Maneira de Falar Nordestino

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PEDIDO NORDESTINO

Eu venho aqui Presidente
Pedir a sua atenção
Falar de um povo carente
Que vive da plantação
Mas veja se não demora
Se não a seca devora
O que restou do Sertão.

Venha no seu avião
Que aqui o tempo corre
Cadê a transposição
Que é coisa que nos socorre
Por favor não se oponha
Que a dor aqui é medonha
Por cada gado que morre.

Espero que a chuva jorre
Da fonte azul celeste
Que a nossa barriga forre
E salve o cabra da peste
Sei que não é tanto gasto
Trazer o verde pro pasto
É só investir no Nordeste.

Será que alguém investe
É possível acreditar
Presidente faça um teste
Mande orçamento pra cá
Pra enxugar o nosso pranto
E o Nordeste vai crescer tanto
Que o Brasil vai se orgulhar.

Guibson Medeiros

Quem tem mel, dá o mel,
quem tem fel, dá o fel,
quem nada tem, nada dá.

ZÉ RAMALHO(do popular nordestino)

Adeus, morena do cabelo cacheado... Adeus... adeus... __ vou "danado" para Catende vou "danado" pra Catende vou "danado" pra Catende ...___ com vontade de chegar !... "

Asceso Ferreira __ Poeta Nordestino ... O trajeto do Trem no Sertão !...

O sertão pede socorro. E seu grito ecoa esquecido, abafado, ignorado pela imensidão de preconceito e descriminação.

Leandro Flores

“Os problemas do sertão todos nós já estamos acostumados a enfrentar, já não nos assustam mais. O que mais dói é perceber que esses problemas ainda persistem, se renovam e se fortalecem, mesmo com a modernidade de nossos tempos atuais...”

Leandro Flores

O sertão nordestino era como um colírio para os meus olhos, sempre pronto alimentar a minha alma. O povo humilde e sempre bem disposto, que a fim da tarde se sentavam nas esplanadas dos bares para beberem e rirem das suas vidas tão sofridas.

miguel westerberg

REI NORDESTINO


De dentro da Terra
Jorro aos poucos quando criança
Com o passar do tempo
Fui andando e fui crescendo

Hoje tenho a responsabilidade
De sustentar a mim e
A milhares de famílias por onde passo

Conheço vários lugares
E os lugares me conhecem

Tem lugar em que eu sou maior
Do que em outro

Mas mesmo assim
Não deixo de ser importante
Porque sou a vida
E sustento vidas!!!

Hoje estou fraco
Devido às maçadas
De algumas pessoas

E aí está a transposição
Para acabar com quem vos fala

Eu sou são Francisco ou Velho Chico
Ao seu dispor
Não sei até quando....

Dalmo Gomes.

Sou nordestino
Querem me afogar
Em águas de secas
Uma sina
Garota
Povo
Sem sensibilidade humana

Joemar Rios

Jesus Cristo nordestino

Veja minhas mãos pregadas na cruz
Veja o sangue que nelas escorre
E será todo em vão este sofrimento?
Em um berço bem pobre eu nasci
Numa terra castigada pelo sol
Terra seca que arde e castiga
Os filhos da dolorosa agonia
Que de sede e de fome
Morrem todos os dias
Cada qual com sua alegria
E de onde vem tanta força?
Das mãos calejadas de esperança?
O tempo é cruel e condena
Os filhos da terra vermelha
De onde eu vim não tem chuva
O rio onde me batizei, secou
Não multipliquei pães
Para alimentar o meu povo
Mas dei-lhes perseverança
Ungiram meus pés com sândalo e jasmim
Minhas mãos também lavaram
Seus rostos, com a leveza de um serafim
Na minha terra eu era rei
Agora olhe pra mim
Pregado nesta cruz de pinho
Com uma coroa de espinhos
Chegando perto do fim
Minha dor não se compara
Com a dor de meu povo
Se pudesse, não duvide
Faria tudo de novo
Arrancaria de minha própria carne
Um pedaço de mim
Me jogaram pedras, me cuspiram
E as marcas das lâminas que me cortaram
Ainda latejam em meu corpo
Mas tal dor não se compara
Com a dor de meu povo
Que vivem na indiferença da ingratidão
No esquecimento e no abandono
Quando eu era menino
Eu lia Suassuna ao lado de minha mãe
Aparecida
Que hoje chora com meus irmãos
Nos pés de minha cruz adormecida
Não chore mais minha mãe

Vá dar de comer aos meus irmãos
Deixe-me ficar aqui no sertão
A ponta da lança faz sangrar o meu peito
Nesta terra seca não nasce nenhuma flor
Mas deixarei aqui plantado
De semente em semente
Até florescer o amor
Não chore mais, minha mãe
Enxuga tuas lágrimas com o
Vento que sopra em teu rosto
Vivi ao teu lado todos os dias
Da minha vida
E tu nunca deixou-me faltar nada
Quando nossas cabras morreram de fome
E o sertão parecia o inferno
Tirastes força não sei de onde
E sobrevivemos junto com os restos
Foi na terra de todos os santos
Que encontrei meu grande amor
“Na casa dos Budas ditosos”
Entreguei-me nos braços de Madalena
Amada morena-sereia
Que me fez caminhar sobre as águas
Talvez ela lhe escreva uma carta
Ela me espera nos lençóis do Maranhão
Carregando nosso filho no ventre
Mãe, imagino o que sentes
Ao ver teu filho em flagelos
Mas na altura em que meu espírito
Se encontra, não há dor
O sofrimento se transforma em esperança
Quando a fé é maior
Somos todos filhos do mesmo pai
Mas a tempestade que agora cobre os céus
É uma lágrima que está prestes a cair de seu rosto
Dê graças a Deus, mãe
Hoje vai chover no sertão
Hoje tocará na caatinga uma nova canção
Vá embora mãe, não sofra tanto por mim
Deixe essa terra seca dormir
Nos braços desta noite sem fim
Que agora se aproxima de nós
Vá minha mãe, e reze á padre Cicero
A promessa se cumpriu
Não levo todos os pecados comigo
É impossível levar todos os pecados do mundo
Mas levo o sofrimento de nosso povo
Que a cada dia é castigado, e sofri
Nas mãos dos novos romanos

Aqueles que tem tudo
Quase sempre não tem nada
A felicidade não se compra
A felicidade é de graça
“ Para os bons de coração”
Que mesmo não tendo nada
Dividem o pouco que tem
É por estes que morro nesta cruz
Vale a pena morrer pelos bons
Um dia irão de lembrar deste acontecido
Sei que não serei esquecido neste mundo de Deus
Mãe? Quando eu morrer
Peça para João fazer uma fogueira bem grande
Quero que meu espírito chegue
As mãos do pai junto com uma cantiga
De uma ciranda de rodas
Agora vá minha mãe
Hoje vai chover no sertão
Hoje na caatinga tocará uma nova canção
Hoje Severino, Jesus Cristo nordestino
Será elevado ao sagrado coração.

......E enquanto sua mãe chorava
Severino cantava, seu último lamento.......
“Quando oiei a terra ardendo
Com a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação.......”

Sandro kretus

Codinome Lampião

O meu nome é Virgulino
O lagarto nordestino
Ouça bem o que lhe digo
O cangaço é meu quintal
Meu sobrenome é perigo
Vai logo me dando essas moedas
Vai logo rezando á padre Ciço

Foi com Antônio e Levino
Com meus irmãos eu aprendi
Que no cangaço o homem
Tem que ser macho
No cangaço o homem
Não pode dormir

Leão valente e cangaceiro
Macho de todas as maneiras
Foi assim que eu me apresentei
Na tropa do sinhô Pereira

Vendo o sofrimento de meu povo
Nas mãos do crime eu cai
Na casa da baronesa
De água branca eu bebi

Peguei o bicho pelo pescoço
Prendi Antônio Gurgel
Um frio na espinha desceu pelas costas
Me gelando a boca do céu

Numa agonia de dá dó
Foi dois de uma vez só
Perdi Colchete e Jararaca
Na invasão á Mossoró

O calango escondido
Não aceitou a derrota
Mas tive que esperar
Pois Pernambuco, Paraíba
E Ceará, estavam á me caçar

Atravessei o São Francisco
Com cinco cabras na mão
E foi lá na Bahia
Que eu me levantei do chão




Um certo dia escondido
Na fazenda de um coiteiro
Foi lá que encontrei
Meu amor verdadeiro

Só tinha um problema
Era a mulher do sapateiro

Fugiu comigo em nome desse amor
Enchendo meu coração de alegria
Maria Déia, cheia de ideia
Flor nordestina


Na caatinga
Debaixo de um umbuzeiro
Nasceu minha filha Expedita
Lindo anjo vindo do céu
Á iluminar minha vida

Com minhas roupas de Napoleão
Feitas pelas minhas mãos de artesão
Apresentei meu bando e minhas cartucheiras
Ás lentes de Abrão

O meu olho que vazava
Dr: Bragança arrancou
Confesso tive medo
Mas não senti nenhuma dor

Meu destino tava chegando
Senti meu peito sangrar
João Bezerra e Aniceto Rodrigues
Vieram me atocaia

Vi cai Quinta-feira
Vi cai Mergulhão
Vi cai Enedina
De joelho no chão

Vi Moeda e Alecrim
No rabo do foguete
Vi cai Macela
Vi cai Colchete

Antes de dar meu último suspiro
Pensei no meu amor
Onde tá Maria Bonita?
Minha amada
Minha flor

Fui Virgulino Ferreira da Silva
Codinome Lampião
Vivi, amei, e morri
Nos braços do Sertão

Se fui herói ou bandido
Deixo aqui esta questão
Mas quem luta por igualdade
Merece consideração

Sandro kretus

Sou nordestino, domador de boi é meu destino, sou o rei do rodeio amanso boi desde menino, amansando boi bravo pelo caminho , seguindo meu destino , porquê nordestino nunca desiste , é um povo guerreiro e sonhador e corajoso e corajoso sou desde menino...
E a vida da muitas voltas e mundo segue a girar , vendi meu cavalo, meu arreio ,deixei a espora de lado e no mundo fui me largar , viajando pelas estradas descobri que existe um mundo a explorar , me tornei um estradeiro carreteiro dominador de cavalo , mas não de pelo e patas e sim de lada , e essa máquina que nos dias de hoje eu venho com muito orgulho a dominar , .
JeffersonCarreteiro.

Jefferson de Oliveira Menezes.

Cordelzinho Nordestino


Oxe cabra da peste...
voltei do nordeste
cheia de pantim...
só porque aprendi uns vuvuvú por aí
mas não soube rala buxo
nem amarra fivela...
pois lá na minha terra
num tem isso não!
Então por favor
num mangue comigo!!
Pois sou teu amigo..
E na maciota vou capar o gato
Sem ficar macambúzio
Pois a vida é um luxo
E um dia sem gastura forrózearei...

Karin Raphaella Silveira - autora de O Palco Das Flores

Menina Jesus
Tom Zé

comentário:
O nordestino que vem tentar o Sul só pode visitar os seus quando tiver comprado três importantes
símbolos da civilização: um rádio de pilha, um relógio de pulso e um par de óculos escuros.

Valei-me, minha menina Jesus
minha menina Jesus
minha menina Jesus, valei-me.

Só volto lá a passeio
no gozo do meu recreio,
só volto lá quando puder
comprar uns óculos escuros.

Com um relógio de pulso
que marque hora e segundo,
um rádio de pilha novo
cantando coisas do mundo --
pra tocar.

Lá no jardim da cidade,
zombando dos acanhados.
dando inveja nos barbados
e suspiros nas mocinhas...

Porque pra plantar feijão
eu não volto mais pra lá
eu quero é ser Cinderela,
cantar na televisão...

Botar filho no colégio,
dar picolé na merenda.
viver bem civilizado,
pagar imposto de renda.

Ser eleitor registrado,
ter geladeira e tv,
carteira do ministério,
ter cic, ter rg.

Bença, mãe.
Deus te faça feliz
minha menina Jesus
e te leve pra casa em paz.

Eu fico aqui carregando
o peso da minha cruz
no meio dos automóveis,
mas

Vai, viaja, foge daqui
que a felicidade vai
atacar pela televisão

E vai felicitar, felicitar
felicitar, felicitar
felicitar até ninguém mais
respirar.

Acode, minha menina Jesus
minha menina Jesus
minha menina Jesus, acode.

Tom zé

Há preconceito com Nordestinos.
Há preconceito com pessoas Negras..
Há preconceito com analfabeto...
Mas não há preconceito se um dos 3 for Rico !!

kaayke fox

Esperar pra ficar com você, é como esperar uma tempestade no sertão nordestino, mas como acredito esperarei ate o fim.

Alice Barbosa

O Nordestino é privilegiado, moram onde os Sulistas e Paulistas ralam para passar férias.

Terceiro Régis

ORAÇÃO DO NORDESTINO

Livrai-me Senhor da estiada
Da dor do medo e da fome
Da angustia que me consome
Do mal que assola a manada
Da seca que vem tão malvada
E me rouba a última flor
Me cura Senhor dessas mágoas
Me arranca dos olhos as águas
E molha este chão sofredor.

Guibson Medeiros

O sertão nordestino nunca vai acordar do pesadelo da fome porque os políticos brasileiros "dormem eternamente em berço esplêndido".

Lucêmio Lopes da Anunciação

Nordestinos saíram de sua terra ;
Porque só seca era.
Ao chegar em São Paulo,viam que arranjar emprego era difícil.
Exigia sacrifício!
Foram na rua pedir esmola.
Mas muitos voltaram pra sua terra com somente uma sacola

Giovana de Carvalho Florencio-Campo Grande MS-2012

Preconceituoso x Nordestino

É um sujeito maldoso
gente sem educação
o tal do preconceituoso
é alma sem coração
é um cabra rancoroso
bicho mais preguiçoso
disfarçado de cidadão

Eu conheço o Nordestino
porque sou nordestinense
trabalha desde menino
na lavoura Maranhense
no sertão Pernambucano
no agreste Paraibano
e na pesca Cearense

O cabra preconceituoso
pensa que sabe demais
se acha bem grandioso
e bom em tudo que faz
más só termina sozinho
e vai seguindo o caminho
dos braços do satanás

O Nordestino é valente
um povo bem destemido
o sol que encara de frente
reflete o rosto sofrido
é calo que brota da mão
é raça de Lampião
é o dever sempre cumprido

O preconceito é um fato
daqueles que se abomina
é proclamar o maltrato
a quem já tem dura cina
e esse bicho selvagem
tem inveja é da coragem
que vem da mão Nordestina.

Guibson Medeiros