jesus e que foram até mesmo batizadas nas águas, inclusive um mágico da cidade de nome Simão, haviam recebido ainda o Espírito Santo, de maneira que foi necessário que os apóstolos Pedro e João descessem de Jerusalém a Samaria, e orassem pelos que haviam crido em Cristo, para que recebessem o Espírito Santo, porque sobre nenhum deles havia ainda descido o Espírito para habitar neles, uma vez que tinham sido apenas batizados no nome de Jesus (v. 14 a 16).
Foi somente depois que os apóstolos impuseram as mãos sobre eles, que receberam o Espírito Santo.
Veja que o Senhor já havia realizado vários milagres e expulsado demônios de muitos, mas não tinham ainda recebido o Espírito Santo.
O ato de recebimento, havia sido retido por Deus, naquela ocasião, para que o dom do Espírito fosse concedido somente por imposição de mãos dos apóstolos, e isto tinha principalmente o objetivo de confirmar aos samaritanos que a Igreja daquela região estaria debaixo da autoridade dos apóstolos da circuncisão, que tinham também autoridade sobre todas as igrejas da Judeia.
Isto era um indicativo para eles que não deveriam somente receber o dom do Espírito pelos apóstolos, mas também perseverarem na sua doutrina, a qual haviam recebido diretamente de Cristo e do Espírito Santo.
Simão, o mágico, ao ver que o Espírito Santo foi concedido somente por imposição de mãos dos apóstolos, pensou erroneamente que aquela era uma arte mágica ou poder que pertencia aos próprios apóstolos, e lhes ofereceu dinheiro para que tivesse também o mesmo poder (v. 18).
Ele queria ter o poder de também impor as mãos para que as pessoas recebessem o dom do Espírito Santo.
Ele não sabia os propósitos de Deus em ter retido o Espírito para que fosse concedido somente por imposição de mãos dos apóstolos naquelas novas áreas em que o evangelho estava sendo pregado fora de Jerusalém, para confirmação da doutrina dos apóstolos, e do reconhecimento da sua autoridade como enviados de Cristo para fundarem a Igreja.
Quanto aos oito mil que haviam se convertido em Jerusalém, nada se diz de terem recebido a habitação do Espírito por imposição de mãos dos apóstolos, porque era patente a todos naquela cidade que os apóstolos estiveram com Cristo e eram os líderes designados por Ele para edificarem a Igreja.
O Espírito Santo pode ser recebido por qualquer pessoa, no ato mesmo em que ela tenha um encontro pessoal com Cristo, sem que seja necessário impor-lhe as mãos.
Salvo nas situações em que o próprio Espírito Santo determinar que assim seja feito, tal como ocorreu em Samaria.
No entanto, há aqui uma importante lição, que é possível alguém professar crer em Cristo, ser batizado, ser curado de enfermidades, ter demônios expulsos de seu corpo, e ainda assim não ter recebido ainda o novo nascimento do Espírito Santo ou o revestimento de poder do que costumamos chamar de batismo de poder do Espírito para a obra do ministério.
Como os apóstolos estavam bem conscientes que o recebimento do Espírito Santo não era algo da própria esfera de poder deles, senão um ato soberano e voluntário da parte do próprio Deus, Pedro agiu com grande repulsa à oferta de dinheiro de Simão, e vale a pena destacarmos as palavras que ele proferiu a ele:
“20 Mas disse-lhe Pedro: Vá tua prata contigo à perdição, pois cuidaste adquirir com dinheiro o dom de Deus.
21 Tu não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus.
22 Arrepende-te, pois, dessa tua maldade, e roga ao Senhor para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração;
23 pois vejo que estás em fel de amargura, e em laços de iniquidade.”.
Simão temeu ao receber a repreensão do apóstolo, que lhe disse diretamente que não tinha parte no ministério da Palavra. porque o seu coração não era reto diante de Deus, e o Senhor nunca chamará para o ministério da Palavra, pessoas com um coração como o de Simão, interesseiro, egoísta, exibicionista.
Mas nada pode ser dito se chegou a se arrepender, porque Pedro lhe disse que deveria se arrepender da sua maldade e rogar em oração ao Senhor, para que fosse perdoado aquele perverso pensamento.
Pedro havia discernido pelo Espírito que aquele homem estava em fel de amargura, e em laços de iniquidade, ou seja, sendo dirigido pela carne.
Simão pediu que os próprios apóstolos rogassem por ele ao Senhor, para que nada do que os apóstolos haviam dito viesse sobre ele (v. 24).
Ora, é possível que ele tenha agido como faraó diante de Moisés, pedindo-lhe que rogasse por ele, e no entanto queria apenas alívio, mas não se arrepender de seus pecados.
Ninguém pode se arrepender no lugar de qualquer pessoa.
Cada um dará conta de si mesmo a Deus.
Simão queria ficar livre de um possível castigo, mas não se dispôs a se humilhar diante do Senhor e orar para que fosse perdoado.
Nada mais é dito sobre ele, de maneira que não podemos afirmar se chegou a buscar uma verdadeira conversão diante do Senhor.
Ao retornarem para Jerusalém, os apóstolos evangelizaram muitas aldeias dos samaritanos (v. 25).
Os apóstolos deveriam permanecer unidos em Jerusalém para continuarem gerindo os assuntos da Igreja.
Nós veremos adiante, no décimo quinto capítulo, o que muitos chamam de primeiro concílio da Igreja em Jerusalém. No entanto não se tratou de nenhuma convocação formal institucional para tratar dos assuntos administrativos da congregação dos santos, mas uma reunião que foi provocada pela descida de Paulo a Jerusalém para afirmar o evangelho da graça, diante da ameaça legalista judaizante.
Se os apóstolos seguissem para diversas partes naquela ocasião, seria muito difícil supervisionar a obra em todas as frentes que estavam sendo abertas pelo Espírito Santo.
Somente depois que as igrejas foram consolidadas, e a fé dos discípulos confirmada, que foram conduzidos pelo Espírito Santo a diferentes partes, porque já existiam pastores e diáconos designados para as igrejas que foram fundadas.
Na verdade, quem supervisiona e dirige os passos da Igreja na história é o próprio Espírito Santo.
Houve épocas em que Ele levantou homens que se consagrassem inteiramente a Deus para que houvesse a Reforma da doutrina que já não era conforme a dos apóstolos, e para o reavivamento quando o testemunho do evangelho esfriava ou ficava perdido, num grande número de igrejas espalhadas em todo o mundo.
Havia muita oração na Igreja Primitiva para que o Espírito fosse derramado, e de igual forma sempre houve necessidade de muita oração por parte da Igreja para que Ele continue sendo derramado.
Devemos lembrar sempre que é possível que muitos concordem com as verdades divinas que lhes pregamos do evangelho, tal como foi o caso de Simão, o Mago, no entanto, não conheceram de fato o poder de Deus, por uma real experiência de conversão, e este trabalho é exclusivo para ser feito pelo Espírito Santo.
Nos versos 26 a 40 nós temos o relato do envio de Filipe por um anjo em direção ao sul, ao caminho que desce de Jerusalém a Gaza, e nada mais lhe foi dito pelo anjo, e Filipe se levantou e foi em obediência à ordem que havia recebido do céu, sem saber detalhes sobre a sua missão.
Como Filipe se dispôs a cumprir o que lhe havia sido ordenado, ele encontrou uma carruagem na qual se encontrava sentado um alto oficial que servia à rainha da Etiópia, país da África, o qual era o superintendente de todos os seus tesouros, e que estava retornando de Jerusalém à Etiópia, porque havia ido a Jerusalém para adorar.
Este oficial etíope era um homem piedoso, que deve ter ouvido muitas coisas acerca de Jesus, e já vinha sendo conduzido pelo Espírito a ter um grande interesse na leitura das Escrituras, de maneira que quando Filipe foi ao seu encontro, por obedecer a uma ordem que o Espírito Santo lhe havia dado, encontrou-o lendo o livro do profeta Isaías.
O Espírito Santo estava conduzindo todo aquele negócio porque certamente era Seu propósito começar a espalhar o evangelho na África, a partir da liderança daquele oficial etíope.
Tal como a Igreja foi fundada em diversas partes do mundo, já naquela época e também posteriormente, sem que alguns dos apóstolos estivessem necessariamente presentes, como foi o caso de Roma, Laodiceia, Colossos e muitas outras cidades.
Certamente, os fundadores destas igrejas estiveram em contato com os apóstolos ou com algum dos evangelistas, como foi o caso deste oficial etíope.
Contudo, o que daí aprendemos é que o trabalho que o Espírito Santo faz não está amarrado a nenhuma organização eclesiástica específica.
O etíope estava lendo o capítulo 53 de Isaías, e se deteve nos versos 7 e 8 quando Filipe lhe perguntou se entendia o que estava lendo, ele foi humilde em dizer que não poderia se não houvesse alguém para lhe ensinar (v. 31), e rogou que Filipe subisse ao carro para estar com ele, e lhe perguntou se acaso o profeta estava falando de si mesmo ou de um outro.
Isto deu ocasião para que Filipe lhe mostrasse que aquela passagem se referia claramente a Jesus, sobre quem Filipe lhe pregou a partir desta Escritura de Isaías 53.
Filipe certamente lhe falou sobre o batismo na água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, daqueles que se convertessem a Cristo, como forma da identificação deles com a Sua morte e ressurreição, porque quando a carruagem seguia adiante chegaram a um lugar onde havia água e o próprio etíope perguntou a Filipe, se havia algum impedimento para que ele fosse batizado (v. 36).
E este lhe disse que não, desde que cresse de todo o coração, e o etíope fez a confissão de fé afirmando que cria que Jesus Cristo é o Filho de Deus (v. 37).
Depois que Filipe o batizou e saíram da água, o Espírito Santo arrebatou a Filipe de um modo miraculoso, de forma que o eunuco não o viu mais.
Este retornou cheio de júbilo para a Etiópia, convertido a Cristo, e tendo recebido uma evidência de que a Palavra que lhe fora pregada era a verdade, porque o Espírito Santo havia lhe dado um sinal sobrenatural ao arrebatar Filipe diante dos seus olhos, de maneira que ele soubesse que aquele homem lhe havia sido enviado por uma ordem que havia partido do céu.
Depois de ter sido arrebatado pelo Espírito, é dito que Filipe foi encontrado em Azoto, e que indo dali em direção a Cesareia evangelizava todas as cidades pelas quais passava.
Filipe tinha muitas coisas para contar a respeito do que o Espírito Santo estava fazendo por seu intermédio.
E nós devemos também nos esforçar em nossa consagração ao serviço do Senhor, para que assim como ele, possamos ter também muitas coisas para testemunhar acerca do que o Espírito Santo tem feito em nossos próprios dias por nosso intermédio.
Não particular e somente em experiências pessoais, mas sobretudo naquelas que são relativas aos interesses do Senhor quanto à Sua Igreja; assim como Filipe estivera compromissado com Ele no passado, para fazer avançar a Sua Igreja e Palavra no mundo.





“1 Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e de Samaria.
2 E uns homens piedosos sepultaram a Estêvão, e fizeram grande pranto sobre ele.
3 Saulo porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os entregava à prisão.
4 No entanto os que foram dispersos iam por toda parte, anunciando a palavra.
5 E descendo Filipe à cidade de Samaria, pregava-lhes a Cristo.
6 As multidões escutavam, unânimes, as coisas que Filipe dizia, ouvindo-o e vendo os sinais que operava;
7 pois saíam de muitos possessos os espíritos imundos, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados;
8 pelo que houve grande alegria naquela cidade.
9 Ora, estava ali certo homem chamado Simão, que vinha exercendo naquela cidade a arte mágica, fazendo pasmar o povo da Samaria, e dizendo ser ele uma grande personagem;
10 ao qual todos atendiam, desde o menor até o maior, dizendo: Este é o Poder de Deus que se chama Grande.
11 Eles o atendiam porque já desde muito tempo os vinha fazendo pasmar com suas artes mágicas.
12 Mas, quando creram em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus e do nome de Jesus, batizavam-se homens e mulheres.
13 E creu até o próprio Simão e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e admirava-se, vendo os sinais e os grandes milagres que se faziam.
14 Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os de Samaria haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João;
15 os quais, tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo.
16 Porque sobre nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus.
17 Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.
18 Quando Simão viu que pela imposição das mãos dos apóstolos se dava o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro,
19 dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos, receba o Espírito Santo.
20 Mas disse-lhe Pedro: Vá tua prata contigo à perdição, pois cuidaste adquirir com dinheiro o dom de Deus.
21 Tu não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus.
22 Arrepende-te, pois, dessa tua maldade, e roga ao Senhor para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração;
23 pois vejo que estás em fel de amargura, e em laços de iniquidade.
24 Respondendo, porém, Simão, disse: Rogai vós por mim ao Senhor, para que nada do que haveis dito venha sobre mim.
25 Eles, pois, havendo testificado e falado a palavra do Senhor, voltando para Jerusalém, evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos.
26 Mas um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai em direção do sul pelo caminho que desce de Jerusalém a Gaza, o qual está deserto.
27 E levantou-se e foi; e eis que um etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adorar,
28 regressava e, sentado no seu carro, lia o profeta Isaías.
29 Disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro.
30 E correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes, porventura, o que estás lendo?
31 Ele respondeu: Pois como poderei entender, se alguém não me ensinar? e rogou a Filipe que subisse e com ele se sentasse.
32 Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca.
33 Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? porque a sua vida é tirada da terra.
34 Respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? de si mesmo, ou de algum outro?
35 Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus.
36 E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?
37 [E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.]
38 mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou.
39 Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho.
40 Mas Filipe achou-se em Azoto e, indo passando, evangelizava todas as cidades, até que chegou a Cesareia.” (Atos 8.1-40)

Silvio Dutra

Davi Fugindo da Perseguição de Saul – I Samuel 21

Depois de ter se despedido de Jônatas, Davi foi para Nobe, uma das cidades dos sacerdotes, que eram treze ao todo (Js 21.19).
Neste capítulo 21º de I Samuel, que estaremos comentando, nós vemos que Davi, apesar de todas as qualidades de que estava dotado o seu espírito, era também um homem sujeito às fraquezas, e nós o vemos mentindo ao sacerdote Aimeleque em Nobe, dizendo que estava em missão secreta, a mando de Saul, e provavelmente ele fizera isto porque se achava ali naquele lugar um edomita chamado Doegue, que era o maioral dos pastores de Saul (v. 7).
Estando Davi faminto e também os homens que o acompanhavam, pediu comida ao sacerdote e este lhe deu os cinco pães, que haviam sido consagrados ao Senhor, os pães da proposição que eram colocados na mesa dos pães do tabernáculo, sob a condição de que ele e seus homens não estivessem imundos cerimonialmente, por haver ainda neles alguma polução de um possível contato com mulheres, e Davi lhe disse que era costume dele e de seus homens não tocarem em mulher quando saíam em campanha (v. 3-6)
É bem provável que nesta ocasião, toda a estrutura do tabernáculo havia sido transferida de Siló para Nobe, sem a arca, que continuava em Quiriate-Jearim, e isto em razão de Siló ter sido abandonada pelo Senhor.
É também provável que Samuel tenha recebido ordem direta do Senhor para proceder a tal transferência para indicar de modo visível que havia de fato rejeitado a Siló.
Davi estava recebendo o seu espinho na carne tal como o apóstolo Paulo recebera o dele, para o mesmo fim de não se ensoberbecer diante das grandes maravilhas que o Senhor estava fazendo e que ainda faria através dele.
Ele é deixado à mercê das circunstâncias difíceis que o rodeavam, e ele se sente transtornado a ponto de buscar refúgio entre os próprios inimigos de Israel, uma vez que estava sendo declarado por Saul como sendo um traidor do seu povo, por ter deserdado de suas obrigações, como um dos chefes do exército de Israel.
Davi não havia desertado, mas certamente Saul estava espalhando esta falsa notícia enquanto ocultava a verdadeira causa da fuga de Davi, que era a sua determinação de que o mataria injusta e covardemente.
Por certo, as perseguições que empreenderia contra Davi deveriam ser justificadas por ele perante o povo como a busca de um desertor e traidor (22.8).
Davi não pôde sequer levar qualquer arma consigo e por isso retomou a espada de Golias, que se encontrava com os sacerdotes em Nobe, e partiu para Gate, exatamente a cidade dos filisteus à qual pertencia Golias, e ele vai ter com o rei filisteu chamado Aquis, e como os servos do rei desconfiavam de que ele era o Davi do qual se dizia ter ferido os seus dez milhares, e Saul os seus milhares, ele teve muito medo de ser descoberto no meio dos inimigos de Israel, e passou a se fingir de louco, e saiu-se tão bem em sua representação teatral que convenceu ao próprio Áquis que tinha de fato problemas mentais (v. 10-15).
E tendo conseguido escapar de ser identificado pelos filisteus, Davi retirou-se dali e foi buscar refúgio na caverna de Adulão, como veremos no capitulo seguinte.
Para podermos conhecer algo mais do estado de espírito em que Davi se encontrava, quando na caverna de Adulão, e como ele buscou auxílio em Deus naquela ocasião, devemos ler o Salmo 142, que ele compôs quando estava na citada caverna.
Nós vemos através da exposição deste Salmo que não havia nenhuma contradição entre o fato de Davi ter sido ungido a mando de Deus para ser rei de Israel e toda a situação que Deus estava permitindo que lhe sobreviesse, pois até mesmo em suas dificuldades e tribulações o Senhor estava cumprindo todos os Seus propósitos em relação à vida de Davi, de modo que ele viesse a ser um rei justo e compassivo, que se apiedasse dos fracos e perseguidos, por causa das experiências que ele estava vivendo.
Além disso ele estava aprendendo o quão duro é ser perseguido, de maneira que quando estivesse no trono, não viria a perseguir injustamente a qualquer pessoa, pois estava aprendendo em sua própria experiência pessoal, quão pecaminosa é tal atitude aos olhos de Deus, e quão afastada ela está de um espírito verdadeiramente reto e justo.
Devemos dizer numa palavra final para sermos justos com Davi, que a par de toda o transtorno que havia sentido em razão de suas tribulações, nós vemos que continuava no pleno exercício de suas faculdades, e nada havia mudado em seu espírito quando mudou o seu comportamento e se fingiu de louco na presença de Aquis, rei de Gate, como bem podemos observar no Salmo 34 que ele compôs naquela ocasião,
Além disso, as duras experiências de Davi para que fosse aperfeiçoado em seu aprendizado para o exercício de uma sábia liderança, não terminariam aqui com as perseguições de Saul.
Ele aprenderia também a dura lição de ter que suportar a ingratidão dos homens, especialmente no caso dos cidadãos de Queila e dos zifeus, como veremos adiante, e ele demonstrou em outros Salmos que compôs nestas ocasiões, que havia de fato aprendido que não se deve confiar na instabilidade da natureza terrena, mas somente no Senhor, porque somente Ele é inteiramente fiel, santo e justo.




“1 Então veio Davi a Nobe, ao sacerdote Aimeleque, o qual saiu, tremendo, ao seu encontro, e lhe perguntou: Por que vens só, e ninguém contigo?
2 Respondeu Davi ao sacerdote Aimeleque: O rei me encomendou um negócio, e me disse: Ninguém saiba deste negócio pelo qual eu te enviei, e o qual te ordenei. Quanto aos mancebos, apontei-lhes tal e tal lugar.
3 Agora, pois, que tens à mão? Dá-me cinco pães, ou o que se achar.
4 Ao que, respondendo o sacerdote a Davi, disse: Não tenho pão comum à mão; há, porém, pão sagrado, se ao menos os mancebos se têm abstido das mulheres.
5 E respondeu Davi ao sacerdote, e lhe disse: Sim, em boa fé, as mulheres se nos vedaram há três dias; quando eu saí, os vasos dos mancebos também eram santos, embora fosse para uma viagem comum; quanto mais ainda hoje não serão santos os seus vasos?
6 Então o sacerdote lhe deu o pão sagrado; porquanto não havia ali outro pão senão os pães da proposição, que se haviam tirado de diante do Senhor no dia em que se tiravam para se pôr ali pão quente.
7 Ora, achava-se ali naquele dia um dos servos de Saul, detido perante o Senhor; e era seu nome Doegue, edomita, chefe dos pastores de Saul.
8 E disse Davi a Aimeleque: Não tens aqui à mão uma lança ou uma espada? porque eu não trouxe comigo nem a minha espada nem as minhas armas, pois o negócio do rei era urgente.
9 Respondeu o sacerdote: A espada de Golias, o filisteu, a quem tu feriste no vale de Elá, está aqui envolta num pano, detrás da estola sacerdotal; se a queres tomar, toma-a, porque não há outra aqui senão ela. E disse Davi: Não há outra igual a essa; dá-ma.
10 Levantou-se, pois, Davi e fugiu naquele dia de diante de Saul, e foi ter com Áquis, rei de Gate.
11 Mas os servos de Áquis lhe perguntaram: Este não é Davi, o rei da terra? não foi deste que cantavam nas danças, dizendo: Saul matou os seus milhares, mas Davi os seus dez milhares?
12 E Davi considerou estas palavras no seu coração, e teve muito medo de Áquis, rei de Gate.
13 Pelo que se contrafez diante dos olhos deles, e fingiu-se doido nas mãos deles, garatujando nas portas, e deixando correr a saliva pela barba.
14 Então disse Áquis aos seus servos: Bem vedes que este homem está louco; por que mo trouxestes a mim?
15 Faltam-me a mim doidos, para que trouxésseis a este para fazer doidices diante de mim? há de entrar este na minha casa?” (I Sm 21.1-15)

Silvio Dutra

Quando Deus se une a um rei não há povo que suporte sua perseguição ou disciplina.

Helgir Girodo

O sucesso não é resposta de perseguição; Mas sim de eficiência e dedicação.

Marttins

Tudo Suportar Por Cristo

Podemos ter nosso motivos
em afirmar
o que a perseguição tem sido
e o que temos sofrido.

Mas se for por amor à justiça
à justiça do Evangelho
à justiça de Cristo,
não temos motivo para queixa,
senão de regozijo,
porque importa
acima de tudo manter
o bom testemunho de Cristo

Há um evangelho verdadeiro
para ser pregado,
há uma obra para ser feita
e isto deve vir
na frente de tudo o mais.

Se os nossos interesses
nada têm a ver
com os interesses
do reino de Cristo,
não podemos dizer
que o nosso esforço
tem sido dedicado
ao Seu santo serviço

Se quisermos agradar
esposa, marido, filhos,
antes de Cristo,
logo seremos desviados do alvo
porque os nossos sentimentos
falarão mais alto
E não somos dignos do Senhor
Conforme Ele tem dito.

Silvio Dutra