Frsase sobre Brasa

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Tem dias assim como hoje que a pele grita por um toque de leve mas que se funda como ferro em brasa!

ROBSON SANTANA

80% por cento das mulheres brasileiras
tem uma beleza acima da media...
Elas são brasa acesa...
Pimenta malagueta...
Fogo que atiça...
Sol escaldante...
ricas em charme...
sorriso leve...
esbeltas por natureza
Corpo esculturado...
Ser delicado...
o resto é comedia...
É frieza...
É safadeza...
É areia movediça...
Não é objecto de
cobiça...
É terreno baldio...
Carro enguiçado...
Templo profano...
Marias chuteiras
e gasolinas...
Por isso se poderes
fuja dessas minas...
Porque elas são pior
que cova...

Hisley Prisley

Quando meu olhar cola no teu, meu corpo se entrega sem vergonha, arrepia...queima feito brasa !

Leônia Teixeira

VÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Há um vão
para onde todos vão...
Vai-se a brasa,
ficam casas, automóveis,
contas, câmbios e prestígios...
cinza e carvão.
Há um vão,
ninguém vai dizer que não...
Vai-se a chama,
ficam famas, nomeações,
convenções, troféus, comendas...
é sempre assim.
Será vão
desejar começo e meio,
mas querer também o freio...
lá no fim.
Lá no vão.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Saudade fere mais que ferro em brasa, saudade é dor que não passa.

Maryanne Schramm

Queima em brasa
Insana loucura
Teria razão para existir
É grande o vazio sem ti.

Não queira que eu te esqueça
Seria um inútil sem te querer
Impossível não te perceber
Beleza que irradia amor.

Trazes uma paz
Paz sem a nostalgia do silencio
Logo segue grande alegria
Maior ainda beleza.

Volta
Este vazio me consome
Destrói cada ser que me possui
Esgotam-se todas minhas energias

A cada noivo dia me renovo
Basta lhe ver
Vem me traz a paz que necessito
Traz-me o amor, me completa.

Da-me tua paz
Da-me teu amor
Empresta-me tua alegria
Fornece-me a eternidade junto a ti

Como se uma bomba houvesse
Volta
Não deixe o tempo chegar
Não deixe que ela se acabe numa inútil explosão
Te junta a mim
De repente
KaBum

M.Nigro

QUASE


Um pouco mais de sol — eu era brasa.
Um pouco mais de azul — eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador d'espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho — ó dor! — quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim — quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo... e tudo errou...
— Ai a dor de ser-quase, dor sem fim... —
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol — vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

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...........................................

Um pouco mais de sol — e fora brasa,
Um pouco mais de azul — e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

(Paris, 13 de maio de 1913)




7


Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.

(Lisboa, fevereiro de 1914)





FIM

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos berros e aos pinotes —
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas.

Que meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza:
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro...

(Paris, 1916)

Mário de Sá-Carneiro

Nossa relação pode ter esfriado , mas meu amor continuara sempre na mais alta brasa , as lembranças boas continuaram SEMPRE ao me lado ,me fazendo companhia , enquanto eu não posso te ver e lhe tocar.

Rafaela Ap Romano

DANDO UM JEITO NA ALMA

Lembranças...
É como a marca que a brasa deixa na pele, depois de cair acidentalmente, ou não.Lembranças são poderosas!
Elas tem o poder de sustentar um amor por toda uma vida, ou apagá-lo de vez; pode devolver a vida, ou tirá-la de vez. Lembranças que fazem sorrir, chorar, ter medo, desespero, borboletas no estômago, raiva, arrependimento, desejos, ou, simplesmente, não nos causam nada.
Quem me conhece sabe que as lembraças me acompanham e costumam me monitorar, no entanto, elas me incentivam a escrever o que eu sinto de uma maneira quase concreta e abstrata.
Hoje, as lembranças me impulsionam a seguir meus sonhos, a ser persistente, teimosa, a conquistar aquilo que eu acredito e a acreditar naquilo que eu sonho.
Mas são essas mesmas lembranças que me fazem chorar agarrada ao meu travesseiro "meia-lua", que me fazem ter medo do escuro e, muitas vezes, procurar abrigo num aperto de mão, num olhar.
Todas as vezes que trilho um caminho diferente, que não sei onde vai dar, as lembranças voltam e, junto, trazem o medo. Aí, eu procuro descobrir pra onde aquele caminho vai me levar e, eu defino uma trajetória e presumo tudo o que vai acontecer e como eu devo agir.
Mas eu nunca aprendo!
Sempre que faço isso, as coisas saem do meu controle e, eu ajo impulsivamente por não saber como agir. Consequentemente, alguns sonhos ficam machucados, outros, traumatizados, e eles se escondem na gaveta do criado mudo perto da janela, no canto da minha alma.
E, eu, sem notar as suas faltas, não me importo. Às vezes, algumas pessoas se importam e perguntam por eles, eu finjo não saber, mas, no fundo, eu posso sentir o cheiro deles apodrecendo trancados ali, naquela gaveta, infectando toda a minha alma.
Sonhos são como borboletas, eles devem ser livres para pousar em nosso ombro no tempo certo.
Eu andei dando um "jeito" na minha alma.
Desde a última vez que aquele vendaval destruiu quase tudo, eu não tinha voltado lá. As janelas estavam abertas, alguns vidros quebrados e estilhaçados no chão. "...certas bençãos de Deus entram estilhaçando todas as vidraças." O vaso que ficava no cantoda minha alma estava quebrado, alguns sonhos já podres, as últimas tulipas que eu havia colocado para enfeitar a minha alma estavam no chão.
Era hora de arrumar tudo aquilo!
Já havia se passado tempo suficiente para que eu criasse força e coragem para ver o estrago que aquele vendaval havia feito. Cada caco de vidro, cada sonho, cada restinho de tulipa, me trazia lembranças de bons momentos que eu não queria ter vivido.
Os bons momentos são como anestesia, que impedem que a dor seja sentida e que nos faça ter ilusão de que não vai doer.
Os bons momentos impedem que você pense e perceba que vai sofrer, que vai ser difícil esquecer.
Varri o chão da minha alma, joguei os cacos, os sonhos apodrecso e os restos de tulipas. Troquei as vidraças, colhi outras flores e coloquei outro vaso no canto da minha alma.
Quem vê a minha alma agora, não imagina o quanto aquele vendaval feriu e bagunçou tudo o que eu havia arrumado com tanto amor.
As lembranças não me fazem esquecer. E isso é bom! Só assim eu posso dar valor a minha alma, em como é bom vê-la arrumada, com cheiro de flores e com a leve brisa entrando pelas vidraças. E, o melhor, eu não espero mais que me tragam flores, eu mesma as colho e enfeito a minha alma. Porque, para a gente se sentir bem, só depende da gente.

Mayara Freire

Sombras

Antiga brasa...
Socorro estou congelando!
Antes uma brasa incandescente,
Agora um cristal de gelo.
Estou indo para o outro lado,
E lá, já não há volta...
Temo ser frio, mas já não sou mais
como antes, quente.
Ontem eu disse que te amava,
Hoje já não sei mais,
Amanhã provavelmente te odiarei.
Não me conheço mais, ou talvez agora
eu esteja realmente me conhecendo.
Em todos os casos as sombras são tentadoras
e agradáveis, para quem realmente as conhece...

Marcos H. R. da Rosa

Sinto falta
De casa...
Da minha vida aventurada...
Dos beijos que me deixavam em brasa...
Dos contos inacabados...
Dos lugares que conheci...
Do perfume roubado...
Dos amigos que fiz...
Dos abraços apertados...
e dos amores que perdi!

David P. Guimarães Thomé

Para saciar esse desejo que insiste e vive queimando dentro de mim, que arde como a brasa e pulsa como um coração descontrolado.

Deyse Dayane Rocha Nunes

Sempre que o fogo termina de queimar a lenha, sobra uma pequena brasa que pode reacender a chama.

Clarice Brito

Saudade não dói, não machuca, ela nos consome nos arde como brasa acesa e nos mata pouco a pouco com a frieza de um psicopata

Adriana Brito

"Paixão é fogo que arde no princípio, vira brasa se não for avivado, em carvão quando as chamas se voltam para outro lado e termina em fuligem que o vento se encarrega de espalhar pela vida afora."

Adelise Zerdriga

SONHAR
(Fábio André Malko)

A vida insana de quem escolheu sonhar
Marca fundo n’alma com a brasa da realidade
Não verás compaixão, se pelos sonhos lutar
Mas vá! Extrapole todos os limites da sanidade

Não deixe a mente casta, sem a mácula do sonhar
Pois os medíocres que esse podre ideal almejam
Vivem vidas vazias, ocas, e jamais vão acreditar
Nesse mundo mágico onde sonhos relampejam

Pra que resistir ao sonhar se tão curta é a vida?
Pra que se esconder na casca, sem cutucar a ferida?
E dizer através dos olhos mortos: não senti e nem vivi

Se uma vida de sonhos é mais bela e querida
Pra que viver sem sonhar, vida vazia e sofrida?
Se amanhã mesmo já partimos daqui

Fábio André Malko

Hoje estou quente feito brasa intensa... Feito louco apaixonado indecente que tanto te quer que tanto desejo para que com a sua libido possa desatinar a minha noite;
Seu corpo me quer e os teus olhos me perseguem me despindo da melhor forma e dando a chance de sua língua transitar por entre o meu corpo;
Não te dou sossego, pois quero te cansar e te fazer suar pelo esforço do meu amor que junto ao teu faz-nos a realização do prazer...

Julio Aukay

Uma brasa queima meu pescoço.
Acho que deve ser minha inocência.
Carne trémula.
Olhos e olhares.
Imaculados desejos.

Raniere Gonçalves