Para minha Filha pequena dedicatoria

Cerca de 629 pequena dedicatoria Para minha Filha

Ela é o meu cabelo curto, o esmalte descascado na minha unha, as olheiras no meu rosto.
Ela é o brinquedo espalhado pela sala, é o melado no controle remoto,
Ela é o farelo no sofá, as tesouras e quadros no alto.
Ela é a marca de mão nos móveis, o embaçado nos vidros.
Ela é o ventilador desligado,
a porta do banheiro fechada, a gaveta da cômoda aberta.
Ela é as frutas fora da fruteira, os plásticos amarrando os armários.
Ela é o valor do trabalho, a vontade de aprender, a minha força, a minha fraqueza, a minha riqueza.
Ela é o aperto no meu peito diante de uma escada, é o cheirinho no meu travesseiro.
Ela é o vazio triste no silêncio de dormir,
o meu sono leve durante a noite.
Ela é o meu ouvido aguçado enquanto durmo.
Ela é o arrepio quando me chama, a paz quando me abraça, a emoção quando me olha.
Ela é meu cuidado, a minha fé, o meu interesse pela vida, a minha admiração pelas crianças, o meu amor por Deus.
É o meu ontem, o meu hoje,
o meu amanhã.
Ela é a vontade, a inspiração, a lição, o dever.
Ela é a presença, a surpresa
a esperança.
A minha dedicação.
A minha oração.
A minha gratidão.
O meu amor mais puro e bonito.
Enfim a minha vida...amo vc filha!

Nádia Maria

SONHANDO

Na praia deserta que a lua branqueia
Que mimo! Que rosa, que filha de Deus!
Tão pálida - ao vê-la meu ser devaneia,
Sufoco nos lábios os hálitos meus!
Não corras na areia,
Não corras assim!
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!

A praia é tão longe! E a onda bravia
As roupas de goza te molha de escuma
De noite - aos serenos - a areia é tão fria,
Tão úmido o vento que os ares perfuma!
És tão doentia!
Não corras assim!
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!

A brisa teus negros cabelos soltou,
O orvalho da face te esfria o suor;
Teus seios palpitam - a brisa os roçou,
Beijou-os, suspira, desmaia de amor!
Teu pé tropeçou...
Não corras assim!
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!

E o pálido mimo da minha paixão
Num longo soluço tremeu e parou,
Sentou-se na praia, sozinha no chão,
A mão regelada no colo pousou!
Que tens, coração?
Que tremes assim?
Cansaste, donzela?
Tem pena de mim!

Deitou-se na areia que a vaga molhou.
Imóvel e branca na praia dormia;
Mas nem os seus olhos o sono fechou
E nem o seu colo de neve tremia...
O seio gelou?...
Não durmas assim!
Ó pálida fria,
Tem pena de mim!

Dormia: — na fronte que níveo suar...
Que mão regelada no lânguido peito...
Não era mais alvo seu leito do mar,
Não era mais frio seu gélido leito!
Nem um ressonar...
Não durmas assim...
Ó pálida fria,
Tem pena de mim!

Aqui no meu peito vem antes sonhar
Nos longos suspiros do meu coração:
Eu quero em meus lábios teu seio aquentar,
Teu colo, essas faces, e a gélida mão...
Não durmas no mar!
Não durmas assim.
Estátua sem vida,
Tem pena de mim!

E a vaga crescia seu corpo banhando,
As cândidas formas movendo de leve!
E eu vi-a suave nas águas boiando
Com soltos cabelos nas roupas de neve!
Nas vagas sonhando
Não durmas assim...
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!

E a imagem da virgem nas águas do mar
Brilhava tão branca no límpido véu...
Nem mais transparente luzia o luar
No ambiente sem nuvens da noite do céu!
Nas águas do mar
Não durmas assim...
Não morras, donzela,
Espera por mim!

Álvares de Azevedo

Um nada
Um tudo
Um papel e uma caneta
O meu futuro

Mas o tudo vira nada
E o nada continua sendo o nada
O papel continua em branco
A caneta continua largada
O meu futuro continua enevoado
Como se fosse ilusão
Como se a linha do sonho não chegasse até a realidade

Você, eu peço
Troque a minha linha por um elástico

A Filha de Shakespeare

Uma relação saudável entre mãe/filho e/ou mãe/filha resulta numa relação saudável sogra/nora e/ou sogra/genro. A segunda relação é reflexo da primeira.

Elis Busanello

Sabe o que é lindo? Realmente lindo pessoal??
Ser tão pequeno e ser filho(a) de um Deus tão grande,que me ama,que te ama,que nos ama com grande amor.

Deborah Karvalho

É realmente pensamento natimorto mandar as mulheres à luta pela existência, exatamente como se fossem homens. Se, por exemplo, eu imaginasse minha gentil e doce filha como competidor, terminaria por dizer-lhe, como fiz há dezessete meses, que gosto dela e que lhe imploro que se retire da luta, vindo para a atividade calma e sem competição de minha casa.

Sigmund Freud

sou filha da natureza
quero pegar,sentir,tocar,ser.
e tudo isso ja faz parte de um todo
de um misterio
sou uma só...sou um ser
e deixo que voce seja.isso lhe assusta?
creio que sim.mas vale a pena.
mesmo que doa.dói só no começo

Clarice Lispector

É tudo tão fácil minha filha. Tudo tão diferente do que você ta pensando. Tudo tão se importância, e sem brilho. Tu faz muito drama, minha filha. Se vira, se joga, vive. Pega e lê um jornal. Escuta essas coisas de que falam sobre o que tanta gente está passando... E analisa bem se essa tua dor de menina mimada realmente é o fim do mundo. Cresce!

Taise Cascaes

Colação de grau da minha filha... a beca impecável, a sensação de despedida de um ciclo que se fechae outro cheio de expectativas que se inicia. Minha filha saiu do casulo que se desenvolvia. Tornou-se uma linda borboleta!

Tamie Angela

MINHA FRASE 463
Eu queria casar mesmo é com a minha sogra. A carne assada que ela faz é imbatível. Ela não aceitou! Restou, então, a filha encalhada! Casei, claro! Queriam que eu perdesse a carne assada?

Horlando Halergia

À Filha

Sabemos filha, que não nos pertence
Unimo-nos por laço e por nó
O nó é o amor que lhe facultamos naturalmente
O laço permite o desate de sua alma impenetrável
Dos seus pensamentos e sonhos
Que ao se realizarem, farão parte do todo
Na formação singular de sua personalidade.
Nós somos os arqueiros, você a flecha
Nós a direcionamos para o alvo que achamos mais propício
Mas, você é quem conduzirá a trajetória à vida.
Nesse curto caminho que viveu
Mostrou-nos que adquiriu sabedoria
E criou para si valores merecedores de estima
Dos quais nos orgulhamos imensamente
E só temos de agradecê-la, filha.

Te amamos

Maria da Penha Boina

VALENTINA

Esses milênios todos que vivi tentando corrigir imperfeições, foram tempos preciosos que perdi; só fiz por merecer mais provações. Encarnei rico e vi na caridade o meio de exibir a minha riqueza. Depois, vim pobre, e por sagacidade, tirei um bom proveito da pobreza. Alma fechada, oposta à evolução, visando a carne, indiferente à morte, jamais cuidei da minha salvação. O hedonismo sempre foi meu norte. Fui cego, surdo, mudo e mutilado. Também já vim com a forma de Narciso; matei por vício, e após fui trucidado. Sofrendo o talião tão justo e preciso porém nesses milênios que passei atravessando a terra ou atravessando espaços uma coisa eu conservei, qual chama viva a iluminar meus passos. Começou nesta encarnação, quando Valentina nasceu, enfim. E pelo tempo afora desde então, não sei se vivo nela ou ela em mim. Essa paixão que a cada dia aumenta, de beijos e carinhos se alimenta na terra e ficará pelo espaço eternamente. Ela fez tornar-me ao Carma indiferente, transformou o averno em mundo de magia, e a Terra triste em Éden de alegria. Por isso, morrerei, quando for a hora, sabe lá o dia, com alegria; mas mal conterei em frente à Deus a minha rebeldia, que tão logo na família dela quero reencarnar. Ao que presumo, a aprovação, com base no livre arbítrio, consiste apenas em me acompanhar. E temo que ao findar aqui a minha missão, pelo umbral eu fique um tempo a gravitar. E se por lá ficar, ao ver-me órfão deste amor bendito, sentir-me-ei, então como um proscrito, sem luz, sem guia, e longe da verdade. Mas hoje, com dias e horários marcados para buscá-la já fico aflito, enlouquecido, ébrio de amor, carpindo no infinito o Carma doloroso da saudade...

Alessandro Lo-Bianco

Minha filha...
Parece que carrega o arco-íris com si
Por onde passa deixa o rastro de cores
Um mesclado de beleza, alegria e sentimentos
Provando que a pureza existe e que a verdade se encontra ali.

Raul Wolff

Antigamente, eu tinha um teatro de marionetes. Bonequinhos de pano, presos por cordões, dançavam e pulavam na minha cama, controlados por meus dedos. Eram bonecos de pano, mas riam, choravam e até sofriam porque eu lhes dava movimento e alma. E, aos olhos de todos, passava por ser um grande artista. Aplaudiam-me. Um dia, não sei como explicar, dei alma demais a uma boneca miudinha e ela passou a cantar, chorar e rir por si mesma. E fez mais, puxou os cordões de baixo para cima, guiando primeiro, meus dedos, depois, meus olhos, e, finalmente, meu cérebro. Com o tempo, empolgou também, a minha alma. Hoje, no teatro da vida, sou um boneco de carne e osso, controlado por uma boneca miúda que dirige minha vontade e a própria vida

Alessandro Lo-Bianco

Título: VALENTINA

Te Vejo: Vitalícia, Visionária, VIP, Venerada, Valente, Valiosa.

Vossa Vontade Viola minha Verdade,
Sua Vida é Vermelha de Verão,
É Valentina Você não Veio em Vão.

Nossa Voz só Verbaliza Você, nossa Visão é Viciada em Você, a Vós Venerais, a Vós que Vibrais.

Eu Vos Vejo em Versos,
Você é VALENTINA e Vice-Versus.

Autor: Papai (Nélio Joaquim)

Nélio Joaquim

Título: Pai ou Papai

Ser Pai é amar,
Ser Papai é aPapaixonar.

Ser Pai é cuidar,
Ser Papai é se doar.

Ser Pai é alimentar,
Ser Papai é fartar.

Ser Pai é dar norte,
Ser Papai é falar volte, caso não tenha sorte.

Ser Pai é proteger,
Ser Papai é anteceder.

Ser Pai é dar presente,
Ser Papai é ser presente.

Ser Pai é conversar,
Ser Papai é poetizar.

Ser Pai é ensinar,
Ser Papai é pontificar.

Ser Pai é ter fé,
Ser Papai é vigiar, nem que seja a pé.

Ser Pai é ser fiel,
Ser Papai é ser do CÉU.

Então, não me chame de Pai,
Chame-me de PAPAI.

Autor: Papai (Nélio Joaquim)

Nélio Joaquim

Aí você lembra que, ao chegar em casa, ninguém vai estar lhe esperando. É só você, o controle remoto, suas contas, e as vezes algo para colocar no microondas enquanto você escuta o barulho do vento bater na janela. Mais um dia que poderia muito bem ser apagado. Gritaria no trânsito, um almoço sem gosto, a correria de sempre. Desperdício de vida... Onde está o sorriso que a propaganda de margarina prometeu vir incluso na compra? Quando foi realmente a última vez que eu me diverti, dancei até cair, esqueci meus problemas, ou, ao menos, comprei uma roupa nova, uma calça jeans? Mas aí chega o dia de pegar a sua filha que você não vê faz uma semana, e ela sai do elevador e corre na sua direção gritando "papá, papá, papá", desesperada de alegria, e você percebe que o motivo é você. É...você mesmo! Dá vontade de chorar de sei lá o quê; a garganta parece que fecha, dá um nó, sabe? Qualquer palavra fica agarrada como um soluço e tudo volta a fazer algum sentido...

Alessandro Lo-Bianco