Metamorfose

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Na vida, às vezes a gente tem que se arriscar, se reinventar através de uma dolorosa metamorfose, cortar na própria carne, sangrar, mas se libertar de dores ainda maiores que vêm nos torturando em conta gotas através dos dias com a nossa conivência e omissão.

É isso que venho fazendo comigo. Venho me transformando radicalmente em mim mesmo, porém, mais feliz, sem pesos nos ombros, e sem a mínima aptidão de fazer coisas contra a minha vontade ou conviver com pessoas que me sugam e não me acrescentam.

E nessa saga de mudança, vem sendo inevitável começar perdendo pra ganhar depois. Porque ganhar de virada é muito mais gostoso. Porque o mal sempre vem como hospedeiro do bem. Porque certas moléstias só são curáveis através da extirpação de partes importantes de nós mesmos. Porque pra ser feliz, quase sempre é necessário fazer sacrifícios. Porque toda cicatrização é precedida por uma ferida aberta.

Renée Venâncio

A metamorfose da larva à borboleta é a mais cobiçada do mundo,mas a beleza é plena só no olhar...Olhai às flores irrigadas de sol...consolo, bálsamo, pousa a alegria.
Tudo passa nesta vida medonha!

Márcio Silva

POEMA DE PRIMAVERA

Metamorfose dos encantos
Encaixe dos sentimentos
Delicadezas se ondulam em flores
Nas asas da imaginação
Seu sorriso, meu disfarce
Me perco no equinócio do seu florescer
Num canto bem adubado do meu coração
Outra semente germina
Pulula em vida pós-inverno
De begônias e hortênsias
Ornando meu caminhar.
Quem hibernou, involuntário
Ao saltar para a primavera
Encontra suave brisa
A refrescar a tez acalorada febrilmente.
Enfim vitória de uma semente
É primavera chegando
A esperança renascendo
O colorido tingindo
O caminho do passante
Desencasula... para a vida
Desacrisola... para a maturidade
As forças da natureza me deixam e êxtase
Momento de recomeçar
Floreça em mim a primavera de minh'alma
As lágrimas transformem-se em suave brisa
Ou num orvalho manso a regar meu coração...
Estação das flores dentro de mim,
Reaja ao inverno sequioso dos sonhos meus
E brotem novos sonhos
Novas forças,
Nova vontade de sonhar.
Caminho lentamente, mas com firmeza
Esqueço o que doeu
Apago o traço da dor
Aborto a palavra saudade
Construo ruas de felicidade
Onde dançarei a dança da paz
Com o arco-iris a brincar
Ao vento vão os pensamentos
Novos sonhos, novos alentos
O tempo... ah, o tempo! Meu íntimo confidente,
A primavera me trouxe.
Um dia novo está surgindo
Um sonho novo me envolve
Vida nova...
Saúde...
Paz...
Enfim, a primavera me beija a face.

Alice Poltronieri

Alice Poltronieri

Somos borboletas de Deus! Passamos pelo apertado e sufocante casulo,mas a metamorfose nos transforma em seres ainda mais belos.

Day Anne

Evoluir é uma necessidade, não vou dizer que sou apenas isso, por que sou realmente uma metamorfose ambulante e fico feliz por isso. Por saber que mudo de idéia todos os dias. Por saber que ser só uma não é interessante. Mudar é preciso para evoluir a alma...transformar carma em darma...

Zainne Melo

Penso ser uma borboleta em total metamorfose, oras estou em cores, oras me escondo...casulo ou asas?

Cecilia sfalsin

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

Raul Seixas (1945-1989) - Metamorfose Ambulante

metamorfose - meta amor fase

Enquanto alguns
pensam em estratégias
de sedução para as borboletas,
penso que seria
para mim mais interessante
me tornar uma delas.

Milena Palladino

Apesar das dores da metamorfose, é sempre enriquecedor nos "metamorfosiarmos".

Rosa Berg

Somos o ser da metamorfose ininterrupta. Nossas transformações são mais alucinantes que de uma larva, que depois de virar borboleta, morre.

Kléber Novartes

Metamorfose - I

É bossa nova o som que sua luz toca
Mescla os raios de sol ao puro vermelho
Que enaltece sua branca face em anseio
A confirmar meu juízo: é carioca

Mas não conclua agora nem muito pense:
Leves traços, mas seu olhar irradia
O poder de atrair com toda a ousadia
E assim me faz pensar: é brasiliense

É a moça que brinca com meus sentidos
É dentre todas, a mulher mais bela
É a dona dos tesouros escondidos

Onde o sol e o céu são somente dela
É a menina que faz sonhos partidos
E eu pergunto: afinal, quem é ela?

Petrônio Augusto Carvalho Olivieri Filho

METAMORFOSE


Lá vai a feia lagarta deslizando com seu jeito desengonçado por entre folhas e flores. Ela está sempre apressada, em busca de alimento. Não percebe o sol que a aquece, a brisa que a toca, nem as belezas que a cercam. De algum modo ela sabe que tem de ser rápida. Acumular energia, seu instinto a avisa que seu tempo é limitado, finito. Então sua forma flácida desloca-se sem parar.
Eu fico olhando-a, tomada de certa repulsa, controlando a vontade de jogá-la para longe de mim, ou, com a primitiva crueldade inerente a todo ser humano diante do feio, esmaga-la sob meus pés.
Mas algo em mim se contém. Ela é tão persistente! Repentinamente sinto-me tão parecida com ela. Penso na minha fase lagarta. É quando embrenho uma corrida desenfreada na selva do meu cotidiano, em busca de alimento que abastecerá meu EU. Fase egoísta onde se me é difícil olhar para o lado. Onde meus sentidos conduzem-me como autômato, em busca de acúmulo de energia estagnada, que torna meu espírito obeso. Mas definha minha capacidade de doar e torna anoréxica minha compreensão.
Tenho fome e tenho pressa! Mas não tenho uma meta, um objetivo ou um rumo. Nem consciência. Apenas existo.
Então, das entranhas da minha alma, sinto nascer uma nova necessidade. Eu não a compreendo a princípio. É também uma espécie de fome: falta-me um complemento. A pressa sai de mim e achegam-se às divagações, começam os questionamentos. E o mundo que antes era meu limite, torna-se cansativo.
Lá vou eu, feia lagarta, construir um casulo, onde, na escuridão permanecerei inerte.





Difícil decisão! Admitir que meu espírito é flácido, gelatinoso. Não gosto da forma que tenho, não suporto mais ser lagarta. No aconchegante escuro do casulo onde me encontro, readapto minha visão. Fecho os olhos, abro a percepção e olho para dentro.
Espio nas gôndolas da despensa de minha alma, avalio os alimentos ali estocados.
Quanta coisa que nunca consumirei! E quanta fonte de energia sadia!
Ei! Eu não preciso de tudo isso que guardei. Posso repartir, alimentar.
Olhando com mais atenção, vejo que na ânsia de abastecer-me, tornar robustas minhas certezas, muitas coisas perderam o prazo de validade:
Tornaram-se dúvidas.
Repentinamente o breu torna-se luz e posso ver com exatidão. Ela, a esperança, vem fazer-me companhia. Mas ainda sinto o frio da solidão.
Não posso mover meu corpo inferior, as pernas da minha força de vontade ainda estão atrofiadas. Começo uma longa sessão de exercícios, reeducarei meu instinto, alongarei minha bondade e estirarei ao máximo os músculos do amor incondicional. Então, depois de muito tempo sinto uma nova sensação. Ela sai de mim em forma de uma morna lágrima, deslizando silenciosa pela face resignada da honestidade para com minha condição.
Quero sair daqui, quero nascer de novo. Adquirirei uma nova forma.



O suor escorre de minha face enquanto rasgo o útero da minha segurança. Os soluços do choro que não pode ser contido umedecem as finas membranas que me farão adentrar num mundo novo e desconhecido.
E nasço de novo! Sinto dor. A dor de nascer e saber se impossível retroceder.
Movo os longos apêndices que saem de mim. São asas! Posso voar. No afã de recomeçar, recolho todos os meus pertences, quero subir, redescobrir.
Muito rapidamente percebo que não posso levar nenhum peso sobressalente. Então dou um emocionado abraço de despedida na parte de mim mesma que ficará para trás e o vento brando me leva sem rumo.
Provo o néctar doce da emoção, sinto o perfume da minha nova capacidade. Sou a persistência de levar a beleza. Sou a candura de ver um mundo encantado. Sou a poesia da renovação. Infinitamente mais frágil, mas serenamente mais sábia.
Meu íntimo avisa-me que este é meu último estágio, devo desviar-me dos ventos fortes das dificuldades, do peso sufocante do medo da altura. Embrenhar-me neste fascinante mundo do querer. Eu não tenho nenhum medo de errar.

Mommentum ad Infinitum

Cansei de mim, agora quero você. Cansei desses dias tão iguais, cansei dessa metamorfose que existe nesse nosso espaço, é o único em que podemos só falar, e não ouvir nada.
Cansei do tempo, quero o passado. Sabe, a estória paranoica de Alice, ela sonhava ou vivia? Confunde a cabeça, ela se refez, se propôs um novo começo, e fez assim. Começa no coração, e depois vai pra cabeça, e depois desse mais lá pra baixo. Eu quero entrar em sua casa, bagunçar a sua vida, remexer nas suas coisas e virar do avesso sua rotina. Eu quero deitar-te no chão gelado da sala, abanar seus cabelos, fazer do nada, um tudo. Eu quero parar de ser eu, e ser nós dois, eu quero deixar pra lá o que já está esquecido. Vamos fazer isso juntos, parar de tentar lembrar, porque querendo esquecer você se lembra ainda mais.
Vem cá, te conto estórias, e faço você dormir, vem cá, simplesmente vem. E deixe o depois pra depois, não pense no amanhã, viva hoje, e comigo. Seja a mais linda das flores, seja o que quiser, seja o que eu quero, me deixa pelo menos imaginar. Esse meu lado egoísta que carrego sempre comigo, as vezes disfarço mas você percebe, eu quero ser, então tenho que deixa-la ser também.

Luana Rodrigues.

Eu prefiro não ser nenhuma metamorfose ambulante e ter opinião formada sobre tudo para mim é questão de personalidade!

Reinaldo Ribeiro - O Poeta do Amor

Metamorfose
Os sapos da sociedade são príncipes amaldiçoados por bruxas de poderes vingativos. Nos castelos dos sonhos ambos vivem a beira do bem e do mal se transformando e evoluindo pelos comportamentos da sociedade.
Sapos são homens/príncipes que giram em torno dos interesses da mulher por sua magia e poder de princesa e bruxa. Os sapos/príncipes protestantes imploram por um beijo ligeiro, uma voz clemente, valiosa e privilegiada.
Transtornado pela influência feminista o homem carrega a ideia de propriedade sobre a mulher. Ao sapo/príncipe talvez seja necessário consultar as bruxas da sociedade nos episódios da vida. Sendo o olhar do sapo/príncipe temente aos poderes feministas das princesas e donzelas.
Amauri Valim

amauri valim

Viva com a intensidade de uma metamorfose; aproveitando cada segundo do seu hoje lembrando que a efemeridade está ao lado.

Jhonatta Oliver

Você entrou na metamorfose do felino
Agora se diverte
E entristece da mesma forma
Quando finca suas garras em meu pulmão

Assim não dá pequeno leão

Não consigo

Não entendo a dinâmica do estranho imã entre nós

NaNa Caê

“Os pensamentos podem nos levar aos limites da metamorfose da criação, e lá se encontrará toda a beleza e sabedoria dos mistérios celestiais.”

Herbert Alexandre Galdino Pereira

Metamorfose do Pensamento

A vida passa e
muda coisas, pessoas
os pensamentos e
a vida muda.

Segue o ciclo
feito a Lua, suas fases
cada tempo se escondendo,
se oculta, alumia.

E mergulha minh'alma
a procura do infinito,
Deus no finito de
minha vida.

A vida muda
se oculta, alumia.
Metamorfose,
minha vida
no pensamento meu.

Warley Tomáz

"Escancara sua metamorfose...Se voce mudou, mostre.Se voce está estacionado, tente mudar.Não perpetue nada que não sejam boas lembranças, não convença seu vizinho a aceitar seu cachorro.Ele não tem que ser consultado.Não se vire do avêsso noites a fim procurando respostas por que alguém não ti ama.Se não ti ama, ponto final ou reticências.
Já ví gente arrasar com pessoas e depois se jogar aos pés.
Por tanto, vá ao encontro de sua personalidade.Manda brasa, amigo(a)...SER do jeito que se é , o que conta. O resto, como eu cito sempre, frase do Lobão:
"É tudo pose!"

Denise Lessa