Menina dos Olhos Verdes

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Menina, Amiga

Uma menina de olhos verdes
Uma menina que se tornou minha amiga
Uma amiga de olhos verdes
Uma amiga que me escutou quando precisei desabafar
Uma menina de olhos verdes tão lindos como o verde de um lindo jardim
Uma menina que posso chamar de irmã
Uma amiga com olhos verdes que me encantam
Uma amiga que sei que pode me trazer a paz quando eu precisar.
Uma menina de olhos verdes que esboçam a sua beleza em meu coração
Uma menina que acalma meu coração, alegra meu dia
Enfim uma menina, amiga.

José Mário C. Vieira.

A História de Sofia

Certo dia, uma menina de olhos verdes e cabelos castanhos e lisos como seda que se chamava Sofia, foi brincar de esconde-esconde com sua amiga em uma floresta perto de sua casa.
Sofia ficou encostada em uma árvore, com os olhos fechados e contou até 20, e depois foi procurar sua amiga.
Olhou em cima de troncos de árvores, em buracos, atrás das árvores e até em lagos, mas nada achou. Onde poderia estar sua amiga?
Então ela decidiu entrar em uma casinha que ficava do outro lado de um laguinho.
A casinha era bem empoeirada, alguns ratos corriam por lá. Um fogão velho, uma mesinha, duas cadeiras, quatro janelas e três armários na parede.
A menina abriu o primeiro armário, e dentro dele um pote com moedas de ouro reluzentes estavam dentro dele, ela pegou o pote e colocou dentro de uma bolsa jogada em um canto da parede.
Sofia ainda procurava por sua amiga. Resolveu abrir o segundo armário, lá havia uma chave verde com formato de quadrado.
Abriu o terceiro, nele tinha uma caixa, uma caneta e um papel.
A caixa estava trancada com chave, então leu o papel, nele estava escrito:

Quem achar esta folha tem sorte, muita sorte!
Siga as instruções:

Pegue o pote de ouro e leve até um tronco
em forma de arco, coloque-o debaixo do arco.

Em seguida Pegue a caneta e faça uma estrela
no verso do papel.

Com a chave abra a caixa e uma grande surpresa
lhe aguarda!

Sofia começou a seguir as instruções, como acharia o tal arco?
Bem, quando ela saiu havia uma trilha de patas de cachorro, que estavam no chão ao lado da casinha, parecia que tinha um cachorro espionando ela, pois o rastro estava debaixo de uma janela.
Ela foi seguindo, quando a trilha acabou, ela parou olhou para a esquerda e para a direita, nada viu, de repente! Ouviu latidos vindos da direção de um sítio, ela foi seguindo o som do latido do cachorro. Quando chegou em um sítio com um casarão enorme e umas vacas e cavalos em um pasto, ela foi se aproximando, chegou na porta
do casarão antigo, que parecia não ter ninguém morando lá, e bateu na porta, toc!toc!toc! Uma voz respondeu:
-Quem é?
-Sou eu, Sofia.
-O que veio fazer aqui?
-Ouvi latidos de um cachorro vindos dessa direção.
-Aqui não tem nenhum cachorro, só vacas e cavalos.
-Mas eu ouvi, e tinha um rastro de patas de cachorro nessa direção!
-Aqui não tem nada! Vai em bora!
-Não! Eu não vou até achar o cachorro!
-Fora daqui!
-Está bem! Eu vou então.
-Já vai tarde! Não volte mais aqui. Nunca!

Sofia insistiu, mas não adiantou, decidiu que iria continuar no sítio, só que na direção oposta.
Ela não desistiu e foi até o pasto, onde cavalos e vacas pastavam.
Foi andando no meio dos cavalos e vacas, conseguiu sair do meio de tanto bicho, foi até um celeiro, o celeiro estava vazio, não totalmente vazio. Havia Sofia e também duas vaquinhas dormindo. A sua esquerda tinha um bloco de capim e uma coisa felpuda como uma vassoura, Sofia se abaixou para pegar e um cachorro pulou de trás do capim. Ela disse:
-Finalmente encontrei você!
-Levei um susto e tanto, mas porque será que você estava
me espionando?
O cachorro se levantou de um monte de palha e respondeu a menina:
-Bem, você também não é nada educada, sai por aí puxando a
cauda dos outros?
-Ah! Você fala? Cachorro não fala!
-Sim, eu falo, e não estava espionando você, estava vigiando você.
-Porque estava me vigiando?
-Sem mim você não acha um tal tronco em forma de arco
e sua amiga.
-Você sabe onde ela e o arco estão?
-Sim, mas vai ter que me alcançar para acha-los.
-Como assim te alcançar?
-Corre!

O cão saiu correndo, e Sofia foi atrás. O cachorro entrou na floresta, mas em uma parte diferente daquela pequena floresta, Sofia nunca tinha visto aquela parte da floresta.
Poderia ser lá que sua amiga e o arco estariam? - Se perguntou Sofia.
-Chegamos - Disse o cão.
-Onde estamos?
-Na parte interna da floresta.
-Como assim parte interna?
-O lado ''mágico'' da floresta.
-Cão, onde está minha amiga e o arco?
-Cão não. Eu tenho nome, meu nome é Rufos, e o seu?
-O meu é Sofia.
-Prazer Rufos.
-Olhe lá seu arco.

O arco estava do outro lado de um rio bem largo. Onde jacarés nadavam.

-Rufos! Olha o tamanho desse rio cheio de jacarés!
-Jacaré é o de menos, o de mais é como vamos atravessar.
-Que tal uma canoa?
-Acho melhor um barco.
-Como vamos fazer um barco?
-Fácil! É só pegar aquele barquinho na beira do rio.

Mas quando Sofia foi puxar o barco um jacaré enorme pulou e tentou pegar ela, no mesmo instante Rufos abocanhou o jacaré bem na cabeça, e o jacaré saiu correndo direto para a água. Rufos disse:

-Eu não disse, estou sempre te vigiando.
-Obrigada!
-De nada, agora escute, assim que colocar o pote de ouro debaixo do arco, você se afasta e pega o papel e a caneta, no verso do papel você desenha uma estrela de quatro pontas, embaixo você escreve S.
Em cima da estrela você escreve N. Na esquerda escreve L na direita O.
-Porque fazer isso?
-Para que volte para casa.
-Mas minha casa é logo ali.
-Não, assim que entrou na floresta, você saiu do seu mundo, você está em um mundo mágico. Como aquele homem do casarão do sítio, ele é um duende e mora lá, foi ele que fez o pote de ouro as instruções e a caixa.
-O que tem na caixa afinal?
-Uma surpresa para quem achasse. Sua amiga voltou para seu mundo, pois ela foi se esconder na casa do duende, o duende não é mal ele só não gosta de intrusos em nosso mundo, então a mandou para casa.
-Ela não se lembra de que nós estávamos brincando de
esconde-esconde?
-Não mais.
-Bom, mas como passamos pelo rio?
-Muito fácil! É só pegar o pote de ouro, uma moeda dele
quando esfregada na mão faz a pessoa ter velocidade.
-É só esfregar na mão e pegar os remos, que vamos voar!

E Sofia e Rufos pegaram os remos e contaram até três, passaram voando pelos jacarés.
Chegaram do outro lado e Sofia colocou o pote de ouro debaixo do arco, em seguida ela pegou a caneta e fez uma estrela no verso do papel de instruções.

-Agora Sofia você coloca o papel com a estrela virada para o lado de baixo.-Disse Rufos.

Uma luz brilhante saiu do arco e um portal de volta para a casa de Sofia se abriu.

-Abra a caixa Sofia.

Ela abriu a caixa e um presente estava lá. Um livro.

-Rufos um livro.
-Um livro com um portal para você voltar para cá quando quiser. Mas aqui não estará em forma de floresta, mas em forma de cidade. Você vai adorar!
-Obrigada Rufos. Eu vou te ver novamente, ou não?
-Sim, vai sim.
-Então lá vou eu, até um dia.
-Vou continuar te vigiando!
-Tchau!

Sofia ganhou um presente:Um amigo!

Dannala

Menina dos olhos verdes,
fruta tropical...
sabordescomunal...
morena de riso sereno...
e sorriso contagiante...
de onde apareceu?
Veio do céu...
veio do mar...
veio dos sonhos...
não sei de onde veio...
entrou na minha vida...
invadiu-me os pensamentos
tomou posso dos meus sonhos...
Morena tropical...
que deixa com vontade
de ficar perto...
de ficar junto...
de tocar a pele...
de beijar tudo...
quem essa morena...
que me seduz num olhar...
que vive um momento e
que me faz rastejar...
enfeitiça meus olhos...
seduz meu coração...
e me deixa louco
Morena dos olhos verdes...
que me seduz
e me faz desejar...
que quer ficar perto
e que longe não quer estar...
Morena que me seduz
e que há beleza em seus olhar...
escrevo por seus olhos
e escrevo por sua beleza,
teu coração reflete um sentimento
traduz tuas vontades...
devora o meu ser...
quer mais...
quer tudo...
quer me manter recluso
no brilho cristalino
do brilho verde esmeralda
do teu olhar...
és morena...
é fruta doce da minha vida...
és sorriso maroto
és cor do pecado...
quem és tu que me seduzes...
vem beijar meus lábios,
vem invadir minh'alma...
vem morena...vem!!!!

Marcelo Fouquet Rosembrock - março 2010

Elisa
Atrás de cabelos longos e lisos e olhos verdes que quase não ­se via, havia uma menina linda chamada Elisa.
Como uma menina de 16 anos ela ia para escola e era uma menina obediente, que quase não causava problemas para os seus pais.
Elisa gosta de musica e poesia, na sala de aula bem ao fundo às vezes eu á ouvia cantar baixinho ou seria lendo um livro, parecia que ela se sentia bem sozinha em seu canto.
As meninas do colégio tentavam se aproximar, sentavam ao seu lado e tentavam conversar, mas só se ouvia as vozes das outras meninas e só se percebia a dor do silêncio de Elisa.
Na volta para a casa ela preferia voltar pela rua de baixo ao contrário dos outros que preferiam o caminho oposto.
Ao entardecer eu passava em frente a sua casa e a via deitada sobre o muro olhando o céu e balançando o braço num ritmo constante, não parecia estar triste só pensativa.
Era tão bonito vê-la, ela estava com uma saia longa franjada nas pontas os pés descalços e uma pequena blusa branca, seu rosto não a traía e não revelava nenhum pensamento seu, e eu ficava imaginando o que se passava em sua cabeça.
Não se via ela conversando com ninguém, só uma vez á vi conversar com a sua mãe no portão e a mesma a lhe desejar um bom dia.
Um dia ela entrou na sala de aula aparentando a mesma paz de sempre, foi se aproximando de mim, sorriu e deixou sobre a minha mesa um envelope branco e se sentou duas fileiras depois de mim, fiquei pasmo com a atitude mas não disse nada, só deixei escapar um sorriso tímido por entre os lábios.
Quando olhei para o lado Elisa já estava entretida em seus livros, guardei o envelope entre as folhas do caderno e deixei pra ler depois.
O sinal para o intervalo toca e eu pego o envelope e o levo para um lugar calmo onde eu possa ler sem me distrair.
Abro o envelope com entusiasmo e lá estava escrita uma única frase:
-Gostaria que fosse me visitar amanhã à tarde, assinado Elisa.
Não entendi porque Elisa me pediu que a visitasse à tarde já que estudávamos de manhã e era como de costume encontrá-la, o que será que ela quer me dizer, indaguei, mas não ousei em perguntar o que.
Fui para casa contando os minutos que pareciam não passar.
Ao chegar no colégio no dia seguinte não a encontrei no canto onde ela costumava ficar, ao entrar na sala percebi que sua carteira estava vazia dando um clima diferente àquele ambiente, indaguei novamente e imaginei que talvez fosse seu aniversário por isso ela tivera se ausentado.
Na saída da escola fui às pressas para a casa de Elisa com um imenso sorriso no rosto de por enfim conhecer a pessoa que eu admirava tanto.
Ao chegar, vi muitos carros em frente ao seu portão e sem fazer sermão entrei.
Ao entrar passei pelo corredor e vi seus pais abraçados chorando baixinho passei por eles e entrei, todos estavam lá, me aproximei um pouco mais e não acreditei no que vi (...).
Vi Elisa morta em um caixão, meus olhos se fixaram em Elisa por minutos e quase não percebi que as lágrimas estavam a rolar do meu rosto.
Corri até sua mãe desesperado e lhe perguntei o porque de sua morte e calmamente ela me explicou. Ela disse que há pouco tempo descobriu que Elisa tinha um tumor no cérebro e poucos dias de vida.
Fui para casa com uma dor sufocante no peito e as lágrimas que não cessavam, não entendi porque Elisa gostaria que eu á visse morta.
Seu rosto não saía de minha cabeça ela estava linda como sempre com rosas nos cabelos e um rosto calmo e sereno, hoje eu entendo, Elisa nunca tinha dito uma palavra se quer pra mim, mas se considerava minha amiga, talvez não precisasse dizer nada, talvez os sorrisos que eu achava que roubava eram realmente pra mim, talvez ela tenha achado que seria melhor assim, concordo! Se a tivesse á conhecido não suportaria a dor de sua ida.
Até hoje levo flores em seu túmulo e a considero um anjo e uma ótima amiga.

Adeus Elisa...

Alexandre.Silva (Osuburbano)