Folhas

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“Nas árvores ao meu redor, as folhas estão apenas iniciando sua lenta mutação para o vermelho fogo, brilhando como o sol que espreita ao longe no horizonte."

Querido John

Eu- distraído.

Eu pisava em incertezas, passei muito tempo procurando meu trevo de quatro folhas.
Tropecei em cada mandamento, fechei as minhas portas, fiz-me estiagem.

Hoje, sou as nuances de um sol versado- sabido.

Hoje, sou tons de música, sou bom de ouvir. “Risos.

Eu sou tarde de domingo, sou a coragem da Alma- eu sou alivio.

Hoje, é possível tocar as minhas consoantes- minhas vogais.
Eu sou a palavra não dita, sou imensidão manuscrita.

Um dia, o momento pareceu estar ali. Foi como uma espécie de caricia, que ensinou meu coração a esperar.
Eu pude encontrar-me entre olhos e devaneios. Hoje, sinto saudades- e tento arrumar a pressa.

Os seus olhos abriram a minha Alma, eu consegui ler a mim- nos seus olhos.
Eu juro que senti vontade de descansar, pois em você- senti que era permitido chegar.
Eu, que era só uma criança anunciando mudanças. E você, mergulhando em nós, por instinto.

Deixei o atrito, aprendi a dosar, sinto e faço carinho.

Enquanto distraído, a vida me tirava pra dançar.
Devagarzinho, você me trouxe de volta e me amou. Mesmo quando eu, não me amava.

Você foi o tempo que eu mais precisei ser amado, você é meu gesto, minha aliada.
Na minha ludicidade romântica- poética, gosto de pensar em águias e corujas, como se fossem nós.

As vezes, pego-me assim, distraído- sorrindo.
.

“Eu agradeço a você Jaqueline, que com surpresa, foi convidada a sentir.
Que mesmo amordaçada, conseguiu gritar- e eu pude ouvir.
Obrigado meu amor, por permitir-me a certeza de que a vida é maravilhosa.
Para mim, você é um anjo vestido de gente.”

Vinicius.C

Repara como são mágicos os dias de vento - os dias em que finalmente as folhas coloridas dançam valsas..

Daniela Possamai

...a lâmina cortava-lhes os pulsos como se fossem simples folhas de papel, o sangue fino escorria entre os dedos brancos e parava no chão.
Do lado de fora a chuva inundava toda a cidade, deixando as crianças, antes sorrindo no parque, adormecidas em casa. A garota, apenas chorava e chorava, e chorava - deixando seus olhos ainda mais - impossivelmente- inchados. Para ela seria muito simples se jogar do andar onde estava...mas, pensar na sujeira que faria a fez sentar e tentar se concentrar no lixo musical que iria ouvir. Acabou adormecendo e queimando todos os seus sonhos. Mais tarde ela acorda ao lado de quem mais deseja, O AMOR.


DISTURBIOS PRELIMINARES (parte I)

Laura Pedrosa

METAMORFOSE


Lá vai a feia lagarta deslizando com seu jeito desengonçado por entre folhas e flores. Ela está sempre apressada, em busca de alimento. Não percebe o sol que a aquece, a brisa que a toca, nem as belezas que a cercam. De algum modo ela sabe que tem de ser rápida. Acumular energia, seu instinto a avisa que seu tempo é limitado, finito. Então sua forma flácida desloca-se sem parar.
Eu fico olhando-a, tomada de certa repulsa, controlando a vontade de jogá-la para longe de mim, ou, com a primitiva crueldade inerente a todo ser humano diante do feio, esmaga-la sob meus pés.
Mas algo em mim se contém. Ela é tão persistente! Repentinamente sinto-me tão parecida com ela. Penso na minha fase lagarta. É quando embrenho uma corrida desenfreada na selva do meu cotidiano, em busca de alimento que abastecerá meu EU. Fase egoísta onde se me é difícil olhar para o lado. Onde meus sentidos conduzem-me como autômato, em busca de acúmulo de energia estagnada, que torna meu espírito obeso. Mas definha minha capacidade de doar e torna anoréxica minha compreensão.
Tenho fome e tenho pressa! Mas não tenho uma meta, um objetivo ou um rumo. Nem consciência. Apenas existo.
Então, das entranhas da minha alma, sinto nascer uma nova necessidade. Eu não a compreendo a princípio. É também uma espécie de fome: falta-me um complemento. A pressa sai de mim e achegam-se às divagações, começam os questionamentos. E o mundo que antes era meu limite, torna-se cansativo.
Lá vou eu, feia lagarta, construir um casulo, onde, na escuridão permanecerei inerte.





Difícil decisão! Admitir que meu espírito é flácido, gelatinoso. Não gosto da forma que tenho, não suporto mais ser lagarta. No aconchegante escuro do casulo onde me encontro, readapto minha visão. Fecho os olhos, abro a percepção e olho para dentro.
Espio nas gôndolas da despensa de minha alma, avalio os alimentos ali estocados.
Quanta coisa que nunca consumirei! E quanta fonte de energia sadia!
Ei! Eu não preciso de tudo isso que guardei. Posso repartir, alimentar.
Olhando com mais atenção, vejo que na ânsia de abastecer-me, tornar robustas minhas certezas, muitas coisas perderam o prazo de validade:
Tornaram-se dúvidas.
Repentinamente o breu torna-se luz e posso ver com exatidão. Ela, a esperança, vem fazer-me companhia. Mas ainda sinto o frio da solidão.
Não posso mover meu corpo inferior, as pernas da minha força de vontade ainda estão atrofiadas. Começo uma longa sessão de exercícios, reeducarei meu instinto, alongarei minha bondade e estirarei ao máximo os músculos do amor incondicional. Então, depois de muito tempo sinto uma nova sensação. Ela sai de mim em forma de uma morna lágrima, deslizando silenciosa pela face resignada da honestidade para com minha condição.
Quero sair daqui, quero nascer de novo. Adquirirei uma nova forma.



O suor escorre de minha face enquanto rasgo o útero da minha segurança. Os soluços do choro que não pode ser contido umedecem as finas membranas que me farão adentrar num mundo novo e desconhecido.
E nasço de novo! Sinto dor. A dor de nascer e saber se impossível retroceder.
Movo os longos apêndices que saem de mim. São asas! Posso voar. No afã de recomeçar, recolho todos os meus pertences, quero subir, redescobrir.
Muito rapidamente percebo que não posso levar nenhum peso sobressalente. Então dou um emocionado abraço de despedida na parte de mim mesma que ficará para trás e o vento brando me leva sem rumo.
Provo o néctar doce da emoção, sinto o perfume da minha nova capacidade. Sou a persistência de levar a beleza. Sou a candura de ver um mundo encantado. Sou a poesia da renovação. Infinitamente mais frágil, mas serenamente mais sábia.
Meu íntimo avisa-me que este é meu último estágio, devo desviar-me dos ventos fortes das dificuldades, do peso sufocante do medo da altura. Embrenhar-me neste fascinante mundo do querer. Eu não tenho nenhum medo de errar.

Mommentum ad Infinitum

Como folhas dispersas no ar...
É o AMOR que muitos dizem sentir.
Sem forças, perdidas no tempo...
Como cinzas levadas ao vento.

Cássia Sampaio

"Lembre-se: As folhas às vezes caem, mas nem sempre a árvore morre."

Diêgo Lima

Ninho

Dentro do meu coração
existe uma cabana
Tecida com folhas de outono
Cheio de amor e carinho
Ao chegar não traga bagagem alguma
Entre soltando as amarras da prisão
Pousará em terra de sonhos
Em minha alma livre, fará morada
Ali é meu mundo, nele habito
É o além que posso tocar
Porque no mundo onde vivo
Não se dorme para descansar,
Dorme-se para sonhar.

Maria Vita Preira

Penso que as Palavras essenciais que me expressam se encontram nessas folhas que nem sabem quem sou.

Jorge Luis Borges

Sentimentos são como folhas secas, vento muito forte causa um estrago danado.

leo poeta

Como as folhas de uma árvore voltam as raízes alimentando-lhe a seiva, minhas lembranças voltam ao passado alimentando minha alma, para que eu continue vivendo!

Odair Flores

O vento soprou e as folhas caídas vieram correndo em minha direção.
Senti a brisa no rosto e curiosamente fiquei alheio a todo caos que, irremediavelmente, me rodeia.
Me apressei em abrir as portas e janelas, para que o vento entrasse e levasse com ele tudo que, outrora, me fazia sentir menor.
Observei que as frentes frias, que insistentemente me habitavam, acabaram por cessar
O sol aqueceu, curou, completou e iluminou todo vazio.
Fui invadido, inesperadamente, por uma sutil tempestade que me trouxe, entre outras coisas boas, um tanto de serenidade.
Busquei o sol e o mantive aqui, só para me certificar que ele vai estar sempre aceso e brilhando, na órbita da minha felicidade.

Erick Tozzo

Assim como as folhas das arvores caem no outono para poder suportar o inverno nós também nos modificamos para seguir vivendo.

Gilberto Martini Refatti.

Outono me faz lembrar que
mudo as minhas folhas, mas nunca
as minhas raízes.
Que passo por estações,
mas deixo as minhas sementes.
Que o vento que me balança
também espalha o meu perfume.

Joelma Rocha

Brotaram no desabrochar dos lindos campos, suas essências... Deixadas como folhas em vendavais. Voando, vagando, sem destino; por entre pensamentos, como mãos que tocam almas, fazendo de harpas sons siderais.

André Anlub

Mulheres são folhas bonitas que gostam de beleza

Gelson saviola pires

Você tem um livro de 365 folhas para escrever sua história, surpreenda cada folha e verás que no final do livro terás muita história para contar. vai se surpreender-te

Patricia Angel

Folhas soltas...
Os dias passam,
páginas são viradas
e livros novos lançados,
contam novas histórias.
O vento vem
e leva embora
algumas páginas
que ficaram soltas
e resolveram seguir
outros caminhos
para alegria de alguém
que ao vê-las partindo,
descobre seu talento
de poeta ao imaginar
o motivo das páginas
desejarem tanto voar.

Erotildes Vittoria

Quando algo que goste acabar ou ir embora . Lembre-se das folhas de outono . Elas não caem pq querem e sim pq chegou a hora!

Mariyah

Sensibilidade é estar num jardim e conseguir ver as formigas andando entre as folhas.

Beatrize Franco