Paranoia

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Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso.

Caio Fernando Abreu

É aquela história: eu tenho paranóia de não dizer para uma pessoa o que eu sinto por ela, e essa pessoa, por algum motivo, sair da minha vida. Então eu sempre falo. Quando eu gosto da pessoa, eu chego e falo assim: “Olha, eu gosto de você pra caramba”. Mas é muito difícil você falar isso. Às vezes, é muito difícil.

Renato Russo

Vou me desligar um pouco dessa paranóia de ”o que os outros vão pensar?” e agir, segundo a minha vontade, segundo aquilo que eu julgo certo, que se danem os outros, afinal quem vai viver o momento sou eu. E dai se eu acordar arrependida? pelo menos não terei dormido na vontade. E se eu errar? ah, arquiva ai como experiência.

Bruna Valente.

A paranóia é a consciência aguda da fragilidade da vida

Luiz Felipe Pondé

Paranóia (1963)

Eu vi uma linda cidade cujo nome esqueci
onde anjos surdos percorrem as madrugadas tingindo seus olhos com
lágrimas invulneráveis
onde crianças católicas oferecem limões para pequenos paquidermes
que saem escondidos das tocas
onde adolescentes maravilhosos fecham seus cérebros para os telhados
estéreis e incendeiam internatos
onde manifestos niilistas distribuindo pensamentos furiosos puxam
a descarga sobre o mundo
onde um anjo de fogo ilumina os cemitérios em festa e a noite caminha
no seu hálito
onde o sono de verão me tomou por louco e decapitei o Outono de sua
última janela
onde o nosso desprezo fez nascer uma lua inesperada no horizonte
branco
onde um espaço de mãos vermelhas ilumina aquela fotografia de peixe
escurecendo a página
onde borboletas de zinco devoram as góticas hemorróidas das
beatas
onde os mortos se fixam na noite e uivam por um punhado de fracas
penas
onde a cabeça é uma bola digerindo os aquários desordenados da
imaginação

Roberto Piva

Eu sou da paz, eu sou do bem, mas se liga, eu não abaixo a cabeça pra ninguém

Paraíso Paranóia

Paranóia
de ser mal
interpretado
alimenta o
descontrolado
perfeccionismo
em concordância.

Kiko Arquer

Só observo você me observando enquanto eu te observo.

8run0

A paixão em excesso é como uma psique criativa entre o consciente e o inconsciente transcendendo a mera confusão entre a paranoia e a realidade

8run0

Para o bom paranoico, basta a "não verdade" dos seus próprios pensamentos.

Ana DAraújo

Se fôssemos detalhistas no amor como somos na hora da paranoia, o simples teria mais valor.

Danilo Felix

A mente é uma marolinha, o pensamento um oceano. A racionalidade um barquinho e a paranoia um tsunami.

Danilo Felix

Paranóia geral com direito a pane no sistema nervoso central, sinal da loucura ou da cura?

Mlamas

"Paranóia

Quando se estas prestes a explodir, e a camuflagem parece não ser mostrada, a mente pira, as vontades guerrilham, o desespero parece ser contado por períodos e minutos, a cada próximo período tudo piorará, mas não é assim que a mente pensa, haverá de entrar em ação suas idéias, mas tão em vão vai, não passam de idéias, que na qual é dita como verdade futura, às vezes meio realizada, o trabalho se mostra maior do que a realidade, não por ser menor, falta de recompensa, dedicação ilimitada parece ser nada, sem tempo para pensar, a mente vai pirar!
Quando os ombros sentem junto à nuca, parece ser negativo, buraco negro dos sentimentos bom, um vírus, bactéria, impregnado pela sua mente, basta um arrepio para parecer que não há mais problemas, mas basta olhar para o futuro e sentir os próximos 3 segundos...
Cansado e desgastado, em uma caixa cada vez menor, pensativo, porém não pensativo, cansado para funcionar, e desgastado para reagir, mas diga isso, o ego é maior, não nos permite mantermos assim, levantamos joelhos que não encostam o chão, se mantém em pé por alguma energia desconhecida, a mesma que nos faz sentir esse arrepio, e prometermos para nós mesmo a melhora, sinta o poder, sinta... Você pode, é capaz, não deixar o mundo cair não é trabalho seu, mas use de sua energia para levantá-lo, o que é capaz de fazer com essa energia, e maior q levantar o mundo, é fazê-lo parecer molécula...
Caixa menor, fica pior, aglomerado, quando parece que tudo o que você queria estava aqui, vira o verso, fica do avesso, negativo da vida, enterrado na cova das manchas pretas que estão acima da nossa visão...
Tudo em vão, não pode continuar, pare, olhe, desista...
Tudo por uma causa, ser guerreiro, continue, arraste-se, prove que pode...
O que é melhor para ser feliz???
Viver pelo o que vale a pena, e fazer pelo simples prazer de fazer; viver guerreiro, batalhar pelas coisas, sempre, sempre, sempre, mostrar-se é questão de opinião, mostrar-se é mental.
Sozinho, sem seu instrumento, o que mais precisa é o que menos quer, querer algo que sempre te interpretará errado, maquina com sistema? Peça muito rara de se observar, não será calculado, nem analisado, serás um mistério desde então, que não revelado seja seu corpo, sua mente, deixar de viver, passa a ser estratégia, marketing, pare de pensar que sabe, idiota, sua vontade de conhecer não é conhecimento, dizer que sabe o significado de algo que ninguém sabe o significado é ser o mais idiotas dos que não sabem o significado, cara, chega, to cansado, confusão, é isso... Dei-me um pára-quedas, e uma pista de um quilometro sem que ninguém possa me escutar, e manda todo mundo para aquele lugar!!! Que Vício!!!"

Alex Cambraia

Que parece paranóia, não vou negar pra vocês; confesso a minha cisma com a bendita letra P: Plágio, Poder, Putaria . . . está tudo em sintonia, sem nem lembrar do PT. Pois hoje a minha flecha envenenada e cruel vai pra esse sanguessuga que em vez de sangue tem fel; sem verniz e sem vergonha, com essa cara de pamonha que nem dono de bordel. Uns dizem que é neurose, carência no coração, querendo justificar tanta mistificação. Mas digo com certeza, isso aí é uma proeza de espírito bundão. Não entendo como pode esse puto mascarado achar que tenha direito de roubar o que é criado. Desculpe o baixo calão; não passa de cafetão do pior qualificado. O cidadão usa a alma, coração e sentimento, com amor e toda a calma dá à luz o seu rebento; vem o gatuno safado, de lorde fantasiado, surrupiar o que foi feito. Defesa do salafrário não tem como ser pior, feita pelos urubus, farda e pose de major. 'De dar náuseas em formiga', seja o que for que diga. Francamente, meu senhor! A nossa vida é pautada nos limites que se tem; o meu direito termina no direito de alguém; respeitar é obrigação, é minha religião. Eu venho de uma terra da qual muito me orgulho, onde a lei era cumprida, não tinha vez o gatuno; se falhasse na justiça, o meu povo sem preguiça julgava o inoportuno. Mas aqui, o tal modernismo do caráter fez fritura; a plágio de sem vergonha dão nome de releitura, sem ser citado o autor, sequer mencionado a cor, isso me dá até gastura. Não adianta ameaçar, nem posar de grão-vizir, cada um tem os amigos do naipe que lhe atrair; tampar o sol com a peneira, entretanto, é bandalheira; isso não vou permitir. Mas depois de tudo isso só me restou foi pensar na triste sina do P, que estão aí a propagar. Pra quem ainda não sabe, eu salvo o meu Penhabe, até pra ninguém roubar. Pois tenho os meus defeitos, quem não haverá de ter, mas não será desrespeitado por direito de ninguém. Não sou Maluf nem Serra, se falo de paz ou guerra vale mais que um vintém!

Tere Penhabe

A paranoia é uma das coisas que mais me corrói. Eu tenho tantas paranoias misturadas com medo, com ciúme, com um futuro incerto (ou certo que eu teimo em achar que é incerto, talvez seja uma paranoia também), e com pensamentos. Paranoias que eu me dou ao luxo de ter somente (ou quase sempre) sobre ela. Não deveria sentir, mas sinto. Não deveria pensar, mas penso. Não deveria ser quem sou, mas sou. Se ela diz "até mais", eu já acho que é uma despedida. Se ela diz "um dia vou", eu já acho que vai ser agora. Se me digere a palavra, acho que está querendo disfarçar algo. Se não me digere, acho que está me evitando. Se ela me olha torto, já acho que vai me expulsar. Se me olha, acho que vai me julgar. Se não me olha, já acho que fiz alguma besteira. Tudo! Extremamente tudo eu vejo um lado ruim, uma coisa estranha... Uma paranoia. Às vezes tento disfarçar, tento sorrir, tento desviar o olhar, mas ela percebe (e como não poderia?), ela sabe, e sabe até do que eu senti paranoia. Sabe qual foi o motivo, mesmo ela não dando motivo algum. Eu sou o problema. Talvez eu nunca deixe de ser.

F: Vou sair.
G: Também.
F: Vai aonde?
G: Sair, ué.
F: Pode me contar não?
G: Sei lá, pra lugar algum. Vou só sair.
F: Não quer me contar, né?
G: Contar o que?
F: Aonde vai.
G: Mas eu não vou.
F: Sempre vai, sempre diz que não vai, mas vai.
G: Não tenho aonde ir. Você sabe.
F: Me desculpe, mesmo. Sou tão Paranoico.
G: Um paranoico que faz falta.
F: Um paranoico que sente falta.

Filiph F.

O que eu quero com você?

Eu quero o paradoxo, do paradigma. Paranóia?Quero também.Só não quero parar.Faz mais que tá bom demais.Quero doenças agudas e estados gripais.Chuvinhas miúdas e grandes temporais.Quero quando você me desnuda com os olhos, quero também teu ar blasé.talvez a gente nem se case, mas tem coisa mais gostosa e kamicase que me entregar escondidinho pra você?O que eu quero? Eu não quero nem saber....

Márcia Cardoso da Silva Valente