Nervosa

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Eu sei que vai ficar tudo bem, é o que eu mais quero. Mas não me diga isso quando eu estiver nervosa, isso seria o óbvio, tente me confortar. É o que te peço.

Prefira Borboletas (Mariana Lobo)

Sou desastrada até demais, quando fico nervosa eu gaguejo. Tenho uma incrível habilidade de deixar cair as coisas da minha mão para o chão. Pago altos micos e dou tantas mancadas. Choro num dia e morro de rir no outro. Faço caras e bocas. Morro de ciúmes das minhas coisas (…) Essa sou eu, muito prazer.

Juliana Silva

Nem toda mãe é calma e paciente. Nem toda mãe é nervosa; Cada mãe tem seu jeito de amar, não é mesmo ?

Vitoria Marques Rodrigues

ESCREVER é uma droga, – palavras sinceras.

"Todas as vezes que me encontro nervosa, as palavras somem de mim. Bate uma aflição. E eu tenho vontade de culpar às pessoas por todas as palavras que estão voando pelo ar e minhas mãos não alcançam para prendê-las.

Preciso ficar triste.

É, eu preciso ficar triste – pensei. Para desabafar lágrimas, o nervosismo não ajuda. E para desabafar alegrias, a euforia não convém. Somente a tristeza de que a dor não passa e a nostalgia que vem do momento ter ficado no passado, podem render palavras que vão à fundo, – pensei, de novo.
Pensei em todos e nos vários motivos da minha tristeza, afinal, não estava interessada em escrever sobre a nostalgia de momentos que ficaram para trás – porque, no fundo, me traria alegria. E eu queria a tristeza.
O ser humano, que é ser humano, busca isto. É que somos tão contentados com a dor, que às vezes vamos atrás dela. É que somos tão chamados pela emoção, que quando tudo está em calma, feliz e passa a virar tédio, queremos cor e sabemos que a graça da vida são os problemas, que embora causem dor, ao serem solucionados nos causam satisfação e alegria.
Consciente, ou inconscientemente, você também já buscou a dor.
E eu queria ela. Eu pedia ela. Como minhas mãos pedem palavras, pedem ação: “Pensa aí, vai! Me dá uma caneta. Eu preciso desenhar”. Porque elas acham que desenham, acreditam? Minhas mãos acham que são artistas e desenham o risco de cada palavra com perfeição. Mal elas sabem que minha letra é terrivelmente feia.
Então, eu suplicava pela dor, como implorava pela inspiração. Escrever é um vício. E, eu tive que repensar o que era escrever para mim. Eu estava sob a loucura de pedir que alguém me machucasse. Eu me afastava das pessoas. Praticava um isolamento, para poder escrever sobre a dor do abandono. Eu não estava nada satisfeita com aquilo que eu escrevia. E toda vez que recebia um elogio sobre a minha escrita, a minha vontade era de cortar todas as cabeças humanas ao meu redor.
“Está péssimo!” – eu pensava.
E estava, porque não tinha dor, nem drama. Era fantasia, a felicidade é uma fantasia.

Então eu lia compulsivamente todas as palavras que via pela frente. Devorava livros. Queria mais, queria saber mais, queria escrever melhor.
Fui à fundo e procurei na alma todo o tipo de dor escondida. Aquelas que eu guardava a sete chaves e que ninguém precisava saber. Metaforei cada história. Chuva, eu transformei em fogo, virou incêndio. Fome, eu transformei em frio, estava desagasalhada. Traumas, todos os meus traumas, eu transformei em fantasias, tinham sentimentos, e apesar de virarem mentiras – expressavam a mesma dor. Aquela que eu sentia.
Sentia e escrevia. E pedia mais e mais e mais e mais ainda. Como um relógio que precisava rodar os ponteiros para as horas passarem, eu precisava colocar as mãos para trabalhar, para quê a minha vida fizesse algum sentido.
O problema de escrever é este: você não para. Você toma amor por isto. E ao deixar isto se tornar um vício, nada mais importa. As palavras vão estar em primeiro lugar na sua vida. E você, você vai viver nelas. Sua vida passa a ser as palavras. E você busca, de todos os jeitos, momentos e pessoas que lhe despertem palavras.

E, um dia, tudo isto lhe machuca – falei em voz baixa.

Então todo o isolamento buscado, as atitudes feitas sem pensar, os problemas procurados – torna-se real. Durante um tempo você não liga para isto. Escrever, lhe da coragem. É mais ou menos assim: “Faço o que quero e como quero. E depois desabafo comigo mesma. Não preciso de ninguém, só das palavras”. – Isto, até você sentir.
Sentir tudo aquilo que buscou.

Eu busquei a dor, e a dor – sem metáforas, era o amor. E eu o senti. Com cada gota de suor do meu corpo. No começo, o amor era uma obsessão, como as palavras, para haver palavras. Mas depois tomou-me conta. E com ele vem a saudade, vem o tormento, vem as descobertas, vem a vontade de morrer, e a vontade de viver.
Depois, vêm as cobranças: “Por que o amor não era tudo o que eu escrevi?”. Mas era. O amor tem toda aquela mágica, eu só errei numa coisa.

Eu amei aquilo que escrevi, e sem perceber, acabei amando aquilo que me instigava a escrever. Assim, comecei a cobrar que, o meu amor, se tornasse as minhas palavras. – falei de frente ao espelho.

E chorei. Por enfim descobrir, aquilo que li há alguns dias: “Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.” – da sábia Clarice.

Escrever é uma droga. Torna-se um vício. Prende você e lendo aquilo que você escreveu, você percebe teus erros e acertos. Lendo aquilo que outras pessoas escreveram, lhe causa inveja – por ser a solução dos teus erros.
E, amar aquilo que te faz escrever, lhe devolve a vida. Mostra que a dor não é único motivo das palavras e a nostalgia não existe. Porque, ao me lembrar do meu amor, só consigo sorrir e escrever docemente, tão doce e puro, que acredito fielmente estar escrevendo sobre ele.

Hoje eu sei que a felicidade não é uma fantasia. Eu tenho tudo para ser feliz, e sem mentiras. As palavras? Ainda são meu maior vício. E, só para constar, não deixarão de ser nunca.

Quando falo: “ser poeta, não é tão bom assim”, as pessoas dão risada. Quando escrevo: “não se apaixone pelos poetas”, as pessoas acham que são apenas palavras. Não são. Dominadores de palavras são todos problemáticos, todos à flor da pele, todos loucos – isto, somos loucos! Amamos, mas buscamos palavras. E mentimos. Temos o dom de mentir, iludir, e procurar novas palavras. Nova vida. Novas razões.

Escrever é uma droga! A vida de quem escreve é uma droga. Mas, deixar de escrever é o nosso suicídio.
Mas, entenda: a única coisa de que preciso é sentir. Escrever já faz parte de mim."

Gabriella Beth Invitti

Visão do cão

Beleza enganosa
Uma calma nervosa
Doçura de uma língua venenosa
Falso perfume de uma rosa
Sensibilidade de uma pele rochosa
Discórdia e incerteza de uma proza
Insistência intolerável de um não
falsa alegria de sofrer
Indesejável visão do cão
Fraqueza do olhar que não ver
Cegueira infernal do coração.

Reff Carvalho

“E lá vou eu, rumo ao hospital pela milésima vez neste ano, nervosa com sempre… Afinal ficar por lá por horas quando você está doente não é nada fácil, ainda mais quando você não precisa de ajuda…
Essa história começou a mais ou menos um ano e meio atrás, foi quando minha mãe percebeu que eu estava magra demais, não comia nada e mesmo assim me achava gorda. Foi uma fase muito difícil para ela.
Percebendo essas coisas, sempre me pedia pra comer mais um pouquinho, e eu todos os dias dizia o mesmo “to sem fome mãe” e a cada dia mais ela mostrava sua preocupação, seu cuidado comigo e eu achava que estava tudo bem, tudo sobre controle. Eu ia me sentindo fraca mas não percebia nada. Porque fome é o preço que se paga pela beleza, eu achava.
Mal sabia que estava errada, com a fome vinha a tontura, a dor no corpo e a fragilidade. Sentia necessidade de chorar, mas achava que não valia a pena desperdiçar lágrimas. No espelho, virada de costas via como as minhas omoplatas se sobressaiam e ficava mais robusta. Achava lindo! O jeito certo e impressionar os garotos - ainda que idiotas - da minha sala.
Eu achava que todos queria ser igual a mim, loira dos cabelos lisos, branquinha feito anjo, olhos verdes e magra, igual às modelos da Colcci… Achava-me a mais bonita de todas, mas sempre precisando emagrecer mais um pouquinho. E se eu sentia fome? Claro! Quem não sente? Mas eu pagava esse preço que era preciso para estar satisfeita ou quase satisfeita.
Em janeiro desse ano já estava quase feliz e realizada com o meu corpo, até que um dia, no meio da aula de história - a que eu acho a mais legal - estava tão fraca que desmaiei, foi um desespero total. Minha mãe achava que fosse me perder… Consegui nesse dia dispertar o mesmo lado de preocupação que minha mãe sentia, mas ela tinha que entender, não seria feliz gorda igual a um bolo fofo.
Quando eu acordava, me sentindo ainda bem fraca, via minha mãe ao meu lado com as mãos nas minhas e chorando muito, fechava os olhos e assim ficava e depois comecei a perceber as consequências por eu tentar ser “perfeita”, logo ao abrir os olhos, eu estava em uma cama de hospital e minha rainha ainda ali, ao meu lado, sofrendo. Fiquei três dias lá - o maior tempo que fiquei no hospital - , sobre a cama, tomando soro e dormindo por causa da sonda. Quando tive alta para poder ir para minha casa, vi uma flor com o cartão no meio delas, “se cuida por mim” estava escrito no pequeno papel, era de um garoto muito especial. Com isso, saindo dali ganhei uma flor, um amor e uns quilinhos a mais. ““E lá vou eu, rumo ao hospital pela milésima vez neste ano, nervosa com sempre… Afinal ficar por lá por horas quando você está doente não é nada fácil, ainda mais quando você não precisa de ajuda…
Essa história começou a mais ou menos um ano e meio atrás, foi quando minha mãe percebeu que eu estava magra demais, não comia nada e mesmo assim me achava gorda. Foi uma fase muito difícil para ela.
Percebendo essas coisas, sempre me pedia pra comer mais um pouquinho, e eu todos os dias dizia o mesmo “to sem fome mãe” e a cada dia mais ela mostrava sua preocupação, seu cuidado comigo e eu achava que estava tudo bem, tudo sobre controle. Eu ia me sentindo fraca mas não percebia nada. Porque fome é o preço que se paga pela beleza, eu achava.
Mal sabia que estava errada, com a fome vinha a tontura, a dor no corpo e a fragilidade. Sentia necessidade de chorar, mas achava que não valia a pena desperdiçar lágrimas. No espelho, virada de costas via como as minhas omoplatas se sobressaiam e ficava mais robusta. Achava lindo! O jeito certo e impressionar os garotos - ainda que idiotas - da minha sala.
Eu achava que todos queria ser igual a mim, loira dos cabelos lisos, branquinha feito anjo, olhos verdes e magra, igual às modelos da Colcci… Achava-me a mais bonita de todas, mas sempre precisando emagrecer mais um pouquinho. E se eu sentia fome? Claro! Quem não sente? Mas eu pagava esse preço que era preciso para estar satisfeita ou quase satisfeita.
Em janeiro desse ano já estava quase feliz e realizada com o meu corpo, até que um dia, no meio da aula de história - a que eu acho a mais legal - estava tão fraca que desmaiei, foi um desespero total. Minha mãe achava que fosse me perder… Consegui nesse dia dispertar o mesmo lado de preocupação que minha mãe sentia, mas ela tinha que entender, não seria feliz gorda igual a um bolo fofo.
Quando eu acordava, me sentindo ainda bem fraca, via minha mãe ao meu lado com as mãos nas minhas e chorando muito, fechava os olhos e assim ficava e depois comecei a perceber as consequências por eu tentar ser “perfeita”, logo ao abrir os olhos, eu estava em uma cama de hospital e minha rainha ainda ali, ao meu lado, sofrendo. Fiquei três dias lá - o maior tempo que fiquei no hospital - , sobre a cama, tomando soro e dormindo por causa da sonda. Quando tive alta para poder ir para minha casa, vi uma flor com o cartão no meio delas, “se cuida por mim” estava escrito no pequeno papel, era de um garoto muito especial. Com isso, saindo dali ganhei uma flor, um amor e uns quilinhos a mais. “

Angélica Brito, Isadora Lustosa e Paola Oliveira

À chuva fina à cair, às vezes lenta e preguiçosa, outras forte e nervosa, cada uma orquestrando os seus sons carac-
teríticos, mas todos levam ao devaneio.

Nilma Marques Coelho

Não gosto dele... mas aquele sorriso sínico é tudo. Não gosto dele, mas fico nervosa quando ele chega muito perto de mim com aquele cheiro,cheiro que eu não sei decifrar. Só sei sentir. Não gosto dele, mas gosto daquele abraço que ele me dá...não gosto nem um pouco dele e odeio quando ele me chama pelo nome. Eu até odiaria mais se a voz dele não fosse tão suave.. não gosto nem um pouco dele, mas acho lindo quando ele passa a mão no cabelo, cabelo lindo que fica ainda mais lindo molhado. Não gosto dele, e odeio mais ainda o fato das possibilidades de não tê-lo, apenas crescer.. não gosto dele, nem desse meu desejo por ele.

Beatriz Soares Bezerra

Eu já gelei sem está com frio, meu coração já acelerou sem eu está correndo, já fiquei nervosa sem levar susto algum, já gritei e a vós não saiu. Então eu descobri que não, não estava doente, eu estava amando.

Vivi Nascimento

Não gosto quando fico nervosa ou preocupada demais, não sou muito fã de coração quase saindo pela boca e de borboletas raivosas comendo meu estomago, se é que me entende…

Nathali Carvalho

Quando você fica nervosa percebo que quase chora, mas sem tempo de falar o meu nome não me apeteça para fugir das minhas investidas;

Julio Aukay

Tudo foi muito estranho,tudo muito novo… Só de pensar no assunto eu me sentia nervosa e trêmula.Foi do nada,sem marcar, sem esperar simplesmente aconteceu. Eu era curiosa queria saber de qualquer jeito como era e o que eu deveria fazer na hora.Todos me explicavam tentando me ensinar. Mas na hora “H” todos os ensinamentos foram esquecidos. Simplesmente aconteceu,os lábios dele tocaram os meus…Eu não sabia o que fazer,eu tremia,minha cabeça não conseguia lembrar de nada, eu não sabia como agir. Mas foi tão normal,tão natural parecia que já tinha beijado muitas vezes. Nossas línguas estavam em completa sintonia,nossos corpos estavam em sintonia,a gente estava em sintonia. Tudo ocorreu tão naturalmente que quando eu percebi já tinha acabado. Foi tão magico não tem como esquecer
o nosso primeiro beijo

Bárbara Verly

Sabe o que é a pessoa ficar nervosa, o coração acelerar, só de escutar seu nome? Sabe chega um certo ponto que é difícil não pensar em você, e é, eu cheguei á esse ponto. Isso não é nada planejado, aconteceu naturalmente, e agora, você não sai mais dos meus pensamentos.

Deborah Rossony

Sabe eu tenho ficado nervosa a cada vez que te vejo online, isso não acontecia antes; Tenho ficado com vontade de implicar com você, com vontade de falar com você e isso não acontecia antes. Tenho ficado perdida nos meus pensamentos, nas minhas palavras, nas minhas vontades, porque todas elas estão ligadas a você. E você sabe, todo mundo diz: "se isso não acontecia antes e acontece agora, você está definitivamente apaixonada."

Luiza Neves

Poema para Cibele (107)

A pacifista nervosa
A beleza de ser pensante
A guerreira carinhosa
Minha amiga amante

Mulher dos cabelos morenos
Sensata e corajosa
Embora muitas vezes fria
Comigo é amorosa

Bruta delicada
Definição perfeita para ti
Minha amiga adorada
`` verdades que elogiam Cibele Apati´´

Pedro H Felisberto

Os homens sofrem portanto,a tensão nervosa e psíquica que lhes é imposta pela concorrência com seus semelhantes.Por mais que tenham sido educados ,desde a mais tenra infância,para identificar o progresso com a louca aberração da competição ,a angústia que os oprime se lê nos seus olhos.Sobretudo nos olhos daqueles que querem "estar na crista da onda",que são os mais ativos e os primeiros a morrer de infarte.

Konrad Lorenz

"Deus não se curvou à nossa pressa nervosa, nem adotou os métodos de nossa era imediatista. o homem que deseja conhecer a Deus precisa dedicar-lhe tempo, muito tempo."

A. W. Tozer

Estava nervosa, meio sem argumentos, então saiu o primeiro olá depois de meses, fui jogada contra o vidro do carro, e beijada com tanta intensidade, que o frio desse inverno se tornou um quente verão.

keilapessatto