Mãe que Abandona o Filho

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Tudo o que pode substituir-se com facilidade pode ser abandonado mais facilmente ainda.

Alexandre Dumas (filho)

Ainda que seu pai ou sua mãe te abandone, Ele estará contigo. Deus te ama!!

Bíblia Sagrada

Já vi uma mãe abandonar um filho, já vi um marido abandonar a esposa, mas eu nunca vi Deus abandonar ninguém!

Elenilson Novaes

Sabe qual é a única coisa que nunca vai te abandonar?! O conhecimento.

Antonio Filho

Eis os que te abandonai, Filho meu, eu os jugarei pela tua fidelidade á eles, só eu sei de teu coração aflito, da tua alma inquieta, mas estou aqui, porque você me aceitastes, e eu ei de lhe mostrar, que o que eu faço é para que sejas tão forte quanto fui ao ver meu filho na cruz. Então logo, verás que, os abandonados e sofridos, serão exaltados, serão como você, Filho meu, um servo sem ser, mas com fé e sabedoria, para que a vida seja plena, próspera de riqueza em felicidade, e que tua fidelidade e paciência, continue Filho, a ser este Homem, e não esmoreça, tua vitória vai chegar.

Num papo com Deus.

Stéfano Avelino

Seus sonhos não tem fim!
É só você não abandoná-los,
E eles continuarão bem ali,
Ao seu lado,
Na sua mente.
Eles são eternos!

Paulo Roberto Genro Filho

Se todas as vezes que um filho fizesse algo errado os pais os abandona-se, você já imaginou quantas vezes você seria abandonado?
Pense bem nisso!
Várias vezes erramos, muitas vezes repetimos o mesmo erro.
E nunca fomos abandonados.
Pois, tínhamos pais que, apesar de não concordar com que fazíamos, estavam lá, sempre presente, para nos ensinar, nos aconselhar e nos orientar.
Pais são assim, não desistem nunca dos seus filhos.
Tenho muita saudades dos meus!

Hildenice Ribeiro da Silva

Mesmo que todos venham te abandonar, lembre-se que Deus enviou seu único filho pra morrer por você, e nunca Ele irá desistir de você.

Humberto Queiroz

O Senhor jamais se esquece ou abandona um filho seu, permanece em todo tempo ao seu lado, confortando, dando abrigo e nos livrando do perigo.

Marcos Paulo Souza

Compaixão da Virgem na morte do filho

Por que ao profundo sono, alma, tu te abandonas,
e em pesado dormir, tão fundo assim ressonas?
Não te move a aflição dessa mãe toda em pranto,
que a morte tão cruel do filho chora tanto?
O seio que de dor amargado esmorece,
ao ver, ali presente, as chagas que padece?
Onde a vista pousar, tudo o que é de Jesus,
ocorre ao teu olhar vertendo sangue a flux.
Olha como, prostrado ante a face do Pai,
todo o sangue em suor do corpo se lhe esvai.
Olha como a ladrão essas bárbaras hordas
pisam-no e lhe retêm o colo e mãos com cordas.
Olha, perante Anás, como duro soldado
o esbofeteia mau, com punho bem cerrado.
Vê como, ante Caifás, em humildes meneios,
agüenta opróbrios mil, punhos, escarros feios.
Não afasta seu rosto ao que o bate, e se abeira
do que duro lhe arranca a barba e cabeleira.
Olha com que azorrague o carrasco sombrio
retalha do Senhor a meiga carne a frio.
Olha como lhe rasga a cerviz rijo espinho,
e o sangue puro risca a face toda arminho.
Pois não vês que seu corpo, incivilmente leso,
mal susterá ao ombro o desumano peso?
Vê como a dextra má finca em lenho de escravo
as inocentes mãos com aguçado cravo.
Olha como na cruz finca a mão do algoz cego
os inocentes pés com aguçado prego.
Ei-lo, rasgado jaz nesse tronco inimigo,
e c'o sangue a escorrer paga teu furto antigo!
Vê como larga chaga abre o peito, e deságua
misturado com sangue um rio todo d'água.
Se o não sabes, a mãe dolorosa reclama
para si quanto vês sofrer ao filho que ama.
Pois quanto ele aguentou em seu corpo desfeito,
tanto suporta a mãe no compassivo peito.
Ergue-te pois e, atrás da muralha ferina
cheio de compaixão, procura a mãe divina.
Deixaram-te uma e outro em sinais bem marcada
a passagem: assim, tornou-se clara a estrada.
Ele aos rastros tingiu com seu sangue tais sendas,
ela o solo regou com lágrimas tremendas.
Procura a boa mãe, e a seu pranto sossega,
se acaso ainda aflita às lágrimas se entrega.
Mas se essa imensa dor tal consolo invalida,
porque a morte matou a vida à sua vida,
ao menos chorarás todo o teu latrocínio,
que foi toda a razão do horrível assassínio.
Mas onde te arrastou, mãe, borrasca tão forte?
que terra te acolheu a prantear tal morte?
Ouvirá teu gemido e lamento a colina,
em que de ossos mortais a terra podre mina?
Sofres acaso tu junto à planta do odor,
em que pendeu Jesus, em que pendeu o amor?
Eis-te aí lacrimosa a curtir pena inteira,
pagando o mau prazer de nossa mãe primeira!
Sob a planta vedada, ela fez-se corruta:
colheu boba e loquaz, com mão audaz a fruta.
Mas a fruta preciosa, em teu seio nascida,
à própria boa mãe dá para sempre a vida,
e a seus filhos de amor que morreram na rega
do primeiro veneno, a ti os ergue e entrega.
Mas findou tua vida, essa doce vivência
do amante coração: caiu-te a resistência!
O inimigo arrastou a essa cruz tão amarga
quem dos seios, em ti, pendeu qual doce carga.
Sucumbiu teu Jesus transpassado de chagas,
ele, o fulgor, a glória, a luz em que divagas.
Quantas chagas sofreu, doutras tantas te dóis:
era uma só e a mesma a vida de vós dois!
Pois se teu coração o conserva, e jamais
deixou de se hospedar dentro de teus umbrais,
para ferido assim crua morte o tragar,
com lança foi mister teu coração rasgar.
Rompeu-te o coração seu terrível flagelo,
e o espinho ensangüentou teu coração tão belo.
Conjurou contra ti, com seus cravos sangrentos,
quanto arrastou na cruz o filho, de tormentos.
Mas, inda vives tu, morto Deus, tua vida?
e não foste arrastada em morte parecida?
E como é que, ao morrer, não roubou teus sentidos,
se sempre uma alma só reteve os dois unidos?
Não puderas, confesso, agüentar mal tamanho,
se não te sustentasse amor assim estranho;
se não te erguesse o filho em seu válido busto,
deixando-te mais dor ao coração robusto.
Vives ainda, ó mãe, p'ra sofrer mais canseira:
já te envolve no mar uma onda derradeira.
Esconde, mãe, o rosto e o olhar no regaço:
eis que a lança a vibrar voa no leve espaço.
Rasga o sagrado peito a teu filho já morto,
fincando-se a tremer no coração absorto.
Faltava a tanta dor esta síntese finda,
faltava ao teu penar tal complemento ainda!
Faltava ao teu suplício esta última chaga!
tão grave dor e pena achou ainda vaga!
Com o filho na cruz tu querias bem mais:
que pregassem teus pés, teus punhos virginais.
Ele tomou p'ra si todo o cravo e madeiro
e deu-te a rija lança ao coração inteiro.
Podes mãe, descansar; já tens quanto querias:
Varam-te o coração todas as agonias.
Este golpe encontrou o seu corpo desfeito:
só tu colhes o golpe em compassivo peito.
Chaga santa, eis te abriu, mais que o ferro da lança,
o amor de nosso amor, que amou sem temperança!
Ó rio, que confluis das nascentes do Edém,
todo se embebe o chão das águas que retém!
Ó caminho real, áurea porta da altura!
Torre de fortaleza, abrigo da alma pura!
Ó rosa a trescalar santo odor que embriaga!
Jóia com que no céu o pobre um trono paga!
Doce ninho no qual pombas põem seus ovinhos
e casta rola nutre os tenros filhotinhos!
Ó chaga que és rubi de ornamento e esplendor,
cravas os peitos bons de divinal amor!
Ó ferida a ferir corações de imprevisto,
abres estrada larga ao coração de Cristo!
Prova do estranho amor, que nos força à unidade!
Porto a que se recolhe a barca em tempestade!
Refugiam-se a ti os que o mau pisa e afronta:
mas tu a todo o mal és medicina pronta!
Quem se verga em tristeza, em consolo se alarga:
por ti, depõe do peito a dura sobrecarga!
Por ti, o pecador, firme em sua esperança,
sem temor, chega ao lar da bem-aventurança!
Ó morada de paz! sempre viva cisterna
da torrente que jorra até a vida eterna!
Esta ferida, ó mãe, só se abriu em teu peito:
quem a sofre és tu só, só tu lhe tens direito.
Que nesse peito aberto eu me possa meter,
possa no coração de meu Senhor viver!
Por aí entrarei ao amor descoberto,
terei aí descanso, aí meu pouso certo!
No sangue que jorrou lavarei meus delitos,
e manchas delirei em seus caudais benditos!
Se neste teto e lar decorrer minha sorte,
me será doce a vida, e será doce a morte!

Padre José de Anchieta

E Deus disse:ainda que tua mae te abandone, eu nunca te esquesserei.

Nunca abandone o seu velho pai... ou sua velha mãe...
Graças a eles você tem uma vida.
Ame.
Cuide.
Esteja sempre junto.
Um coração idoso continua lhe amando, mas precisa de muito mais amor. Pois o amor equivale a vida!

Edimar Luiz Müller

Abandona o seu pai, a sua mãe...


Abandona o seu pai, a sua mãe quando eles estiverem acamados.
Deixe que eles se acabem por lá!
Esquece que por muitas noites eles perderam o sono e cantaram para você lindas cantigas de ninar!

Não dê ouvidos para os seus pais eles são caretas e você é jovem, eles não acompanham o seu raciocínio!
Esquece que eles lhe ensinaram a andar, a falar e grande parte do que você é hoje foi construída por eles!

Não dê satisfação alguma para os seus pais, a vida é sua!
Esquece que um dia a sua mãe lhe deu mamadeira na boca e trocou as suas fraldas sujas de fezes!

Esquece! Esquece!
Porém, não vá pedir para o seu filho um dia mais tarde, que se lembre de você!

Ele vai seguir o seu exemplo, e você vai ser esquecido também!

Mas esquece, esquece...
É claro que isto não vai ser surpresa para você!

Janete Sales (Dany)