Minas Gerais

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Ato de Caridade

(Djalma Andrade - Minas Gerais - 1894-1975)

Que eu faça o bem e de tal modo o faça,
Que ninguém saiba o quanto me custou.
- Mãe, espero de Ti mais esta graça:
Que eu seja bom, sem parecer que o sou.

Que o pouco que me dês, me satisfaça
E, se do pouco mesmo, algum sobrou,
Que eu leve esta migalha onde a desgraça
Inesperadamente penetrou.

Que a minha mesa, a mais, tenha um talher,
Que será, minha Mãe, Senhora Nossa,
Para o pobre faminto que vier.
Que eu transponha tropeços e embaraços:
- Que eu não coma, sozinho, o pão que possa
Ser partido, por mim, em dois pedaços!

Djalma Andrade - Minas Gerais - 1894-1975

Bom dia doce amiga das montanhas frias das minas gerais! Um beijo bem quente. Eu te adoro.

Luiz Maria Borges dos Reis

Minas Gerais

Neste solo plantei sementes
Que germinou, cresceu
E fez amar este chão
De tantas histórias,
Tantas glorias,
De homens fortes,
Bravos, nobres
De tantos versos;
Solo fértil
Montanhas,
Belas paisagens
Que encanta cada olhar
Que nele fica olhar.
Assim é Minas Gerais.

Ataíde Lemos

BOM DIA MEUS BONS AMIGOS!!!

Manhã ensolarada aqui pras bandas das minas gerais...
Há os que dizem quem aqui vem não a esquecem jamais...
Uma broa e um pão de queijo precisa de algo mais?
Óh terra de iguarias especiais!

mel - ((*_*))

Melania Ludwig

De volta a estrada de Minas, não é de se admirar.
Minas Gerais terra de gente boa, vou confessar.
Triangulo Mineiro, eita lugar bom de passear.

A Ituiutaba, minha terra natal, gosto de voltar.
Que cidade limpinha, povo que sabe educar.
Arroz, feijão, canavial e mandioca, na roça, tudo pode plantar.

Leitinho tirado na hora, é bom demais tomar.
O cafézinho passado no bule, não deixo de saborear.
Pão de queijo pra acompanhar, é o que não pode faltar.

Minha vovozinha, minhas tias, meus primos e amigos é bom demais abraçar.
Na sombra, quebrar coquinho e até cana descascar.
De tardinha, a maravilha do pôr-do-sol contemplar.

Roberto Alves

Minas Gerais não tem mar, mas tem montanhas lindas e cheias de história.

Marcos Alves de Andrade

Saudades de Minhas Gerais..

De tanto ouvir falar.
Das terras de Minas Gerais
Ficava até calada
Tentando imaginar
Como deve ser esse lugar

Um dia quero lá passeia
Minha amiga veio me convidar
Grande foi a surpresa
Porque ela é das Minas Gerais

Alegria era tanta que ninguém quis ficar
No carro que cabia cinco, seis tive que lavar
Teve até quem queria, por lá ficar
Meu marido de tão bom que é seu Iray já queria adotar
E que não sou boba uma fazenda já quis comprar
Agora está toda a família, só esperando dezembro chegar
Pra Minas Gerais logo voltar.

Josylene Zardi

Lá pra Minas Gerais avistei


A fumaça insana, de cor


Esverdeada


Olhos em chamas...


No vermelho de uma fogueira,


Avistei uma cidade em chamas,


Chamas de um graveto, chamas


Em meus olhos, em meus


Olhos em chamas...


Explorando o infinito, conhecendo


O desconhecido chamas em negrito,


Chamas em meus discos,


Olhos em chamas...


Crianças loucas, poucas são as


Suas ganâncias, sobre a derrota


Dos oprimidos, Chamas na minha


Mente, chamas em meus olhos,


Chamas em meu corpo,


Olhos em chama...



"Olhos em chamas", poema criado em 29 de julho de 2003.

Graone de Matoz

O CÉU DA MINHA INFÂNCIA

Quando criança eu morava no colo de uma serra no sul de Minas Gerais. Lembro-me bem das tardes de céu aberto, cheio de nuvens e cores lá no topo da serra, com tons dourados e alaranjados, tão digno das tintas de um pintor.

Meus irmãos e irmãs, primos, primas, tias e tios, todos reunidos no alpendre da casa de meus avôs, sentados num grande e comprido banco de madeira, olhando para cima e admirando aquele céu mágico, feito tela de TV que nem imaginávamos que existia. Como se começasse a sessão de um filme, o céu aos poucos deixava mover as nuvens formando estranhas figuras, figuras de animais, de pessoas e de coisas que tirávamos do fundo da imaginação.

Era um encanto quando conseguíamos descobrir uma imagem no céu. E mais encantado ainda ficávamos quando conseguíamos dos outros o espanto repentino: “Nossa é mesmo!”, “Olha lá, estou vendo também!”. “Veja, estou vendo um cavalo enorme! (apontando com o dedo) Olhe cabeça dele lá!” Aquele céu era mesmo pra gente como um enorme aparelho de televisão, a qual nem imaginávamos que já haviam inventado.

O céu da minha infância foi a primeira televisão que assisti!

Paulo Del Ribeiro

O lugarzinho quente essa São Paulo. Já estou precisando esfriar o coração na minha Minas Gerais.

Camila Godoy

Rio Jucuruçu

Do leste de minas Gerais
Ao extremo sul da Bahia
Percorre em águas correntes
Banhando nossa alegria
Berço de 51 especies
De seres naturais
Robalos e carapebas
Caranguejos e outros mais
Bacia que gera vidas
Grande Rio que pequenas vidas se mantem
Na luta pela sobrevivência
O Rio jucuruçu...
Precisa da consciência do bem
Rio que desde menino me banhei
Nossas mães lavaram
Nossos pais pescaram
Foi lá que até brinquei
Sustento de várias famílias
Ainda saem de lá
Pois a Natureza o fez
Para que vidas possam continuar
Rio Jucuruçu, caminho ao grande mar
Riquezas da mãe natureza
Que o homem não pode acabar.

Reff Carvalho

"Em Minas Gerais QUE TEM DE BOM é queijo e mulheres. Feirante em SAMPAe olha que ELE VENDE DE TUDO em sua TENDAo Oferece DEGUSTAÇÃO

Bindes,Maria de Fátima

De Goiás a Brasília –
Memórias de Minas Gerais
[J.W.Papa]

E como se eu carpisse três quartos de chão duro de terra vermelha numa empreitada só, e ensimesmado olhando para o sol visse meu futuro por entre as folhas já quase secas de um abacateiro - sem abacates.
E a lua antes da hora de costume, já fosse se aproximando e se antecipasse a mim, feito os beijos quando são roubados.
E as estrelas raivosas não me alumiassem e desconjurando-me negassem seu pisco aos meus olhos, já marejados de tanta tristeza e solidão.
Feito se eu fosse de pedra, dos pés ao fio de cabelo mais encravado do couro cabeludo ou se eu fosse de veludo, feito o fundo mais profundo de uma caixinha dessas de guardar segredos e quinquilharias.
Feito se eu olhasse mudo a transição de mundos e a patifaria que ocorre todos os dias e em silêncio, tivesse de permanecer até que se secasse a última gota de suor de minha testa escaldada pelo calor dos raios deste sol enorme posto no céu de Minas Gerais.
E visse o vento ligeiro soprando ainda tímido por entre as frestas das coisas, trazendo-me a brisa, que me aliviaria por hora deste meu sofrimento.
Se pudesse, veria o vento, se curvando a todo tempo para não se chocar com a montanha avermelhada - do pó da terra que eu carpia logo ali perto!
Mesmo que topasse com onça brava no caminho ou outro bicho grande, destes que habitam as matas selvagens.
Mesmo se topasse de frente com bicho bravo, seguiria a pé pelas trilhas e pelos caminhos de terra por mais distantes que fossem, seguiria ereto e rijo até o ponto mais alto do vale.
E desceria o abismo escuro enrolado em cipó de macaco numa queda só, até a cachoeira d'alça d'água, só para me refrescar desta quentura toda.
E se eu fechasse a janela às três horas da manhã sem um pingo de sono sequer e me deitasse na cama de olhos abertos e ficasse olhando o escuro e tateasse o mundo, o meu mundo...
E pontilhasse no ar constelações inteiras de insetos luminescentes ponderando acerca de conferir ou não o incômodo do Xixixi... Das formigas e cupins desfazendo minha porta, transformando-a em minúsculas esferas de madeira marrom.
E eu acordasse todas as manhãs bem cedo desejando do fundo de minha alma que já fosse de noite, só para recomeçar tudo de novo.
Desejando que fosse esse, o meu mundo; que fossem esses, os meus sonhos; que fosse esse, o meu futuro!
E mesmo que esta terra nunca mais me quisesse, nem eu a quisesse, e mesmo que ambos não se quisessem - (E mesmo que eu não fosse daqui, e nessa terra não tivesse nascido) – só desejaria carpir um quarto desse chão de terra fértil, plantar uma roça inteira de pés descalços pisando o chão quente aquecido pelo sol.
Mesmo que o chão fosse duro e a terra fosse vermelha e a colheita não fosse assim tão farta, mesmo se a terra fosse arrendada do patrão, e os impostos para explorá-la fossem muito caros acima de minhas possibilidades, mesmo assim!
Mesmo que este chão não se tornasse meu um dia, mesmo que não se tornassem meus os sete palmos de terra prometidos a mim. Mesmo assim, seria um sonho!
Se deste sonho um dia me despertasse e nada me adviesse, mudar-me-ia para Goiás, mudar-me-ia para Brasília.
Quem sabe lá não encontrasse as minhas origens, as tais raízes... Que nos fazem querer retornar à nossa terra natal.
Que nos faz enxergar os traços em comum com gente que a gente nunca viu, mas se sente bem ao ver pela primeira vez, e é como se as conhecesse desde sempre.
E neste caso, voltaria para Goiás Velho, iria revisitar as memórias de Cora Coralina e quem sabe não escrevesse algum verso sentado em sua cozinha!
E perto do fogão a lenha, sentindo o calor do tacho quente a me aquecer no inverno sorriria, saboreando as delícias feitas pela poetiza. Com um pedaço generoso de bolo de milho com queijo às mãos e rodeado por vários cães e gatos manhosos, por todos os lados que olhasse me lembraria de Minas!
Dada toda essa alegoria política, talvez eu seja mesmo de Brasília, talvez seja um filho bastardo de Juscelino!
Pensava ser de Minas... Mas agora não tenho tanta certeza se sou. Se fosse de Goiás não me importaria.
Pensando bem... Vou para o Planalto Central tocar viola caipira, comer arroz feito com pequi e falar de política ao largo do Lago Paranoá.

J.W.Papa

Minhas sogra é igual Minas gerais, Quem te a conhece prefere o nordeste.

Wendel Samye

Pouso Alegre, que fica aqui no Sul do Estado de Minas Gerais, pode não ser a mais bonita cidade do mundo nem ter o melhor IDH do Brasil, mas tem uns pássaros que cantam bonito o dia inteiro.

Eu tenho até medo de um dia aparecer algum governante, que se irrite o tempo todo com o cantar dos pássaros e decida acabar com eles.

José Guimarães

Damião o roceiro do Sol(poesia de cordel 2006)

Damião vivia bem
Em Minas Gerais
Pois dele se esperava ser um grande capataz
Defensor dos oprimidos
Nas terras dos Generais

Todos na fazenda eram paus mandados
Faziam o que não queriam
Para não serem condenados
A cada tarde traziam dois
Para serem castigados!

Ele escreveu a carta:Fica agora como justo
Os roubos do Senado
Pois reuni o povo Para o nosso liberado
Enquanto o senhor diretor vive na cadeira sentado
Nosso povo todo dia
Vive sendo castigado

Samuel Ranner

minas gerais nao tem só trem bom ,trem broa, trem pão de queijo, trem feijão tropeiro.

David Nascimento

Toda Sexta-feira, como se diz em Minas Gerais, é um dia bão.

Gil Nunes

Eu em Ouro Preto e demais cidades de Minas Gerais, dias: 26/27/28 e 29/2011
Eu , Chirley minha filha e as amigas da Universidade em algumas das cidades de Minas Gerais, como tem muitas cidades lindas e históricas! Gostei muito de ter conhecido: Ouro Preto, Congonhas,São João Del Rei onde passeamos de trem até Tiradentes, Mariana e passamos por muitas outras cidades de MG, uma paisagem encantadora, exuberante e riqueza das cidades, fiquei encantada com tanta beleza , conheci a Grande Muralha em Tiradentes de frente a Igreja do padroeiro da cidade que é o Santo Antônio e o Chafariz simbólico dele, a grande Muralha onde já foi feito a mini-série "Memorial de Maria Moura", conheci a Mina de "Santa Rita, as igrejas "O Barroco" com suas lindas estruturas , pinturas e esculturas feitas por famosos do "Barroco", conheci a" Mina da Passagem" em Mariana, onde há um trenzinho que leva os visitantes até o subterrâneo da mina de ouro preto e demais minérios ,a "Estrada Real" onde passamos por ela para ir nas cidades de Minas Gerais, conheci de perto o artesanato, lojas, ruas de pedra sabão, jóias, museus, restaurantes com as comidas típicas e outras maravilhas de refeição, paisagem e variedades de atrações como passeio de trem em São João Del Rei. Foram quatros dias de viagem maravilhosos, conheci lugares fiz novas amizades, e isso contribuiu para meu conhecimento. Fiz um um relatório de viagem para certificado de horas da Universidade e fiz uma agenda pessoal minha mais específica, eu relato todas minhas viagens em uma agenda pessoal e tudo que compro como lembrança de viagem. Aconteceu a viagem no dia 26 ao dia 29 de maio de 2011, saída quinta-feira ás 17:30 do local de embarque em frente a Universidade "Fortium".
Ficamos hospedados no hotel "Sesc Estalagem" maravilhoso hotel em Ouro Preto.
Todas essas fotos foram tiradas por mim, são encontradas em meu arquivo pessoal, foram autorizadas, o guia E.Brandão nos orientou de quais lugares poderíamos tirar as fotos sem prejudicar os direitos reservados históricos.

Adaildes Alves Moreira