Homenagens para 15 anos

Cerca de 493 frases e pensamentos: Homenagens para 15 anos

s e g u n d a - f e i r a , 2 7 d e M a i o d e 2 0 1 3

Publicada por Larissa Eduarda à(s) 09:15

Texto - 1 mes de namoro ! '

ain *-* 1 mes ja né amor , tantas coisas que aconteçeu , tantas risadas , brincadeiras , olhares , abraços , beijo &&' o mais importante muito amor ' tudo aconteçeu de uma forma tão liinda , você veio como um anjo do ceu no momento que eu mais preciseivocê apareceu na minha viida ,><' você é aquele que mim dar forças quando eu mais preciso , aquele que mim da apoio , mim ajuda , meu ponto de equilibrio (..)' Como é bom poder te abraçar poder olhar nos teus olhos , sentir teus carinhos e agradeçer a Deus todos os dias por te conheçer ,tentaram ate separar você de mim ,mas o nosso amormostrou que não é fácil assim.Um sentimento verdadeiro e tão bonito .Que nada nesse mundo é capaz de derrubar,sempre que alguém vier tentar plantar maldade ,responderemos com a nossa felicidade, ninguém pode mudar o que o destino reservou pra nós vou mostrar pra todos que eu te amo que é só ao seu lado que eu faço planos. Sei que você nasceu pra mim nossa historia nunca vai ter fim (88' , Se Deeus quizer (yn' isso tudo mistura respeito e sinceridade , nada vai nos separar amor , você aquela base na minha viida , você é aquele que eu quero cada vez mais cada dia mais , Agradeço a Deus todos os dias por colocar você na miinha vida , peço a ele que cuide do nosso amor , você sabe né o quanto é importante na minha vida ? o quanto eu preciso de você ? não são com palavras que eu vou demonstraresse sentimento tão grande que eu tenho por você amr ' ;S , mim promete que nunca vai mim abandonar ? vai tar sempre comigo ? promete cuidar de mim ? ><' pois eu te prometo isso tudo amor ' prometo nunca te deichar de tar sempre do seu lado ((: ' prometo tar sempre com você , poiis so do seu lado eu mim siinto beeem ! , won *-* hoje faz 1 mes que eu toquei meus labios em seus labios pela primeira vez , 1 mes que eu te dei o primeiro abraço [..]' só teeenho que te agradeçer por TUUUDO ' e dizer que eu amo muito você ' em tão pouco tempo eu posso te dizer que você já me ensinou muita coisa, e que a cada dia que passa você me conquista cada vez mais , ! obrigado por tirar de mim cada sorriso , por mim fazer tão feliz , ((: ' você mim deu coragem pra mim seguir enfrente e não desistir dos meus sonhos , se hoje eu sou essa pessoa foi graças a você ..' eu jamais vou parar de te agradeçer por tuudo que você fez na minha vida , por tuudo que você é ! ' Obrigado amoor s2' '* EEEEUTEAMOღ' que esse amor seja eterno ' ∞

JUUH SANTOS

Meninos de 13 e 15 anos me pedir pra namorar? Vai brincar de carrinho bate-bate que eu vou procurar uma faculdade.

Karen Errichelli

Hoje de madrugada (15/01/13) aconteceu um fato que me deixou com essa frase na cabeça "dê valor enquanto tem". Moro com a minha avó, sempre fui muito apegada á ela pelo fato de não ter pai, ela cuidou de mim e hoje de madrugada acordei com ela passando muito mal, muito mesmo, ela aparentemente é saudável, mas é tem muitas doenças e uma delas é no pulmão e hoje achei que iria perder ela. Agora ela já melhorou e está tudo bem graças a Deus. Mas ainda estou com isso na cabeça. Quando a gente vê que está perdendo uma pessoa aos poucos, parece que na sua cabeça só passa aqueles momentos em que você pensa: "poxa, eu poderia ter feito mais, poderia ter aproveitado mais". E uma coisa é verdade: a gente só se dá conta da importância, da necessidade de uma pessoa em nossas vidas, quando estamos perdendo ela. Então o que nos resta é aproveitar cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo que ainda resta com essa pessoa para valorizar, para aproveitar, porque arrependimento infelizmente não trás ninguém de volta.

Bárbara Flores

Conheço muita mulher de 15 anos e muita menina de 20. O mais engraçado é que essas tais meninas de 20 sempre se acham mais maduras.

John Barros

Linda, parabéns pelo seu aniversário. È hoje 02 do 07 de 2012 que você estará completando 15 anos de vida. Além de ser fruto do homem é também filha do criador de todo universo. Para seu pai e sua mãe linda, você ainda é uma criança. E jamais ira deixar de ser tão especial, assim como uma rosa que nasce no campo, para dar e receber amor. Este maior presente de Deus a natureza...
Linda, parabéns pelo seu aniversário. È hoje 02 do 07 de 2012 que você estará completando 15 anos de vida. Além de ser fruto do homem é também filha do criador de todo universo. Para seu pai e sua mãe linda, você ainda é uma criança. E jamais ira deixar de ser tão especial, assim como uma rosa que nasce no campo, para dar e receber amor. Este maior presente de Deus a natureza...

Francisco Moreira de Freitas. François

Eu não preciso subir num salto 15 pra ficar poderosa, eu não preciso estar de vestido para parecer diva, e não preciso usar coroa para me comportar com uma princesa.

Larissa V.

Sonhei contigo sonho meu... Teu beijo doce e ardente... Viestes a mim... 15/06/12

Sayuri

E oq fazer quando a pessoa que te tira do serio eh a unica capaz de fazer vce se acalmar?

15/08/2012

AninhaGalega

Adoração e Louvor Verdadeiros - SALMO 15 – Salmo de Davi

Este Salmo revela quão puro era o caráter de Davi, e por isso Deus se referiu a ele como sendo um homem que era segundo o Seu coração. Aqui Davi, fala com certeza, no Espírito, qual é também o caráter de todos os demais que haverão de habitar na morada do santo monte do Senhor. Não necessitamos repetir as qualificações que ele enumera no texto para não sermos repetitivos, porque são muito claras por si mesmas. Davi não está dizendo que a justificação que dá a salvação da alma do pecador é obtida pela prática destas obras, mas que elas são a evidência de uma verdadeira salvação naqueles que as praticam de fato, porque estes jamais serão abalados.

“Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata; o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.”

Silvio Dutra

SALMO 15 - Salmo de Davi

“Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata; o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.”

Comentário:

Este Salmo revela quão puro era o caráter de Davi, e por isso Deus se referiu a ele como sendo um homem que era segundo o Seu coração.
Aqui Davi, fala com certeza, no Espírito, qual é também o caráter de todos os demais que haverão de habitar na morada do santo monte do Senhor.
Não necessitamos repetir as qualificações que ele enumera no texto para não sermos repetitivos, porque são muito claras por si mesmas.
Davi não está dizendo que a justificação que dá a salvação da alma do pecador é obtida pela prática destas obras, mas que elas são a evidência de uma verdadeira salvação naqueles que as praticam de fato, porque estes jamais serão abalados, porque sabemos que foram justificados simplesmente pela sua fé em Cristo.

Silvio Dutra

Amós 4 - Por Matthew Henry

Versículos 1-5: Israel é reprovado; 6-13: A demonstração de sua impenitência.

Vv. 1-5. Aquilo que é alcançado por meio da extorsão, costuma ser utilizado para prover a carne e satisfazer as suas concupiscências. Aquilo que é alcançado por meio da opressão não pode ser desfrutado com satisfação. Quão miseráveis são aqueles, cuja confiança na obediência às atitudes contrárias à orientação bíblica, somente vêm a provar que crêem em mentiras! Tomemos todo o cuidado para que a nossa fé, esperança e adoração estejam respaldados pela Palavra divina.

Vv. 6-13. Observemos o quão néscios são os corações carnais: andam errantes, indo de uma criatura a outra, procurando algo em que possam se satisfazer, e esforçam-se por aquilo que não satisfaz; porém, depois de tudo, não inclinarão os seus ouvidos àquEle em quem podem encontrar tudo o que desejam. Pregar o Evangelho é como fornecer a chuva; e onde falta a chuva, tudo se murcha. Bom seria se as pessoas fossem tão sábias com as suas almas, como o são com os seus corpos; e, quando não tivessem esta chuva perto de si, fossem procurá-la para que pudessem tê-la.
Como os israelitas persistiram em rebeldia e idolatria, o Senhor veio contra eles como um adversário, Em breve, cada um deve se encontrar com o Senhor em juízo, e ninguém será capaz de manter-se diante dEle se nos tratar conforme as nossas obras, se desejarmos nos preparar para termos um encontro tranqüilo com o Senhor nosso Deus no período aterrador de sua vinda, deveremos agora encontrá-lo em Cristo Jesus, o eterno Filho de Deus Pai, que veio salvar os pecadores. Devemos buscá-lo enquanto pode ser achado.

Matthew Henry

Môrmeu, essa madrugada acordei do nada ás 3:15 e só pensava em um nome, e na minha mente só se passava um rosto, e um sorriso lindo que me fazia sorrir também. Sabe aquele nome, aquele rosto, aquele sorriso que a cada dia me encanta mais? É mô, o teu nome o teu rosto e o teu sorriso… ah amor, o teu sorriso (…)

Stéfanie de Sá

Jeremias 3 - Por Matthew Henry

Versículos 1-5: Exortações ao arrependimento; 6-11: Judá é mais culpável do que Israel; 12-20: Promessa de perdão; 21-25: Os filhos de Israel expressam o seu sofrimento e arrependimento.

Vv. 1-5. Quando nos arrependemos, é bom pensarmos nos pecados dos quais temos sido culpados, e nos lugares e companhias em que foram cometidos.
Com que suavidade o Senhor os havia corrigido! Ele é Deus na maneira que recebe o arrependido, e não homem. Não importa o que dissemos ou fizemos até agora, passemos a invocá-lo de agora em diante. Esta graça de Deus não nos basta? Agora que o perdão é proclamado, não receberás o benefício? Eles esperaram encontrar nEle as ternas compaixões de um Pai para com um filho pródigo que regressa. Irão a Ele como o guia de sua juventude, pois os jovens precisam de direção, os pecadores arrependidos podem se animar por saberem que Deus não manterá a sua ira para sempre. Todas as misericórdias de Deus, em todas as épocas, dão animo; e o que pode ser mais desejável para o jovem do que ter o Senhor como Pai e Guia de sua juventude? Pais, dirijam sempre seus filhos com fervor na busca desta bênção!

Vv. 6-11. Se nos fixamos nos delitos daqueles que quebrantam a sua profissão de fé e as suas consequências, veremos que há muitas razões para evitar os maus caminhos. É espantoso ser declarado mais criminoso do que aqueles que realmente pereceram em seus pecados; porém, no castigo eterno, será pouco consolo para eles saber que outros foram mais vis que eles.

Vv. 12-20. Observe a prontidão de Deus para perdoar o pecado e as bênçãos reservadas para os tempos do Evangelho. Estas palavras foram proclamadas à nação de Israel, às dez tribos cativas na Assíria, instruindo-lhes como retornar. se confessarmos os nossos pecados, o Senhor é fiel e justo para perdoá-los.
Estas promessas se cumprirão plenamente com o regresso dos judeus em épocas futuras. Deus receberá com graça aos que regressarem a Ele; e, por graça, os apartará do restante.
A arca do pacto não foi encontrada depois do cativeiro. Toda esta dispensação terminaria, e isto aconteceu depois da multidão de crentes ter crescido muito por causa da conversão dos gentios e dos israelitas espalhados entre eles. É predito um estado feliz da Igreja. Ele pode ensinar a todos que o chamem de Pai, mas sem uma completa mudança de coração e vida, ninguém pode ser filho de Deus e ter a segurança de não se apartar dEle.

Vv. 21-25. O pecado é apartar-se andando em caminhos tortuosos. Esquecer do Senhor é a base de todo pecado, e por ele nos envolvemos em dificuldades. A promessa para aqueles que regressam é: Deus curará a sua rebelião por sua misericórdia perdoadora, sua paz que acalma e a sua graça que renova. Eles vêm consagrando-se ao Senhor, desprezando toda expectativa de alivio e socorro que não venha dEle e dependendo somente dEle. Vêm justificando a Deus em seus problemas, e se condenam a si mesmos por seus pecados. os verdadeiros arrependidos aprendem a chamar o pecado de vergonha, mesmo aquele no qual mais se compraziam. os verdadeiros arrependidos aprendem a chamar o pecado de morte e ruína, e o acusam como culpado por seu sofrimento., Enquanto os homens se endurecerem no pecado, sua porção será o desprezo e a miséria: aquele que encobre o seu pecado não prospera, mas aquele que o confessa e abandona encontra misericórdia.

Matthew Henry

Dia do Professor & Numerologia

Comemora-se no Brasil no dia 15 de Outubro.
O natalício 15 (o mesmo que o da nossa República) representa a ambição, o ideal, a meta.Quando é feita a soma do 1 com o 5 resulta em 6 que traduz amor, lar e nutrição.Analisando os algarismos de 15 separados vemos que o 1 da dezena representa a liderança que muda e o 5 da unidade potencializa emoção e aventura.
Outubro é mês 10 tendo como significado mudanças.
O número da ação, ou atitude, é conseguido com a soma do dia e mês de nascimento.Em seguida esta soma é reduzida a um só algarismo.
No caso do Professor somamos 15 com 10 obtendo o 25 que tem por significado "mente brilhante". Os algarismos de 25 são novamente somados surgindo o 7, número que sintoniza caminho, fé, desenvolvimento,progresso.
O ano pessoal dos professores no Brasil vale até 14/10/2013.
Vamos somar todos os algarismos de 15/10/2012 (1+5+1+0+2+0+1+2)
para obter o 12. É ano de muita dedicação e altruísmo:valorizar o "ter", mas prevalecer o "ser".12 é o número de meses do ano e dos apóstolos de Cristo.
Queridos professores, estamos num ano pessoal 3 (1+2) e a principal ferramenta tem que ser a comunicação e a criatividade.


Um abraço em todos e parabéns!

Antonia Neusa de Oliveira (aneusapoesias)

Filhos se educam até os seus 15 anos. Após isto, só os acompanhamos

Norival de Mendonça

A Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15)


Por Matthew Henry

A parábola do filho pródigo mostra a natureza do arrependimento e a imediata disposição do Senhor para acolher bem e abençoar todos aqueles que se voltam a Ele. Expõe plenamente as riquezas da graça do Evangelho; assim tem sido e será enquanto o mundo durar. É de utilidade indescritível para os pobres pecadores, para dirigi-los e alentá-los a arrependerem-se e a regressarem a Deus.
É mau, e o pior começo possível, quando os homens consideram os dons de Deus como dívida. O modo completamente néscio como agem os pecadores, e o que os arruína, é estarem contentes por receberem as suas coisas boas durante a sua vida. os nossos antepassados, ou os nossos primeiros patriarcas, destruíram a si mesmos e a toda a raça humana, por causa da néscia ambição de serem independentes, e isto está no fundo da persistência dos pecadores em seus pecados.
Todos nós podemos discernir alguns traços de nosso caráter no filho pródigo. Um estado pecaminoso é um estado de separação e afastamento de Deus e de desperdício. Os pecadores voluntários empregam mal os seus pensamentos e os poderes de sua alma, gastam mal o seu próprio tempo, e desperdiçam as suas oportunidades. Um estado pecaminoso é um estado de necessidade. Os pecadores têm falta daquilo que é necessário para a sua alma; não têm comida nem roupa para si mesmos, nem alguma provisão para o porvir. Um estado pecaminoso é um estado de vil escravidão. A atividade dos servos do demônio é fazer provisão para a carne e satisfazer a luxúria desta, e isto não é melhor do que alimentar os porcos. Um estado pecaminoso é um estado de constante descontentamento. A riqueza do mundo e os prazeres dos sentidos não são capazes de sequer satisfazer os nossos corpos, muito menos às nossas almas! Um estado pecaminoso é um estado em que o pecador não pode buscar alívio em nenhuma outra criatura. Em vão rogamos ao mundo ou à carne. Estes têm aquilo que envenena a alma, porém não têm nada que a alimente e nutra. Um estado pecaminoso é um estado de morte. O pecador está morto em delitos e pecados, desprovido de vida espiritual. Um estado pecaminoso é um estado perdido. As almas que estão separadas de Deus, sem a sua misericórdia, não são capazes de evitá-lo, mas logo estarão perdidas para sempre. o estado de desgraça do filho pródigo, é somente uma pálida sombra da horrorosa ruína do homem por causa do pecado; quão poucos são sensíveis ao seu próprio estado e caráter!
Tendo visto o filho pródigo em seu abominável estado de miséria, temos de considerar em seguida a sua recuperação. Isto tem início quando ele volta a si. Este é um ponto de retorno na conversão do pecador. O Senhor abre os olhos deste e convence-o de que tem pecados. Então, vê-se a si mesmo e a todo o objeto sob uma luz diferente daquela que via anteriormente.
Assim, os pecadores convictos percebem que o servo mais pobre de Deus é mais feliz do que eles. Contemplar a Deus como seu Pai e nosso Pai, será algo muito útil para o nosso arrependimento e regresso a Ele. o filho pródigo levantou-se e não se deteve até que chegou à sua casa. Assim, o pecador arrependido deixa de modo resoluto as ataduras de Satanás e as suas luxúrias, e regressa a Deus por meio da oração, apesar de seus temores e desalentos. O Senhor sai ao seu encontro com demonstrações inesperadas de seu amor perdoador. Novamente, a recepção do pecador humilhado é como a recepção do filho pródigo. É vestido com o manto de justiça do Redentor, é feito participante do Espírito de adoção, preparado pela paz de consciência e pela graça do Evangelho para andar nos caminhos da piedade, e festejado com consolações divinas. os princípios da graça e da santidade trabalham nEle, para querer e para realizar.
Na última parte desta parábola temos o caráter dos fariseus. São vistas a bondade do Senhor, que lhes é concedida pela graça, e a soberba com que a recebem. Os judeus, de modo geral, mostraram o mesmo espírito para com os gentios convertidos; e muitos deles, ao longo de todas as épocas, têm colocado objeções ao Evangelho e aos seus pregadores, sobre a mesma base de argumentos. Como será este temperamento, que incita os homens a desprezarem e aborrecerem aquEle Salvador que por eles derramou o seu precioso sangue? Como ainda faz com que aborreçam àqueles que lhes pregam a Palavra, que foram escolhidos pelo Pai e que são templos do Espírito Santo? Esta atitude brota do orgulho, da preferência por si mesmo e da própria ignorância do coração humano.
A misericórdia e a graça de nosso Deus em Cristo, brilham quase com tanto fulgor em sua terna e gentil tolerância para com os santos que estão em guerra, quanto para receber os pecadores pródigos que se arrependem. A felicidade inexprimível de cada filho de Deus, que se mantêm próximos à casa de seu Pai, é que estejam e estarão para sempre com Ele. Haverá grande felicidade para todos aqueles que, agradecidos, aceitarem o convite do Senhor Jesus Cristo.

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Comentário dos livros do Velho Testamento:
http://livrosbiblia.blogspot.com.br/

Comentário do Novo Testamento:
http://livrono.blogspot.com.br/

Mensagens:
http://retornoevangelho.blogspot.com.br/

Escatologia (tempo do fim):
http://aguardandovj.blogspot.com.br/

Matthew Henry

O medo é dividido em 5 níveis: medo, pânico, não sentir o celular no bolso, 15 chamadas da sua mãe não atendidas e "precisamos conversar".

Brayon Pieske

A Ressurreição do Corpo – I Coríntios 15

Muitos haviam sido testemunhas da ressurreição de Jesus, e das cerca de quinhentas pessoas às quais Ele havia aparecido ressuscitado depois da Sua morte, ainda vivia a maior parte, nos dias em que Paulo escreveu a primeira epístola aos coríntios, conforme se afirma no se 15º capítulo.
Depois, nosso Senhor apareceu a Tiago e a todos os apóstolos e por último ao próprio Paulo, porque não era apóstolo na ocasião da ascensão de Jesus, e isto foi uma forma de ser humilhado pelo Senhor, porque havia sido perseguidor da Igreja.
Entretanto, como a chamada do evangelho é segundo a graça, foi concedido a Paulo trabalhar pela mesma graça, mais do que todos os apóstolos, pregando sobretudo a ressurreição de Cristo; porque a fé do evangelho está fundamentada na Sua morte e ressurreição.
Se Cristo não tivesse ressuscitado, os apóstolos estariam dando um falso testemunho, porque se Cristo não tivesse ressuscitado, não poderiam afirmar que os mortos em Cristo também ressuscitarão.
A esperança de vida do cristão não é somente para esta vida, mas sobretudo para a vida perfeita e plena que será manifestada por ocasião da volta do Senhor.
E o grande fato que é a base do testemunho da nossa fé, é a de que há um Deus real e um céu real, porque Jesus não somente ressuscitou e apareceu a muitos discípulos, como também subiu aos céus à sua vista, e este testemunho foi passado por eles através de sucessivas gerações, até ter chegado a nós.
Por exemplo, Irineu foi discípulos do apóstolo João, e recebeu de João o firme testemunho de que Jesus havia ressuscitado e ascendido aos céus, e por sua vez Irineu teve por discípulo a Policarpo, que também passou o testemunho da ressurreição adiante, de modo que não temos somente o testemunho das Escrituras, como também o testemunho daqueles que tiveram contato com os que haviam sido testemunhas oculares da ressurreição e ascensão de Jesus.
E ainda temos o testemunho do Espírito Santo com o nosso espírito acerca desta realidade, de modo que possamos estar seguros de que não há somente um Deus vivo, que nos garante a vida eterna, como também um céu real para o qual iremos depois da nossa morte.
O nosso corpo morre por causa do pecado original de Adão, mas todos os que estão em Cristo terão os seus corpos ressuscitados.
Quando os corpos dos cristãos forem ressuscitados por Cristo, Ele terá aniquilado todo principado, potestade e força deste mundo, e entregará o reino a Deus Pai.
Como o último inimigo a ser vencido totalmente por Cristo é a morte, isto ocorrerá quando os cristãos forem ressuscitados, porque Ele veio para dar vida aos que estavam mortos, por causa do pecado original.
Ele recebe honra e glória por vencer o pecado, o diabo, o mundo e a morte.
Assim, o modo de um cristão glorificar a Cristo neste mundo é vencendo pela Sua graça, estes Seus inimigos, de forma que manifeste que Cristo é de fato o Senhor da vida.
Estava havendo uma incoerência por parte de alguns coríntios, que estavam realizando uma prática não cristã de se batizarem no lugar de entes queridos que haviam morrido, pensando que com isto poderiam vir a ser salvos.
Paulo tomou emprestada esta forma de ação representativa deles, para lhes indagar como podiam afirmar que não há ressurreição futura, se estavam intuitivamente assumindo aquela prática que dava testemunho de que de alguma forma tinham esperança numa vida futura?
E esta esperança numa vida futura é a essência mesma do cristianismo, porque chama todos os cristãos a não olharem para a aparência deste mundo, mas para a eternidade, à qual são chamados em Cristo Jesus.
Paulo argumentou com eles que caso ele não tivesse esperança nesta vida futura porque estaria se expondo a perigos a toda hora para pregar o evangelho?
Por que estaria enfrentando a morte bem de perto por todos os dias da sua vida, por causa da perseguição que estava sofrendo por causa do evangelho?
Por que teria lutado contra as bestas que haviam se levantado contra ele em Éfeso, por causa da defesa deles do culto da deusa Diana?
De que lhe valeriam todas estas coisas se não houvesse ressurreição?
Se não houvesse uma recompensa futura a ser dada aos que vencerem pelo Senhor?
Seria melhor se acomodar ao dito da filosofia dos epicuristas de que se aproveitasse o mais possível as coisas desta vida, uma vez que um dia todos haveremos de morrer.
E segundo eles, uma das melhores coisas deste mundo era beber e comer.
Entretanto, Paulo havia sido arrebatado ao terceiro céu, ao paraíso, ainda próximo da sua conversão, conforme afirma no décimo segundo capítulo de II Coríntios, de modo que tinha muita autoridade e segurança, quanto à nossa esperança futura em Cristo de irmos para este lugar maravilhoso, o céu, que é a habitação eterna não somente de Deus, como também nossa.
Mas, quantas renúncias os cristãos não devem fazer em favor do evangelho, inclusive nesta área de comer e beber, para que sejam em tudo achados aprovados pelo Senhor, não sendo causa de escândalo para nenhuma pessoa, de modo que possam alcançar a salvação em Cristo Jesus.
Os coríntios deviam portanto vigiar o assunto de suas conversações, para não fazerem afirmações falsas tal como a de alguns entre eles que diziam que não haveria ressurreição futura.
Isto estava sendo usado pelo Inimigo para corromper a fé de alguns, como Himeneu e Fileto haviam feito na Igreja de Éfeso, afirmando que a ressurreição já havia ocorrido,e que era somente espiritual, porque não haveria uma tal coisa como a ressurreição do nosso corpo.
Quando se diz isto está sendo afirmado ao mesmo tempo, que Cristo também não ressuscitou.
E se Ele não tivesse ressuscitado e subido aos céus com um corpo glorificado, nós não poderíamos ser justificados dos nossos pecados, e não poderíamos portanto receber a promessa de vida que Deus tem feito àqueles que creem no Seu Filho, como sendo as primícias daqueles que morrem, quanto à glorificação futura que terão, tal como a do Seu próprio Filho.
Uma grande evidência a favor da ressurreição foi dada por Deus na própria natureza, em que os vegetais nascem de sementes que morrem para darem lugar a uma nova forma de vida mais gloriosa.
Esta nossa vida que temos neste mundo é como uma semente, que haverá de revelar uma vida gloriosa, depois que a casca que é o nosso corpo, na qual está preso o nosso espírito, morrer.
Porque foi planejado por Deus primeiro nos plantar como homens naturais, para poder colher homens espirituais.
Por isso trouxemos conosco a imagem do primeiro homem cujo corpo foi feito do pó da terra, para sabermos que no mundo natural há vários tipos de carnes, e que há uma grande diferença entre a glória dos corpos terrestres e a daqueles que são celestiais.
Assim como as glórias do sol, da lua e das estrelas são diferentes, de igual modo é diferente a glória dos corpos deste mundo e a daqueles que são do céu.
Os nossos corpos neste mundo experimentam da corrupção, porque envelhecem e morrem, mas nossos corpos serão incorruptíveis e não mais morrerão depois que formos ressuscitados.
Nossos corpos enfraquecem e não trazem o brilho permanente da glória de Deus, mas depois da ressurreição serão vigorosos e gloriosos.
Se Deus quisesse poderia ter criado os homens tal como os anjos, a saber, sem um corpo, e sem serem dependentes de um mundo e de coisas materiais para a sobrevivência do corpo.
Mas Ele fez isto para que pudéssemos ser provados, quanto a se amaríamos ao Criador e a vida eterna futura, ou o mundo passageiro, e todas as criaturas que existem no mundo, sejam pessoas, ou quaisquer outros seres vivos, e toda sorte de coisas materiais.
Os que estiverem apegados ao que é terreno perecerão, mas os que amarem a vida espiritual, que está em Cristo Jesus, terão o céu como a sua habitação eterna.
Oh! Que o Senhor possa continuar arrebatando até a Sua santa presença no terceiro céu, a muitos dos nossos irmãos em Cristo, inclusive a nós mesmos, para que possa ser mantida viva esta esperança do céu e da eternidade, como uma força poderosa em nós, a mover toda a nossa ação neste mundo no serviço do Senhor.
Adão, sendo terreno não poderia nos transmitir, como seus descendentes, tal glória e vigor eternos, mas somente Jesus, sendo a última Cabeça representante da raça humana, pode nos transmitir tal glória e vigor, porque tem em Si este poder, porque diferentemente de Adão, Ele é espírito vivificante.
E assim como trouxemos conosco a imagem terrena de Adão, de igual modo haveremos de ter a imagem perfeita celestial de Cristo, porque Ele não é da terra, tal como Adão, mas do céu.
Deste modo não será este corpo de carne e sangue que herdará o reino de Deus, porque este corpo é corruptível e não pode portanto herdar um reino incorruptível.
Então mesmo os que estiverem vivos na terra no dia do arrebatamento, terão que ter os seus corpos transformados para poderem subir com corpos gloriosos para o encontro com Jesus entre nuvens.
E isto sucederá num abrir e fechar de olhos, quando os mortos serão ressuscitados e os que estiverem vivos terão seus corpos transformados.
Então o que é mortal será imortal. O que envelhecia não mais envelhecerá.
E nesta ocasião terá cumprimento a palavra profética de ter sido a morte tragada pela vitória.
E o Espírito zomba pelo profeta sobre o aguilhão da morte e sobre a vitória do inferno (Os 13.14).
Se o aguilhão usado pela morte é o pecado, porque é por causa do pecado que a morte entrou no mundo, e prevalece sobre os homens, como poderá ainda atuar tal aguilhão, uma vez que em Cristo os nossos pecados são perdoados e somos justificados, pelo sangue que Ele derramou na cruz?
De igual modo, se o que dava força ao pecado era a Lei, a qual nos tornava indesculpáveis diante de Deus, por causa da transgressão dos Seus mandamentos, esta força foi quebrada e desfeita quando Jesus encravou na cruz o escrito de dívida que era contrário a nós, por causa de tais transgressões.
Porque nEle temos morrido não somente para o pecado, como também para a condenação e a maldição da Lei.
Todos os méritos desta vitória são portanto pertencentes ao Senhor e é somente a Ele que deve ser tributada toda glória e ações de graças.
Mas devemos também ser gratos ao Pai, porque foi Ele quem deu o Seu Filho para morrer no nosso lugar, para que fôssemos justificados dos nossos pecados.




“1 Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.
2 Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.
3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
4 E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
5 E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze.
6 Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também.
7 Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos.
8 E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo.
9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.
10 Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.
11 Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim haveis crido.
12 Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?
13 E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou.
14 E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.
15 E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.
16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18 E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
19 Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
20 Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
21 Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
23 Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.
24 Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.
25 Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.
26 Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.
27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.
28 E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.
29 Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?
30 Por que estamos nós também a toda a hora em perigo?
31 Eu protesto que cada dia morro, gloriando-me em vós, irmãos, por Cristo Jesus nosso Senhor.
32 Se, como homem, combati em Éfeso contra as bestas, que me aproveita isso, se os mortos não ressuscitam? Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.
33 Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.
34 Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa.
35 Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?
36 Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.
37 E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente.
38 Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo.
39 Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves.
40 E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres.
41 Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.
42 Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.
43 Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.
44 Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
45 Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.
46 Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.
47 O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
48 Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais.
49 E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.
50 E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
51 Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;
52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
53 Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
54 E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
55 Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?
56 Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
57 Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”. (I Cor 15.1-58)

Silvio Dutra

O Sacrificio e a Obediência aos Mandamentos – Números 15

Os primeiros vinte e nove versículos deste 15º capítulo de Números são repetições de leis constantes especialmente de Levítico, relativas à apresentação de ofertas e sacrifícios.
Deus havia perdoado o povo de ser exterminado pela Sua ira, mas Ele lhes recorda que deveriam apresentar sacrifícios, porque era com base nestes que poderiam ser perdoados.
Todo e qualquer pecado que seja perdoado, no sentido de sermos livrados dos juízos de Deus, sempre o serão com base no sacrifício de Jesus pelos pecadores, do qual, aqueles sacrifícios de animais eram apenas uma figura.
É pela exclusiva graça de Deus, que opera com base no sacrifício, que somos perdoados, e não por nenhum ato de penitência da nossa parte, por nenhuma boa obra que façamos para compensar a má obra que tenhamos feito.
Nossas ofensas da santidade devida a Deus são tão imensas que nada que fizéssemos por mais caro e trabalhoso que fosse, poderia apagá-las.
Somente o precioso sangue de Cristo pode fazê-lo, quando nos apropriamos dos seus benefícios, simplesmente pela fé, confiando que Deus determinou fazê-lo unicamente pela Sua graça.
Entendemos então, com a introdução deste 15º capítulo, que Deus não estava esperando perfeição absoluta dos israelitas, mas fé e arrependimento.
Ele não esperava que eles se aperfeiçoassem em seus talentos naturais para a guerra, de modo que se superassem, senão apenas confiança no Seu poder e graça, e especialmente fé na Sua fidelidade, em cumprir as Suas promessas.
Se Ele havia prometido aos patriarcas, que daria a terra de Canaã à sua descendência, não cabia aos israelitas outra opção senão a de crerem na fidelidade de Deus, pois Ele lhes havia dado inúmeros exemplos de quão fiel era em cumprir todas as Suas promessas.
Todavia, a partir do trigésimo versículo deste 15º capítulo, o Senhor declarou expressamente que a cobertura do pecado, pelo sacrifício, não anulava a responsabilidade de se guardar Seus mandamentos; de modo que aqueles que pecassem deliberadamente, isto é, que confrontassem abertamente a Sua autoridade, estariam blasfemendo o Seu santo nome, e portanto, deveriam ser excluídos da comunidade de Israel, por terem desprezado a Palavra de Deus, quebrando o seu mandamento, e neste caso, responderiam pela sua iniquidade (v. 30,31).
Para ilustrar como deveria então ser aplicada a lei, é registrado logo em seguida o caso de um homem que apanhou lenha num dia de sábado, e sendo trazido a Moisés e a Arão, e a toda a congregação, foi colocado na prisão, e o Senhor disse a Moisés que tal homem deveria ser morto por toda a congregação, através de apedrejamento fora do arraial (v. 32-36).
Para o propósito de os israelitas lembrarem do seu dever de guardarem os mandamentos do Senhor, e para que não se deixassem arrastar à infidelidade pelos afetos carnais de seus corações, e pela cobiça de suas vistas, de modo que fossem santos para com o Seu Deus, este ordenou a Moisés que lhes dissesse que usassem em todas as suas gerações, franjas nas borlas das suas vestes, e que nestas colocassem um cordão azul, para tal propósito de se lembrarem de todos os mandamentos.
Mais uma vez o Senhor lhes lembrou que lhes havia tirado do Egito, para ser o Deus deles (v. 37-41).
Com o cumprimento deste mandamento, através de suas vestes, eles testemunhariam que eram diferentes das demais nações, e que não estavam envergonhados do Seu Deus e da Sua lei.
Os fariseus ampliavam estas franjas das vestes de modo a fazê-las maiores do que as dos demais judeus, de forma a mostrarem que eram mais santos do que eles (Mt 23.5).
Mas não faziam um uso sincero e santo, senão hipócrita e para se ostentarem.



“1 Depois disse o Senhor a Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel e díze-lhes: Quando entrardes na terra da vossa habitação, que eu vos hei de dar,
3 e ao Senhor fizerdes, do gado ou do rebanho, oferta queimada, holocausto ou sacrifício, para cumprir um voto, ou como oferta voluntária, para fazer nas vossos festas fixas um cheiro suave ao Senhor,
4 Então aquele que fizer a sua oferta, fará ao Senhor uma oferta de cereais de um décimo de efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite;
5 e de vinho para a oferta de libação prepararás a quarta parte de um him para o holocausto, ou para o sacrifício, para cada cordeiro;
6 e para cada carneiro prepararás como oferta de cereais, dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com a terça parte de um him de azeite;
7 e de vinho para a oferta de libação oferecerás a terça parte de um him em cheiro suave ao Senhor.
8 Também, quando preparares novilho para holocausto ou sacrifício, para cumprir um voto, ou um sacrifício de ofertas pacíficas ao Senhor,
9 com o novilho oferecerás uma oferta de cereais de três décimos de efa, de flor de farinha, misturada com a metade de um him de azeite;
10 e de vinho para a oferta de libação oferecerás a metade de um him como oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.
11 Assim se fará com cada novilho, ou carneiro, ou com cada um dos cordeiros ou dos cabritos.
12 Segundo o número que oferecerdes, assim fareis com cada um deles.
13 Todo natural assim fará estas coisas, ao oferecer oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.
14 Também se peregrinar convosco algum estrangeiro, ou quem quer que estiver entre vos nas vossas gerações, e ele oferecer uma oferta queimada de cheiro suave ao Senhor, como vós fizerdes, assim fará ele.
15 Quanto à assembleia, haverá um mesmo estatuto para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco, estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós, assim será o peregrino perante o Senhor.
16 Uma mesma lei e uma mesma ordenança haverá para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco.
17 Disse mais o Senhor a Moisés:
18 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Depois de terdes entrado na terra em que vos hei de introduzir,
19 será que, ao comerdes do pão da terra, oferecereis ao Senhor uma oferta alçada.
20 Das primícias da vossa massa oferecereis um bolo em oferta alçada; como a oferta alçada da eira, assim o oferecereis.
21 Das primícias das vossas massas dareis ao Senhor oferta alçada durante as vossas gerações.
22 Igualmente, quando vierdes a errar, e não observardes todos esses mandamentos, que o Senhor tem falado a Moisés,
23 sim, tudo quanto o Senhor vos tem ordenado por intermédio do Moisés, desde o dia em que o Senhor começou a dar os seus mandamentos, e daí em diante pelas vossas gerações,
24 será que, quando se fizer alguma coisa sem querer, e isso for encoberto aos olhos da congregação, toda a congregação oferecerá um novilho para holocausto em cheiro suave ao Senhor, juntamente com a oferta de cereais do mesmo e a sua oferta de libação, segundo a ordenança, e um bode como sacrifício pelo pecado.
25 E o sacerdote fará expiação por toda a congregação dos filhos de Israel, e eles serão perdoados; porquanto foi erro, e trouxeram a sua oferta, oferta queimada ao Senhor, e o seu sacrifício pelo pecado perante o Senhor, por causa do seu erro.
26 Será, pois, perdoada toda a congregação dos filhos de Israel, bem como o estrangeiro que peregrinar entre eles; porquanto sem querer errou o povo todo.
27 E, se uma só pessoa pecar sem querer, oferecerá uma cabra de um ano como sacrifício pelo pecado.
28 E o sacerdote fará perante o Senhor expiação pela alma que peca, quando pecar sem querer; e, feita a expiação por ela, será perdoada.
29 Haverá uma mesma lei para aquele que pecar sem querer, tanto para o natural entre os filhos de Israel, como para o estrangeiro que peregrinar entre eles.
30 Mas a pessoa que fizer alguma coisa temerariamente, quer seja natural, quer estrangeira, blasfema ao Senhor; tal pessoa será extirpada do meio do seu povo,
31 por haver desprezado a palavra do Senhor, e quebrado o seu mandamento; essa alma certamente será extirpada, e sobre ela recairá a sua iniquidade.
32 Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado.
33 E os que o acharam apanhando lenha trouxeram-no a Moisés e a Arão, e a toda a congregação.
34 E o meteram em prisão, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer.
35 Então disse o Senhor a Moisés: certamente será morto o homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial.
36 Levaram-no, pois, para fora do arraial, e o apedrejaram, de modo que ele morreu; como o Senhor ordenara a Moisés.
37 Disse mais o Senhor a Moisés:
38 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que façam para si franjas nas bordas das suas vestes, pelas suas gerações; e que ponham nas franjas das bordas um cordão azul.
39 Tê-lo-eis nas franjas, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os observeis; e para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes o fazíeis;
40 para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Deus.
41 Eu sou o senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito para ser o vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Nm 15.1-41).

Silvio Dutra

Jogando Vinagre em Feridas – Jó 15

Maior do que o sofrimento físico e pelas perdas que havia sentido, foi o que Jó sentiu pela grande pressão que os seus amigos faziam sobre a sua alma.
Quando estamos em grande estado de fraqueza, angústia, dor, aflição, não queremos ouvir conselhos funestos, mas alguém que se coloque ao nosso lado e levante um clamor a Deus em nosso favor para que nos dê alívio.
É o que todo bom médico procura fazer: aliviar as dores de seus pacientes, e não aumentá-las.
Que médicos de almas eram aqueles amigos de Jó, que só faziam aumentar o seu sofrimento, e que não recuavam diante da constatação do efeito das suas palavras sobre ele?
Eles queriam justificar a Deus condenando o seu servo justo e íntegro.
Não estavam muito distantes dos principais sacerdotes e anciãos de Israel, que tentaram justificar a Deus e a Lei de Moisés, levando Jesus a morrer na cruz.
Não podemos ser aprovados por Deus condenando inocentes, e era justamente isto que estavam fazendo os amigos de Jó.
Mais do que justificar a Deus, os amigos de Jó queriam exibir a grande sabedoria da qual julgavam estarem dotados.
Pavões exibicionistas diante da dor alheia. É algo para ser não apenas temido, mas evitado.
Todavia, quantos destes pavões não são encontrados nas próprias igrejas, exibindo conhecimento teológico enquanto matam almas inocentes, com a sua incapacidade de sintonizarem com a dor alheia.
Que ao menos ficassem calados diante de tais sofrimentos, como Jó apelou insistentemente a seus amigos que o fizessem.
Todavia não lhe deram ouvido e continuaram em sua obstinação, fustigando a sua alma justa, conforme vemos neste 15º capítulo, tentando convencê-lo de que a causa do seu sofrimento era falta de temor e de reverência para com Deus. Principalmente por insistir em afirmar que era justo perante Ele.
Como eles não admitiam que tais sofrimentos não podiam acometer uma alma justa, então concluíram que a causa da aflição de Jó era a iniquidade do seu coração.
Não são poucos os teólogos, especialmente os da confissão positiva e da teologia da prosperidade, que advogam a mesma posição errada dos amigos de Jó.
Eles afirmam que se alguém está sofrendo é por causa do pecado que tenha praticado, ou então por causa da falta de fé para repreender o mal.
Que modo mais simplista e errado de se definir a vida!
Isto não pode ser aplicado como uma regra absoluta, porque se há de fato, sofrimento que é causado por causa de pecados praticados e também pela incredulidade, não se pode, no entanto, diagnosticar todo tipo de sofrimento por esta mera regra estreita.
Como se encaixam nesta regra as seguintes afirmações bíblicas, dentre outras:
“confirmando as almas dos discípulos, exortando-os a perseverarem na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus.” (At 14.22)
“E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições.” (II Tim 3.12)
“Antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias,” (II Cor 6.4)
“Agora me regozijo no meio dos meus sofrimentos por vós, e cumpro na minha carne o que resta das aflições de Cristo, por amor do seu corpo, que é a igreja;” (Col 1.24)
“mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis.” (I Pe 4.13)
“Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (Jo 16.33)
“pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele,” (Fp 1.29)
Todas estas afirmações bíblicas relativas aos sofrimentos dos justos não poderiam ser entendidas pelos amigos de Jó, se fossem lidas para eles, porque se justificariam como fazem os teólogos da confissão positiva e da prosperidade material, porque não se darão por convencidos até que sejam humilhados por Deus, tal como o Senhor fizera com os amigos de Jó, lhes declarando que os mataria caso Jó não intercedesse em favor deles, e também por conceder a Jó uma vida próspera em dobro, em relação a tudo o que tinha antes de ter sido afligido.
A história não tinha acabado.
Havia ainda capítulos para serem contados, mas como isto foi encoberto por Deus aos amigos de Jó, eles prosseguiram em suas ousadas asseverações, conforme as que vemos nas palavras de Elifaz neste 15º capítulo, que continuou teimosamente justificando a Deus, quando Ele não necessita de nenhum justificador, e o pior de tudo, fazendo-o, por condenar a Jó.
Diferentemente de Jó, aqueles homens se julgavam justos a seus próprios olhos, tal como os fariseus e escribas dos dias de Jesus, simplesmente por entenderem que possuíam um conhecimento elevado acerca de Deus.
Como se julgavam retos por causa deste conhecimento, então eram ímpios todos aqueles, que segundo eles, lhes faltava tal conhecimento, e nisto incluíram o próprio Jó.
Eles definiram o ímpio por esta medida particular que eles haviam criado em suas próprias imaginações, sem que tivessem recebido qualquer revelação específica da parte de Deus.
Então, estes ímpios jamais poderiam ter paz tal como eles, e jamais poderiam esperar algo diferente de uma condenação inapelável.
Veja, que tal como os escribas e fariseus, haviam esquecido, ou não conheciam, os aspectos mais importantes da teologia, que são a justiça, a fé e a misericórdia.
Eles faziam umas poucas coisas que consideravam justas e como sendo toda a vontade de Deus, e se julgavam portanto, aprovados.
Eles não conseguiam enxergar que por maiores e melhores que sejam as obras dos homens, eles permanecem condenados diante de Deus, sendo salvos exclusivamente por Sua graça e misericórdia, pelo simples fé no ato da justiça que nos tem oferecido em Jesus Cristo.
Somos justificados pela justiça de um Outro, a saber: Cristo.
Somos vestidos com a Sua justiça para sermos aceitos por Deus.
Ninguém será justificado por obras que realize ou pelo conhecimento ortodoxo que alegue possuir.
Todavia como o conhecimento incha, os amigos de Jó estavam inchados de orgulho, para que pudessem ser enchidos com o verdadeiro conhecimento que procede de Deus.
Assim, à uma apressada vista, as palavras de Elifaz podem dar a impressão de serem a pura expressão da sabedoria divina, no entanto, não devem ser lidas com os óculos da mente natural, mas com os óculos do Espírito, e então veremos que não passam de afirmações de palha, que não podem resistir ao fogo do justo juízo divino.
Em primeiro lugar, ele desprezou completamente as alegações sábias de Jó sobre a brevidade da vida do homem neste mundo, chamando-as de palavras de vento, e que portanto seriam espalhadas pelo vento oriental. Chamou-as de palavras vãs e de nenhuma serventia. No entanto, vimos quão apropriado é dar a devida atenção ao que Jó disse para que não ajuntemos tesouros na terra, senão somente no céu.
Além disso, Elifaz afirmou que Jó estava destruindo a reverência, e impedindo a meditação diante de Deus. Obviamente o dissera porque a verdade incomoda, e impede que devaneios sejam a base da nossa meditação espiritual.
Não se pode, no entanto, prestar-se verdadeiro culto a Deus, ou meditar na Sua presença, sem esta sinceridade de abrir o coração perante Ele, tal como Jó estava fazendo.
Enganam-se os herdeiros do espírito dos escribas e fariseus, pensando que é possível cultuar a Deus com hipocrisia, ou seja, ocultando as reais condições de nossa alma, enquanto nos entregamos a ritos e cerimoniais religiosos.
O problema com os amigos de Jó é da mesma ordem e natureza do problema de todos os hipócritas, ou seja, apesar de serem insinceros diante de Deus, e de não buscarem uma vida verdadeiramente santa, pretendem ainda assim, serem considerados como todos os verdadeiros santos.
Isto nós vemos nas seguintes palavras de inveja amargurada que Elifaz disse a Jó:
“9 Que sabes tu, que nós não saibamos; que entendes, que não haja em nós?
10 Conosco estão os encanecidos e idosos, mais idosos do que teu pai.”
Veja que ele estava afirmando um conhecimento superior de Deus, baseado nas tradições que haviam recebido de seus antepassados.
Não era exatamente este o problema com os escribas e fariseus, que invalidaram a Palavra de Deus, por causa das tradições de seus pais?
A teologia de Jó não era uma teologia recebida por tradição de homens, mas por ser cavada em íntima experiência com Deus.
Isto o homem natural não pode aceitar.
Ele não admite que Deus fale diretamente conosco, e que nos revele a Sua vontade.
Tem que estar seguro em algo que lhe foi dito pelos antepassados. Por algum religioso renomado. E é nisto que firmam suas convicções sobre Deus.
O espírito livre de Jó, que não estava preso a tais tradições era um abuso, uma irreverência, algo insuportável para eles.
Assim como foram Jesus e os apóstolos para os escribas e fariseus em seus dias.
Elifaz disse que Jó estava fazendo pouco caso das consolações de Deus, quando estava sendo privado destas consolações durante o período da sua aflição. Que descaramento! Que falta de sensibilidade e misericórdia! Dizer a alguém que estava sendo consumido com a dor, com a morte todo o tempo diante da sua face, que deveria se alegrar em Deus, e se regozijar por saber que Ele é consolador.
Pessoas que se queixam de suas presentes condições aflitivas, não estão necessariamente se voltando contra Deus, pelas palavras amargas que possam sair de suas bocas, tal como Elifaz estava julgando a Jó incorretamente (v. 13).
Não podemos julgá-los nestas horas difíceis como sendo apóstatas, ou como pessoas que perderam a sua santidade perante Deus.
É muito fácil ser conduzido, como Elifaz foi em seus dias, a um julgamento errado, pensando que a causa dos sofrimentos de tais pessoas é o fato de não serem espirituais, de não obedecerem os mandamentos de Deus, de não estarem orando ou buscando ao Senhor o tanto quanto deveriam.
E finalmente julgá-los como sendo ímpios e não verdadeiros cristãos, tal como Elizaz fizera em relação a Jó, pelo que deduzira de seus grandes sofrimentos.
É cruel dizer para alguém em tais circunstâncias, como as de Jó:
“Está sofrendo assim porque quer! Não deu a devida atenção à vontade de Deus e olha só o que lhe veio a acontecer!” Se isto é cruel a nossos olhos, imagine aos olhos puros e santos de Deus! Por isso se irou sobremaneira contra os amigos de Jó como vemos no final do seu livro.
Deus se enoja de toda esta justiça farisaica que condena o pecador antes mesmo que ele seja submetido ao juízo divino.
Por isso somos advertidos para não julgarmos para não sermos julgados com o mesmo critério com que julgarmos a outros, porque somos tão pecadores quanto eles, sendo justificados gratuitamente por Cristo, por causa da Sua exclusiva graça e misericórdia.
Todavia, a natureza terrena nos leva sempre a nos compararmos com outros e a nos julgarmos melhores do que eles, ou então a estarmos em melhores condições perante Deus do que eles, em razão de não praticarmos as mesmas coisas que costumam praticar ou por não vivermos tal como eles.
Devemos vigiar constantemente contra este espírito que nos torna inúteis para ajudar o nosso próximo, tal como os amigos de Jó no passado.



“1 Então respondeu Elifaz, o temanita:
2 Porventura responderá o sábio com ciência de vento? E encherá do vento oriental o seu ventre,
3 arguindo com palavras que de nada servem, ou com razões com que ele nada aproveita?
4 Na verdade tu destróis a reverência, e impedes a meditação diante de Deus.
5 Pois a tua iniquidade ensina a tua boca, e escolhes a língua dos astutos.
6 A tua própria boca te condena, e não eu; e os teus lábios testificam contra ti.
7 És tu o primeiro homem que nasceu? Ou foste dado à luz antes dos outeiros?
8 Ou ouviste o secreto conselho de Deus? E a ti só reservas a sabedoria?
9 Que sabes tu, que nós não saibamos; que entendes, que não haja em nós?
10 Conosco estão os encanecidos e idosos, mais idosos do que teu pai.
11 Porventura fazes pouco caso das consolações de Deus, ou da palavra que te trata benignamente?
12 Por que te arrebata o teu coração, e por que flamejam os teus olhos,
13 de modo que voltas contra Deus o teu espírito, e deixas sair tais palavras da tua boca?
14 Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce da mulher, para que fique justo?
15 Eis que Deus não confia nos seus santos, e nem o céu é puro aos seus olhos;
16 quanto menos o homem abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como a água?
17 Escuta-me e to mostrarei; contar-te-ei o que tenho visto
18 (o que os sábios têm anunciado e seus pais não o ocultaram;
19 aos quais somente era dada a terra, não havendo estranho algum passado por entre eles);
20 Todos os dias passa o ímpio em angústia, sim, todos os anos que estão reservados para o opressor.
21 O sonido de terrores está nos seus ouvidos; na prosperidade lhe sobrevém o assolador.
22 Ele não crê que tornará das trevas, mas que o espera a espada.
23 Anda vagueando em busca de pão, dizendo: Onde está? Bem sabe que o dia das trevas lhe está perto, à mão.
24 Amedrontam-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como um rei preparado para a peleja.
25 Porque estendeu a sua mão contra Deus, e contra o Todo-Poderoso se porta com soberba;
26 arremete contra ele com dura cerviz, e com as saliências do seu escudo;
27 porquanto cobriu o seu rosto com a sua gordura, e criou carne gorda nas ilhargas;
28 e habitou em cidades assoladas, em casas em que ninguém deveria morar, que estavam a ponto de tornar-se em montões de ruínas;
29 não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda, nem se estenderão pela terra as suas possessões.
30 Não escapará das trevas; a chama do fogo secará os seus ramos, e ao sopro da boca de Deus desaparecerá.
31 Não confie na vaidade, enganando-se a si mesmo; pois a vaidade será a sua recompensa.
32 Antes do seu dia se cumprirá, e o seu ramo não reverdecerá.
33 Sacudirá as suas uvas verdes, como a vide, e deixará cair a sua flor como a oliveira.
34 Pois a assembleia dos ímpios é estéril, e o fogo consumirá as tendas do suborno.
35 Concebem a malícia, e dão à luz a iniquidade, e o seu coração prepara enganos.” (Jó 15)

Silvio Dutra