Mito da Caverna

Cerca de 208 frases e pensamentos: Mito da Caverna

Se não fosse as mulheres, o homem ainda estaria agachado em uma caverna comendo carne crua. Nós só construímos a civilização com fim de impressionar nossas namoradas.

Orson Wells

Perversidade é um mito inventado por gente boa para explicar o que os outros têm de curiosamente atractivo.

Oscar Wilde

Existe um mito de que tempo é dinheiro. Na realidade, tempo é mais precioso que dinheiro. É um recurso não renovável. Uma vez que você o gasta, e se você o usou mal, ele se foi para sempre.

Neil Fiore

A FLAUTA-VÉRTEBRA

A todas vocês,
que eu amei e que eu amo,
ícones guardados num coração-caverna,
como quem num banquete ergue a taça e
[ celebra,
repleto de versos levanto meu crânio.

Penso, mais de uma vez:
seria melhor talvez
pôr-me o ponto final de um balaço.
Em todo caso
eu
hoje vou dar meu concerto de adeus.

Memória!
Convoca aos salões do cérebro
um renque inumerável de amadas.
Verte o riso de pupila em pupila,
veste a noite de núpcias passadas.
De corpo a corpo verta a alegria.
esta noite ficará na História.
Hoje executarei meus versos
na flauta de minhas próprias vértebras.

Vladimir Maiakóvski

O maior inimigo da verdade é frequentemente não a mentira - deliberada, planejada, desonesta - mas sim o mito - persistente, entranhado e irreal

John F. Kennedy

Acredito que mais forte que a sabedoria, é a imaginação. Que mais potente que a história, é o mito. Que a esperança sempre triunfa sobre a experiência. Que a única cura para a dor é o sorriso. Que mais poderosos que a realidade, são os sonhos.

Robert Fulghum

Os detentores do poder ficam tão ansiosos por estabelecer o mito da sua infiabilidade que se esforçam ao máximo para ignorar a verdade.

Boris Pasternak

Reflete ainda nisso: supõe que esse homem volte à caverna e retome o seu antigo lugar.
Desta vez, não seria pelas trevas que ele teria os olhos ofuscados, ao vir diretamente do Sol?

Sócrates

Na entorpecida negra caverna da mente, os sonhos constroem seu ninho com fragmentos caídos da caravana do dia.

Rabindranath Tagore

É, eu sou o herói, o mito. Sou o não mimado, o que não se vendeu. Minhas cartas são vendidas por 250 dólares lá no leste. E eu não consigo comprar um saco de peidos.

Charles Bukowski

Toda a beleza do mito é justamente seu mistério inacessível, seu enigma não decifrado.

Arnaldo Jabor

O MITO DO FELIZES PARA SEMPRE.

‘’Esse é o pior dia da minha vida’’ Foi assim que ele assinou meu atestado óbito.
Eu acreditava fervorosamente que ele não seria capaz de me causar nenhum mal. Brigas são normais em qualquer relacionamento e no final de tudo agente sempre finge que esquece. Eu sempre fingia esquecimento para torná-lo mais feliz! Mas ele não esperava eu esquecer completamente e me batia com sua dureza.
Ainda me lembro da nossa primeira briga durante o namoro pela escolha de um doce para fazer no almoço, eu não sabia que ele não gostava de doces, e no casamento percebi que não sabia muita coisa sobre ele.
Durante muito tempo a gente engole para não magoar, mas acaba se magoando e se entala engolindo tudo que vem pela frente. Eu não era a compreensiva e muito menos a compreendida! Logo, o AMOR somente não nos bastava.
Nós nos preenchíamos como um encaixe perfeito, como se nada mais fosse importante do que o outro. Falávamos o que agradava. Uma gentileza excessiva, como quem trata um idoso.
Pensava, bem que eu poderia sair e pegar um cinema sozinha, mas ele talvez não goste, melhor nem pensar. E fomos deixando nosso querer pra depois, nossas vontades para depois, e passamos a pensar em viver depois só pra fazer a felicidade do outro. Esse foi o principio dos nossos erros, deixamos de falar e viver por medo do que o outro iria pensar, e criamos um personagem que não duraria muito tempo.
As palavras ditas começaram a doer mais, os choros pelos cantos se intensificavam, o medo se tornava algo ainda mais presente nos corredores, e o pra sempre já não soava tão lindo como no dia do casamento. Era como se o pra sempre se tornasse uma eternidade, e nele as lembranças boas ficassem no passado. Começamos assim uma disputa de querer:
Eu queria poder sair e quem sabe pegar um cinema!
Ele queria ficar em casa e quem sabe um jantar feito por minhas mãos!
Eu queria um beijo bem demorado e quem sabe dormir de conchinha!
Ele queria um toque mais ousado e quem sabe fazer amor!
E nesse joguinho de quem sabe, quem não era favorecido sempre saia magoado. Cedia pra quem sabe não brigar.
Aprendemos que se não cedermos, a briga aumenta e quanto maior, mais difícil pra contornar. Pena que aprendemos bem depois de quase preenchermos nosso caderninho de brigas semanais. Também demoramos a aprender a admitir que erramos, por isso sempre acusávamos o outro e magoávamos bastante.
Éramos sensíveis para ouvir, mas duros para falar. Certa vez eu fiz um pedido: ’’ Amor, acho que você deveria cuidar do seu corpo, pois eu não estou satisfeita’’ Ele não me entendeu e se magoou profundamente por julgar que eu não o amava mais. E certa vez ele me fez um pedido: ‘’Querida, acho que deveria mudar seu jeito, não gosto da maneira como você age e muito menos como você fala’’ Eu não entendi ( ainda não entendo) e com certeza fiquei muito magoada por julgar que ele não me amava como eu era. Foi então que em meio a tantas idas e vindas, pedidos de perdão, amor gostoso na reconciliação que ele me pronunciou a frase que mais me marcou: ‘’Esse é o pior dia da minha vida’’. Não era um dia qualquer, era nosso aniversario de namoro, comemoração de nosso amor, dia em que decidimos pelo outro. Mas ele não se apegava a datas, também não se importou que no natal eu não quisesse brigar, mas ficar ao lado dele ouvindo os fogos nem tanto sentir prazer, mas senti-lo perto. Eu morri no nosso aniversario, e talvez não tenha ressuscitado ainda. Ele também deve ter morrido alguma vez com alguma palavra que eu tenha dito, talvez nem saiba se vá ressuscitar, mas nós juramos que seria pra sempre, mas ninguém disse que a felicidade seria pra sempre. Talvez ele tenha tirado férias durante um período de nossas vidas e vez o outra esteja doente e não vem trabalhar em nossos corações. Muitas vezes nos ocupamos, tão preocupados com o defeito do outro que nos esquecemos de olhar onde estamos errando, e por incrível que pareça, sempre erramos. Em um casamento não existe culpado, mas existem erros que devem ser corrigidos urgentemente.
Ele sempre que errava me pedia perdão e chorava. Eu sempre chorava, e quando pedia perdão chorando já não tinha mais tanto impacto. Quando ele me pedia algo sempre me tratava como filha, eu não sou filha, mas sempre o tratava como meu filho. Nossos erros e acertos eram sempre iguais. Nosso relacionamento era sempre intenso, por isso as brigas feriam tanto. O nosso pra sempre nunca acabou, e pra mim nunca vai acabar, ele será pra sempre especial pra mim. Ainda estamos nos adaptando e aprendendo que o pra sempre não é tão fácil quanto acreditávamos, e que casamento não é sonho, tem que estar muito acordado pra ser feliz, ou pra superar uma briga tão dolorosa.
Acreditamos no amor com toda a nossa alma, e nos amamos com toda intensidade do nosso ser, mas sabemos que pessoas são diferentes e demonstram de forma diferente seu amor. Por isso não devemos subestimar o amor de ninguém. E que o pra sempre existe sim se os dois decidirem isso, mas o felizes são momentos. Assim como as brigas também são.

Emilia Couto

Retive-me numa caverna onde, não encontrando nenhuma conversa que me distraísse, e não tendo, aliás felizmente, nenhuma preocupação nem paixão que me perturbasse, ficava o dia inteiro sozinho fechado num cômodo aquecido, onde tinha bastante tempo disponível para entreter-me com meus pensamentos.

René Descartes

A imagem, o mito é uma coisa e o homem é outra. É muito dificil viver no dia a dia essa imagem, esse mito.

Elvis Presley

O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações.

Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.

o mito da caverna - Platão

"Os seres humanos tem uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna."

o mito da caverna - Platão

Minha busca de felicidade e como tentar sair de uma caverna escura,primeiro preciso encontrar você , só assim a saida eu conseguirei ver...

Gabriel Nayan

alegoria da caverna

Situação imaginada por PLATÃO no Livro VII de A República (trad. 2001, Gulbenkian) para representar os diferentes tipos de ser que, segundo ele, existem e a condição em que nos encontramos em relação ao seu CONHECIMENTO.

Vários prisioneiros estão amarrados de pés e mãos numa caverna e só podem olhar para a parede diante deles.
Por detrás existe um fogo e entre eles e o fogo passam pessoas transportando vários objetos, cuja sombra se projeta na parede diante dos prisioneiros, o que os leva a pensar que as sombras são a verdadeira REALIDADE.

Só os prisioneiros que são capazes de se libertar (os filósofos),
sair da caverna (MUNDO SENSÍVEL)
e contemplar a realidade e o Sol (mundo inteligível e IDEIA de Bem)
são capazes de compreender como até essa altura viveram num mundo de aparências e ignorância.

Dicionário de Filosofia