Homenagens para 15 anos

Cerca de 520 frases e pensamentos: Homenagens para 15 anos

Comentário de Filipenses 3.15



Por João Calvino

“Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá.” (Filipenses 3.15)

“Todos, pois, que somos perfeitos”. Para que ninguém viesse a entender isso como se referindo à humanidade em geral, como se estivesse explicando os elementos simples para aqueles que são meras crianças em Cristo, ele declara que isto é uma regra que todos os que são perfeitos deveriam seguir. Agora, a regra é esta - que devemos renunciar à confiança em todas as coisas, para que possamos nos gloriar somente na justiça de Cristo, e preferindo-a a tudo o mais, aspirar por uma participação em seus sofrimentos, que pode ser o meio de conduzir-nos a uma abençoada ressurreição.
“E, se, porventura, pensais doutro modo”. Pelos mesmos meios ele tanto os humilha, e os inspira com boa esperança, porque os adverte para não se exaltarem em sua ignorância e, ao mesmo tempo, ele lhes ordena que tenham bom ânimo, quando diz que devemos aguardar a revelação de Deus. Porque sabemos quão grande obstáculo à verdade é a obstinação. Este, “porventura”, é a melhor preparação para a docilidade - quando não temos prazer no erro. Paulo, portanto, ensina indiretamente, que devemos abrir caminho para a revelação de Deus, se nós ainda não alcançamos aquilo que buscamos. Mais adiante, quando ele ensina que devemos avançar por graus, ele lhes incentiva para não recuarem no meio da jornada. Ao mesmo tempo, ele mantém para além de toda controvérsia o que já havia ensinado previamente, quando ele ensina que outros que discordam dele terão uma revelação dada a eles do que ainda não sabem. Porque isto é como se tivesse dito: "O Senhor, um dia, vos dirá que a própria palavra que tenho afirmado é uma regra perfeita de conhecimento verdadeiro e do viver justo." Ninguém poderia falar desta maneira, se não estivesse totalmente assegurado da razoabilidade e precisão de sua doutrina. Vamos nesse meio tempo aprender também a partir desta passagem, que devemos topar por um tempo com a ignorância em nossos irmãos fracos, e perdoá-los, se não lhes é dado imediatamente serem de uma mente conosco. Paulo se sentia seguro da sua doutrina, e ele ainda acolhe àqueles que ainda não puderam chegar à hora de fazer progressos, e não deixa por conta disso de considerá-los como irmãos; somente os adverte contra ficarem inchados em si mesmos, em sua ignorância.

Traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

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Calvino

Comentário de João 3.14,15

Por João Calvino

“14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,
15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.”

14. “E como Moisés levantou a serpente”. Jesus explica mais claramente por que ele disse que é somente para ele que o céu é aberto; ou seja, que ele traz para o céu somente a todos os que estão dispostos a segui-lo como seu guia; pois ele atesta que ele vai ser aberto e publicamente manifestado a todos, para que ele possa difundir seu poder sobre os homens de todas as classes. Ser levantado significa ser colocado numa situação elevada, de modo a ser exibido à vista de todos. Isso foi feito através da pregação do Evangelho; porque a explicação que alguns dão, como se referindo à cruz, nem está de acordo com o contexto, nem é aplicável ao presente assunto. O simples significado das palavras, portanto, é que, pela pregação do Evangelho, Cristo seria exaltado, como um padrão para o qual os olhos de todos deveriam ser dirigidos, como Isaías tinha predito (Isaías 2.2). Como um tipo desse levantamento, ele se refere à serpente de bronze, que foi erguida por Moisés, a visão da qual era um remédio salutar para aqueles que foram feridos pela picada mortal de serpentes. A história desta ocorrência é bem conhecida, e é detalhada em Números 21.9. Cristo a introduz nesta passagem, para mostrar que ele deve ser colocado diante dos olhos de todos pela doutrina do Evangelho, para que todos os que olham para ele pela fé possam obter salvação. Por isso, deve-se inferir que Cristo é claramente exibido a nós no Evangelho, a fim de que ninguém possa se queixar de obscuridade; e que esta manifestação seja comum a todos, e que a fé tem o seu próprio olhar, pelo qual é percebida como presente; como Paulo nos diz que um retrato vivo de Cristo com a cruz é exibido, quando ele é verdadeiramente pregado (Gálatas 3.1).
A metáfora não é imprópria ou rebuscada. Assim como era apenas a aparência de uma serpente, mas não continha nada em si que fosse pestilento ou venenoso, assim Cristo vestiu-se com a forma de carne do pecado, e ainda sendo puro e livre de todo o pecado, para que pudesse curar em nós a ferida mortal do pecado. Não foi em vão que, quando os judeus foram feridos pelas serpentes, que o Senhor preparou previamente este tipo de antídoto; e isto intentava confirmar o discurso que Cristo entregou. Porque quando viu que ele seria desprezado como uma pessoa desconhecida, ele poderia produzir nada mais apropriado do que a elevação da serpente, para dizer-lhes, que eles não devem achar isto estranho, mas, ao contrário da expectativa dos homens, ele foi levantado de sua muito baixa condição, porque isso já havia sido tipificado nos termos da Lei pela serpente de bronze.
A questão agora é: Será que Cristo comparou-se à serpente, porque há alguma semelhança; ou, ele pronunciou isto para ser um sacramento, como foi o maná? Porque embora o maná fosse um alimento material, Paulo ainda testifica que era um mistério espiritual (1 Coríntios 10.3) sou levado a pensar que este também foi o caso com a serpente de bronze, tanto por essa passagem, e pelo fato de ter sido preservado para o futuro, até que a superstição das pessoas a tivessem convertido em um ídolo (2 Reis 18. 4). Se qualquer um formar uma opinião diferente, eu não debato o ponto com ele.

Traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

Calvino

“Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo...” (Is 40.15)



Por João Calvino

“Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta.” (Isaías 40.15)

“Eis que as nações são como uma gota de um balde”. Se quisermos compreender o que o Profeta está dizendo, e ler estas palavras com proveito, temos que (como eu comentei um pouco antes) entender o seu desígnio. Ele não celebra a grandeza de Deus de uma forma isolada, mas a exalta com a máxima adaptação possível ao presente assunto, para que os israelitas pudessem saber que somente este escudo é suficiente para protegê-los, e que eles não terão motivos para temer os esforços, ou a raiva, ou a violência do mundo, se Deus estiver reconciliado com eles, e para que eles pudessem, assim, aprender a valer-se da proteção de Deus; pois se não estivessem totalmente convencidos disso, surgiriam a todo momento várias causas de desespero. Isaías, assim, continua o assunto, quando diz que todas as nações e os povos nada são em comparação com Deus; porque, simplesmente soprando sobre eles, vai espalhar como pó miúdo todos os habitantes da terra. Em consequência do nosso ser excessivamente propenso e tolamente engenhoso na elaboração de motivos para desconfiança, imaginamos que tudo o que Satanás faz com o propósito de prejudicar a salvação bloqueia o caminho de Deus. Para a finalidade da correção deste erro, o Profeta declara que todas as criaturas nada são diante de Deus, e que todas as nações se assemelham a pequenas e insignificantes gotas de água. Daí inferimos que nada pode ser mais contrário à razão do que exaltar criaturas por causa da diminuição do poder de Deus, o qual é alto, acima de tudo, e deve ser por isso reconhecido.

Traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

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Calvino

Comentário de Judas 1.5

Por João Calvino

“Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram;” (Judas 1.5)

“Mas quero lembrar-vos, ou, recordá-los”. Judas ou modestamente se desculpa, para que não parecesse ensinar, como que a ignorantes, coisas desconhecidas a eles; ou, de fato (com o que estou mais de acordo), declara abertamente, de um modo enfático, que não aduzia nada novo ou inaudito antes, a fim de que aquilo que ia dizer pudesse ter mais crédito e autoridade. “Apenas torno a chamar à vossa mente”, diz ele, “aquilo que já aprendestes”. Uma vez que lhes atribui conhecimento, ele diz que precisavam de advertências, para que não pensassem que o trabalho que teve com eles fosse supérfluo. Ele usa a palavra de Deus não apenas para ensinar o que não poderíamos ter conhecido de outro modo, mas também para nos despertar para uma séria meditação das coisas que já entendemos, e para não permitirmos que nos tornemos apáticos num conhecimento frio.
Agora, o sentido é que, após termos sido chamados por Deus, não devemos nos gloriar negligentemente na sua graça, e sim, pelo contrário, andar atentamente no seu temor. Pois, se alguém brinca com Deus assim, o menosprezo pela sua graça não ficará impune. E isto ele prova por três exemplos. Primeiro, ele se refere à vingança que Deus executou sobre aqueles incrédulos que ele havia escolhido como seu povo e libertado pelo seu poder. Praticamente a mesma referência é feita por Paulo em 1 Cor 10.1-13. O significado do que ele diz é que aqueles que Deus havia honrado com as maiores bençãos, que ele havia exaltado ao mesmo grau de honra de que desfrutamos hoje, puniu depois severamente. Então futilmente se orgulhavam da graça de Deus todos aqueles que não viviam de uma maneira conveniente com o seu chamado.
A palavra povo é empregada por honra em lugar de nação santa e eleita, como se ele tivesse dito que de nada lhes serviria que, por um favor singular, tivessem entrado no pacto. Chamando-os de incrédulos, ele denota a fonte de todos os males. Pois todos os pecados deles, mencionados por Moisés, deviam-se a isto, que eles se recusaram a ser governados pela palavra de Deus. Onde existe a sujeição da fé, aí a obediência para com Deus necessariamente se mostra em todos os deveres da vida.

Calvino

Comentário de Romanos 2.15

Por João Calvino

“Rom 2:15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se,”

“Nisto eles mostram a obra de lei escrita em seu coração”, ou seja: eles provam que há impressa em seus corações certa discriminação e juízo, por meio dos quais podem distinguir entre justiça e injustiça, honestidade e desonestidade. Paulo não diz que a obra da lei se acha esculpida em sua vontade, de modo a buscarem-na e perseguirem-na diligentemente, mas que se acham tão assenhoreados pelo poder da verdade, que não têm como desaprová-la. Não teriam instituído ritos religiosos, se não estivessem convencidos de que Deus deve ser adorado; nem se envergonhariam de adultério e de latrocínio, se os não considerassem como algo em extremo nocivo.
Não há qualquer base para deduzir-se desta passagem o poder da vontade, como se Paulo dissesse que a observância da lei é algo que se acha em nosso poder, visto que ele não está falando de nosso poder de cumprir a lei, e, sim, de nosso conhecimento dela. O termo corações não deve ser considerado como a sede das afeições, mas simplesmente como se referindo ao entendimento, como em Deuteronômio 29.4: "Porém, o Senhor não vos deu coração para entender"; e Lucas 24.25: "Ó néscios e tardos de coração para crer [=entender] tudo o que os profetas disseram!"
Não podemos concluir desta passagem que há no ser humano um pleno conhecimento da lei, mas tão-somente que há algumas sementes de justiça implantadas em sua natureza. Isto é evidenciado por fatos como estes, a saber: que todos os gentios, igualmente, instituem ritos religiosos, promulgam leis para a punição do adultério, do latrocínio e do homicídio, e louvam a boa fé nas transações e contratos comerciais. Assim, eles provam seu conhecimento de que Deus deve ser cultuado, que o adultério, o latrocínio e o homicídio são ações perversas, e que a honestidade deve ser valorizada. Não é o nosso propósito inquirir sobre que tipo de Deus eles o tomam, ou quantos deuses têm eles inventado. É suficiente saber que acreditam que há um Deus, e que honra e culto lhe são devidos. Pouco importa, também, que não permitam que se cobice a mulher do próximo, possessões, ou alguma coisa que tenham como sua, se toleram as faltas sem rancor e ódio, porque tudo aquilo que julgam como sendo ruim sabem também que não deve ser cultivado.
“Sua consciência e seus pensamentos, ora acusando-os, ora defendendo-os”. O testemunho de sua própria consciência, que é equivalente a mil testemunhas, era a mais forte pressão que poderá ter causado neles. Os homens são sustentados e confortados por sua consciência e boas ações, porém, interiormente, são molestados e atormentados quando sentem ter praticado o mal - daí, o aforismo pagão de que a boa consciência é um espaçoso teatro, e que a má consciência é um dos piores verdugos, e atormenta os perversos com a mais feroz de todas as fúrias. Há, pois, [no homem], um certo conhecimento da lei, o qual confirma que uma ação é boa e digna de ser seguida, enquanto que outra será evitada com horror.
Notemos como Paulo define a consciência de forma judiciosa. Adotamos, diz ele, certos argumentos com o fim de defender certo curso de ação que assumimos, enquanto que, por outro lado, há outros que nos acusam e nos convencem de nossos maus feitos. Ele se refere a estes argumentos de acusação e defesa no dia do Senhor, não só pelo fato de que somente então é que aparecerão, porquanto são constantemente ativos no cumprimento de sua função nesta vida, mas porque, então, também entrarão em vigor. O propósito do argumento de Paulo, aqui, é impedir que alguém menospreze tais argumentos como sendo de pouca importância ou permanente significação. Como já vimos, ele pôs no dia em vez de até ao dia.

(Nota do Pr Silvio Dutra: Tomemos por assentado, que nesta dispensação da graça, que tem durado desde a morte e ressurreição de Jesus, que a nenhuma pessoa, e a nenhuma instituição tem sido dado por Deus, que em nome da religião, se faça acepção, ou injúria, maldição ou condenação de quem quer que seja, e muito menos que se use de violência seja ela moral ou física em nome de se defender a santidade e justiça de Deus. Ao contrário é ordenado aos que amam e conhecem a Deus em espírito, que amem a todos, inclusive a seus inimigos, e que perdoem e bendigam os que lhes amaldiçoam, injuriam ou perseguem.
Quando encontramos em comentários bíblicos o terrível destino que está reservado àqueles que se opuserem a Deus até o final de suas vidas, como vemos por exemplo não apenas nos comentários de Calvino, mas nos de todos aqueles que são fiéis à pregação e ensino da verdade revelada nas Escrituras, o que se tem em foco não é uma ameaça ou um aborrecimento declarado da parte de homens, senão um alerta misericordioso da parte do próprio Deus, que é quem o afirma, pela boca dos seus ministros o que há de suceder no dia do juízo final, de modo que pelo arrependimento, possam se converter e serem livrados da condenação.)

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Calvino

Comentário de Judas 1.14,15

Por João Calvino

“14. E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adäo, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos;
15. Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.”

“E também Enoque”. Prefiro pensar que esta profecia não estava escrita, ao invés de ter sido tirada de um livro apócrifo. Ela pode ter sido transmitida de memória pelos antigos à posteridade. Se alguém questionar: Visto que sentenças semelhantes ocorrem em muitas passagens da Escritura, por que ele não citou um testemunho escrito por um dos profetas? A resposta é óbvia: Ele queria repetir desde a mais remota antiguidade o que o Espírito havia pronunciado a respeito deles. E isto é o que as palavras sugerem, pois diz expressamente que este era o sétimo depois de Adão, a fim de recomendar a antiguidade da profecia, porque ela existia no mundo antes do dilúvio.
Mas eu disse que esta profecia era conhecida dos judeus por relato. Mas se alguém pensa de outro modo, não contenderei com ele, e, na verdade, nem a respeito da própria epístola, se é de Judas ou de algum outro. Em coisas duvidosas, apenas sigo o que parece provável.
“Eis que vem, ou é vindo, o Senhor”. O tempo passado, segundo o modo dos profetas, é usado em lugar do futuro. Ele diz que o Senhor viria com milhares de seus santos. E por santos ele se refere aos fiéis, bem como aos anjos, pois ambos adornarão o tribunal de Cristo, quando ele descer para julgar o mundo. Ele diz milhares, como também Daniel menciona miríades de anjos (Dn 7.10), a fim de que a multidão dos ímpios não sobrepuje, como um mar bravio, os filhos de Deus, mas para que pensem nisto, que o Senhor um dia reunirá o seu povo, parte do qual está habitando no céu, invisível a nós, e parte está oculta sob uma grande quantidade de pó.
Mas a vingança que está suspensa sobre as cabeças dos ímpios deveria manter os eleitos em temor e vigilância. Ele fala de obras e palavras, porque seus corruptores cometeram muito mal, não somente pela sua vida ímpia, mas também pela sua linguagem falsa e impura. E as suas palavras foram duras, por conta da audácia obstinada, pela qual, sendo orgulhosos, agiram insolentemente.

Calvino

Sobre a Vida Cristã – Parte 15



Por João Calvino

CAPÍTULO III

Carregar a cruz – um ramo da autonegação.

5. Ainda, no entanto, não vemos quão necessária é a obediência, a menos que, ao mesmo tempo consideremos quão propensa a nossa natureza carnal é para sacudir o jugo de Deus sempre que tenha sido tratada com algum grau de doçura e indulgência. Isso acontece tal como sucede com cavalos refratários, que, se mantidos inativos por alguns dias no estábulo e manjedoura, tornam-se ingovernáveis, e não mais reconhecem o cavaleiro, cujo comando antes eles implicitamente obedeciam. E nós invariavelmente nos tornamos o que Deus reclama em relação ao povo de Israel – que engordando e ficando nédios –chutamos Aquele que nos criou e cuidou de nós (Deut 32.15). A graça de Deus deveria nos seduzir para refletir e amar a sua bondade; mas desde que tal é a nossa maldade, que somos, invariavelmente, corrompidos por sua indulgência, é mais do que necessário que devamos ser contidos pela disciplina para não irromper em tal petulância. Assim, para que não fiquemos encorajados por um excesso de abundância de riqueza; para que não fiquemos exultantes com honra, para que não cresçamos orgulhosos; para que não fiquemos inflados com outras vantagens de corpo, ou mente, ou fortuna, para que não sejamos insolentes, o próprio Senhor interfere do modo que ele julga conveniente, por meio da cruz, subjugando e reduzindo a arrogância da nossa carne, e isto, de várias maneiras, conforme a necessidade de cada um requer. Porque, assim como nem todos igualmente padecem sob a mesma doença, deste modo nem todos precisam da mesmo cura difícil. Daí, vemos que nem todos são exercitados com o mesmo tipo de cruz. Enquanto o Médico celestial trata alguns mais suavemente, no caso de outras pessoas ele emprega remédios mais amargos, no seu propósito de fornecer uma cura para todos. Ainda, ninguém é deixado livre e intocado, porque ele sabe que todos, sem uma única exceção, estão doentes.

Traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

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Calvino

Comentário de I Tessalonicenses 2.15

Por João Calvino

“Os quais também mataram o Senhor Jesus e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido; e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens,” (I Tessalonicenses 2.15)

“Os quais mataram o Senhor Jesus”. Como esse povo havia sido distinguido por muitos benefícios de Deus, em consequência da glória dos patriarcas, o próprio nome (judeu) era de grande autoridade entre muitos. Para que esse disfarce não deslumbrasse os olhos de ninguém, ele priva os judeus de toda a honra, não lhes deixando nada além do ódio e da maior infâmia.
“Vede”, diz ele, “as virtudes pelas quais eles merecem louvor entre os bons e piedosos! – eles mataram seus próprios profetas e, por fim, o Filho de Deus; eles perseguiram a mim, seu servo, eles fazem guerra contra Deus, são detestados por todo o mundo, são hostis à salvação dos gentios; por fim, eles estão destinados à destruição eterna”.
Questiona-se, por que ele diz que Cristo e os profetas foram mortos pelas mesmas pessoas? Respondo que isto se refere a todo o corpo, pois Paulo quer dizer que não há nada de novo ou incomum na resistência deles a Deus, mas que, pelo contrário, eles estão, deste modo, enchendo a medida de seus pais, assim como Cristo se referiu a eles (Mt 23:32).

(Nota do Pr Silvio Dutra: Tomemos por assentado, que nesta dispensação da graça, que tem durado desde a morte e ressurreição de Jesus, que a nenhuma pessoa, e a nenhuma instituição tem sido dado por Deus, que em nome da religião, se faça acepção, ou injúria, maldição ou condenação de quem quer que seja, e muito menos que se use de violência seja ela moral ou física em nome de se defender a santidade e justiça de Deus. Ao contrário é ordenado aos que amam e conhecem a Deus em espírito, que amem a todos, inclusive a seus inimigos, e que perdoem e bendigam os que lhes amaldiçoam, injuriam ou perseguem.
Quando encontramos em comentários bíblicos o terrível destino que está reservado àqueles que se opuserem a Deus até o final de suas vidas, como vemos por exemplo não apenas nos comentários de Calvino, mas nos de todos aqueles que são fiéis à pregação e ensino da verdade revelada nas Escrituras, o que se tem em foco não é uma ameaça ou um aborrecimento declarado da parte de homens, senão um alerta misericordioso da parte do próprio Deus, que é quem o afirma, pela boca dos seus ministros o que há de suceder no dia do juízo final, de modo que pelo arrependimento, possam se converter e serem livrados da condenação.)

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Comentário de Colossenses 1.5

Por João Calvino

“por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho,” (Colossenses 1.5)

“Por causa da esperança que vós está reservada nos céus”. Porque a esperança da vida eterna nunca será inativa em nós, não deixando assim de produzir amor em nós. O motivo é que, necessariamente, aquele que está plenamente persuadido que um tesouro da vida está reservado para ele nos céus aspirará àquele lugar, desdenhando deste mundo. A meditação, contudo, sobre a vida celestial provoca nossas afeições tanto ao louvor a Deus, como aos exercícios de amor. Os sofistas pervertem essa passagem com o propósito de enaltecer os méritos das obras, como se a esperança da salvação dependesse das obras. O raciocínio, contudo, é fútil. Pois não se segue que, porque a esperança nos estimula a aspirar viver retamente, ela esteja portanto fundamentada sobre as obras, visto que nada é mais eficaz para esse propósito do que a bondade imerecida de Deus, que elimina absolutamente toda confiança nas obras.
Há, contudo, um exemplo de metonímia no uso do termo esperança, visto que é usado pela coisa que se espera. Porque a esperança que está em nosso coração é a glória pela qual esperamos no céu. Ao mesmo tempo, quando ele diz, que existe uma esperança que para nós está reservada nos céus, ele quer dizer que os crentes deveriam sentir-se seguros quanto à promessa de felicidade eterna, igualmente como se já tivessem um tesouro reservado num lugar particular. Da qual já antes ouvistes. Como a salvação eterna é uma coisa que ultrapassa a compreensão do nosso entendimento, ele adiciona que a segurança dela foi trazida aos colossenses por meio do evangelho; e ao mesmo tempo diz no princípio que ele não irá apresentar algo novo, mas tem meramente em vista confirmá-los na doutrina que tinham recebido anteriormente. Erasmo traduziu assim – a palavra verdadeira do evangelho. Também estou bem ciente que, de acordo com o idioma hebraico, o genitivo é frequentemente usado por Paulo no lugar de um epíteto; mas as palavras de Paulo aqui são mais enfáticas. Pois ele chama o evangelho, kay ejxoch>n, (com o objetivo de eminência), de palavra da verdade, com a visão de colocar honra sobre ele, para que eles possam aderir mais leal e firmemente à revelação que tinham derivado dessa fonte. Assim, o termo evangelho é introduzido por aposição.

Calvino

O apóstolo Paulo disse: “Trabalhei muito mais do que todos eles” (1Co 15.10). Alguém poderia considerar esse discurso recheado de orgulho; mas o apóstolo arranca a coroa de sua própria cabeça, e a põe sobre a cabeça da livre graça: “Todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo”. Constantino costumava escrever o nome de Cristo sobre a porta, e nós deveríamos fazer o mesmo sobre os nossos deveres. Sendo assim, esforcemo-nos para fazer o nome de Deus glorioso e renomado. Se Deus busca o nosso bem, busquemos a Sua glória. Se Ele faz todas as coisas servirem à nossa edificação, façamos todas as coisas servirem à Sua exaltação.

Thomas Watson

15 de outubro, o calendário sinaliza que é Dia do Professor! Essa missão tão nobre e tão digna (sem desmerecer tantas outras) mas tão espinhosa, difícil, e no atual contexto muito desvalorizada! Ao professor não lhe é concedido o devido Respeito nem os devidos Direitos. Hoje, mais do que nunca é muito fácil "cortar-se" direitos dos professores. Direitos adquiridos ao longo de mais de dez anos são extintos com um simples ato de governantes que se julgam "semideuses"! Os discursos utilizados em "Campanhas eleitorais" viram fumaça, evaporam quando determinadas autoridades assumem o poder.

Ao professor cabe as cobranças da família e da sociedade no tocante à educação dos filhos, e a culpa pela educação de baixa ou de má qualidade que é oferecida à maioria dos estudantes deste país...
Mas, e aos filhos-alunos que saciam ou pelo menos deveriam saciar sua fome e sede de saber, de conhecimento, nessa fonte que é e será sempre o professor, o orientador e facilitador da aprendizagem daqueles que querem realmente aprender. A eles não se cobra, não se exige que respeite os professores e a escola em sua totalidade ou se são cobrados, se acham no direito de não obedecer a seus pais e responsáveis. A esses, temos a impressão que não se cobra nada! Apenas lhes garantem direitos!!!...

Penso que diante das atuais circunstâncias, cabe a toda sociedade direcionar um novo olhar, um novo jeito de ver, de enxergar além de nossas retinas cansadas e habituadas a olhar sempre as mesmas coisas. Talvez, esta seja a hora de examinarmos nossos discursos repetitivos, e as nossas práticas (também repetitivas), o nosso papel como profissionais, como família, Autoridades, enfim toda sociedade. Quem sabe, incorporando novas atitudes e demonstrando nosso compromisso com a educação teremos a educação que queremos para nossos filhos, nossos netos e todos os filhos do Brasil que dependem das escolas públicas para poder sonhar e buscar um futuro diferente daquele que seu pais tiveram!

Foi-se o tempo em que o professor ou diretor repreendia ou chamava atenção do aluno sem se preocupar com a questão da segurança. Pedir com educação, com delicadeza para o aluno entrar na sala de aula ou pedir que ele não atrapalhe as aulas, muitas vezes é entendido de forma equivocada, errada, é como se o professor ou diretor estivesse ali "cometendo um crime" contra tais alunos. Isso é muito grave, e tem gerado muitas discussões desagradáveis entre escola, aluno e familiares, e até ameaças à integridade física desses profissionais. Temos mesmo que lamentar que as coisas tenham chegado a esse ponto ou nível absurdo!

Ser professor na atual sociedade onde muitos papéis estão invertidos, é ser "sofressor" como fala um colega de profissão. Significa pagar um preço bastante alto no que diz respeito à saúde, à integridade física e à própria qualidade de vida. Longe de nós pensarmos que estamos vivendo a era da decadência na educação! Ou será que estamos???... Uma verdade vista por todos nós é que há dias vivemos a chamada inversão de valores. As famílias já não conseguem mais repassar para seus filhos os valores morais, sociais e, espirituais (nesses nem se fala) para seus filhos. O que mais me entristece é saber que pais e mães tem medo de falar com os filhos, de repreendê-los, de dá um conselho. Nesses casos, os pais agem ou melhor não agem, eles se "refugiam" na pele de "filhos"! Que tristeza e que vergonha!!!

IsisDumont

Aos 15 queremos ter 18...
aos 18 queremos ter 25...
aos 25 temos medo de fazer 30 e queremos voltar a ter 15...
aos 30 temos medo de não chegarmos aos 50...
aos 50 queremos ver até onde o corpo aguenta...
aos 80 compreendemos o valor de cada passo que damos na vida... e descobrimos que não devemos se importar com oq está por vir e nem com oq passou, cada idade tem seu melhor e seu pior, inevitável, como um dia após o outro, orgulhe-se de onde chegou... Viva Agora!!!

Marcio Soares

OS DILEMAS DA IDADE

Antes dos 15 o tempo passa tão devagar e você fica louco pra chegar aos 15.
Depois dos 15, gosta de "exibir a idade";
Aos 18, "opa, sou maior de idade agora" e acha que pode tudo;
Depois dos 20 começa a confundir a idade quando alguém pergunta; (Estou nessa fase rsrs)
Depois dos 30, começa a mentir a idade;
Depois dos 40, não gosta nem que perguntem;
Depois dos 50, omite mesmo;
Depois dos 60, só relembra os tempos de juventude;
Depois dos 70, já confunde os nomes dos netos e bisnetos;
Depois dos 80, não sabe nem a própria idade;
E se chegar aos 90, só diz que está esperando sua hora.


(H.A.)

Hosana Amaro

Se tivermos de ser o peru?
por Edson Miranda Santos, sábado, 29 de Outubro de 2011 às 15:55
Às vezes pensamos que Deus tenta agir como o zoopsicanalista que tenta convencer o peru da sua importância para a festa do natal. Às vezes me flagro divagando sobre a situação de Jó, e dos outros Jo's da vida que não conseguiam entender a razão pela qual estavam sendo submetidos a uma situação tão constrangedora quando a sua consciência não o acusava de coisa alguma que viesse a justificar aquele momento, aquela situação.
Isaias 55.8,9,10,11 - Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.
Por não conhecermos a mente de Deus achamos os seus caminhos truncados, difíceis de serem entendidos e aceitos. É muito complicado aceitarmos, o sofrimento, a dor, o prostrar-se, principalmente de um ente querido, de um servo conhecidamente fiel, leal, comprometido com o reino em um leito de hospital, em casa vegetando, ou de súbito ser tomado de forma agressiva e catastrófica.
Nesse exato momento estamos vivenciando situação semelhante. Minha mãe, menina, mulher, irmã, esposa, mãe, amiga, serva dedicada, de vida cristã conhecidamente voltada para o reino, para a família, para o próximo, de repente se ver em um hospital sendo sirugiada de uma fratura no fêmur que por irresponsabilidade médica infeccionou e quase que perde a perna ou quem sabe poderia ter sido a vida. Sempre foi uma mulher muito ativa, nunca foi de esperar acontecer, sempre se adiantando aos fatos, deixando muita gente perplexa por saber-se do seu despreparo intelectual, hoje se encontra em um leito em casa com crises de demência senil, com algumas escaras enormes que nos deixam apreensivos, dependendo em tudo de todos.
A mente do homem reclama: Onde está o Deus justo e misericordioso, que atenta para o justo na sua justiça e para o injusto na sua injustiça se temos visto e contemplado ocasiões em que parece que a situação se inverte.
Por sermos excessivamente materialistas não conseguimos desenvolver em nós virtudes que nos foram prometidas, que teríamos, feitas pelo dono absoluto das virtudes; o próprio Deus, através de Jesus Cristo. Marcos 16.17,19 - E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.
"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos."
Tentar alcançar ou acompanhar os pensamentos de Deus em uma linha de raciocínio humano, é como diz o poeta popular: é pegar o sol com a mão. Jeremias 29.11 - Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.
Como alcançar a linha de raciocínio de Deus se as turbulências da vida não nos dão tempo nem espaço para que possamos elaborar as ideias de forma tal que seja possível o mínimo de coerência? O trabalho pela sobrevivência nos rouba muito tempo. Não conseguimos sobreviver sem pão, sem roupas, sem chão, sem teto. O básico. Porém não se vive só do básico. Não seria vida; seria só sobrevivência. Deus não nos prometeu somente sobrevivência, mas vida e vida abundante, e isso implica em uma amplitude interpretativa imensa, sem precedentes. Como diz o poeta: "Bebida é água, comida é pasto. A gente não quer só bebida, a gente não quer só comida"...A gente quer ser Deus, não simplesmente ter um Deus. É muito limitado, é condicionar-se a uma posição de suplicante, de secundarista, onde o conseguir vai depender da postura de humilhação do adorador. Subserviência.
Como somos medíocres, como pensamos pequeno ante as promessas que nos são feitas, como se é tolo em querer ser a árvore quando podemos viver à sombra da mesma. O salmista diz: Salmo.91 -1 - Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Por que querer ser Deus se eu posso em Cristo ser um nele. João 17.21-Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
1º Coríntios 2.9,10,11,12,13,14,15,16 - Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.
Ser um em Cristo significa ser um em Deus. Se somos um em Cristo temos a mente de Cristo. Se temos a mente de Cristo podemos alcançar as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, porque o amamos, e por isso somos um nEle, e a quem assim está é dado discernimento para os pensamentos de Deus que são revelados: na sua palavra, na sua obra, no desenrolar dos acontecimentos, em toda criação.
Quantas verdades em tão poucos escritos. Quanta pequenez para conseguirmos absorve-las e tornarmo-nos praticantes, desfrutarmos destas maravilhas. Não são só palavras consoladoras, são verdades alcançáveis, resultado de uma vida de intimidade com Deus, de um relacionamento intrínseco.
Alguém pode até perguntar: quem será esse super crente tão seguro que nunca passou nem acha que passará por momentos de desespero e que jamais questionou e nem questionará a Deus?
O mais frágil e mais ousado de todos os servos dEle, que quando se acha magoado diz-lhe abertamente que não está gostando e que se é o que Ele quer para mim, imponha a mim a sua vontade mesmo que eu esperneie e chore até que vencido pelo cansaço me renda. Sou chorão, sou arengueiro, sou implicante, sou insistente, sou osso duro de roer. Quem me conhece sabe! Mas Ele conhece a minha estrutura, sabe que eu sou pó (Salmos 103.14). Muitos deram as suas vidas para que este evangelho chegasse até nós. A muitos outros Deus permitiu, e até expôs a situações difíceis para que pelo seu exemplo de fé, de perseverança, de integridade e de ousadia tomássemos conhecimento da sua maravilhosa graça e, se formos mais atentos percebermos os milagres que Deus tem realizado em nossos dias, em nossa volta, em nossas vidas. E como instrumentos nas mãos de Deus não passamos de ferramentas do seu trabalho já que fomos redimidos, para remissão daqueles pelos quais Jesus Cristo morreu. Se tivermos que ser o peru?...

Edson Miranda dos Santos

Com base no tempo de existência vivi 15 anos, mas com base no que é viver nas vias de fato, encontro-me na barriga de minha mãe, ou não, talvez. Tento escrever para acalmar o meu espirito, acalentar minhas derrotas e decepções fatídicas. Escrevo porque quem lê minhas palavras é guiado para a vida de uma pessoa que não sou eu. É que no papel tudo é possível, ninguém ri dos meus pedidos infinitos, meus traumas definidos e amores fugitivos. Nas minhas vidas fictícias, uma vez ou outra faço escolhas, ganho jogos e construo trilhas. Nessas "vidas" de areia, acima dos meus sonhos só se encontram realizações, e acima dos meus bilhões de medos sempre existe alguém sem medo.

Julianna Galvão

Se reservássemos apenas 15 minutos de nosso dia para nós mesmos, talvez compreenderíamos coisas que a nossa mente reluta em nos dizer! Rá de Oliveira

Rachel de Olivera Morais

Gosto tanto de criança que, por mim, elas deveriam ficar na incubadora até os 15 anos (no mínimo).

Alan Barra

As pessoas são o que são, com 15% de margem de erro.

Eduardo Costa

23:15

A alma sente e clama....seus eflúvios percorrem o corpo....a mente da forma com palavras.....vou criando o sentimento que sentes....entorpecem as entranhas ...o brilho nos olhos ....e desejo de ver e ter


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Sincero o Único

Cristãos Amadurecidos Sabem Lidar com as Debilidades e Diferenças dos Outros

Paulo começou o 15º capítulo de Romanos concluindo o assunto que havia tratado no capítulo anterior, para dizer que aqueles que se consideravam espirituais e fortes na graça, esclarecidos nas coisas relativas ao reino de Deus não deveriam se valer da maturidade espiritual para desprezarem aqueles que ainda não estivessem no mesmo nível de santificação e espiritualidade deles.
Ao contrário, deveriam servir de suporte para os cristãos fracos, porque não fomos chamados a agradar a nós mesmos, mas a amar nossos irmãos com demonstrações práticas de ações, orações, serviços e usos dos nossos dons em favor deles, para que sejam aperfeiçoados na fé.
Novos convertidos ou pessoas que apesar de convertidas têm dificuldade em progredir rumo ao amadurecimento espiritual não devem ser de modo algum criticadas, desprezadas ou rejeitadas por aqueles que são maduros na fé.
O verbo suportar empregado no primeiro versículo, quando Paulo fala sobre “suportar as fraquezas dos fracos”, vem do original grego bastazo, que significa levar o que é duro de suportar, carregar, sustentar, apoiar. Então, não é suportar no sentido de tolerar, mas de ajudar.
Nós encontramos este mesmo verbo, usado com o mesmo sentido em outras passagens tais como Mt 8.17; Lc 14.27; Rom 11.18 e Gál 6.2.
O modo de agradar não a nós mesmos, mas ao nosso próximo, é com as coisas que sejam boas para a sua edificação, como se vê no verso 2.
Estas coisas que são boas para edificação têm a ver com o evangelho do Senhor, porque Ele não agradou a Si mesmo, tomando sobre Si as nossas injúrias, como se vê no verso 3.
Para este propósito, de suportarmos as debilidades dos fracos, e nos exercitarmos no amor, é que foi feito o registro das Escrituras para o nosso ensino, para que através das mesmas nós tenhamos esperança, através da perseverança e consolação que recebemos das próprias Escrituras, como se afirma no verso 4.
Deus mesmo é quem nos faz perseverar e nos consola, fazendo com que tenhamos o mesmo sentimento de uns para com os outros, segundo o exemplo que temos em Cristo Jesus como se vê no verso 5.
Ele faz isto para que possamos em concordância, como uma só boca, isto é, em unidade de amor, de fé e de espírito, glorificar o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, como se afirma no verso 6; portanto os cristãos devem se acolher mutuamente como amigos, da mesma forma como Cristo nos recebeu, para a glória de Deus.
E assim, como poderíamos preservar a unidade do Espírito com sentimentos facciosos em nossos corações, relativamente naquilo que deveria nos unir mais, a saber, o cuidado por todos aqueles cujas consciências ainda são mais fracas do que as nossas, dizemos ainda, porque Deus é poderoso para aperfeiçoá-los, tanto quanto fizera conosco, porque nenhum crente estava maduro por ocasião da sua conversão.
Os cristãos que existiam em Roma, fossem eles judeus ou gentios, deveriam viver nesta unidade recomendada pelo apóstolo, não permitindo que questões sobre comida, bebida, dias sagrados, que ele havia citado no capítulo anterior (14º), servissem de base para separá-los.
Porque apesar de Jesus ter cumprido Seu ministério terreno entre os judeus, por causa da necessidade de confirmar a Palavra de Deus, pela promessa que havia feito aos patriarcas de Israel; no entanto, Ele era também o Senhor e Deus dos gentios conforme as próprias Escrituras haviam predito a respeito do relacionamento que viria a existir entre eles e Cristo, como se vê nos versos 8 a 12.

Silvio Dutra