Palavrões

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Poesia não se faz com palavrinhas, mas com palavrões

Paulo Leminski

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem. "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o- pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cú!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cú!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda- se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.
Grosseiro, mas profundo... Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. "Nem fodendo..."

Luis Fernando Veríssimo

Eu não tenho vergonha
de dizer palavrões,
de sentir secreções
(vaginais ou anais).
As mentiras usuais
que nos fodem sutilmente
essas sim são imorais,
essas sim são indecentes

Leila Míccolis

- Você já experimentou ficar um dia sem falar palavrões?
- Não.
- Deveria.
- Foda-se.

Katarine Norbertino

Jaá fingi um sorriso... . Jaá falei palavrões... . Já xinguei e já briguei... .
Mas nunca disse um “eu te amo” dá boca pra fora.
Eu posso fazer o que for, mas jamais vou iludir uma pessoa com falsas palavras, porque sei quanto isso machuca o coração...
falta de respeito ée Dizer " EU TE AMO " com a boca cheia de mentiras...

Rafinha Alves

Esses palavrões por banalidades não fazem parte do meu vocabulário e não espere me ver histérica fazendo uma ceninha de ciúmes. Definitivamente esqueça isso. Mas apesar de tudo eu também amo, assim como os fortes também choram!

Franciane Costa

Dionísio vira uma taça de vinho,
Grita uns três palavrões,
Beija algumas ninfas arrogantes.
Traga cigarros errantes,
Segue seu imfame caminho.

Sai de seus bacanais meio tonto,
Tropeçando pelo mundo,
Arma guardada na jaqueta,
Um gole num amargo gim,
Tudo isso em poucos segundos.

Corra Dionísio, estão atrás de você!
Corra e se esconda na sarjeta,
Afinal o alcool no seu hálito,
Tira qualquer gosto ruim.

Sua alma está envenenada?
Sua mente apaixonada,
Mas se ela não te quer,
Pra quer ir atrás dessa mulher?

Não se prenda a desejos mundanos,
Navegue nesse imenso oceanos,
Que é a sua insanidade,
Mostre a essa humanidade,
Que é o íncrível Baco!

Não perdoe os fracos,
Apague tudo que te incomoda,
Não deixe os idiotas te seguirem,
Não deixe que te façam de moda.

Eu sou Dionísio o rei da embriaguês,
Sempre pronto pra aloprar,
Sou filho de uma louca,
Com um assassino.

Vai lá mister Baco,
Seja feliz por nós dois,
Nesse corpo que compartilhamos,
Você é o lobo na pele de carneiro.

Procure quem nós amamos,
E os faça sentir dor,
Mas não qualquer dor,
O significado verdadeiro,
De ser ferido pelo amor!

Meu nome tem significado divino,
E eu sou a loucura em pessoa,
Dionísio das farras,
Das palas e dos risos.

Não tente compreender Baco,
Ele não tem ponto fraco,
É a insanidade em pessoa,
E até que tem uma alma boa.

Mas seu coração foi destroçado,
Por um mundo fracassado!
Vai Dionísio, tenha sua vingança.

Mate cada triste lembrança,
Que incomoda você,
Não se torne um suicida,
Acabe com todas as vidas,
Que tiraram sua alegria.

E se ainda tiver um tempinho,
Beba um gole de vinho,
Destroçe alguns corações,
Viva sempre nossas emoções.

Bruno M. Tôp

Eu ja errei,Ja Fingi um sorriso,Ja falei palavrões,ja xinguei e ja briguei,Mas Nunca disse um "Eu Te Amo" Da boca pra fora,Eu posso fazer o que for mais jamais vou iludir Uma pessoa com falsas palavras porque seei o quanto machuca.

BrunaGata134

Sala de aula

Em meio ao barulho
o mestre, observa o caos,
a conversa, xingos, palavrões...
Esta,bem.......é a sala ...

Em vão explica, ou tenta...
um barulho ensurdecedor...
como voz de mar, ondas...
um zumbido sem fim...

A sala, como se fosse átrio,
alunos, como torcida,
em estádio...
Esta.... é mais uma sala...

Imagino como é por aí...
em que mestres reclamam mais,..
reclamam de crianças....é..
Um futuro promissor...

Em meu tempo...ah! doce tempo..
Outros tempos aqueles,
e foi há tão pouco atrás...
parece que foi ontem...um minuto antes...

Sentávamos em silêncio..
havia um ar de seriedade no ar...
uma austeridade na sala.....
Seu nome?? simples...RESPEITO....

Itamar Sarto

O amor? Palavras antes, palavrinhas enquanto dura, palavrões depois.

E. Pailleron

Ha uma grande diferença entre brigar e discutir. Em Brigas há sempre a troca de ofensas e palavrões. Já em discussões há sempre a troca de opiniões e ponto de vistas.

Paulo Batista dos Santos

Uns gritam, uns agridem, uns batem portas; outros falam palavrões, outros ofendem e há também os que fazem cara feia e os que se calam. Os raros, porém, usam a poesia para discutir e, nas suas entrelinhas, se entendem.

Ludmila Clio

Não me incomodo com pessoas com sinceridade a flor da pele, que falam palavrões, ficam bêbadas e/ou que não sentem vergonha de viver a vida da forma que a faça feliz, sem fazer mal ao próximo ou somente a ela mesma. Me incomodo com pessoas que usam caráter, moral, religião e valores em geral, como máscara para se adequar aos momentos oportunos do dia-a-dia.

Artur Eliziário

Falo sobre sexo, sou explosiva, falo palavrões e gírias, dentre tantos outros supostos defeitos. Mas ninguém pode dizer que se apaixonou por um modelo fútil sem ideias e princípios. Porque isso tenho aos montes.

Camila Bill

Usar palavrões em uma discursão, é se baixar ao nível da idiotice e da mediocridade.

Karen Lancerotti

Palavrões existem em todas as culturas, em todos os tempos, por serem as palavras que melhor conseguem exprimir emoções de raiva, ofensa ou humor.

Mestre Arievlis

Prum bom entendedor, meia duzia de palavrões basta!

Lena Casas Novas

Algumas vezes descontrair com assuntos irrelevantes ajuda a segurar sonoros palavrões.

Angelzavi

Garota, você é tão linda sem falar palavrões!

Tierre Lima

Aos poucos aprendi que não devo te responder com chingamentos, cortes, e palavrões, devo apenas correr atráz daquilo que almeijo, e a vida tratará de esfregar na sua cara o que sou capaz de fazer e onde eu cheguei.

Juliana Gomes de Paiva