Monólogos mais Famosos

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Dentre meus longos monólogos com o criador, posso lembrar de todas as vezes que citei todos seus detalhes.
Sempre o questionei sobre a demora pra atender tal pedido tão simples.
Criou o universo sem ferramentas e sem companhia, por que negar ao teu filho um simples grão da sua criação? Só um ser entre milhares.
Por que ao em vez de me dar logo o que tanto precisava me presenteava com tempestades e angustias?
Depois das rebeliões causadas na minha mente pelo meu pensamento humano de tentar classificar cada ação e reação com simples palavras mundanas que só me deixavam com mais dúvidas, decidi acalmar meu coração e tirar dos escombros do que sobrou de mim peças novas e então reformar meu ser para que então pudesse organizar cada lição no seu devido lugar e revisar aquelas que não tinha entendido.
Confesso que tenho que me certificar todos os dias que não estou deixando respostas erradas e também relendo as historias outra vez para que então possa fazer a conclusão certa.
Comecei a entender o amor materno que esse Deus até então cruel tinha por cada um dos seus filhos, entendi que as tempestades passam e logo em seguida volta o sol brilha mais forte que antes e que o calor que ele emana faz evaporar nossas histórias e as derrama de volta em cima de nós para irrigar nossa terra e então fazer nossas raízes crescerem mais fortes para aguentar as próximas chuvas intensas novamente.
Comecei a ver que flores não nascem entre as ervas daninhas, então replantei um novo jardim.
Surgiu então uma variedade imensa de cores e formas diversas que nunca havia visto antes.O mundo ganhou uma nova percepção, a vida se mostrou clara finalmente.
Até que então uma das sementes que tanto esperava brotou. Finalmente ganhei o que tanto pedi!
Hoje dou valor a demora que tanto me trouxe desalegrias.
Como um criador tão cuidadoso deixaria que sua flor mais bonita vingasse em solo tão pobre de amor?

Murilo Bernegossi

Monólogo sobre o amor

Não sei falar sobre o amor,
embora o tenha tentado em meus poemas,
porque o amor não é para ser falado,
o amor é para ser vivenciado!
Nunca tentei compreender o amor,
pois compreender o amor
é racionalizá-lo, é diminuí-lo,
e amor não é assunto da razão,
é mistério sacro do coração.
O amor está na natureza
e em todo o seu colorido,
encantando-nos a vista e a alma.
Entre o beija-flor que se enamora da flor
e esta, sem protestar, entrega seu néctar.
No vento que nos refresca a fronte
sem nada cobrar... Por amor!
Na nascente que doa sua água
e alimenta os rios e seus afluentes.
Não, não dá para descrever o sentimento
intenso e profundo que é o amor.
Por mais que os poemas que nos derretem
o coração tentem, não conseguem alcançar
a plenitude que há nesta emoção.
O amor não foi feito para se pensar nele,
mas para que duas mãos, no calor de um
enlace, pudessem descobri-lo.
Para que duas bocas, acelerando os corações,
pudessem senti-lo.
Para que dois corpos, unidos num só,
pudessem contemplá-lo e agradecê-lo,
por terem subido às portas dos céus
e beijado às faces rosadas dos anjos.
O amor assim se faz, assim o é.
Para que se salvasse mesmo o mais
irremediável entre os homens.
Para que se vivesse, sonhasse e morresse de amor.
Eu também vivo o meu amor
e é por isso que não o sei expressar no papel,
à sua altura, pois sentimento tão sublime,
não há como cantar em versos.
É como tentar mostrar a fé ou o milagre.
É como tentar ensinar alguém a acreditar em Deus!... Mas
Deus não se permite ensinar, porque
Ele precisa aflorar na alma, no âmago de cada um.
E sendo o amor, sentimento divino,
não nasce de fora para dentro,
mas de nós para o outro.
Porque quem ama, não sabe por que ama,
não busca explicação na química ou fisiologia.
Quem ama, ama o amor e sua sensação;
quem ama, sente-se superior, especial.
E por ser mágico, o amor nos proporciona
o prazer indescritível de estar pleno e uno
com Deus e o universo.

Daniele Dallavecchia

são paulo
Esse é o meu monologo;
para mostrar-lhe o quanto amei pisar em seu solo;
dizer-lhe que todo esse tempo amei estar em seu colo;
por todo esse tempo ter sido meu polo;
meu lugar de repouso;
a minha al qaeda;
nas horas triste o meu consolo;
meu odre novo;
a única que apesar dos meus muitos podres;
nunca gelo;
sempre me amou,e tratou com o mais profundo anelo e desvelo;

Hisley Prisley

Ando literalmente perdido em meus próprios monólogos mentais, e acima de tudo, apático. Assim me sinto.

Gabriel Leite

Orar não é um monólogo , e sim um diálogo.
Logo , orar sem cessar, é conversar com Deus o tempo Todo.

lucas santos

O monologo, é um dialogo entre o Id e o Super Ego: EU nao me meto...

Dionísia Cesário

Monólogo?

- Vai acabar?
- Vai! Tudo!
- Continue...

Francismar Prestes Leal

O silêncio 
Pratique com muita reflexão e humildade o  monólogo do silêncio !!!
Ele faz  muito bem ao nosso corpo e alma . 

Raimundo grossi

O amor não é um monólogo, é um diálogo.

Dani Leão

PAPO SÉRIO:
"Minha conversa com Deus é um monólogo."

Marcelo Cavicchioli

Não existe diálogo com Deus, existe apenas o monólogo com a nossa consciência.

Marcos Ribeiro Ecce Ars

Me sinto bem quando escrevo.Não vejo um monólogo,mas sim um diálogo entre os pensamentos de um eu-lírico e suas palavras.

Cynthya Dias

"Sempre odiei monólogos mas nos momentos de solidão os pratico mesmo assim"

Guilherme Althoff

O monólogo etnocêntrico pode, pois, seguir um caminho lógico mais ou menos assim: [...] Eles só podem estar errados ou tudo que sei está errado. [...] O grupo do "eu" faz, então, sua visão a única possível ou, mais discretamente se for o caso, a melhor, a natural, a superior, a certa.

Everardo P. Guimarães Rocha

Pela primeira vez, eu não vou te pedir um diálogo. Farei um mónologo e tu será a ouvinte. Só não saia antes do adeus.
Aonde tu quer chegar? Por que tu acredita nisso? Por que tu não acredito nisso? Poxa, o que eu fiz pra tu querer fugir, assim?
Não, não é pra responder nada, aliás, tu não tem voz aqui agora. É só pra pensar, se tu ainda costuma fazer isso. Pensar nas noites sem dormir, nas lágrimas, nas lámurias, nas dores e pontadas no coração, na felicidade sem tamanho, na vontade de arrebentar todas as correntes só por um abraço, na raiva, no ciúme, na minha forma de querer.
Eu sei, tu não vai ler. Eu sei, tu não vai pensar. Eu sei, tu não vai voltar.
Agora, pode ir.
Adeus.

Luana Pazini

Ache alguém que esteja disposto a ouvir o seu monologo,por que eu ja estou farto dele
Coloque na sua cabeça que simplesmente falar,não é conversar ..

Diego Queiroz

O mundo de cada um sempre foi um monólogo, um lugar onde cada ser mostra sua individualidade da maneira que lhe convém. A interação é pequena, resume-se a poucos almas que se entrelaçam por afinidade de temas, e fica por aí. Demonstramos ser uma ínfima parcela, que unida a outras formam um todo quase invisível no grande Universo do criador. Somos um nada, em um nada um pouco maior.
Então por que tanta gente julga ser tanta coisa? Ainda não entendi.

Paola Rhoden

Sou um deserto fazendo monólogos, de braços cruzados brigando com o mundo. Mas as palavras me emancipam!

Levina Ferraz

Monólogo de uma sombra

Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva de caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!


A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas,
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!


Pairando acima dos mundanos tectos,
Não conheço o acidente da Senectus
— Esta universitária sanguessuga ,
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!


Na existência social, possuo uma arma
— O metafisicismo de Abidarma —
E trago, sem bramânicas tesouras,
Como um dorso de azêmola passiva,
A solidariedade subjetiva
De todas as espécies sofredoras.


Com um pouco de saliva quotidiana
Mostro meu nojo à Natureza Humana.
A podridão me serve de Evangelho...
Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
E o animal inferior que urra nos bosques
E com certeza meu irmão mais velho!


Tal qual quem para o próprio túmulo olha,
Amarguradamente se me antolha,
À luz do americano plenilúnio,
Na alma crepuscular de minha raça
Como uma vocação para a Desgraça
E um tropismo ancestral para o Infortúnio.


Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,
Trazendo no deserto das idéias
O desespero endêmico do inferno,
Com a cara hirta, tatuada de fuligens
Esse mineiro doido das origens,
Que se chama o Filósofo Moderno!

Augusto dos Anjos

Relacionamento tem que ter Diálogo, senão vira um Monólogo!

André Suhanov