Para a Melhor Madrinha

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Adeus, madrinha.

Rafael Henrique Lolico.

Viveu e batalhou,
Grande mulher de fibra.
Atravessou as adversidades da vida,
Com a fé que só tu possuía.

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Perdeu filhos, parentes próximos
Mas ainda encontrou amor para amar a nós,
Tu és grande, madrinha!
E que o céu lhe receba em festa.

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Sempre lembrarei de ti,
Das brincadeiras e risadas,
De todos os momentos
Em que o seu sorriso, me fez sorrir.

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Obrigado pelo amor e atenção,
Jamais irei esquecer
E do seu jeitinho de mãe,
Que nos presenteou a cada momento

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Me desculpo se faltei em minha função,
Se a atenção a ti não foi plena.
Saiba que sempre amarei-vos,
E que um dia quero encontrá-la e abraça-la.

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Digo-lhe adeus,
Mas tu não foi para sempre...
Estará aqui conosco
Durante todo o tempo.

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Adeus madrinha Lucinda.
Tu és grande!

LOLICO, Rafael. Adeus, madrinha. 12 de Novembro de 2013.

Rafael H. Lolico

Quando eu nasci

Numa casinha singela, lá estava ela, minha santa madrinha-parteira, após passar por várias porteiras. Em sua benemérita carreira já havia parido muitos recém-nascidos, trazendo alegria àqueles maridos de tempos indos. Assim as mães se alegravam pelo tão esperado acontecido. Lá estava eu, segundo os relatos; de parto normal, um obeso e piloso quase fatal, tal qual lutador de sumô, assim relatava o meu querido avô. Então o rebento foi crescendo até que um dia madrinha engordou sobremaneira, e teve a morte por companheira, fora acometida de barriga d’água, com a qual me senti muito magoado. Como pode uma santa daquelas ter padecido assim, fui ao jardim e desabafei com o meu pé de jasmim. Fiquei indignado com aquela maldade e não entendi o porquê duma morte tão mesquinha, já que a natureza é tão rica e dona de tudo o que tem e tinha, e, assim foi lhe dar tão pobre “sobretudo”. Nesta velha concentração lusófona do português vem à contraposição do corretivo da língua a me pedir para colocar uma vírgula antes do sobretudo, contudo, estou tratando de um substantivo-provérbio e não dum advérbio, que nada mais é do que o caixão de defunto qual vem para estragar o assunto. Agora se você não gostou do substantivo-atual, paciência meu irmão, eu também não gostei do que aconteceu com minha madrinha, porém, jamais vou fugir dessa rinha. A vida é uma arena qual somente agora eu entenda, após continuar obeso por décadas e mais décadas, parece que vou padecer indefeso, acima do peso, porém, vou além, não deixarei cair à peteca.

Sou bem idoso e vaidoso, um velhinho levado da breca...
Ai vem lusofonia fremir ao meu ouvido: Levado a breca...

Ah... Vá se danar, não vê que estou tratando de minha madrinha.

jbcampos

jbcampos

MINHA MADRINHA

Ela sempre me ensinava que não devia aceitar a responsabilidade de fazer algo, que não fosse capaz de desenvolver. Algo que estivesse além de nossas forças, e o gozado, muitas vezes me pegou fazendo castelo de cartas de sonhos, sem saber que na primeira lufada de realidade tudo iria a chão, e aquilo que era realidade, não passava de mais nada do que ilusão, então só restaria estórias para escrever
Até hoje não sei se escrevo poesia, verso, prosa poética ou o que, só sei que sou um poeta, pois vivo com um pé na realidade, outra na ilusão e a cabeça buscando a perfeição.
São curtas e pequenas minhas estórias, um pouco intensas demais, pois levam a pensar em tudo que está aí, e muito mais... Algumas vezes no que serão outras no sentir, questiono a mim e a vida, pergunto-me não se é sofrida, mas se é bem vivida. Está no meu escrever a razão e o fim do meu viver, sei que não escrevo poesia, mas pura filosofia, esta que um dia me disseram ser a ciência tal, que o mundo sem a qual, viveria tal e qual.
No começo gostei da frase, mas não gosto do sentido dela, e vi que tinha que construir não mais um castelo de sonhos, mas uma casa, cujos tijolos fossem palavras, que exprimissem sonhos, desejos e ilusões, analisadas pelos sentimentos e pela razão!
No começo procurei assunto, achei que a solução estava no mundo exterior, na vida dos outros, no viver em sociedade, e outras coisas mais que são tantas, que me cansa até em pensar nelas. Hoje sei que a minha realidade está em mim, na minha casa, na rua em que moro, no meu pequeno mundo, que todo tem igual: aí sou universal!

Francisco Mellão Laraya - Tito

Tia.minha madrinha
Veio por este sentimento
Abrir o meu coração
Perante esta folha e este lapis.

Estes são sagrados pois,
Nesta folha esta o meu coração
E neste lapis o meu sentimento
Tudo só para minha a
Tia, minha madrinha.

Isto para possuir duas rosas
Em beleza dos seus
Filhos, meus primos.

Beleza que se verá ao mundo
Ilustrando a felecidade e a alegria
Cujas subiram ao palco...
Aqui termino minha
Tia,minha madrinha.

Daniel Felipe Lopes Moita

FADA MADRINHA

Queira ser dona de mim
E seja a musa, da minha poesia
Me tire a tristeza e me de alegria
E ponha este amor neste meu coração.

Que tanto sofreu,
Por todos os anos desta minha vida
Pois eu não sabia que tu existia
Oh! Fada madrinha da minha canção.

E hoje o samba
Que faço te pede sem melancolia
Oh! Deixe de ser só minha fantasia
E pegue de vez esta minha paixão.

Elciomoraes

Vestido Vermelho

Num de meus aniversários, não sei qual, ganhei da minha madrinha um vestido vermelho; era a coisa mais linda que eu já tinha visto, com a saia rodada, a cor viva, eu me sentia uma princesa com ele. Mas havia um probleminha: o vestido era sufocantemente quente, parecia um forno, com todo aquele tecido pesado e o forro grosso, me fazia suar em bicas e eu suportava calada a tortura, ficava quietinha, não brincava, pois parecia que a roupa abafada me tirava as forças, me deixava febril, sem ânimo para nada. Minha mãe dizia que com aquele vestido eu (moleca) me comportava como uma "mocinha". A paixão doentia pelo vestido vermelho acabou de vez quando eu cresci um pouco e ele não cabia mais em mim... Parando um pouco para pensar, acho que aquela coisa nem era tão bonita assim, não passava apenas de delírios de conto de fadas na cabeça de uma sonhadora criança do interior... Fiquei bem melhor sem ele, acho que por isso até hoje não suporto roupa desconfortável, aquela já foi suficiente para a vida toda, ufa!!!!

Ana Rosenrot