Monólogos mais Famosos

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"Acho que pela primeira vez escrevo um monólogo.
Não que nos outros contos eu não tenha traduzido para o papel uma de minhas tantas outras personalidades, entretanto, gosto de absorver a dor das pessoas compactando as tristezas em borrões de tinta. E chega a ser cômico. Eu separaria todos os rabiscos em nomes próprios e não seria interpretada como alguém que sofre por tudo. Sofrimento é um sentimento único, fatiado e distribuído, classificado em escalas de frustrações. E uma coisa eu digo, meus caros, a maior parte deste bolo azedo está justamente com quem não tem o dom de se expressar em qualquer outro gênero de ousadia e progresso. Sim. É para estes que escrevo, os que admiram os pássaros, mas não o canto deles, aqueles que veem o mar, contudo não tremem ao eco das ondas indo ao encontro da estrutura rígida. Por isso, ofereço-lhes cada estrofe como uma armadura invisível.
Escrevo porque vejo literatura até nos fragmentos de poeira que o vento traz. Escrevo porque a dormência da minha alma ainda não afetou a musculatura dos meus dedos. Ah, essa aura obsoleta e desacreditada da dormência psicológica que tanto insiste em mim, e até o que antes fazia diferença, hoje já não atrai mais.
E é isso.
Pode ser que em algum momento do presente eu desintegre todas as marcas de passado que envolvem cada centímetro do meu corpo. Talvez, por sorte ou merecimento, eu encontre a minha paz de espírito e um elo que eu realmente não sei se existe. Logo eu que evitava infortúnios, acabei me transformando em um. Escondo em verbetes o que o baú do passado não suportou guardar, é pesado e eu não consigo carregar estas lástimas nas costas. E descubro que a anatomia humana é milhão de vezes mais exata, uma vez que tudo está ali no seu devido lugar. E os sentimentos? São bolhas gasosas dispersas em algum canto do corpo. Corpo, este que por sua vez presenciei a laceração da carne e a morte eminente do lampejo dos olhos. E que olhos. E naqueles encontros mundo a fora, cada relance de possibilidade ressentida parecia uma daquelas cenas de filme, ou quem sabe até uma peça teatral dotada de música de fundo e elenco de comercial de margarina. E nós éramos tão bons atores, moreno.
Talvez eu escreva para saciar o que há muito não devoro, todavia não encontro. Porque escrever sobre quem eu bem conheço ainda sim é questionar o que vem depois do Universo e, mesmo diante disso, conseguir ficar sem resposta. Escrevo por corações partidos e esperançosos, apesar de há muito essas características não moverem mais o meu próprio. E mesmo depois de todos os espasmos, te ver corando ao ressoar outro nome me intriga como se o Universo fosse uma folha de papel infinita em todas as direções. Sensação estranha essa de ficha caindo, de prazeres cessando, do gosto azedo do término. Mas o que eu faria? Ele era um príncipe, e eu não sabia fazer parte de um conto de fadas. Meu remédio para a loucura é justamente a loucura e eu escrevo sobre amor, mas não sei amar. Neste monólogo o meu discurso de personagem realista extravasa de maneira razoavelmente ordenada dividindo os pensamentos e arqueando as emoções. Difícil definir a sensação de liberdade em conversar com si mesma e ainda possuir a ousadia e sensibilidade de discernir com facilidade sem aquela dorzinha irritante no peito. Estranho é descobrir que sou dona do meu próprio palco, sou senhora do meu próprio tempo nas próximas vielas do acaso.
E nós somos finitos..."

Amanda Seguezzi

Normalmente as pessoas usam com Deus apenas um monólogo, elas falam, elas determinam, elas pedem e não se preocupam em ouvir o que Deus quer realmente de suas vidas. Temos mesmo que aprender a perguntar ao nosso Deus, o que queres que eu faça Senhor? Como queres que eu faça Senhor? Com quem queres que eu faça Senhor? O dia que tivermos este nível de intimidade com Deus, não relutaremos tanto com certas situações que nos são apresentadas. Saberemos entender, esperar, perdoar, viver de forma diferente e principalmente a amar sem tantas restrições... Precisamos realmente aprender!!!

Deniane Diniz Domingues

Relacionamento tem que ter Diálogo, senão vira um Monólogo!

André Suhanov

Monólogo parte Mil



" Palheta em cima da mesa, roupa de dormir e chocolate quente ao lado. Sem falar é claro no computador á minha frente e o teclado que digito. Livros a vista e um álbum de fotos ao alcance. Não que goste muito de entrar em meu passado.
Quantas vezes chorei com essa música, sorri com ela, escrevi.
Nos momentos de arrependimento, nos momentos de alegria, nos momentos de “sem emoção” [sabe? Quando a gente ta num exatamente NADA estado de ser?!]
Acho que é uma música que me define. Que consegue me limitar. Mesmo sabendo que na verdade nada pode definir ninguém. [...]"

Trecho de Monólogo parte mil

Aline Cogitare

"Nas instâncias cabíveis, o diálogo se transforma no consenso a ser processado; o monólogo mutaciona-se na imposição que - exceto se manifestamente ilegal - será obedecida."

Luiselza Pinto

Orar não é um monólogo , e sim um diálogo.
Logo , orar sem cessar, é conversar com Deus o tempo Todo.

lucas santos

Monólogo intemporal: Hamlet, “Ser ou não ser”

“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer… dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)”

(Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos)

William Shakespeare

Todo vocativo pode ser um diálogo todo monólogo é um pretexto, por mais interessante que alguns aspectos lembre a contradição e a realidade.

Bindes Fá

Minha vida é este monólogo teatral sem comédia e com falhas coesivo-textuais.

Alysson Augusto

MONÓLOGO POÉTICO DE OUTONO

O outono frio sem amor, pode parecer com mergulhar na escuridão fria...

Um passo para adeus dos nossos verões, eu ouço as folhas secas sendo pisoteadas...
Com chocolate quente na caneca, com o coração cheio de saudades de você... E você com saudades de outro alguém, que por sua vez tem saudades de outro alguém ainda...Mas não é de você! O inverno também pode ser minha mente, uma torre de sucesso embalada por este monólogo.. Para quem? -Para eclodir no universo das letras e se tornar mais um texto poético e sem dor... Ontem foi o verão, folhas caem aqui . Este ruído misterioso soa como uma partida..Amo seus olhos verdes de beleza delicada, mas hoje eu estava doce como chocolate, e você preferiu contemplar a paisagem fria e parada na foto tirada de um trem que já passou há muito tempo... Você está sempre fugindo do verdadeiro amor.... Quanto tem nas mãos deixa escapar, quando perde lamenta em saudades... Melhor que eu aprecie poéticos textos, artesanais e meus como raio amarelo e macio de outono! Autora Cleide Regina Scarmelotto

Cleide Regina Scarmelotto (Poeta e escritora)

MONÓLOGO

Se na vida pudesse trilhar
Sem escolha os trilhos do destino,
Seria assim: como o vento,
Que sopra, sopra e não tem fim.

Se na vida pudesse dançar,
Sem ouvir que música toca,
Seria assim: como a folha,
Que solta,solta e não se prende em mim.

Se no sonho pudesse cantar,
Sem saber quem vai curtir,
Seria assim: como o pássaro,
Que acorda e canta,
Mesmo sem ter alguém para lhe ouvir.

Jôsi Baraúna

Monólogo

Gostoso é o nosso
Expressar:
Intimo quente, prazeroso, suave...
Nos lastimáveis momentos
Subitamente nos afastaremos
Para não fustigar as flores
Para não romper as rosas...
Quero enfatizar o amor,
Fantasiar a nossa vida.
Rapidamente não te avisto
Bato-me com os dentes
Faz-me derreter os olhos,
Não conseguindo
Avistar beleza.
E faço a minha vida
Um monólogo
Sombrio sem respostas.

Poeta: Valter Bitencourt Júnior

Ando literalmente perdido em meus próprios monólogos mentais, e acima de tudo, apático. Assim me sinto.

Gabriel Leite

Não existe diálogo com Deus, existe apenas o monólogo com a nossa consciência.

Marcos Ribeiro Ecce Ars

Me sinto bem quando escrevo.Não vejo um monólogo,mas sim um diálogo entre os pensamentos de um eu-lírico e suas palavras.

Cynthya Dias

"Sempre odiei monólogos mas nos momentos de solidão os pratico mesmo assim"

Guilherme Althoff

"O amor é um monólogo travado na sombra."

Lúcio Cardoso