Monólogos mais Famosos

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Monólogo Mundo Moderno

E vamos falar do mundo, mundo moderno
marco malévolo
mesclando mentiras
modificando maneiras
mascarando maracutaias
majestoso manicômio
meu monólogo mostra
mentiras, mazelas, misérias, massacres
miscigenação
morticínio, maior maldade mundial
madrugada, matuto magro, macrocéfalo
mastiga média morna
monta matumbo malhado
munindo machado, martelo
mochila murcha
margeia mata maior
manhazinha move moinho
moendo macaxeira
mandioca
meio-dia mata marreco
manjar melhorzinho
meia-noite mima mulherzinha mimosa
maria morena
momento maravilha
motivação mútoa
mas monocórdia mesmice
muitos migram
mastilentos
maltrapilhos
morarão modestamente
malocas metropolitanas
mocambos miseráveis
menos moral
menos mantimentos
mais menosprezo
metade morre
mundo maligno
misturando mendigos maltratados
menores metralhados
militares mandões
meretrizes marafonas
mocinhas, meras meninas,
mariposas
mortificando-se moralmente
modestas moças maculadas
mercenárias mulheres marcadas
mundo medíocre
milionários montam mansões magníficas
melhor mármore
mobília mirabolante
máxima megalomania
mordomo, mercedez, motorista, mãos
magnatas manobrando milhões
mas maioria morre minguando!
moradia meiágua, menos, marquise
mundo maluco
máquina mortífera
mundo moderno melhore
melhore mais
melhore muito
melhore mesmo
merecemos
maldito mundo moderno
mundinho merda!

Chico Anysio

É uma deformação da solidão extrema o acabar por nos fazer crer na imaginação que o nosso monólogo íntimo possa ser percebido ao longe sem palavras.

Saint-Jonh Perse

Monólogo de Orfeu

Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa

O meu peito em soluços!
Te enrustiste em minha vida,
e cada hora que passa
É mais por que te amar
a hora derrama o seu óleo de amor em mim, amada.

E sabes de uma coisa?
Cada vez que o sofrimento vem,
essa vontade de estar perto, se longe
ou estar mais perto se perto
Que é que eu sei?
Este sentir-se fraco,
o peito extravasado
o mel correndo,
essa incapacidade de me sentir mais eu, Orfeu;
Tudo isso que é bem capaz
de confundir o espírito de um homem.

Nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga,
esse contentamento, esse corpo
E me dizes essas coisas
que me dão essa força, esse orgulho de rei.

Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música.
Nunca fujas de mim.
Sem ti, sou nada.
Sou coisa sem razão, jogada, sou pedra rolada.
Orfeu menos Eurídice: coisa incompreensível!
A existência sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos.
Tu és a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo,
minha amiga mais querida!

Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura!
Quem poderia pensar que Orfeu,
Orfeu cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres -
que ele, Orfeu,
Ficasse assim rendido aos teus encantos?

Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho
que eu vou te seguindo no pensamento
e aqui me deixo rente quando voltares,
pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo

Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo!

Vinicius de Moraes

Monólogo de criança

Sou criança! Cheguei, recentemente, de uma longa viagem. Andei pelo caminho misterioso do pensamento dos meus pais, e, durante a concepção, fiz um estágio muito feliz ao lado do coração da minha mãe.
Hoje estou aqui, um pouco assustada, porque os adultos conversam coisas confusas que ainda não consegui entender. A vida é simples e bonita, mas os adultos complicam tudo.
Sabe, imaginam que nós, crianças, somos incapazes, fracas e bobas. Não é nada disso! A gente está apenas se esforçando para crescer e, à medida que o tempo passa, florescer e ajudar a construir este mundo: soltar os passarinhos das gaiolas, plantar flores nos jardins, devolver o azul cristalino dos nossos lagos e abrir as janelas das casas.
As pessoas crescem, ficam fortes e nos sufocam com suas idéias e, às vezes, nem nos deixam falar nada. Algumas, por falta de argumentos, nos agridem.
Eu gostaria que nos olhassem como sementes de guerra ou de paz. "Quem semeia vento, colhe tempestade". Aos gritos, batendo portas, e com tanta falta de compreensão, a gente pode ingressar na juventude, agressiva e desajustada.
Na verdade, a criança tem uma mensagem de paz. Por favor, se você está triste e não se realizou como pessoa, procure, urgente, um outro meio de desabafar suas mágoas. Não deposite suas dores e lágrimas nessa plantinha que mal começa a brotar. Ela se chama criança e só cresce feliz com os fluídos magnéticos do AMOR.

Ivone Boechat

Não arrumarei mil defeitos pra brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades, não desviarei meus olhos por medo de ter minha mente lida, não sumirei por medo de desaparecer, não vou ferir por medo de machucar, não serei chato por medo de você me achar legal, não vou desistir antes de começar, não vou evitar minha excentricidade, não vou me anular por sentir demais e logo depois não sentir nada. Fiquei menos cafajeste, menos racional, menos eu. decorei o prólogo e estou pronto pro primeiro capítulo. Quão louco eu tenho que ser pra encontrar minha sanidade?

Monólogo do drama pessoal.

Namorando sério há um tempo você percebe:

Que não adianta lutar contra os monólogos on-line no MSN e nem com os longos minutos de ausência de papo, não espere que a pessoa venha lhe contar a programação do dia inteiro só para ter assunto com você. O MSN se resumirá a um mero sistema de recados, smiles aleatórios intercalados de alguns elogios amorosos rápidos e compactos e troca de arquivos.
Que muitas vezes não adiantará caprichar nos seus argumentos, provando por A + B os seus motivos, utilizando os recursos da estatística e da lógica, combinados tudo com a física quântica para explicar ao seu namorado porque está puta com ele. Pois constatará mais cedo ou mais tarde que você possui surtos psíquicos crônicos de falar outras línguas em momentos que coincidem com as brigas de vocês.
Que muitas vezes é difícil conciliar seus momentos de inspiração amorosa com os dele, mas que quando isso acontece é muito valoroso.
Aprende que no que se refere à palavras ditas, nem sempre o que vale é a intenção.
Aprende que medo de perder é errado, mas também que quando se perde o medo de vez, tem coisa errada.
Aprende que o problema não é a concorrência dar trela pro seu namorado, mas sim o seu namorado dar trela pra concorrência.
Que não entende a dificuldade de aceitação dele do conceito “apenas amigos” no que se refere a outros homens, independente de compromissados ou não. Mas ele ( creio que homem também e no caso compromissado) possui boas e velhas amigas demandando uma grande cota de atenção.
Você se pegará projetando os pensamentos para o futuro de vocês de um modo nunca d’antes feito.
Perceberá que motel de 60 reais pra cima é um luxo desnecessário e sábado a partir das 22:30 hrs é mais fácil ganhar na loteria.
Cometerá o pecado de quando receber um agrado depois de um longo período de conflitos tem 2 possíveis reações: ficar extasiada querendo mais e mais e mais e mais e ficar doente por carência ... ou simplesmente se perguntar o que está acontecendo com ele.
Você aprende a inacreditável experiência de que às vezes é possível passar o fim de semana sem ver seu namorado sem necessariamente ter brigado com ele.
Descobrirá que é possível abrir mão de ler o livro Por Que Os Homens Fazem Sexo e As Mulheres Fazem Amor? De Allan e Bárbara Pease, apenas conversando com algumas amigas.
Descobrirá que 1 ano nem é tanto tempo assim pra se ficar solteira.
Refletirá como deve ser bom ter alguém te esperando em casa qndo vc chegasse do serviço...
Continuará a se frustrar esperando que ele fizesse alguma surpresa pra você sem ter datas comemorativas ou especialidades.
Perceberá que a tese de aparecer mil casais fofos à sua frente justamente nos dias que você está brigada ou com saudade dele é uma verdade.
Descobrirá que seus gostos musicais podem te surpreender.
Perceberá que ir a baladas de pista de dança só você e o seu namorado é algo complicado, mas quando dá certo é muito proveitoso.
Continuará a vivenciar o chavão de mentir falando que está tudo bem, mas que na verdade não está.
Continuará se apegando a pequenos gestos de carinho.
Continuará a vivenciar o texto da ilustre desconhecida que diz que muitas vezes nós preferimos um homem que nos chame de linda ao invés de gostosa.
Continuará a se aborrecer por questões que eles não entenderão e vc continuará a ter preguiça e ao temos tempo achar um despautério ter que explicar seus aborrecimentos, coisas que pra você são tão simples, mas pra eles é tão complexo.
Perceberá que nenhuma mulher gosta de se sentir desprestigiada e cobrar atenção é algo doloroso a se fazer.
Entenderá de fato o texto de Shakespeare: “Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.” “(...)E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.”
Compreende a existência do feminismo fanático, mas vê que tudo isso é uma furada, pois também não somos fáceis de lidar.
Aprenderá que o fato de alguém te amar, não é um fator considerável se não está vinculado com a sua felicidade também.
Mas você também aprende que apesar de não existir príncipe encantado isso não impede que fique encantada por seu namorado.
E aprende também que todas as turbulências são válidas e que sem elas talvez vc não teria noção do que conquistou e cuida para manter, que é o relacionamento de companheirismo e cúmplice.

Veronica Shoffstall

Por enquanto há diálogo contigo. Depois será monólogo. Depois o silêncio. Sei que haverá uma ordem.

Clarice Lispector

Monólogo

-Talvez eu não seja aquilo que você queira. Talvez eu me demonstre rebelde contra o tempo. Eu posso encher a sua cara de rugas e preocupações. Eu posso me demonstrar tudo aquilo que você não sonhou que eu fosse.
Muitas vezes eu me debato em pensamentos negativos que te fazem implorar a Deus uma ajuda para minha rebeldia. Talvez eu nunca mude como é de sua vontade. Em muitas ocasiões eu posso mesmo parecer sua inimiga, sua rival, tudo aquilo que vc não deseja por perto. Eu não me controlo e falo pra você de seus defeitos... e quantas vezes te escondo os meus.
Mas esse é meu jeito humano e coberto de defeitos de dizer que você é muito boa mesmo naquilo que faz!!
-Nossas conversas podem as vezes me levar a te odiar, porque você nunca concorda com as minhas decisões, mas deixa que eu as concretize. Você vive me falando das minhas responsabilidades, do que devo ou não fazer pra te agradar. E tudo que eu mais queria é que você entendesse que as coisas devem acontecer sem muitas decisões, que tudo que você deveria fazer, tem que fazer de uma vez, pare de pensar duas vezes! Pense uma só, e acerte! Corra atrás dos seus sonhos, mesmo que aos olhos alheios, eles pareçam meros caprichos de uma adolescente eterna que não começa a sentir o peso de alguns poucos anos a mais. Pois a vida é isso mesmo, ou vc quer envelhecer essa sua alma infantil?
-Ou vc quer amadurecer esse jeito de amar, até quando vc não ama mais?
-Afinal, o que vc quer fazer? Não se perturbe ao ter a certeza de que vc ainda não encontrou algo que ame fazer de verdade.
-Pois que fique bem claro, que muitas vezes fazemos coisas que achamos que amamos, mas na verdade, elas apenas não nos incomodam, e tocamos o barco!
-Eu só queria que vc entendesse o que eu também não entendo: que você faz o melhor que pode, mas que talvez existam coisas que vc pode fazer pra melhorar, mas toma as decisões sem me consultar e eu tenho tanto pra te dizer...
- ...tanto pra lhe falar daquilo que eu sei sobre você
- e que eu tenho certeza que você sabe sobre mim e não fala. Mas eu tenho certeza que quando tudo passar vc vai olhar para mim e ver como vivemos felizes em nossos conflitos, porque foi eles que nos fizeram ser vitoriosas desde o começo.
= Mas na nossa busca constante em tentar ser melhor, ainda bem, nos fizemos melhor ainda!!!

22 de outubro de 2008

Rachel Willians (RWC)

“Um Monólogo Qualquer"
Na real, eu não ligo, se você não liga… Na real, eu deixei de ligar, faz muito tempo..
E quando eu te encontro, eu já nem me perco mais…
Amar? Sofrer? Deixar de ver o que é real, pela cegueira de um amor leviano e mal contado?
Já tive minha dose de mentira por hoje. Afinal, assisti 30 segundos do horário político.
O que é? Por que não diz nada? Estou te assustando?
É, eu sei, quando você me conheceu, eu era de outro jeito… Ok… Agora você vem com toda aquela história de que já não me conhece mais…
Sabe o que eu te digo?
Fodam-se você e suas idéias sobre o que você acha que sabe! Fodam-se você e seus vinte e poucos anos…
Sabe o que eu acho?
Acho que você deveria se tocar que tu não tem mais 15 anos e a tua realidade atual é bem diferente…
Crescer? Pra que? Prefiro continuar com a minha futilidade, ouvindo músicas “teenagers” enquanto o resto do mundo faz algo de útil.
PRO INFERNO, você e tudo isso que à ti é relacionado.
Foda-se o que tu e teus parentes pensam de mim…
Na real, eu não tenho nada a ver com o teu mundo, nem você com o meu.
Porque você é uma mimada e eu um “revoltado” realista.
Obrigado por estar dando o fora da minha vida junto com essa corja de sanguessugas metidos à grande merda, quando não são porra nenhuma… Cagam goma, sem ter SEQUER merda no cu pra cagar!
Asco, é como eu defino.
Você e todos eles.
Some daqui.

Kalvin Marchetti

Dois monólogos não fazem um diálogo.

Edward Murphy

Distúrbios de um monólogo interior

-Quem sou eu? Eu sou eu!
-Mas, quem é eu?
- O eu é eu
- Sou eu!
- Então, você é eu?
- Não, Você sou eu!
- Eu sou você?
- Não, você é eu!
- Mas, seu você é eu, então quem sou eu?
- Eu sou eu, você é você!
- Mas, se eu sou você, então, quem é eu?
- Você é você!
- Você não entendeu!
- Eu entendi sim!
- Não bobo, o Você sou eu!
- Eu vou matar Você!
- Por que eu vai matar você?
- Quem vai te matar é eu!
- Sou eu!
- Tanto faz eu e você agora somos nozes

Jefferson Cavalcante

ENTREPOSTO

Num monólogo louco
tento saber teus passos.
Onde estás? em casa? pelas ruas?
Que roupas vestes? O que calças?
Se é que calças.
Brincas e sorris ou te perdes
o olhar no nada?
Pensas em mim ou no etéreo
mundo que nos serve de entreposto?
Se nada mais nos acompanha
e de nada vale esperar,
que me falte a vida e que
seja a última parada,
o entreposto.

Carlucho Vitaliano

O diálogo de um monólogo

Eu:
Um profundo suspiro...
_Tentar entender é mais difícil do que pensei.
Lamúrias das alma,o olhar onde cada lágrima é uma palavra.

Reflexo no Espelho:
_Não vejo razão,não vejo razão.

Eu:
_Isso seria mais fácil se fosse com uma qualquer.

Reflexo no Espelho:
_Seria mesmo?

Eu:
_Poxa... já disse,mas parece não surtir efeito nenhum.

Reflexo no Espelho:
_Deixe de ser criança,você precisa entender que cada um tem um ritmo.
Se há ferida,precisa existir cura,se há indiferença,precisa haver compreensão e consideração,se não tem Amor,não tem nada.
Não adianta entregar seu coração para alguém que não sabe nem o que fazer com o seu próprio coração.

Eu:
_É eu sei...mas só queria compartilhar um pouco do sentimento que Deus me deu.

Reflexo no Espelho:
_Não se preocupe,há tempo pra todas as coisas,e quando esse tempo chegar
Deus lhe abrirá os olhos,então as coisas acontecerão naturalmente.

Eu:
_Você tem razão,é hora de trocar essas lágrimas por um belo sorriso.

Reflexo no Espelho:
_É isso aí cara...gostei de ver.Deus não está indiferente a sua causa. Na verdade
Ele é o maior interessado nisso,então fique com a palavra que lhe foi liberada.

Eu:
_Valeu hein...precisava mesmo dessa conversa.

Reflexo no Espelho:
_Não precisa agradecer...sempre que quiser estarei aqui.

Antônio Carlos Baena

Monólogo

- Quem sou eu?
- Meramente um amante das palavras.

Allann Xavier

Cansada dos monólogos subseqüentes a um copo whisky. Onde estão as flores, o chocolate e o vinho tinto. Me lembro com um certa nostalgia do fogo que queimava na lareira , das poesias tão minhas, que eram tuas, e dezembro. Como tenho saudades dos nossos dezembros, porque os dias eram tão somente nossos. Você era tão somente meu... Enquanto me abrigava em seu braços , você dizia 'nós poderíamos fugir, ficar aqui para sempre , o amor costuma me deixar mais zonzo que todo esse álcool e eu gosto da maneira como me deixa embriagado" .Você tinha aquele sorriso que me faz derreter mais que o fogo baby, será que você ainda o tem ?
Quando foi que decidimos quebrar um taça, quando você foi embora levando meu coração na mão e deixando o gosto do seu beijo na minha boca,o gosto do adeus.
Dezembro chegou depressa outra vez, por mais que tenha rezado para que os dias não passassem , eu nunca quis estar aqui sem você. Porque ninguém vai me buscar depois da escola e me roubar em direção ao sul. Ninguém vai me chamar de minha menina...
Dezembro veio outra vez. Distantes , como eu quis ligar e dizer ... que eu te amo mesmo quando não é dezembro.
Você deve gostar do frio em New York, de como as pessoas parecem mais bonitas. Eu te imagino caminhando por aquelas ruas e eu quase queria estar ai. Só pra tornar dezembro melhor. Cheia de cartões postais, cheia de saudades. Dezembro nunca foi tão ruim.

Fabricia Marques

Monólogo de um coração

Ah, que falta me faz a tua presença...
Clamo aos quatro ventos que te tragam para mim, mas é como se eles não me ouvissem;
Meus olhos te buscam a todo momento na expectativa de te vêem chegar;
Minhas mãos ansiosas e inquietas desejam te tocar;
Minha boca profere teu nome involuntariamente e busca em teus beijos saciar a sede que a assola;
Minhas narinas buscam no odor de cada flor, o teu perfume que inebria o meu ser;
Meu corpo deambula por cada rua como se te buscasse, como se esperasse te encontrar para um abraço cheio de ternura, de expectativa, de desejo, de amor...

Ah, eu vivo tão apertado dentro do peito,
Às vezes sinto uma dor tão grande, Sinto necessidade de buscar algo que me liberte;
Algo que me conduza ao meu anseio maior...

Toda busca que faço me leva a ti...
Se busco no sol ao entardecer, tu estás
Se busco na lua, tu estás
Se busco nas estrelas, tu estás
Se busco na malvada distância, tu estás
Se busco em cada parte de mim, tu estás
Mas, infelizmente, quando busco ao meu lado tu não estás.

Eu vivo prisioneiro dentro do peito e por mais que debata, lute, grite e esforce-me, não consigo me libertar.

Preciso que tu me libertes!
Só tu poderás me libertar!
Eu sou o coração que mais intensamente te ama.
Sou o caração que precisa de ti para ser direcionado ao mundo da felicidade.

Tony Fraga

Eu vivia na minha estúpida decepção.

A poesia era um leigo monólogo que amarelecia na estante.

As nuvens passavam e levavam consigo o brilho dos meus olhos.

Toda canção de amor fazia de mim um estraçalhar de sonhos...



Meu inquebrantável subterfúgio era a tristeza.



Até que um dia viestes ver-me.

Ao longe percebi teu reflexo no vidro – “Altivo!”.

E então, com um só toque, mudaste todo o crepúsculo!

Com estas tuas mãos macias,

Com teu olhar de quem se perde no canto dos pássaros,

Com este teu perfume de madrugada

E teus cabelos que dançavam ao vento...



Fizeste acordar meu coração latente!



E agora sou toda as pétalas das flores,

Respiro o inócuo aroma da vida que rejuvenesce...



Sou eu novamente...

Eu, com esta visão além e aquém do horizonte,

Que aspira quase às mesmas quimeras irreais

– só que agora teu nome está em todas elas!

Agora sou eu... e sou você.

Andressa Rodrigues

Monólogos poéticos ( O que há do outro lado ...)

E o que me disseram apenas atravessaram meus ouvidos continuei imóvel, tão imóvel quanto a lua que reluzia no céu. Eu estava viajando em um longo espaço de tempo mais parecia que eu nunca estivera ali, respirei fundo desviei os olhos que fixados estavam no nada, mas centenas de pensamentos e perguntas e respostas confusas embaralhavam-se pela minha cabeça, percebi que talvez fosse tarde demais, mas para mim nunca fora tarde demais quando ainda se tem forças e uma gota de esperança de recuperar o tempo perdido. Eu estava lá, como estou aqui agora, escrevendo tão rápido em meus pensamentos que estava a ponto de gritar comigo mesma e dizer : chega, já basta, mas isso não bastaria, afinal, quem me ouviria, e porque eu me ouviria? Se afinal de contas pareço uma louca andando de um lado para o outro, como se estivesse entre a vida e a morte olhando a mim mesma através de uma vidraça vendo os médicos tentando me trazer a vida, isso é inútil como todas as outras coisas e eu deveria saber disso, saber os motivos que me mantém aqui e que as vezes chego á odiá-los mas depois volto á ama-los feito uma mãe que pega um filho em seus braços, quase cheguei a ficar louca de vez eu juro, quando vi tudo branco, detesto tudo branco, me da medo muito medo, por isso prefiro a escuridão, ela me conforta. Ao me ver o espelho velho e manchado olhando para dentro de meus próprios olhos pude enxergar que ninguém sabe a coisa que sente, ninguém conhece a si próprio e nem a alma que tem, estão ocupados demais com suas rotinas chatas e suas vidas planejadas, não digo ao contrário que eu também estou, e isso me sufoca, é como um jogo que você tenta parar mas não consegue há algo maior que você e eu tudo porque todos na realidade somos fracos, frágeis, e insensíveis com os outros e injustos com nós mesmos. No final, todos estão mergulhados em um mar de lamurias e estão satisfeitos com tudo isso, mas não, eu particularmente não estou, desde que eu era adolescente e toda vez antes de dormir olhava debaixo da cama se não havia algum monstro lá, mas estava enganada, sendo enganada por mim mesma, porque o monstro estava em mim, no meu próprio medo, e isso me tornou uma daquelas mulheres um pouco perturbadas e assombradas que acorda no meio da noite e senta na cama chorando sem saber o por quê e depois rindo feito louca sem saber o por quê.

Poesias e textos de Gerlany Simioni

Gerlany Simioni

Monólogo dos olhos

Os olhos! Por mim o órgão mais esplendido do ser humano. Herdando pelo meu avô, invejado por todos, cansado, escravo, amaldiçoado.

Ele simplesmente ver tudo e fala tudo, apenas com um olhar, você senti, ou ver o sentimento do seu próximo, O único órgão que não podemos controlar!

Podemos mentir, mas, ele sempre estará olhando para direita e esquerda para mostra a nos a verdadeira face do indevido.

Na morte es ultimo a morre ele precisa ver quem o ferio, para ter com ele sua vontade. No amor o primeiro a brilhar depois vá ter com coração.

Na vida es o primeiro a chorar, para limpar a alma. No fogo es primeiro a se fechar! Por não querer se queimar por pouca vida.

Bruce Alcântara

Estou em um monologo sem fim. Com a incerteza se já comecei a enlouquecer, chega a ser eloquente para mim, pois já estou me convencendo disso. Não me pergunte sobre isso é bem provável que eu diga não. Como uma canção adormecida eu só consigo ouvir ruídos e pequenos martelares. Eu não gostaria desse impasse, dessa crise de existência e desses pontos finais. Estou bem certa que a loucura esta em mim, sinto cada partícula do meu corpo sendo tomada por ela tornando o meu raciocínio lento e desleixado. Não sei ao certo em que ponto de loucura me enquadro. Se é no ponto dos loucos de pedra ou dos loucos de amor.

Simone Montilares