O Poeta é um Fingidor

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O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

Fernando Pessoa

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Fernando Pessoa

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente".
Meninos carentes...!!!chantagens...!!!! brinquedos...!!!
Dos Mimos que TE Dou... Só O Meu Imenso Amor...!!!!!!!

Fernando Pessoa

Um poeta fingidor que sem saudade...
escreve de amor não sabe nada de dor...

Cortina de sal amargo que gosta de brincar
com as letras escritas de um poema

Exprimir com o grito da alma
convencida arrogante de palavras soltas

Onde a rosa desabrocha com a chuva
explode de alegria harmonia enfeitiçada

Pelo dia em que o poeta fingidor sente
a felicidade das flores do jardim da sua vida.!!

IsabelMoraisRibeiro

"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente." Fernando Pessoa

FALANDO DE DISTANCIA

Para dizer o que sinto preciso me buscar...
Encontrar onde me perdi... O porque do vazio.
Porque, quando a paz e a plenitude me abraçam ainda assim, sinto tua falta e de todas as emoções doloridas carregadas de paixão, a mesma que lhe causa tanto medo e que te faz fugir...
Não sei. Falta talvez de tua sabedoria silenciosa...De querer arrancar-te do silencio que o maltrata ou talvez porque te enxergo melhor do que possa ser...Mas preciso compreender feito peregrina , o ardor do caminho.
Este incomodo ,esta ausência , esta falta... a rejeição!
E reconstruir-me...
Diminuíram-se os prantos, mas ainda assim, ainda distante, te sinto em mim... Doce e imortal fonte de consolo e amor que despertou na mulher-menina gestos tímidos de caricia e amor.
Te peço ,não te esqueças de mim e jamais de tudo o que senti, os poemas a ti dedicados, e que te lembres o quanto me cativou um dia...Sempre que puderes, dê noticias! Contento-me com um sorriso ,um olhar, até mesmo o sopro de um beijo teu. Grácia Monte

Gracia Monte Barradas

Oh! Que grande sacana! Mas...que grande fingidor. Ah...finge ódio, finge dor. Ou finge paixão ou finge que ama! E o marionete é um louco. Ora amargurado, ora feliz. Não mais, dono do próprio nariz. Tudo pro insensato é pouco! Oh! Pobre marionete! Prisioneiro das suas ilusões. Perturbado com seus amores e paixões... E o insensato... Apenas promete. Promete felicidade e prazer sem fim. E promete também, ele: O Marionete. Não por ser mau, mas inocente! E sofrem também as borboletas que pousam em seu jardim 🏡. (Cleo Medeiros)

Cleo Marx

O poeta é um fingidor...

Finge a dor nas palavras.

Atormenta-se com a dor de seus próprios fracassos.


O poeta é um fingidor...

Finge amor na dor que vem da vida e da morte.

Aquece a alma na fogueira do tempo.


O poeta finge a dor...

Dor do mundo e de si mesmo.

Os poetas e os atores comem na mesma cuia: fingem.


O poeta finge não sentir a dor que o atormenta.

Um poeta finge...

Simplesmente finge fingir.


Um poeta se esconde atrás das palavras.

As palavras fingem a dor.

A dor é fingida nos versos.


A dor finge o poeta...

Os versos dão à dor do poeta um tom.

Os poetas são como os outros homens que fingem.


Sou poeta e finjo.

Não finjo porque sou poeta,

Finjo porque sou como os outros homens.


Os homens fingem não serem poetas,

Fingem não sentir dor,

O amor paradoxalmente é certa forma de dor.


O poeta é uma dor que finge as palavras.

É dor de amor que vence a razão.

É razão que finge nas palavras o poeta que finge não sofrer.


A dor é um fingimento.

O poeta finge sentir, finge amar e finge estar vivo.

O poeta, a dor e o ato de fingir são fingimentos.

O poeta cinge a dor em si.


Todos sentem dor e fingem não serem poetas.

Nessa vida somos todos poetas.

Todos velamos a vida nas palavras.

Desconhecido