Frase de Roland Barthes
Como homem ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum.
Roland BarthesComo ciumento sofro quatro vezes: por ser excluído, por ser agressivo, por ser doido e por ser vulgar.
Roland BarthesA literatura não permite caminhar, mas permite respirar.
Roland BarthesToda a recusa duma linguagem é uma morte.
Roland BarthesA linguagem é como uma pele: com ela eu entre em contato com os outros.
Roland BarthesO fascismo não é impedir-nos de dizer, é obrigar-nos a dizer.
Roland Barthes“Encontro pela vida milhões de corpos; desses milhões posso desejar centenas; mas dessas centenas, amo apenas um. O outro pelo qual estou apaixonado me designa a especialidade do meu desejo.
Roland BarthesA ciência é grosseira, a vida é sutil, e é para corrigir essa distância que a literatura nos importa."
Roland Barthes“Como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo em sê-lo, porque temo que o meu ciúme magoe o outro e porque me deixo dominar por uma banalidade. Sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum.”
Roland BarthesToda a lei que oprime um discurso esta insuficientemente fundamentada.
Roland BarthesEm relação à Fotografia, eu era tomado de um desejo "ontológico": eu queria saber a qualquer preço o que ela era "em si", por que traço essencial ela se distinguia da comunidade das imagens.
Roland BarthesNo fundo a Fotografia é subversiva, não quando aterroriza, perturba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa.
Roland BarthesÀs vezes acontece de eu poder conhecer melhor uma foto de que me lembro do que uma foto que vejo, como se a visão direta orientasse equivacadamente a linguagem, envolvendo-a em um esforço de descrição...
Roland BarthesEssas fotos, que a fenomelogia chamaria objetos "quaisquer", eram apenas analógicas, suscitando apena sua identidade, não sua verdade; mas a Fotografia do Jardim de Inverno, esta era bem essecial, ela realizava para mim, utopicamente, a ciência impossível do ser único.
Roland BarthesA fotografia sempre me espanta, com um espanto que dura e se renova, inesgotavelmente.
Roland Barthes... a um só tempo, o passado e o real. O que a Fotografia dá como alimento ao meu espírito (que permanece insaciado)é, por um ato breve cujo abalo não pode derivar em devaneio (trata-se talvez da definição do satori), o mistério simples a concomitância.
Roland BarthesA Fotografia não fala (forçosamente)daquilo que não é mais, mas apenas e com certeza daquilo que foi.
Roland BarthesAssim é a Foto: não pode dizer o que ela dá a ver.
Roland Barthes