Veronica Hannis de Lima: . Países de primeiro mundo dizem não ao ...
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Países de primeiro mundo dizem não ao lenço ISLÂMICO...
Seria cômico se não fosse trágico?
Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Essas palavras nada mais são do que um monte de falácias jogadas ao vento. O individuo só é de fato livre se é que liberdade existe nessa dimensão ser for igual, se parecer igual, se vestir igual, mas, principalmente se fazer parte dessa bendita globalização que insiste em ditar normas de ser. Como se o contrario fosse menos, como se o fato de você escolher usar o véu islâmico em vez das lindas e caras calças da Guess te fizesse inferior, ou mais submissa a padrões que o mercado não reconhecem como certos.
O auto poder da mídia nos transformou em consumistas compulsivos, o sapato do mês passado, já não serve para esse mês, a roupa de algumas semanas atrás não tem mais nada haver com o que esta se usando hoje. Prestem atenção quando digo hoje me refiro a esse momento, o momento posterior, as grandes empresas decidiram, é claro que não esta em minhas mãos e nem nas mãos de simples mortais que insistem em viver suas vidas da maneira que acredita ser certa.
Lhes resta alguma dúvida do porque essa objeção a vestimenta islâmica. O mercado não consegue interferir, tão pouco nos calar, não nos dita normas, não conseguem, embora insistam constantemente. A mídia e todos os seus subterfúgios não são maiores que Deus. Não conseguiram fazer da religião islâmica o que fizeram das demais religiões que por sinal são tidas como divinas e sagradas pelos mulçumanos.
Temos o direito constitucional e democrático de irmos e virmos da maneira que acreditamos ser certa, não por causa de nenhum homem, não por motivos que agridam o direito de escolha, e sim por cremos que essa é a vontade de Deus.
O mundo pode ser o que ele quiser, mas, não pode nos limitar de enxergarmos a vida a partir de diferentes paradigmas. Não tem esse direito.
A Europa e grande parte dos países de primeiro mundo estão sendo islamizados a passos largos, e muito disso se deve ao véu. Quando uma mulçumana é questionada a respeito do uso do lenço e explica todos seus pormenores, muitas vezes, atrai mais atenção do que repulsa. Não é sem motivo que a maioria dos convertidos se encontra nos pertencentes do sexo feminino.
O que é o lenço islâmico: Primeira mente uma ordem de Deus, o que não significa que todas as mulçumanas o usem tudo tem seu tempo, o ruim é não sabermos qual é o tempo que Deus, por isso uma grande parte das mulheres mulçumanas resolvem por si mesmas a usarem o lenço o mais rápido possível.
As que não usam, não deixam a religião por isso, só estão comprometidas até então de maneira diferente.
A vestimenta islâmica fala por si mesma e fala de uma maneira que nem os mais poderosos homens do mundo conseguem calar. Fala através do silencio, aquele som inaudível, mas que berra categoricamente, estamos aqui e viemos para ficar. Berra através do seu silencio que qualquer um é bem vindo, grita e luta por liberdade. Liberdade de culto, liberdade de divulgação, mas, principalmente liberdade de pratica. Ser mulçumano não se resume em ir a mesquita uma vez por semana, e depois, seja o que Deus quiser... Ser mulçumano é levar essa pratica para todos os dias da sua vida, pra sua casa, sua escola, seu trabalho... Não somos transparentes, estamos aqui com os nossos lenços e sabemos, podemos e devemos falar por nós mesmas. Burlar esse direito é crime.
Julgar, apontar, categorizar, uma pessoa que você não conhece é um delito monstruoso. Discriminação é crime. Mas, não creio que seja desse mal que sofremos. O que nos tormenta, nos sufoca é o medo que o mundo tem de nos ouvir.
Nos de a palavra e saberão dos nossos pontos de vista.
Não somos movidas pelas suas modas;
Não somos movidas por sentimentos levianos, que não passam de alguns minutos e não levam o ser humano a nada a não ser sua degradação;
Não damos importância a nada e nem a ninguém mais do que a Deus...
Nossas famílias são os alicerces de nossas vidas, nos sacrificamos por ela;
Sinto muito se isso os fere, sinto muito se não nos englobamos ao mercado do jeito que vocês queriam, mas, principalmente sentimos muito por quem valoriza mais esse mundo do que as coisas de Deus.
Com absoluta certeza tudo que vive nessa dimensão morrerá, com certeza nenhum bem construído será levado para debaixo da terra, com certeza a soberba de quem nos menospreza será usada contra ele mesmo. E se Deus quiser as mulheres Palestinas que perdem seus filhos diariamente serão lembradas, as Iraquianas que são abusadas por soldados americanos serão lembradas, assim como as Sírias, Libanesas, Chechenas, Africanas... Se a preocupação do Ocidente fosse com as mulheres mulçumanas não permitiriam as atrocidades ocorridas em territórios islâmicos.
A não ser que nossas vidas signifiquem menos do que nossos lenços.
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