Nervosa

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À medida que nos elevamos na escala dos seres, a capacidade nervosa aumenta, ou seja, a capacidade de sofrer. Sofrer e pensar seriam então a mesma coisa?

Gustave Flaubert

"Custava-lhe esforço aquela decência tranqüila, aquela face calma - nervosa, no cansaço da noite maldormida, da luta inglória contra o desejo em brasa do seu ventre. Por fora água parada, por dentro uma fogueira acesa."

Jorge Amado

Estar sozinho é ter uma risada nervosa, de quem segura um grito e um choro enquanto ri. Um riso falso para se convencer de que é possível ficar sozinho sem ficar deprimido. Estar sozinho é usar roupas provocantes sem se sentir sexy com elas. É conferir a caixa de e-mails com uma freqüência que beira a compulsão. É chorar do nada. É acordar do nada. É morrer de medo do nada que fica no estômago. Estar sozinho é uma coisa física, ou melhor, é a falta dela. Você se sente oco por dentro, por isso aquele respiro profundo de lamentação. É cogitar enlouquecer. O ombro pesa porque é tenso ficar sozinho. E porque não tem ninguém pra te fazer massagem também. Quando chove, venta, escurece, e você está sozinho, você lembra de Deus e do quanto é pequeno. Estar sozinho é se aproximar de Deus por piedade própria e não por agradecimento, que é o que nos faz aproximar Dele quando estamos amando.

Tati Bernardi

Sentimental ao extremo. Fria e calculista quando (acha) que deve. Nervosa, mas com uma dosagem alta de bom humor e disposição. Romântica no último, mas ás vezes radical. Insegura até o dedo do pé.Inteligente e culta, mas com suas demontrações cotidianas de honra ao jeito goiano de falar. Esforçada e competente dia de semana. Desvairada e preguiçosa aos final dela. Gosta de uma coca cola gelada. Odeia ser amante ou escondida. Quando ama, ama mais que a si mesma. Quando odeia, o cheiro da vngança sai pelos seus poros. Não bebe, não fuma e não injeta. Ânimo e loucura a ponto de bala. Sempre confie nela, mas nunca espere o mesmo. Desconfiada, sempre. Medrosa,quase sempre. Ela é somente uma menina.

Lays Silva

Nem todo mundo entende e aceita meu jeito. Aquele jeito meio preocupada, aflita, nervosa, mãezona, chatonilda. Nem eu me aceito às vezes. Tem dias que nem consigo ver a minha cara no espelho. Tenho que aprender a falar menos e cuidar só da minha vida. Cansada de querer o bem dos outros e levar patada. É que tem gente que simplesmente não entende. E eu fico chateada, não dá vontade de explicar, penso que não vale a pena perder tempo e gastar meu latim com quem não quer meu carinho.

Clarissa Corrêa

Sou chata, sou ciumenta, sou irritante, sou nervosa, sou melosa, sou estressada, sou bagunceira, sou carente, sou chorona, sou festeira. Mas independente do aconteça, eu sou sempre eu mesma.

Jéssica Pernis.

Quando calma sou meiga, quando nervosa sou chata, quando confusa sou estressada, quando triste sou chorona, quando calada sou pensativa, quando feliz sou animada, quando entediada sou brava, e quando sou brava saí de perto porque aí o bicho pega.

Paolla Cristiny

E o meu coração dispara quando te vejo.
Fico nervosa ao me aproximar.
As palavras mal saem da minha boca.
E nada do que pensei consigo dizer;
E nada do que planejei consigo fazer;
É assim que fico quando estou perto de você.

Nágylla Di Giovanni

E eu fico tão nervosa quando você não me liga.
E eu fico tão ansiosa quando te espero.
E eu fico tão triste quando você não sorri.
E eu fico tão feliz só de pensar que você existe na minha vida!

Karina Amaral

Criança nervosa na pista que devia estar na escola, é "157 bolado". O Passa tempo é cheirar cola, vende bala e pede esmola, amassa a vida e joga fora.
O Presidente ausente diz que sente muito e chora, mas
é zero em atitude pra mudar essa história.

Isso não me conforma, não me conforta e gera revolta!

Rany Money - ConeCrewDiretoria

Vivo no meu direito de ficar nervosa, sou mulher e nasci sem saco.

Camila Godoy

Quando estou nervosa eu tenho essa coisa, é,eu falo demais.

Jessie J

"Ultrajes não me deixarás nervoso.E sim ,terei pena e lamentações por tu!"

Fabrício Melo

Deus não se curvou a nossa pressa nervosa, nem ao nosso modernismo.

A. W. Tozer

Foi-se o tempo em que falar com você me deixava nervosa, foi sem nem sequer despedir-se. Se eu sinto saudades? Nem de longe, o que eu sinto tem outro nome. Confesso que chega a ser estranho, eu não entendia como fazer para suportar a dor de ver tanto sofrimento desfilar na minha frente, mas o tempo nos ensina cada coisa, lições inesquecíveis. Sim, eu ainda lembro principalmente das lágrimas, mas vamos deixá-las no passado, onde elas e você estão.
Hoje eu queria falar que pensei em você, sim é verdade. Dias desses eu te vi, pra ser sincera me deu vontade de ficar te olhando, mas era somente para entender o porquê de tanto choro derramado. Não te olhei por mais de 3segundos e nem busquei entender o passado.
Você até tenta ser simpático, mas me pergunto porque tantos sorrisos nos quais eu não consigo acreditar, às vezes poderia ser cômico se não fosse trágico, se fosse real. Não busque motivos para me dar oi, não tente me entender, pois eu não caio mais nesse papo de bom moço.

Franciane Costa

Quero que valha a pena o frio na barriga, a risada nervosa, as horas que escorrem por entre nossos dedos e parecem minutos.

Louise de paula

KEEP CALM...
Tenho muitos chocolates para acalmar minha bipolaridade nervosa.

Anna Ribeiro

Todo esse medo do nada acontecer ou de tudo acontecer rápido demais… Tem me deixado nervosa, as vezes eu sinto dentro de mim apenas calma e depois é como se um vulcão estivesse entrando em erupção, é estranho eu sei e você sabe Kenrick , eu sempre fui estranha… Você não sabe deixar de lado e eu não sei desistir, tudo assusta, tudo muda e não quero que nada mude, você sabe, eu odeio mudanças…

Gabriela Sousa

Uma das causas da infelicidade, da fadiga e da tensão nervosa é a incapacidade para tomar interesse por tudo o que não tenha uma importância prática na vida. Daí resulta que o consciente está sempre ocupado com um número restrito de problemas, cada um dos quais comporta certamente algumas inquietações e cuidados.

Bertrand Russell

ESCREVER é uma droga, – palavras sinceras.

"Todas as vezes que me encontro nervosa, as palavras somem de mim. Bate uma aflição. E eu tenho vontade de culpar às pessoas por todas as palavras que estão voando pelo ar e minhas mãos não alcançam para prendê-las.

Preciso ficar triste.

É, eu preciso ficar triste – pensei. Para desabafar lágrimas, o nervosismo não ajuda. E para desabafar alegrias, a euforia não convém. Somente a tristeza de que a dor não passa e a nostalgia que vem do momento ter ficado no passado, podem render palavras que vão à fundo, – pensei, de novo.
Pensei em todos e nos vários motivos da minha tristeza, afinal, não estava interessada em escrever sobre a nostalgia de momentos que ficaram para trás – porque, no fundo, me traria alegria. E eu queria a tristeza.
O ser humano, que é ser humano, busca isto. É que somos tão contentados com a dor, que às vezes vamos atrás dela. É que somos tão chamados pela emoção, que quando tudo está em calma, feliz e passa a virar tédio, queremos cor e sabemos que a graça da vida são os problemas, que embora causem dor, ao serem solucionados nos causam satisfação e alegria.
Consciente, ou inconscientemente, você também já buscou a dor.
E eu queria ela. Eu pedia ela. Como minhas mãos pedem palavras, pedem ação: “Pensa aí, vai! Me dá uma caneta. Eu preciso desenhar”. Porque elas acham que desenham, acreditam? Minhas mãos acham que são artistas e desenham o risco de cada palavra com perfeição. Mal elas sabem que minha letra é terrivelmente feia.
Então, eu suplicava pela dor, como implorava pela inspiração. Escrever é um vício. E, eu tive que repensar o que era escrever para mim. Eu estava sob a loucura de pedir que alguém me machucasse. Eu me afastava das pessoas. Praticava um isolamento, para poder escrever sobre a dor do abandono. Eu não estava nada satisfeita com aquilo que eu escrevia. E toda vez que recebia um elogio sobre a minha escrita, a minha vontade era de cortar todas as cabeças humanas ao meu redor.
“Está péssimo!” – eu pensava.
E estava, porque não tinha dor, nem drama. Era fantasia, a felicidade é uma fantasia.

Então eu lia compulsivamente todas as palavras que via pela frente. Devorava livros. Queria mais, queria saber mais, queria escrever melhor.
Fui à fundo e procurei na alma todo o tipo de dor escondida. Aquelas que eu guardava a sete chaves e que ninguém precisava saber. Metaforei cada história. Chuva, eu transformei em fogo, virou incêndio. Fome, eu transformei em frio, estava desagasalhada. Traumas, todos os meus traumas, eu transformei em fantasias, tinham sentimentos, e apesar de virarem mentiras – expressavam a mesma dor. Aquela que eu sentia.
Sentia e escrevia. E pedia mais e mais e mais e mais ainda. Como um relógio que precisava rodar os ponteiros para as horas passarem, eu precisava colocar as mãos para trabalhar, para quê a minha vida fizesse algum sentido.
O problema de escrever é este: você não para. Você toma amor por isto. E ao deixar isto se tornar um vício, nada mais importa. As palavras vão estar em primeiro lugar na sua vida. E você, você vai viver nelas. Sua vida passa a ser as palavras. E você busca, de todos os jeitos, momentos e pessoas que lhe despertem palavras.

E, um dia, tudo isto lhe machuca – falei em voz baixa.

Então todo o isolamento buscado, as atitudes feitas sem pensar, os problemas procurados – torna-se real. Durante um tempo você não liga para isto. Escrever, lhe da coragem. É mais ou menos assim: “Faço o que quero e como quero. E depois desabafo comigo mesma. Não preciso de ninguém, só das palavras”. – Isto, até você sentir.
Sentir tudo aquilo que buscou.

Eu busquei a dor, e a dor – sem metáforas, era o amor. E eu o senti. Com cada gota de suor do meu corpo. No começo, o amor era uma obsessão, como as palavras, para haver palavras. Mas depois tomou-me conta. E com ele vem a saudade, vem o tormento, vem as descobertas, vem a vontade de morrer, e a vontade de viver.
Depois, vêm as cobranças: “Por que o amor não era tudo o que eu escrevi?”. Mas era. O amor tem toda aquela mágica, eu só errei numa coisa.

Eu amei aquilo que escrevi, e sem perceber, acabei amando aquilo que me instigava a escrever. Assim, comecei a cobrar que, o meu amor, se tornasse as minhas palavras. – falei de frente ao espelho.

E chorei. Por enfim descobrir, aquilo que li há alguns dias: “Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.” – da sábia Clarice.

Escrever é uma droga. Torna-se um vício. Prende você e lendo aquilo que você escreveu, você percebe teus erros e acertos. Lendo aquilo que outras pessoas escreveram, lhe causa inveja – por ser a solução dos teus erros.
E, amar aquilo que te faz escrever, lhe devolve a vida. Mostra que a dor não é único motivo das palavras e a nostalgia não existe. Porque, ao me lembrar do meu amor, só consigo sorrir e escrever docemente, tão doce e puro, que acredito fielmente estar escrevendo sobre ele.

Hoje eu sei que a felicidade não é uma fantasia. Eu tenho tudo para ser feliz, e sem mentiras. As palavras? Ainda são meu maior vício. E, só para constar, não deixarão de ser nunca.

Quando falo: “ser poeta, não é tão bom assim”, as pessoas dão risada. Quando escrevo: “não se apaixone pelos poetas”, as pessoas acham que são apenas palavras. Não são. Dominadores de palavras são todos problemáticos, todos à flor da pele, todos loucos – isto, somos loucos! Amamos, mas buscamos palavras. E mentimos. Temos o dom de mentir, iludir, e procurar novas palavras. Nova vida. Novas razões.

Escrever é uma droga! A vida de quem escreve é uma droga. Mas, deixar de escrever é o nosso suicídio.
Mas, entenda: a única coisa de que preciso é sentir. Escrever já faz parte de mim."

Gabriella Beth Invitti