André Lucas de Almeida: Eu sei que posso esperar por dias, meses...

Eu sei que posso esperar por dias, meses e até anos pra dizer coisas que jamais ouviria de alguém, com tanta paixão.
Não queria que fosse assim, não queria entender muito algumas coisas, mas até hoje busco entender uma dor que causa incerteza, uma dor que muitos tendem a chamar de amor.
Coração, que vive buscando algo batendo ao seu lado direito fazendo assim, bater uma forma mais especial.
Uma espera, árdua quando insistirmos...
Eu vou, tenho certeza agora que vou esperar e não procurar nem ter achado encontrar, a pessoa que foi capaz de fazer lacrimejar meus olhos e apertar meu peito pela ultima vez, Sem saber, vai ser esperada tempo que precise.
Um só nó talvez, não vai desfazer, por nada que tentam dizer; Fortaleci e não, não desisti.
Doa forte, doa leve vou acostumar eu vou orar, irei cantar pra aliviar.
Mas nenhum olhar poderá me iludir a seguir-lo, pois meus olhos fechados apenas seu olhar podem ser vistos...
Fixou na alma, abraçou o coração, me deixe viver fora desta ilusão da cidade grande.
Não me abala o que já me calejou, mas isso não irá calejar jamais
Poderá me deixar triste, até me fazer chorar.
Mas por isso, não vou segurar uma única gota, pois mesmo não merecendo algo tão triste, mas em forma de desabafo, vou saber que é do fundo de meu coração, onde ninguém vê, apenas traduz no olhar.
Nem é pela ausência, mas sim pela certeza que pessoas assim eu não vou conviver.
Temos que saber viver conosco mesmos. Sozinhos talvez, pois como a vida é curta, tudo ao redor também é curto.
O mundo é lindo, é belo. Mas também não é eterno, não.
Tenho medo, medo das águas do passado, medo das historias do passado, medo de quem guia os barcos neste grande rio, espero que ao fim, aquela cachoeira faça voltar o que me fez querer gritar, pra mais uma vez me deixar sorrindo como um menino, que sem ganhar nada em troca, soube da missão completa e sorriu, o me faz sentir falta de um sorriso alegre, de criança quando nada importava apenas aquele lindo par, de tênis com luzes e seus carrinhos de ferro.
Águas do passado não interferem mais, pois já passaram e a cachoeira a levou pra longe, a internet não faz falta agora, pra quem cresceu e aprendeu a viver sem, isso não me fará sentir bem ou mal, a música apenas traduz o sentimento que cala, cala por medo de arriscar novamente, mas diz exatamente o que queria dizer.
As letras, apenas expressão de uma forma não direta, mas tentam expor pra fora, sem precisar chorar ou sorrir, mas fazer você entender o quanto valorizo um sentimento, uma amizade, um amor.
Talvez muitos se percam, mas o sentimento não é traduzido, não é julgado é apenas sentido... Partiu!

André Lucas de Almeida
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