Língua

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Demétrio Sena, Magé - RJ.

Há sempre uma desculpa indesculpável pré-fabricada na língua de quem devasta. Mas os benefícios de poupar a natureza são sempre muito maiores do que os incômodos relatados por quem corta uma árvore; assoreia um rio; polui o mar; comete caça ou pesca predatória; mata uma coruja que adentrou a casa ou a cobra que simplesmente atravessava uma rua.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

FAMÍLIA QUEBRA-LÍNGUA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Juca gosta de jaca e também de caju;
cabra jeca que veio lá de Aracaju;
filho de Joca, que tem cabelo acaju
e devora cajá; caça paca e jacu...
Tábata, mãe de Juca e cônjuge de Joca,
feito estaca na toca da copa da casa,
faz um doce de coco com jaca e cajá
pra deixar Joca e Juca mais jecas ainda...
Juca, Tábata, Joca, jacu, caju, jaca;
jecas, cajás, acajus lá de Aracaju,
têm um jegue que julgam que seja zebu;
quebram cacto, coco, quebranto e tabu...

Demétrio Sena - Magé-RJ.

CRÔNICA FRUSTRADA SOBRE A MÃE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Mãe é verbo e pronome na mesma língua. É um substantivo adjetivo. Nome próprio do amor maior. Ao mesmo tempo que singular, mãe é coletivo. Às vezes declara que não é duas; é simplesmente uma, porém é muitas... muitas em uma só.
Tem a força imensa da fraqueza enganosa da mulher. Natureza interior que sublima o bem e o mal. Desafia toda e qualquer fé que se baseia na filosofia... toda vã filosofia - pois toda é vã - que o ser humano procura desenvolver do que não entende... maternidade, por exemplo.
Uma espécie de celebridade oculta. verdade secreta que se avoluma no silêncio do seu dom infinito; imensurável. Que não precisa da explicação que não tem, pois complica o simples; complicadamente simples para o contexto afetivo do simplesmente ser.
Que dizer sobre mãe, que não seja pleonasmo e clichê? Como não cair no lugar-comum, para depois não ter dito nada? Foi assim que por lei do próprio tema, fiz tantas voltas e retornei ao vazio. Ao discurso do que sei que não sei de ser mãe... mãe de verdade.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Beijo uma coisa tão louca,
uma lingua encostando na outra.
Beijo so é bom quando é com
vontade, sem nenhuma maldade.

E a mão boba, a gente não concede,
isso quando a gente percebe.

São tantos sabores
São tantos amores
eles sempre são diferente,
sempre depende da gente,
por que tudo que é bom dura pouco.
Meu corpo, pede teu corpo,
minha boca pede tua boca,
AI QUE COISA LOUCA!!

Andrezza Maria Silva de Oliveira

Quando seu coração estiver magoado, conte até sete e trave sua lingua.

Mestre Arievlis

Colecione amantes ao invés de selos. Em selos você usa a língua apenas uma vez.

Ricardo Barbosa

A língua é em si mesma. Tem vida própria.

Fábio Sexugi

Segundo a wikipédia Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".Levando a saudade para um lado poético ,Neruda diz ' ...Saudade é amar um passado que ainda não passou,É recusar um presente que nos machuca,É não ver o futuro que nos convida'...-Um dia desses eu fui ler uma historia de Mônica e Cebolinha,me chamou muita atenção uma parte da historia que Magali dizia que era bom ter saudade...Por um lado até que se torna virtude !Ter saudade de alguma coisa é sinal de que aquilo ou aquele (a) foi importante para gente e que pode continuar sendo,só que como lembrança !Quem nunca teve saudade ?Saudade de um brinquedo,saudade da infância,saudade de um amor,saudade da família e saudade de alguém tão chato !Tem que diga que a saudade é calculista,mas nem sempre...Ela pensa na gente sim!quer fazer a gente pensar o quanto foi bom aquele momento ! A saudade tem de vários tipos,a saudade eterna e a saudade de um segundo! Vamos espalhar a saudade pelo mundo ! A partir da saudade vamos aprender a da valor mais as coisas ;D

Ananda Ribeiro

Minha língua é lâmina, minha carne é sangue / Meu ser é agonia, minha dor é bumerangue

Gooxe

Minha língua como lâminas cortam cordões umbilicais / Se alimenta de bebês deformados e restos mortais

Gooxe

Um dia, ainda te banharei com minha língua, te cobrirei com meu corpo. Um dia talvez, ou quem sabe agora.

Nilson Rutizat

Deus deixou nossa língua dentro da boca talvez para pensarmos antes que ela falasse, mas muitas pessoas insiste em solta-la, para falar antes de pensar.

Claudiney Ribeiro

A lingua saboreia o doce do mel assim como o salgado do sal

Carlos MR Canxixe

Perigosas não são as palavras ofensivas da língua, mas as que ficam retidas na imaginação.

Antonio Almeida

O amor é a única língua que é universal, e ainda assim poucos entendem.

Clara Luz espirito

Para um mundo melhor, precisamos segurar melhor a língua

Clara Luz espirito

Pessoas brutas como eu só amam de verdade. Minha Lingua é Solta, meus braços não prendem ninguém

Evelyne Freitas

Eu posso engolir minha língua, posso morder meu indicador até sangrar, posso respirar dentro do saco de pão até sufocar, mas ela não vai morrer. Eu posso arremessá-la contra o chão gelado do banheiro, pisar alto e gritar forte, mas ela não vai desaparecer como a fumaça do banheiro. Sua marca de batom vai ficar registrada na minha xícara de zebra, seu sopro leve vai deixar meus talheres sobre a pia e seus passos pontuados vão amassar o que sobrou da festa. A sujeira continua lá. Bem no cantinho do lado bom da cama. Próxima ao interruptor e dentro do carro. A sujeira mora em mim e varre o que houver ao redor. Ela tem meu cheiro. Conversamos sobre os mesmos assuntos e por isso ela permanece. É a melhor amiga da desorganização, prima da bagunça. Ela se sente á vontade no meu guarda-roupa e pesa a bolsa de mão. Já avançou para os novos cômodos e aos finais de semana habita a sala e a cozinha. Ontem achei um pedaço de azeitona dentro do lixo do carro. Ela sobreviveu mais de um mês e não cheirou mal. Eu prometi não tirá-la dali, mas ela desapareceu. Desapareceu naquilo que eu mesma criei como o ticket do estacionamento, o comprimido, a garrafinha d’água, o cartão do celular, a alça do sutiã, a trufa, o recibo, as chaves...

Olga Durães

Em beijos submersos, sentia tua lasciva língua invasora de cavidades em castidade já agora esquecida....
Entre olhares perversos e índole predadora, a cada mordida, mais apetecia-te as entranhas úmidas em meus anseios de ti...
Seguia a tua boca em meus seios... em meus meios... lá no fundo, bem no fundo do mar.
(Amor Submerso)

Lina Marano

Bôca

Bôca
entreaberta,
semi-fechada,
língua molhada,
esperta,
louca.
Bôca
carnuda,
polpa de frutas,
mel feito em gruta!
Voz muda,
rouca.
Palavra solta,
Libera desejo,
Pede um beijo.
Beijo na
bôca!

Doc Maumau