Metáforas de Amor

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Metáforas

Eu era puro carinho
Você..eterna saudade.
Eu era um raio de luz
E você,a claridade.
Juntos éramos amor,
Metáforas e poesia.
Hoje só resta a dor
Sangrando em nostalgia.

REGINA XAVIER

Só pra dizer Te Amo...

Te falo de meu amor por metáforas
escritas em folhas soltas nos ventos
da saudade.

Te falo de coração que pulsa arrítmico
quando te pensa, te sonha em noites
insones.

Te falo do indizível, do indescritível
na língua dos homens, busco louco
por palavras não inventadas, versos
desconexos.

Te falo da solidão da distancia que dói
ao tempo que alimenta o desejo que
arde intenso.

Te falo de sentimentos em forma de
veleiros navegando por mares azuis
cruzando tempestivas paixões.

Te falo de minhas lagrimas choradas,
despejadas qual orvalhos sobre rosas
imaginadas em jardins de poesia.

Te falo por minhas letras através do
poeta que me habita cuja alma voa
apaixonada na eterna busca da tua

Te falo tudo e nada, minhas verdades
em metáforas, sentimentos calados,
espalhados em versos que resume tudo
em uma única frase...
... Eu te Amo !

Alex Simas

"...as metáforas são perigosas.Não se brinca com as metáforas.O amor pode nascer de uma simples metáfora."

Milan Kudera A insustentável leveza do ser

PERNAS PRA QUE TE QUERO

(Cântico)

Pernas, pra que te quero?
Velozes, inquietas, entrelaçadas;
Presas a mim, abertas - descobertas.
Cruzadas - Ah, nó sem fim....

Brancas, vermelhas - Floridas com curvas.
Torneadas, desmaiadas - sobre a cama.
Enforcam-me, mordo, tiro o laço,
Escorrego, abraço - mergulho no abismo.

Sanha a boca, abrocham os lábios.
Desabrocha a fenda, floresce; adormece,
Arrepia os espinhos, fere-me o peito.
Devoro caminhos, me perco nas coxas.

Me encontro, na fonte da vida,
Entrando e saindo; salivando palavras.
Murmuro desejos, doces desejos!
Azedam os beijos agridoce sabor.

Da gruta à floresta, bosque sombrio,
Denso nevoeiro: noturnos silêncios,
Doloridas saudades. Orvalhadas contínuas,
Jorram - luminosas tempestades!

(Lamento)

Pernas, pra que te quero?
Trêmulas, frias e assombrosas.
Se não, para fugir do mundo!

Pernas, assim me perco. Morro!
Fecha-se o cerco, murcham os lírios,
Feneço nos campos...

Pernas, abram-se a mim, perto do fim.
Ainda não acabei. Pernas, escorrem de ti
O sol das manhãs, tardes afins.

Pernas, este canto se encerra,
Com versos floridos, umedecidos,
Por nectários desejos....

Diego Evair

Metáforas do Amor

O Amor vê
O que os olhos omitem
E,compreende,
O que a mente julga incompreensível.

Mata-nos de saudades
E ressuscita-nos de esperanças;
Queima-nos de desejos
E apaga-nos de tristezas.

"O amor é a ferida que dói
E não se sente"
É a chama da ternura
Que nos queima inteiramente.

Também é a água
Que acalma-nos;
O sono que nos restaura;
O alimento d'alma.

Sábio daquele que ama
E permite a recíproca,
Faz-se solícito amábil
Por tão somente crer no amor.

Ei-o que vos digo do amor:
Tão fácil dizer;
Tão complexo de entender;
Tão humano de se envolver.

Luca Jordão

Sem identidade, se tivesse alguma, seria servil, oprimido, lacunas. Desenhei meu mundo: metáforas! Só entra os ilusionados, patéticos, sem fortunas.

Risomar Sírley da Silva

Toda vez que o sentido próprio faz amor com o sentido figurado, nasce uma metáfora.

Marah Mends

Nunca defina quem você ama, você deixará de percebê-lo. O amor se dá às metáforas, hipérboles, adjetividades, às vírgulas, mas jamais ao ponto.

Thiago Figueiredo

. O que importa é a verdade, não a metáfora. O que importa é o amor, não as promessas feitas. É tudo muito silencioso e cheio de palavras que explicam por dentro...

Carlos Adriano

POETA-MÚSICO DAS MANHÃS

Eu poderia ter me tornado um excelente músico,
Mas não segui os passos do meu pai. Poderia hoje
Ser um jovem e talentoso violinista, Mas não insisti
Para que ele me ensinasse, ou demonstrei - ao longo dos anos
Interesse em aprender a música, embora eu a aprecie demasiadamente.

Troquei o violino por cadernos e folhas de ofício,
Troquei o arco por canetas. Viés ao invés de pó de breu,
Minha mão se suja com tinta. Ao invés de notas, letras.
Acordes, palavras. Melodias, metáforas. Ritmo, rimas.
Claves, versos. Prelúdios, sonetos. Concertos, desconcertos.
Sinfonia, poemas... Opositivo ao que não fui.

Não me tornei um músico porque não queria ser apenas
Mais um músico de pouco talento entre tantos outros músicos talentosos.
Me tornei mais um poeta dentre tantos outros poetas no mundo... [Quanta diferença, não?]
Tento a todo custo, assim como o músico que um dia quer ter sua música tocada e gravada
Na história, tornar indelével em papel todos os meus sentimentos, todos os meus amores...

Todavia, mesmo que eu não tenha me tornado um músico
Nessa vil realidade vivente, me tornei maestro de toda ilusão crescente
No ser existencial inexistente, real e utópico do meu coração.
Regente decrescente, exponencialmente louco, loucamente apaixonado,
Verossímil - inabalável - à semelhança de Beethoven!

Minhas rapsódias não são somente húngaras, mas de todas as nacionalidades
Deidades puramente divinas. Divindades metaforicamente mortais.
Imortais, surreais, que percorrem o meu corpo em um lento agonizar.
São peças diminutas, hirsutas à moral, pausadamente longas - sem delongas.
Estendidas na cama, sobrepostas no mundo, expostas no meu peito.

Harpas, cellos e violas. Violinos e oboés. Corpos frágeis sustenidos
Unidos, dissolvidos na maré. Poeta velejante do naufrago, vou de vento em popa,
Estendo o mastro, iço as velas, me deito na proa e resvalo até os pés!
Danço, salto e rodopio, nado e remo sem cessar. São ondas de puro ardil
Violentas, turbulentas e incautas - exaustas - de febril insensatez.

Naus flamejantes sobre pávido poeta, músico e translúcido do próprio imaginar,
Balançam e ululam a canção demente, incoerente - gemem e tremem sem parar.
Deliram sereias de água doce, agridoces ao paladar. Grutas profundas e quentes:
Me ponho a mergulhar! Sou marinheiro de aguardente, verborragicamente virtuoso.
Eloquentemente auspicioso, amoroso? Venha experimentar!

Sou poeta-músico atípico, deixo que toquem meu instrumento
Grave: lento e solene. Andante: sem rumo. Prestíssimo: até jorrar!
Pizzicato flores com sutileza, leveza - dedilho - querem me amar!
Ondulo as ondas dos meus cachos, desperto - ancoro no cais.
Vibram as cordas vocais do desejo, ensejo, BOCEJO - idéias matinais.

Diego Evair