Orações Espíritas

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O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 1

"Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas" (Zc 12.10a)

O Espírito aqui prometido é o Espírito de Deus, o Espírito Santo.
O verbo "derramarei" aqui usado é o mesmo que encontramos no original hebraico em Ez 39.29 e Joel 2.28.
Foram declaradas duas coisas em outro lugar da Bíblia relativas a esta expressão aplicadas a tal comunicação do Espírito Santo:
(1) Que haverá uma dispensação abundante dEle para o fim pelo qual Ele é prometido.
Em Tito 3.5,6 Paulo diz: "nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador;".
Então, não se trata de uma mera concessão e comunicação do Espírito, mas um derramar abundante dele, que está planejado.
Por isso o Espírito é prometido nesta passagem de Zac 12.10 com indicação de um dos efeitos notáveis da Sua comunicação, a saber, que isto seria percebido pelas súplicas que seriam feitas a Deus.
(2) Que o cumprimento desta promessa foi desconhecido até os dias do evangelho; eu quero dizer, a promessa do derramar do Espírito sobre pessoas de todas as nações. E na parte "b" do mesmo versículo de Zac 12.10 é indicado como haveria este resultado, a saber, olhando para aquele a quem prantearam por ter sido transpassado, a saber nosso Senhor Jesus Cristo, morte esta que, por cuja causa o Espírito está sendo derramado.
E aqueles aos quais é prometido receberem este Espírito de súplicas são os da casa de Davi e todos os habitantes de Jerusalém, a saber a Igreja de Cristo, que é composta por estes que são pertencentes à casa espiritual de Davi, porque Cristo é o soberano sobre esta casa, e os que habitarão Jerusalém para sempre são os crentes.
Como todas as promessas seriam cumpridas primeiro na pessoa de Cristo, o Espírito Santo foi derramado em toda a Sua plenitude primeiro nEle, para ser depois comunicado a outros.
As qualificações do Espírito prometido são duas:
(1) Ele é o Espírito de graça, isto é, de misericórdia, de compaixão, de generosidade, condescendência e favor para com os pecadores.
Esta graça pode ser vista em textos como Rom 1.7; 4.16; 5.2, 15, 20; 6.1; 11.5; I Cor 1.3 e em outras passagens inumeráveis.
Como a causa da dispensação do Espírito não é outra senão somente a graça de Deus, é por isso que Ele é designado por Espírito de graça, conquanto neste período em que o Espírito tem sido derramado em todas as nações, Jesus não veio condenar, mas salvar os pecadores. Assim a doação do Espírito é um efeito da graça.
A razão deste título do Espírito está declarada em Tito 3.4-7. É importante ler este texto de Tito porque ali se vê que este derramar do Espírito está em oposição às nossas próprias obras e méritos, mas está fixado no amor e bondade de Deus em Jesus Cristo, de onde Ele pode ser chamado apropriadamente de Espírito de graça.
Porque Deus é o autor de toda a graça naqueles sobre os quais é derramado o Espírito; e assim Deus é chamado de o Deus de toda a graça, porque Ele é a fonte e o autor da mesma. E o Espírito Santo é a causa eficiente imediata de toda a graça em nós, e tem provado isto na nossa regeneração e santificação.
E assim o Espírito também pode ser chamado de Espírito de graça, porque aqueles nos quais Ele é derramado acharam favor e graça diante de Deus, sendo aceitos no Amado (Ef 1.6).

O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 2

O Espírito é prometido para trabalhar graça e santidade em todos aos quais Ele é dado. E Ele é, quando assim derramado, um Espírito de súplicas; isto é, de oração por graça e misericórdia.
A palavra súplica é usada aqui no mesmo sentido de Hb 5.7.
Originalmente significa um ramo de oliveira enrolado em lã branca ou algo de igual natureza, e que era erguido para cima como sinal de rendição, suplicando por misericórdia para obtenção de paz.
Está assim implícita a súplica a Deus por graça e misericórdia. E assim o Espírito é derramado para que façamos isto com o modo e o espírito corretos, de maneira a sermos aceitos e atendidos por Deus.
Nós encontramos a palavra súplica usada em Zac 12.10 em textos como Jó 41:3; Provérbios 18:23; Daniel 9:3,18,23; Jeremias 3.21; 31:9; 2 Crônicas 6:21; Salmo 28:2,6, 31:22; 86.6; 116:1, 130:2, 140:6, 143:1; e sempre tem o sentido de súplica por graça, para liberdade e libertação do mal.
Então, nós podemos indagar em que sentido é chamado o Espírito Santo de Deus de Espírito de súplicas, ou qual é a razão desta atribuição a Ele.
Um Espírito de súplicas deveria ser um Espírito abundante em oração por misericórdia e para livrar do mal.
E isto tem sido feito abundante e eficazmente ao longo dos séculos pela salvação dos pecadores, que aos milhões, têm se rendido a Cristo por meio de tais súplicas em favor da conversão deles.
Há dois modos concebíveis por meio dos quais se pode afirmar que o Espírito é um Espírito de súplicas:
1 - Por trabalhar em nós inclinações e disposições para o nosso dever de suplicar a Deus;
2 - Dando-nos uma habilidade adequada para suplicarmos da maneira correta. Paulo fala disto em Rom 8.26.
E onde isto não é encontrado, nenhuma oração é aceitável a Deus, porque importa que toda oração seja no Espírito.
Deus é espírito e importa que tudo de nosso relacionamento com Ele seja originado no espírito, e somente o Espírito Santo pode trabalhar em nosso espírito de tal maneira que ele possa ser inflamado com o Seu fogo de modo a ser aceitável à aproximação de Deus e à comunhão com Ele.
Tiago 4.1-3 afirma a alienação de uma mente carnal que não pode de modo algum agradar a Deus ou receber dEle qualquer coisa, especialmente as relativas à nossa edificação espiritual, porque não há uma disposição correta de espírito que somente pode ser dada por uma verdadeira operação do Espírito Santo na preparação de nosso espírito para que possa ter comunhão com Deus.
Somente o Espírito pode trabalhar em nós aquela condição de orar sem cessar, conforme é requerida de nós.
A oração não é propriamente uma graça, mas o modo e o meio pelo qual nós podemos exercitar todas as demais graças da fé, amor, alegria, temor, reverência, auto-negação, etc.
A oração é portanto o modo santo de exercitar todas as graças. Mas nós podemos chamar a oração de graça da oração, porque ela própria é também estimulada pelo Espírito. Dizemos graça de oração porque é um trabalho da graça do Espírito no coração.
Assim é o Espírito que nos dá a habilidade para a oração, de maneira que ela seja um meio para exercitar todas as graças deste modo especial.
Se o Espírito prometido é de súplicas, isto significa que Ele fará com que aqueles em cujos corações habita, abundem mais e mais em oração.
Lembramos que a promessa do Espírito de súplicas foi feita à Igreja e não ao povo de Israel na Antiga Aliança, de modo que é uma grande perda qualquer Igreja não buscar ser cheia do Espírito para que seja também abundante nas orações, porque onde o Espírito está operando em plenitude, haverá conseqüentemente muitas e contínuas orações.
A profecia relativa ao derramar do Espírito em todos os tipos de pessoas em Joel 2:28-32, é interpretada por Pedro como o envio do Espírito Santo no dia de Pentecostes (Atos 2:15-21).
Mas Pedro não limitou aquela experiência aos seus próprios dias, porque no mesmo texto afirmou que a promessa diz respeito a todos aqueles a quem o Senhor chamar em todas as épocas. Assim não podemos imaginar que a dispensação do Espírito Santo com a promessa do Seu derramamento esteja limitada aos primeiros dias do evangelho.
E de fato não podemos limitar a promessa do Espírito tanto em Joel, quanto no nosso texto de Zac 12.10 como sendo apenas relativa ao dia de Pentecostes, porque de outra maneira, não teríamos nenhuma graça e nenhuma súplica, e por conseguinte, nenhum derramar em nossos dias presentes, caso a promessa do derramar do Espírito se referisse apenas aos dias apostólicos.
Há uma comunicação rica do Espírito de graça e oração concedida em comparação à que desfrutaram os crentes sob o Antigo Testamento.
A natureza da dispensação do evangelho que nós recebemos por meio de Jesus Cristo é graça sobre graça.
É graça sobre graça porque é o ministério do Espírito, que é Espírito de graça nesta dispensação, porque Deus tem se mostrado longânimo para com todos os pecadores (II Cor 3.8).
Portanto, se quem opera agora na Igreja é o Espírito de súplicas, conforme a dispensação da graça, seria aniquilar totalmente a promessa de Zac 12.10 não crer que há uma ação real do Espírito Santo disponível para os crentes, e que esta deve ser buscada por eles em suas orações, para que sejam eficazes.
Deste modo, as orações que são lidas em homilias, ou que consistem em meras repetições de palavras, configuram uma negação da promessa de que foi dado ao crente o Espírito de graça e de súplicas.
Assim nós podemos então concluir que Deus tem prometido dar aos crentes no Novo Testamento, uma medida abundante do Espírito de graça e de súplicas, ou o próprio Espírito Santo, de maneira que possam orar de acordo com a Sua mente divina.



O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 3

"E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai." (Gál 4.6)

A próxima evidência geral que nós temos da verdade do cumprimento da promessa de Zac 12.10 na dispensação do Novo Testamento ou Nova Aliança, é esta de Gál 4.6.
A promessa se cumpre nos crentes porque são eles estes filhos de Deus a que o texto se refere.
Nós recebemos o Espírito de adoção por meio do qual fomos feitos filhos de Deus. Nós recebemos a adoção de filhos, e porque nós somos filhos, Deus enviou o Seu Espírito aos nossos corações. E este privilégio de adoção nós obtivemos pela fé em Cristo Jesus: João 1:12.
Em segundo lugar, há um título especial ou descrição do Espírito prometido e dado para este propósito.
Ele é o "Espírito de seu Filho" por causa da relação dEle para com os crentes.
Jesus Cristo é mencionado aqui porque o Filho de Deus está envolvido no trabalho mencionado que é uma misericórdia e um privilégio evangélico, isto é, decorrente da obra do Seu evangelho.
Então o Espírito Santo é chamado de "Espírito do Seu Filho", porque Ele foi dado em primeiro lugar a Cristo, por ser o cabeça da Igreja, para a união, consagração e santificação da natureza humana de Jesus.
Aqui ele pôs o fundamento, e deu um exemplo do que Ele deveria fazer com todos os membros do corpo de Cristo.
E também porque é em virtude da aliança feita entre o Pai e o Filho, de dar a Ele todas as coisas, tanto no céu quanto na terra, que o Filho recebeu a promessa do Espírito Santo, isto é, de ter poder e autoridade para dá-lo a quem Ele quiser, para todos os fins da mediação que realiza entre Deus e os homens (Atos 2:33, 5:32).
É disso que derivam todas as graças do Seu Espírito a nós, da Sua parte como a cabeça da igreja, como a fonte de toda a vida espiritual, que foram nEle entesouradas para este propósito (Colossenses 1:19; 2:19; 3.1-4; Efésios 4:16).
O trabalho do Espírito em geral, como dado aos crentes, está incluído em parte nestas palavras.
Eles são feitos filhos de Deus por adoção, sendo ensinados a se conduzirem dentro desta nova relação.
Porque aos que são filhos, Ele tem dado o Espírito do Seu Filho; com o qual eles podem caminhar condignamente diante dEle não como meros servos, mas como filhos e herdeiros de Deus (Rom 8.15-17).
É o Espírito que os dispõe a uma obediência santa e filial, de maneira que não sejam mais estranhos diante dEle mas membros da família de Deus.
E assim o Espírito remove o medo e a escravidão que eles tinham debaixo do poder da lei (II Tim 1.7; Rom 8.15).
De maneira que os crentes que andam no Espírito, estando cheios da Sua santa presença, não andam mais amedrontados pelos terrores da lei, não por que sejam capazes de guardar perfeitamente toda a lei, mas porque têm o sentimento pleno de que são filhos amados por Deus.
Isto é decorrente do poder do Espírito que neles habita lhes fortalece e lhes habilita a todos os deveres de obediência.
Ele lhes fortalece e aperfeiçoa a fé, de maneira que descansam no poder de Deus e confiam que Ele mesmo realiza as Suas obras poderosas através deles.
Isto não é apenas um sentimento, mas uma realidade que se manifesta na experiência de cada crente cuja fé se encontra amadurecida no e pelo Espírito.
Porque sem o Espírito de adoção nós não temos força ou poder para nos comportarmos como filhos na família de Deus.


O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 4

O Espírito Santo é também um espírito de amor que trabalha em nós o amor a Deus e aquele deleite nEle que os filhos sentem em relação ao seu Pai divino.
Esta é a primeira conseqüência genuína desta relação.
Pode haver muitos deveres realizados para Deus onde não haja nenhum verdadeiro amor a Ele, pelo menos nenhum amor a Ele como um Pai em Cristo que é o único modo genuíno e aceito.
E Ele é também um Espírito de moderação que nos foi dado, porque é sério, grave e sóbrio.
É o Espírito quem nos permite nos comportarmos com aquela sobriedade, modéstia e humildade que existe na família de Deus.
É nestas três coisas referidas em II Tim 1.7 (poder espiritual, amor e sobriedade de mente) em que consiste o comportamento inteiro dos filhos de Deus na Sua família.
Este é o estado e a condição daqueles que, pela operação eficaz do Espírito de adoção, são livrados do "espírito de escravidão e temor" que é citado pelo apóstolo em Rom 8.15.
Aqueles que não estão debaixo do poder do Espírito não podem fazer as suas orações da maneira exigida por Deus, porque se encontram no estado da natureza, e o espírito por meio do qual eles estão agindo é o espírito sujo do mundo ou a influência que opera nos filhos da desobediência.
A lei que eles obedecem é a lei que opera nos membros mencionada por Paulo em Rom 7.23.
As obras que eles executam são as obras estéreis das trevas, e os frutos destas obras são pecado e morte.
Estando debaixo desta escravidão, eles não têm nenhum poder para se aproximarem de Deus; e a escravidão deles tende ao medo, e eles não podem ter nenhum prazer em buscá-lO.
Mas quanto àqueles que são livrados deste estado por causa da adoção de filhos, dá-se o caso contrário.
O Espírito que neles opera é o Espírito de Deus. O Espírito de adoção, de poder, de amor e de uma mente sã.
A lei debaixo da qual eles estão em obediência é a lei santa de Deus, como escrita nas tábuas de carne dos seus corações. Os efeito disto são fé e amor, com todas as demais graças do Espírito, e eles recebem os frutos da paz, com alegria indizível e cheia de glória.
Em terceiro lugar, no nosso texto de Gál 4.6 se destaca que o efeito do trabalho do Espírito nos corações dos crentes é que eles oram clamando Abba Pai.
O objetivo do dever é o Pai (Ef 2.18). Pai comum tanto de judeus quanto de gentios, de maneira que por causa desta coragem e confiança íntima no amor de Deus como pai, fez com que o apóstolo reduplicasse o nome. E é pelo Espírito que clamamos Abba Pai, em testificação com o nosso próprio espírito que somos de fato filhos de Deus por causa da Sua habitação em nós.
Abba no hebraico não significa apenas pai, mas "meu pai".
Então quando trazemos todas estas verdades à consideração da oração nós verificamos que não é apenas um exercício externo que está planejado para a oração.
E o exercício das graças da fé, do amor, da alegria, da abnegação e de todas as demais graças está designado ao Espírito de Deus.
Não há nenhuma exigência mais apropriada à oração do que o nosso clamor "Abba, Pai". E a ajuda do Espírito não é o suficiente para nos habilitar diante de Deus? Foi assim no passado, e será sempre o dever de todos os crentes que são chamados a este dever, com respeito às próprias pessoas deles, às suas famílias, ou à igreja de Deus.
Há portanto um trabalho de operação especial do Espírito Santo nas orações dos crentes que os habilita suficientemente, conforme a promessa de Zac 12.10. É Ele quem lhes permite clamarem Abba Pai em oração, como o Pai deles por meio de Jesus Cristo.
Negar isto, então, é se levantar em contradição ao testemunho expresso do próprio Deus, e por nossa incredulidade lhe fazer um mentiroso.
Por isso é dever dos crentes não simplesmente orarem, mas orarem no Espírito, porque não há oração eficaz que não seja no Espírito.


O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 5

"E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis." (Rom 8.26)

A ORAÇÃO é uma habilidade ou faculdade espiritual de exercitar fé, amor, reverência, temor, alegria, e outras graças, através de petições vocais e súplicas e louvores a Deus.
"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças." (Fp 4.6).
Este dom e habilidade nos é dado e trabalhado pelo Espírito Santo, no cumprimento da promessa de que é Espírito de graça e súplicas enquanto clamamos Abba Pai.
A primeira coisa que nós designamos nisto ao Espírito é que ele supre e esclarece a mente com uma compreensão devida do assunto da oração, e sem isto nenhum homem pode orar como convém porque como pode o homem orar por aquilo que ele não conhece, a saber, a mente de Deus, no que tange à Sua vontade quanto ao que devemos orar?
Onde não há compreensão, a natureza mesma da oração é destruída. E nisto consiste o testemunho expresso do apóstolo em Rom 8.26.
No momento eu desejo me fixar somente na expressão deste versículo que afirma que não sabemos orar nem como convém orar. Não sabemos apenas em relação aos motivos e assunto da oração, mas sobretudo pelo fato de que não podemos estar em contato com o Deus que não conhecemos até que tal conhecimento nos seja dado pelo Espírito.
Mas geralmente os homens pensam que sabem o que devem orar e como devem orar. Mas a Palavra afirma exatamente o oposto disto, e no entanto os que pensam que não dependem do Espírito para orar, sequer oram, apesar de afirmarem que sabem o quê e o como orar.
Eu não apresentarei nenhuma desculpa para a maldade e negligência dos homens quanto ao dever de orar, as quais sem dúvida são abomináveis, mas eu tenho ainda que afirmar a verdade revelada pelo apóstolo que eu comprovarei mais adiante.
Isto é, que sem uma ajuda especial do Espírito nenhum homem conhece o que ele deve orar, especialmente porque sem o Espírito não pode conhecer e ter a mente de Cristo, que é a mesma mente de Deus.
De maneira que as comuns multiplicações de palavras que costumam chamar de oração não é nenhuma verdadeira oração.
E o próprio Jesus nos ensinou acerca disto em Seu ministério terreno, que não é pelo muito falar que seremos ouvidos por Deus.
É verdade, que tudo pelo que nós deveríamos orar está declarado na Bíblia, sim, e resumidamente incluído na Oração do Senhor; mas uma coisa é ter aquilo pelo que nós deveríamos orar no livro, e outra coisa ter isto em nossas mentes e corações, sem o quê nunca estará em nós o assunto devido da oração.
É da abundância do que está no coração que a boca tem que falar neste assunto - Mateus 12.34.
Então, há em nós uma deficiência com respeito ao assunto da oração que é provida pelo Espírito Santo e que não pode ser provida por nós mesmos por qualquer outro modo ou meio; e nisso Ele é para nós um Espírito de súplica de acordo com a promessa.
Porque: 1. Nós não conhecemos nossos próprias necessidades, particularmente as relativas ao nosso necessário amadurecimento espiritual; 2. Nós não conhecemos como isto é expressado nas promessas de Deus; e, 3. Nós não sabemos o fim para o qual nós oramos.
Sem o conhecimento e entendimento de tudo isto, nenhum homem pode orar como deveria; para atender ao propósito eterno de Deus, e nós não podemos ter qualquer modo de conhecê-lo a não ser pela ajuda do Espírito de graça.
E estas coisas são manifestas, e serão evidentes como neste primeiro exemplo em que nos é permitido orar pelo Espírito Santo.
Primeiro, Nossos desejos devem ser a questão da oração.
Isto consiste primeiro em nossos dilemas externos, pressões, e dificuldades dos quais nós desejamos ser livrados, com todas as demais outras coisas temporais com as quais nós estamos preocupados.
Nessas coisas aparece claramente que realmente não sabemos como e pelo que orar.
Por exemplo, Paulo pediu que o espinho fosse removido, mas era necessário para o seu aperfeiçoamento e seu pedido não foi atendido pelo Senhor, que lhe mostrou que o propósito daquela aflição era para que ele, Paulo, fosse aperfeiçoado na graça.
Então Deus chama a maioria das orações dos que se encontram debaixo de tais condições, e não buscam a ajuda do Espírito, de uivos dos que não lhe clamam com o coração (Os 7.14).
Realmente, há uma voz da natureza que chora em sua angústia ao deus da natureza, mas isso não é o dever da oração evangélica sobre a qual estamos discorrendo, e freqüentemente a maioria dos homens não orarão conforme convém exatamente quando eles pensam que estão mais prontos e preparados para isso, porque estão pedindo meramente por livramento de suas aflições, sem levarem em conta qual é a vontade de Deus nestas aflições. Vejam que os crentes da Igreja Primitiva, com o se vê em Atos 4, quando debaixo da pressão da perseguição feroz que estavam sofrendo, dirigidos pelo Espírito, não pediram por livramento, mas por poder para continuarem pregando o evangelho.


O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 6

Conhecer nossos desejos temporais para fazer deles um assunto de oração de acordo com a mente de Deus requer mais sabedoria do que a que existe em nós mesmos (Ec 6.12), e os crentes freqüentemente não sabem como devem orar corretamente acerca de coisas temporais.
Nenhum homem deveria permanecer debaixo de dor ou aflição, ou qualquer desejo cuja continuação resultaria na destruição do seu ser, porque ele pode e deve buscar a libertação de tudo isto através da sua oração.
Assim nesse caso ele sabe em alguma medida, ou em geral, pelo que deveria orar, sem qualquer iluminação espiritual vinda de fora.
Mas devem ser consideradas as circunstâncias destas coisas, no que se refere à glória de Deus e o Seu propósito supremo no uso delas para operar o que é bom no Seu povo, e assim, mesmo que não possam entendê-las, eles podem confiar na promessa feita à igreja de que todos serão ensinados de Deus.
Nós temos desejos internos que são discernidos na luz de uma consciência natural: tal é a culpa do pecado, em acusações.
A luz natural contra os pecados é uma carta aberta e clara da lei.
São estas coisas que nós conhecemos um pouco sem qualquer ajuda especial do Espírito Santo - Romanos 2:14,15, e desejos de libertação são inseparáveis delas.
Mas nós podemos observar aqui duas coisas: (1) Que o conhecimento que nós temos de nós mesmos é tão obscuro e confuso que nós não somos de nenhum modo capazes de administrar nossos desejos corretamente em oração a Deus, e nem de conhecer a real profundidade do nosso pecado, de modo que pudéssemos interceder por perdão e purificação do coração, daquilo que somente o Espírito Santo conhece perfeitamente.
Uma consciência natural, despertada e excitada por aflições ou outras visitações providenciais, manifestará reflexões sinceras e severas de culpa na alma; mas até que o Espírito convença do pecado, todas as coisas estarão em tal desordem e confusão na mente que nenhum homem sabe como se dirigirá a Deus sobre isto de uma maneira devida.
E é requerido mais do que um mero sentimento sobre isto, porque deve se tratar corretamente com Deus sobre a culpa do pecado.
Por isso a culpa do pecado discernida apenas na luz de uma consciência natural é apenas uma abominação.
(2) Além disso, todos nós sabemos quão poucos crentes não se deixam cair debaixo da luz de uma consciência natural, porque as coisas com as quais os crentes deveriam tratar e lidar principalmente com Deus, se referem às condições espirituais e disposições interiores das suas almas, com ações de graça.
Por isso Davi não estava satisfeito com a confissão dos seus pecados conhecidos (Sl 51.1-5), nem ainda com o reconhecimento que ninguém conhece os seus próprios desejos, e deste modo desejava ser limpo dos seus pecados desconhecidos (Sl 19.12).
Mas além disso ele implorou a Deus para sondar o seu coração e descobrir estes pecados ocultos e que lhe estavam afastando da comunhão com Ele (Sl 139.23,24), por saber que Deus se agrada da verdade no íntimo (Sl 51.6). Tal é a continuação do trabalho de santificação completa no espírito, alma e corpo (I Tes 5.23).
É pela santificação interior de todas as nossas faculdades que nós devemos orar, e é sendo santificados, que aprenderemos a orar como convém por causa deste trabalho de purificação realizado pelo Espírito em nós.
A graça de Deus opera principalmente para este propósito, em meio ao senso de culpa, poder e engano do pecado, em suas ações na mente e nos afetos, com outras coisas semelhantes inumeráveis que interessam ao motivo principal da oração, especialmente da súplica.
A súplica é portanto, sobretudo por mais santidade, para a vitória da batalha do Espírito contra a carne.
Jamais foi do propósito de Deus fazer a promessa de nos conceder o Espírito de graça e de súplicas, para que atendêssemos a nossos desejos temporais e carnais.
Entretanto não poucos crentes fazem disso o objeto principal de suas orações e comprovam deste modo que não sabemos de fato, por nós mesmos, pelo que orar, e como convém orar.

A oração está em grande parte associada ao nosso relacionamento de fé e amor com Deus.
Para o reconhecimento do mistério completo da Sua sabedoria, graça e amor em Jesus Cristo, com todos os frutos, efeitos e benefícios que nós recebemos disto; e todas as operações e ações de nossas almas para com Ele, com suas faculdades e afetos; em resumo, todas as coisas em que consiste o nosso acesso espiritual ao trono da graça.
Todas as ocasiões e emergências da vida espiritual estão incluídas nisto.
À medida que os crentes progridem em santificação mais eles se tornam entendidos das coisas do Espírito e conseqüentemente mais eles conhecerão sobre o que orar e como convém orar por tais coisas que lhes serão reveladas pelo Espírito, para o progresso deles e da obra de Deus na qual estejam empenhados.
O assunto da oração pode ser considerado também com relação às promessas de Deus.
Estas são a medida da oração e contêm todo o seu assunto, porque é somente aquilo que Deus tem prometido que deve ser o objeto das nossas orações, e nada mais, porque as coisas não reveladas pertencem ao Senhor nosso Deus.
Mas a declaração da Sua vontade e graça pertencem a nós, e são a nossa regra.
Portanto não há nada que nós realmente façamos para podermos estar de pé, senão somente a provisão que Deus tem prometido para tal propósito, de maneira que quando debaixo de limitações desta provisão nós devemos nos levantar e buscar em Deus aquilo que está faltando em nós, juntamente com os demais membros do corpo de Cristo.
Porque nós não sabemos pelo que orar e nem como convém orar, a menos que saibamos ou entendamos a bondade, graça, bondade e misericórdia que estão preparadas e propostas nas promessas de Deus.
Então dependemos da ajuda especial do Espírito Santo para entender estas coisas que nos são necessárias, e as que foram dispostas por Deus para a nossa provisão, sendo o enchimento do próprio Espírito, uma destas provisões e a principal delas.

O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 7

O apóstolo nos fala que as coisas de Deus, as coisas espirituais, nenhum homem conhece, mas somente o Espírito de Deus; e que nós temos que receber o Espírito de Deus para conhecer as coisas que nos são dadas livremente por Ele - I Cor 2.11,12; que são a graça, misericórdia, amor, e bondade das promessas - II Cor 7.1.
Dizer que nós podemos de nós mesmos perceber, entender, e compreender estas coisas, sem a ajuda especial do Espírito Santo, é subverter completamente o evangelho e a graça de nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso nós devemos orar com fé - Rom 10.14, e fé relativa às promessas de Deus - Hb 4.1.
E se nós não conhecemos o que Deus tem prometido, nós não podemos orar como convém.



O principal assunto das nossas orações concerne à nossa fé ou incredulidade.
Assim os apóstolos oraram ao Senhor pedindo que lhes aumentasse a fé; e o pobre pai do lunático em sua angústia pediu a Jesus que o ajudasse na sua incredulidade.
Eu julgo que não é possível orar corretamente sem que nunca se peça perdão pela incredulidade, para a sua remoção e aumento da fé.
Se a incredulidade é o maior dos pecados, e se a fé é o maior dos dons de Deus, nós não somos cristãos se estas coisas não forem a parte principal do assunto das nossas orações.
Sem a convicção da culpa da incredulidade, bem como da natureza e uso da fé, nós não podemos orar como convém. E este é expressamente o trabalho especial do Espírito Santo a que Jesus se referiu em João 16.8,9: "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim;".
Estaríamos irremediavelmente perdidos caso não tivéssemos este trabalho de convencimento do pecado pelo Espírito que nos foi dado por causa da morte e obra de Jesus Cristo, porque não poderíamos de modo algum, sequer confessarmos que somos pecadores do modo aceitável por Deus para a nossa conversão.
Assim ninguém pode ser convencido da natureza e culpa dessa incredulidade, no todo ou em parte, que é o grande pecado condenado debaixo do evangelho, sem um trabalho especial do Espírito Santo na mente e na alma, porque a incredulidade consiste em não crer em Cristo como deveríamos.
É um pecado contra o evangelho, e somente o Espírito pode nos convencer disto.
Portanto, não é a consciência natural ou a lei que podem nos convencer da culpa da incredulidade em relação a Jesus Cristo, nem nos instruir acerca da natureza da fé nEle.
Nenhuma noção inata de nossas mentes e nenhuma doutrina da lei o fará.
Isto é um trabalho exclusivo do Espírito como um Espírito de súplica (Zac 12.10).
Sem este trabalho do Espírito ensinando acerca da natureza e culpa da incredulidade, e sobre a natureza, eficácia e uso da fé em Cristo Jesus, os homens poderão se cansar de orar noite e dia com uma multidão de orações, e todo o esforço deles será em vão.
O assunto principal de nossa oração diz respeito à corrupção da nossa natureza terrena, e aos nossos desejos que são derivados de tal natureza.
Esta natureza terrena é inimizade contra Deus. Não está sujeita à Sua vontade, e nem a Ele, porque não lhe é possível tal coisa.
Por isso qualquer que for reconciliado com Deus, o terá sido por ter recebido uma nova natureza do Espírito Santo, e não por causa de bons modos ou até mesmo por causa de sadia moralidade, ainda que sejam coisas importantes.
Não podemos lembrar que muitos filósofos gregos que pregavam a sã moralidade, rejeitaram a Jesus e consideram a mensagem da cruz como sendo loucura.
As trevas e a ignorância que residem em nossa compreensão, e alienação da vida de Deus e das coisas espirituais, celestiais e divinas, mantêm a mente debaixo da sombra e cobertura desta escuridão, e a teimosia obstinada e perversa de nossas vontades, por natureza, com a sua relutância contra as coisas espirituais, com malícias ocultas inumeráveis que surgem disso, impedem a alma de se achar numa conformidade devida em relação à santidade de Deus.
Coisas estas para com as quais os crentes têm que ter uma consideração especial em suas confissões e súplicas.
Eles sabem que isto é dever deles, e sabem por experiência que a maior parte das coisas concernentes entre Deus e as suas almas, relativas ao pecado e à santidade, se baseiam nestas coisas, e assim se eles negligenciam a necessidade de buscar misericórdia e perdão pela graça, para a remoção delas, e se não buscarem uma renovação diária à imagem de Deus, eles estarão renunciando a tudo o que é necessário para o propósito de se viver de modo agradável a Deus.
Portanto, sem um conhecimento e uma compreensão devida destas coisas, nenhum homem pode pedir em oração como deve, porque ele é um estranho para o assunto da oração, e não sabe pelo que deve orar.
Não conhece a natureza decaída no pecado que possui, não entende como a obra de Jesus e o trabalho do Espírito Santo operam em favor da nova natureza, e assim, não pode ser eficaz em suas orações, quanto ao que se refere à vida espiritual, e será achado apresentando a Deus somente motivos carnais que não são de qualquer proveito, segundo a sua mente carnal o dispõe a isto.
Mas este conhecimento da realidade espiritual, celestial e divina, nós não podemos atingir de nós mesmos.
A natureza está corrompida e assim não pode entender a sua própria corrupção.

O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 8


O coração é a mais corrompida de todas as coisas que há no mundo, e somente Deus conhece esta corrupção do coração humano na exata compreensão da sua natureza, profundidade e gravidade.
Somente o Espírito Santo pode nos dar uma convicção devida, e uma perspicácia espiritual para a compreensão destas coisas.
Mas esta ignorância inata à natureza do verdadeiro estado do coração é a causa da esterilidade na oração mesmo daqueles que foram regenerados e renovados pelo Espírito Santo, com os seus frutos, conseqüências e efeitos, de maneira que raramente eles podem cumprir o dever de orar sem cessar que está prescrito a eles pelo Senhor.
E eles podem se satisfazer também por isso com um mero jogo de palavras bem compostas, no qual eles poderiam discernir facilmente que eles não expressam nele a sua real condição, tanto para a aproximação do Senhor pela fé completa em Jesus Cristo, e para a sua progressiva transformação no crescimento espiritual operado pelo Espírito Santo.
Isto decorre do fato de que ninguém pode orar como convém sem nenhuma iluminação espiritual que é recebida somente quando nos submetemos à instrução e direção do Espírito Santo. Primeiro temos que aprender do Espírito as coisas relativas a Cristo e à nossa vida nEle, para que possamos interceder segundo a mente do Espírito não somente em nosso próprio favor, como também ao de outros.
Então a resistência à ação do Espírito Santo é a principal causa do endurecimento espiritual a que nos referimos e que por sua vez produzirá esterilidade naquilo que chamamos de orações.
Esta corrupção da natureza tem a ver também com os nossos afetos, que são expressões de nossas almas e não dos nossos espíritos.
O pecado original fez com que o homem se tornasse carnal, isto é, ele passou a ser governado pelos desejos da sua alma e não pelo seu espírito.
Deus é espiritual porque é espírito, e o homem, para ter comunhão com Deus deve ser também espiritual, isto é, deve ter o governo do Espírito sobre o seu próprio espírito, e agir conforme a mente de Cristo.
A alma animal, ou seja, natural, busca apenas o que é natural, as coisas terrenas, mas o espírito governado pelo Espírito inclina-se para as coisas espirituais, celestiais e eternas. Por isso não é possível adorar a Deus senão somente em espírito.
Acrescente-se que estes afetos da alma têm uma aversão natural pelas coisas que são espirituais e divinas, porque a operação básica do pecado é exatamente esta oposição à vontade de Deus, de maneira que Paulo afirma que a carne não está sujeita à lei de Deus e nem mesmo pode estar.
Estas disposições da alma que prevalecem sobre o espírito são enganosas e gostam de superstições e produzir noções falsas de adoração, especialmente aquelas que produzam prazer e o estímulo das emoções.
Não é portanto para se estranhar que haja tanta falsa adoração debaixo do nome de adoração a Deus, que não é na verdade e em espírito, mas meras manifestações de emocionalismo produzidas por uma mente carnal estimulada por coisas naturais, como música estimulante, apelos persuasivos para prosperidade etc.
Por isso se exige além de que seja adoração em espírito, que seja também em verdade, isto é, baseada na Palavra de Deus, e na sinceridade de nossos corações em reconhecer a corrupção que há neles e a completa dependência do Espírito Santo para revelar estas inumeráveis superstições e enganos que são produzidos pela carne debaixo do nome de adoração.
Sem esta iluminação espiritual do Espírito Santo estas coisas não podem ser descobertas (I Cor 2.14).
E o que dissemos a respeito do pecado, se aplica também a Deus e a Cristo, porque também necessitamos da iluminação do Espírito para entender a aliança, a graça, a santidade e os privilégios espirituais dos crentes.
Nós não temos inatamente nenhuma concepção espiritual sobre eles, nenhum entendimento correto deles, senão somente aquilo que nos tiver sido revelado pelo Espírito. E sem um conhecimento destas coisas qual é o significado que podem ter as nossas orações?
Eu digo com o apóstolo Paulo que nós devemos orar com nosso entendimento, isto é, nós devemos entender o que nós oramos. Nós devemos então conhecer o que Deus nos tem prometido na Palavra. Devemos conhecer a verdade, para podermos não somente adorar, mas também orar em espírito e em verdade.
Nós devemos conhecer as coisas que Deus preparou para nós, conforme dizer de Paulo em I Cor 2.9 para orar em conformidade com estas coisas preparadas, e que nos são ensinadas pelo Espírito, quanto ao seu verdadeiro significado, tal como se encontram reveladas na Bíblia.
Quando os homens não conhecem as promessas de Deus eles não sabem pelo que orar, e assim são forçados a recorrerem a uma repetição confusa dos mesmos pedidos.
Então nós temos que procurar saber por qual modo e meios nós podemos chegar a ter um conhecimento destas promessas que todos os crentes têm em alguma medida, uns mais do que outros, mas todos numa suficiência útil.
E isto, nós afirmamos, é pelo Espírito Santo, sem cuja ajuda nós não podemos sequer entender o que está contido nelas.
Eu confesso que alguns, mediante leitura freqüente da Bíblia, com a simples ajuda de uma boa memória, podem expressar as promessas de Deus em suas orações, sem qualquer conhecimento espiritual relativo à graça que elas contêm, mas esta recordação de palavras não pertence ao trabalho especial do Espírito Santo provendo os corações e mentes dos crentes no assunto da oração.
Porque o que Ele faz é abrir os olhos dos crentes lhes dando compreensão e Sua iluminação nas mentes deles, de maneira que eles perceberão como as coisas foram preparadas por Deus para eles, e conforme estão contidas nas promessas do evangelho; e as apresentará na beleza delas, glória, doçura e encanto para suas as almas.
Ele faz com que os crentes vejam os frutos da mediação de Cristo neles, e todo o efeito da graça e do amor de Deus neles; a excelência da misericórdia e do perdão, a graça da santidade, de um novo coração, e um genuíno e adequado temor de Deus, e honra do Seu santo nome, e todas as demais disposições, inclinações, e ações que são propostos aos crentes com base na verdade e fidelidade de Deus.
É por isso que o apóstolo instruiu a igreja de Corinto quanto ao fato de que os dons sobrenaturais do Espírito Santo, especialmente o de línguas desconhecidas edifica o espírito daquele que fala ou ora em línguas, mas a mente dele fica infrutífera porque não sabe o que está falando em mistérios, nem aqueles que o ouvem, de maneira que não podem acrescentar o amém à oração que estiver fazendo em línguas, de sorte que o apóstolo exortou aquela igreja a buscar entendimento da Palavra de Deus de maneira que também orasse com a mente com palavras inteligíveis às quais a igreja pudesse acrescentar o seu amém.
Ele não estava de maneira alguma desencorajando o falar em línguas, mas fixando o princípio que é preciso conhecer as coisas que nos foram prometidas gratuitamente por Deus em Cristo Jesus, para que possamos orar e louvar a Deus com o pleno entendimento destas coisas reveladas.


O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 9

O que nós falamos em relação à promessas deve ser aplicado também aos preceitos ou mandamentos de Deus.
Estas são de certa forma as questões das nossas orações, tanto em relação à confissão quanto à súplica; e assim sem um entendimento correto destes mandamentos nós não podemos executar o dever da oração de maneira adequada.
O Espírito manterá nossos corações inclinados para guardar a lei.
Mas a lei de Deus é espiritual, e por isso precisamos também da graça do Espírito para sermos iluminados além da letra da lei, para apreender o espírito que há na lei.
E onde isto está presente a mente estará verdadeiramente provida com o verdadeiro assunto da oração, porque quando o espírito tem aprendido a espiritualidade e santidade da lei, em sua extensão até a disposição interior dos nossos corações, como também nas ações externas, e sua santidade e justiça absolutas que são requeridas, em conformidade a Deus, a toda hora e em todas as coisas, então se aprenderá a viver de modo irrepreensível.
E conseqüentemente haverá aquelas confissões de pecados, nos melhores e na maioria dos crentes santos que aqueles que não entendem estas coisas zombam delas e as desprezam.
Isto significa que o Espírito Santo nos ajuda a orar, provendo-nos com o assunto devido e próprio de súplicas, nos familiarizando e influenciando nossos corações com a espiritualidade dos mandamentos.
Aquele que é instruído nisto pelo Espírito estará preparado em todas as ocasiões a confessar e a se humilhar, como também terá um senso correto da graça e misericórdia nas quais nós estamos firmes em relação à obediência que é requerida de nós, porque Cristo morreu para nos apresentar santos, inculpáveis e irrepreensíveis perante Deus, e tem derramado a Sua graça para operar em nós tal propósito.
Assim o Espírito Santo é quem nos ajuda a orar pelo que convém, livrando-nos de orar por falsos e enganosos fins.
E é isto que significa a ajuda que o Espírito nos dá na oração para que oremos segundo a mente de Deus (Rom 8.27).
O Espírito nos dirige então e nos capacita a fazermos súplicas "de acordo com a mente de Deus".
E por isso é dito que Deus conhece o que o Espírito tem em mente; quer dizer, o fim dEle e propósito nos assuntos dos pedidos que nos inspira a fazer.
A afirmação que Deus conhece a mente do Espírito em Rom 8.27, significa que Deus aprova e aceita somente o que é inspirado em nós pelo Espírito, porque, como não poderia ser de outro modo, Ele nos levará a orar somente por aquilo que for aprovado e da vontade de Deus.
E há muito que está implícito nesta citação do apóstolo de que Deus conhece a mente do Espírito, porque Ele opera desejos e propósitos elevados, santos e espirituais nas mentes dos crentes nas súplicas que eles fazem conhecidas de Deus. O quê de nós mesmos não estamos capacitados a fazer conforme declarado em Tiago 4.3.
Assim toda oração inspirada pelo Espírito terá sempre como alvo a glória de Deus, e sem esta ajuda do Espírito, nossas orações apontariam para os próprios desejos do nosso ego em tudo o que nós fazemos, visando ao nosso próprio lucro, conforto, satisfação pessoal, de maneira que todas as nossas súplicas seriam viciadas e abomináveis para Deus, porque afinal o que conta é que seja feita a vontade dEle e não a nossa.
Nós vemos assim que onde este fins não estão presentes, o assunto da oração pode ser bom e de acordo com a Palavra de Deus, e ainda assim nossas orações serem uma abominação.
Nós podemos orar por misericórdia e graça, e pelos frutos prometidos do amor de Deus, e ainda estar faltando este fim exclusivo de suplicar para a exclusiva glória de Deus, e assim não encontrar nenhuma aceitação da parte do Senhor para as nossas súplicas.
Devemos estar bem instruídos pelo Espírito que é da vontade de Deus expulsar todos os propósitos e petições do ego, trazendo todos os desejos naturais a uma subordinação a Deus.
E voltamos a lembrar que a mente pode ter luz para discernir as coisas pela quais devemos orar, e ainda a vontade e os afetos estarem mortos e desinteressados nelas.
Portanto, primeiramente o Espírito Santo trabalha em nós como um Espírito de graça e súplica, e Ele trabalha na vontade e nos afetos para agirem obedientemente a Deus e no que diz respeito às nossas orações.
Assim, quando Ele é derramado como um Espírito de súplica, Ele nos enche com tristeza e lamento pelo estado em que nos achamos perante Deus, como pecadores destituídos da Sua glória, que necessitam da Sua graça para serem aceitos por Ele.
O Espírito nos convence de que é necessário ter o coração purificado de toda má consciência e o corpo lavado com água pura, e uma fé não fingida, para que possamos entrar no Santo dos Santos. E como não somos suficientes de nós mesmos para tais coisas, o Espírito nos assiste na nossa fraqueza, e faz isto em tal profundidade que não podemos explicar este Seu trabalho com palavras, senão somente exprimir a força e paz que recebemos dEle com gemidos inexprimíveis.
Isto porque verdadeiramente é algo sobrenatural que transcende o natural, dando-nos uma visão do trono da graça (Hb 4.16), não por imaginação carnal, mas por iluminação espiritual.
Quando a mente e o espírito realmente oram nós vemos o invisível (Hb 11.27) porque a fé é a evidência de coisas não vistas.
Então é pela oração que nós nos dirigimos ao trono da graça para acharmos misericórdia e graça no tempo da necessidade.
Assim o dever da oração é descrito pelo seu interesse imediato que é misericórdia e graça, e pelo seu único objetivo, que é Deus no Seu trono de graça.
E o autor de Hebreus apresenta este trono de graça no lugar onde se encontra erigido, isto é no Santo dos Santos celestial, no qual nós temos coragem para poder entrar por causa do sangue de Jesus (Hb 10.19).
E por este meio o autor de Hebreus nos mostra que a expressão trono de graça tem relação ao propiciatório da arca da aliança, coberto com os querubins, por causa da manifestação especial de Deus em Seu trono, sendo que aquela era uma representação da graça de Jesus Cristo, senão do próprio Senhor Jesus que é o caminho que nos dá acesso à presença de Deus, enquanto achamos graça e misericórdia para a nossa condição de pecadores.
Então Deus no trono de graça é Deus com uma prontidão por causa de Jesus Cristo, para dispensar graça e misericórdia aos pecadores suplicantes.
Mas quando o Senhor vier executar julgamento o Seu trono é representado não como trono de graça, mas de juízo (Dn 7.9,10). E a base do juízo será exatamente o desprezo da graça e misericórdia que foram oferecidas gratuitamente aos pecadores em Cristo Jesus.

O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 10

Tudo o que se refere às realidades espirituais pode ser discernido somente pelo Espírito Santo, e de igual modo portanto, somente pelo Espírito podemos achar deleite e paz na visão espiritual do trono da graça.
Por isso Paulo orava pela igreja para que pudessem receber tal revelação da riqueza da glória da herança deles em Cristo Jesus (Ef 1.17,18).
"17 Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento espírito de sabedoria e de revelação;
18 Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos;" (Ef 1.17,18).
E nós temos visto fartamente quem é este espírito de sabedoria e de revelação e que ilumina os olhos do nosso entendimento: o Espírito Santo.
Todo conhecimento que nós temos de Deus, é feito a nós pela revelação do Espírito Santo.
E como já vimos antes uma das principais formas deste conhecimento de Deus que é feito pelo Espírito se refere ao fato de conhecê-lo como Pai, porque, pelo Espírito podemos dizer "meu Pai". "Abba Pai".
E isto implica que temos liberdade para fazer conhecidas de nosso Pai todas as preocupações que temos neste mundo, através da oração.
Não devemos esconder nada de Deus porque Ele tem um profundo interesse em tudo o que se relaciona aos Seus filhos como uma Pai zeloso e bom. Daí a razão da exortação do apóstolo à Igreja:
"6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus." (Fp 4.6,7).
Devemos lembrar que antes que o pecado tivesse entrado no mundo, Adão conversava aberta e livremente com Deus todos os dias, mas foi por causa do pecado que herdamos este sentimento de nos escondermos de Deus e especialmente aquilo em que pecamos, mas em Jesus Cristo fomos reaproximados no modo daquela relação original que o homem tinha com Deus antes do pecado, e assim podemos e devemos ser completamente abertos e sinceros diante dEle, porque nisto se encontra o deleite do próprio Deus, porque é do Seu agrado ter comunhão conosco na base de filhos que confiam inteiramente no Seu Pai e que se tornam os seus confidentes.
Não escondamos portanto de Deus tudo o que se refira à nossa real condição, até porque Ele tudo sabe e conhece antes mesmo de acontecer, em razão da Sua onisciência e presciência.
Não nos escondamos portanto atrás das árvores da nossa consciência, assim como Adão fizera no jardim do Éden, quando pecou, porque o Senhor vem à nossa procura oferecendo redenção e perdão, esperando tão somente que sejamos sinceros e confessemos as nossas culpas.
E a confiança de que podemos de fato agir desta forma não é encontrada em nós mesmos, mas no Espírito Santo que nos foi dado, e pelo qual podemos clamar Abba Pai.
Ele nos ajuda nesta aproximação confiante de Deus, e faz com que tenhamos real deleite e coragem em nossas orações.
Se temos a Deus por Pai, e se fomos criados para esta relação filial em obediência amorosa, então é um dever, conforme Jesus ensinou, orar sempre sem nunca desfalecer, ainda que em face de toda a oposição que possamos experimentar neste mundo, seja ela decorrente de condições naturais ou sobrenaturais.
Nós somos exortados a ter confiança na oração na aproximação do trono de graça porque nossa aceitação por Deus nunca foi e jamais estará baseada em nós mesmos, mas em Jesus Cristo que é o único modo e meio de nossa aceitação por Deus.
E é também o Espírito Santo quem nos convence desta grande verdade.
Enquanto nossos olhos espirituais não forem abertos pelo Espírito, tenderemos a buscar em nós mesmos motivos para sermos aceitos por Deus, mas à medida que progredimos no conhecimento de Jesus, e crescemos na Sua graça, pelo trabalho do Espírito Santo em nós, podemos ver claramente que Ele é a base segura da nossa aproximação, porque é pelo Seu sangue derramado na cruz que podemos entrar no Santo dos Santos, assim como isto estava prefigurado no Antigo Testamento com a entrada do sumo sacerdote no Santo dos Santos do tabernáculo e do templo, para aspergir o sangue da expiação sobre o propiciatório, e ele não poderia entrar ali, de maneira alguma, sem o sangue da expiação.
O trabalho de mediação de Jesus em todas as nossas orações é merecedor de um capítulo à parte, mas não é para ser considerado presentemente, porque nós estamos estudando somente sobre o trabalho do Espírito na oração.

O Trabalho do Espírito Santo na Oração

Por John Owen (adaptado)

P 11

Finalmente, focalizaremos o dever da oração conforme está expressado em Efésios 6.18: "Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,".
Este orar no Espírito é entendido por muitos como sendo apenas uma referência a um dom extraordinário e miraculoso; mas o seu uso é ordenado aqui a todos os crentes, sem qualquer exceção, e é sem sombra de dúvida que nem todos eles possuem o dom extraordinário e miraculoso que os tais afirmam, porque sabemos que os dons do Espírito são distribuídos conforme Lhe apraz, e não sabemos de nenhum crente que possua todos os dons do Espírito, e isto é uma evidência que há de fato uma repartição soberana destes dons.
E o modo de execução deste dever de orar no Espírito é também prescrito pelo apóstolo, a saber: em todo o tempo, isto é, sempre.
Então há uma oração no Espírito que é o dever constante de todos os crentes, e é um grande pecado desprezar tal ordenança.
É ordenado também que esta oração no Espírito em todo o tempo seja com toda a oração e súplica, isto é, com todas as formas de oração, requeridas nas ocasiões e necessidades apropriadas.
Isto é plenamente possível porque o Espírito age como um Espírito de graça e súplica (Zac 12.10) e nos foi prometido por Deus exatamente para agir desta forma.
Deus tem projetado o exercício da graça através da oração e por todos os demais meios para o seu crescimento nos crentes, e tem dado a Sua bênção como resposta à Sua própria instituição.
Mas a natureza da oração requer a realização do dever de modo adequado conforme a condição que Deus estabeleceu, e se os homens não se exercitam nisto estão pecando diante do Senhor, que lhes tem ordenado que o façam para o cumprimento daquilo que Ele tem determinado, especialmente em relação ao amadurecimento espiritual, que não poderá ser alcançado sem o exercício da graça pelos meios que Ele tem prescrito: oração incessante e perseverante no Espírito, meditação na Palavra, adoração, comunhão etc.
E é ordenado também em Ef 6.18 que se ore com toda a vigilância, perseverança e súplicas por todos os santos, isto é, nos é ordenado que oremos para a edificação e benefício da Igreja.
E para que seja colocado o amém da congregação na oração que é feita vocalmente por todos os santos, é necessário que esta oração seja em palavras inteligíveis, isto é, deve ser oração com a mente e não somente com o espírito, de maneira que todos saibam pelo que se está intercedendo.
Nós não estamos dizendo que todo aquele que tem recebido o Espírito de graça e súplica tem necessariamente que ter um dom que lhe permite orar como um ministro na congregação, ou qualquer pessoa em igual ocasião solene. Não, mas todos os crentes têm esta habilidade de orar no Espírito. E Deus fará com que esta habilidade cresça na medida em que sejam obedientes no exercício do dever de orar.
Os indolentes, os negligentes, os medrosos e aqueles que estão debaixo de preconceitos, não terão qualquer parte nesta misericórdia.
Consideremos também que a oração vocal é um dever tanto em privado quanto em público porque os ministros do evangelho, em virtude do seu ofício especial devem fazer súplicas, orações e intercessões por todos os homens, com ações de graças, no culto público (I Tim 2.1).
Os ministros são como a boca de Deus diante da Igreja.
Por isso os apóstolos consagraram-se inteiramente à oração e ao ministério da Palavra (At 6.4) porque os ministros estão encarregados por Deus pela execução deste dever.
E os ministros são habilitados pelo Espírito Santo com a recepção do dom especial que lhes capacita ao exercício do dever deles.
E este dom que eles receberam é para o aperfeiçoamento dos santos, para o trabalho do ministério, para a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.12).
Então pregar e orar vocalmente é um dom do Espírito Santo para o exercício do ofício deles, e assim, aqueles que não têm o dom do Espírito, não pertencem ao ofício do ministério.

John Woen

Escalar o pico Everest é uma aventura física; escalar
o monte de oração é um desafio espiritual, sem tirar os pés da terra.

Helgir Girodo

A oração da fé restaura o doente físico ou espiritual.

Helgir Girodo

A oração é o energético necessário para o nosso fortalecimento espiritual e não há contra indicações, porque em casos de doses excessivas, maior será o seu crescimento

Jader Amadi

Segredo? Amor ao próximo, acrescidos de oração, água e algumas ervas receitadas por espíritos benevolentes que sabiam que tudo que o homem precisa está ao seu alcance, na própria terra, colocado ao seu dispor pela sabedoria de Deus.

A. Dominnus VII

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde, Espírito Santo,
enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado,
e renovareis a face da terra.

Ou

Vinde Espírito Santo!
Descei sobre nós!
Infundi em nós o fogo do vosso amor.
Tudo será criado e renovareis a face da Terra.
Amém.

Igreja Católica

"Eu creio no poder de Deus, no poder da sua palavra, no poder da oração, no poder do Espírito Santo, no poder da unção de Deus, no poder da fé, da cura... Creio que Deus tem poder pra salvar a minha alma, a almas da minha família e dos meus amigos, eu creio em um Deus vivo. "

GabrielPessoa

Oração ao Pai Nosso Espiritual IHVHVL ( יהוהול ) ( I ) ( IAHUHUL ) ( IAH-UH-UL ) (IA-U-UL) Conforme Ensinou o Seu Primeiro Filho MNVHVL ( עמנוהול ) ( E ) ( EMANUHUL ) ( EMANUH-UL ) (EMANU-UL) , o Messias e irmão nosso:

1- IHVHVL ( יהוהול ) ( I ) ( IAHUHUL ) ( IAH-UH-UL ) (IA-U-UL) , pai, mãe, cosmos, origem nosso;

2- Relaciona tua Luz dentro de nós tornando a Luz do mundo;

3- Cria teu Reino de unidade agora;

4- Que só a tua Vontade possa atuar dentro de nós e junto a nossa vontade assim como em todos os espaços de luz em todas as suas formas;

5- Fornece para cada dia tudo que tornamos semelhantes em alimento e em entendimento;

6- Desfaz os laços dos enganos que nos prendem assim como nós liberamos as amarras com que aprisionamos os enganos dos nossos irmãos;

7- Libera-nos das ilusões que a superfície e a aparência das coisas do mundo nos detem;

8- De ti nasce toda vontade de nós, a canção que se renova de tempo em tempo e a tudo embeleza;

9- Possam a tua Verdade, Poder e Canção ser o solo fecundo de onde cresçam todas as nossas ações;

10- Amém, assim seja.

Gileno Correia dos Santos

Oração ao Pai Nosso Espiritual IHVHVL ( יהוהול ) ( I ) ( IAHUHUL ) ( IAH-UH-UL ) (IA-U-UL) Conforme Ensinou o Seu Primeiro Filho MNVHVL ( עמנוהול ) ( E ) ( EMANUHUL ) ( EMANUH-UL ) (EMANU-UL) , o Messias e irmão nosso:

1- IHVHVL ( יהוהול ) ( I ) ( IAHUHUL ) ( IAH-UH-UL ) (IA-U-UL) , pai, mãe, cosmos, origem nosso;

2- Relacionais vossa Luz dentro de nós tornando a Luz do mundo;

3- Criais vosso Reino de unidade agora;

4- Que só a vossa Vontade possa atuar dentro de nós e junto a nossa vontade assim como em todos os espaços de luz em todas as suas formas;

5- Forneceis para cada dia tudo que tornamos semelhantes em alimento e em entendimento;

6- Desfazeis os laços dos enganos que nos prendem assim como nós liberamos as amarras com que aprisionamos os enganos dos nossos irmãos;

7- Liberai-nos das ilusões que a superfície e a aparência das coisas do mundo nos detêm;

8- De vós nasce toda vontade de nós, a canção que se renova de tempo em tempo e a tudo embeleza;

9- Possam a vossa Verdade, Poder e Canção ser o solo fecundo de onde cresçam todas as nossas ações;

10- Amém, assim seja.

Gileno Correia dos Santos

A saúde espiritual é como a física, precisando sempre de cuidados e o melhor remédio para ela é a oração diária, que se torna um excelente antídoto para a alma

Jader Amadi

Progresso espiritual

Deus, que tenhamos forças de não transgredir, tanto as leis divinas e hajamos com honestidade perante aos Teus olhos. Que nossa existência seja um bem, ao progresso dos nossos semelhantes. Que tenhamos fator ativo na vida, no cumprimento dos nossos deveres,,ensinando e exemplificando amor à trabalho, sem esquecermos nossas condições de servos,ao qual, o Senhor nos pedirá contas.Pai, que reparemos nossas faltas, à força de boas obras. Para que a Vossa Misericórdia, se estenda sobre nós e seus olhos paternais, tenha compaixão de nossas provações .Pai, que Vossa mão santa, amenize nossas faltas.
Amém
((((Título e texto são de autoria:Isa Soares-reflexõesedicas))))

Isa Soares-reflexoesdicas

O cristão que ora vence barreiras espirituais e caminha confiante no seu caminho em direção à vida eterna.

Helgir Girodo

Oração

Tu és a diferença entre a vida bem sucedida e o fracasso. Sim, Senhor Jesus, és a diferença entre o prazer e o escárnio, entre a vida e a morte, entre a bênção e a maldição, o ódio e o perdão, o deleite e a inquietação.
Sem Ti, Senhor, minha vida de nada adianta! Tu és a diferença quando somos postos em jogo. És a vitória, a justiça, és a aliança divina que veio nos libertar.
Que minha vida demonstre a doçura de toda essa cura que trouxeste ao meu coração. Que meu espírito celebre com Teu Espírito a cada transformação.
Em Ti está toda a certeza, valiosa riqueza, que puseste em minhas mãos. E Tua face, excelsa beleza, refletida em meus irmãos.
Que eu possa ver com Teus olhos, sentir com Teu coração e pensar com Tua mente, Senhor.
E enfim saberei
O que devo fazer,
Onde me meter,
Ao transmitir Teu amor.

Angela Natel

A oração é a melhor luz em momentos de escuridão.

Jorge Tolim

Pai Nosso

Pai, meu Pai
Tu és meu, meu Pai
Não, Tu és nosso
Pai Nosso.

Pai Nosso,
não meu
estás no céu
Tu és Deus.

Acima de todos
melhor que eu
Pai Nosso
que estás no céu.

santificado
nome santo
seja teu nome
Nosso Pai.

Pai Nosso
que estás no céu
santificado
seja o teu nome.

É o teu nome que importa
não é o meu
Pai Nosso
que estás no céu.

Seja feita a tua vontade
não o que eu quero
mas o que tu queres
assim na terra como no céu.

Pai Nosso
Teu nome
tua vontade
nada meu.

O pão nosso de cada dia
dá a nós hoje.
Pai Nosso,
Pão nosso.

Tu és nosso alimento
Pai Nosso,
a cada dia
seja o nosso pão.

Não nos deixes cair em tentação
livra a nós do mal
Pai Nosso,
livra-nos.

Pois o reino é teu
o nome é teu
a vontade é tua,
nada é meu.

Tua presença e teu poder
são de fato reconhecíveis
e nenhum deles tem fim
Pai Nosso.

Reconhecer quem tu és
me coloca em meu lugar
nos coloca aos teus pés
para uns aos outros olhar.

Angela Natel

Quanto mais observo as pessoas apressadas e agitadas, mais me convenço que elas precisam parar para orar e buscar sua espiritualidade.
Quanto mais observo as pessoas lentas e calmas, mais me convenço que cada ação praticada é fruto da espiritualidade encontrada numa oração de movimento constante.

Fábio Cunha Silva

"O Divino Espírito Santo toca-me neste momento".(Maria Luíza em Oração e orientando à Todos.A Verdade quando se pratica o Evangelho de Jesus).

Bindes Maciel - Katita