Filme ela Dança eu Danço

Cerca de 1374 frases e pensamentos: Filme ela Dança eu Danço

Algo de dança
nas algas,
quase canção dos corais.

Yeda Prates Bernis

O meu pai dizia das mulheres: "quem conhece uma, conhece-as a todas".
(Do filme Atirem no Pianista)

François Truffaut

O nosso amor é como o vento, não posso vê-lo, mas posso senti-lo!
(do filme Um amor pra recordar)

desconhecido

Danço porque meus pés ganham vida e a minha alma grita, implora pra que a música não se acabe.

Stéphani Paula

Eu bebo, danço até o chão e minha mãe sabe muito bem a filha que tem. Homem tem medo de mulher independente! Pior ainda: Homem tem medo de mulher que FARRA! Aí o cara, conhece uma menina bonita que bebe e farra tanto quanto ele… Se ele não quiser sair, ela sai só com as amigas, não tem tempo ruim, banca suas coisas, se tiver meio sem grana, se diverte como dá. Se tiver bem de dinheiro, ai é que sai mesmo... Conversa com todo mundo, conhece muita gente! Falando assim, parece bem fácil ficar e/ou namorar com uma mulher dessas. E é! O problema é que a grande parte dos homens não segura a onda de uma mulher pau-a-pau com eles, aí eles namoram a Sandy. A Sandy é fácil de namorar, ela sai, mas não dança, ela não bebe, nada de decotes ou mini saias. Se o namorado não quiser sair, ela não sai, e se ele quiser sair sozinho ela fica em casa, assistindo televisão e o melhor, leva chifre, sabe e aceita... Mas quer saber? Mulher que sabe se divertir e aproveita a vida até sozinha, dispensa homem sem coragem! Mulher de verdade assusta! Mulher nenhuma precisa de homem para se destacar… Não mesmo! :)

Lakeila Carvalho

Danço em meio ao fogo, e o que me importa é apenas a beleza das chamas....

Renato Broz (O Dom Quixote pós moderno)

Se o problema era sua falta, o que eu faço agora que não sinto mais ela? Eu sorrio, eu danço, eu me apaixono por mim mesma, eu sou feliz.

Amanda Rodrigues

A valsa é a primeira dança do mundo; pelo menos é a única dança em que há poesia.

Machado de Assis

" FAÇAMOS DA INTERRUPÇÃO UM CAMINHO NOVO.
DA QUEDA UM PASSO DE DANÇA,
DO MEDO UMA ESCADA,
DO SONHO UMA PONTE, DA PROCURA UM ENCONTRO! "

Fernando Sabino

Não acredite que está mal: deixe que a Mãe possua seu corpo e sua alma, entregue-se através da dança ou do silêncio, ou das coisas comuns da vida.

Paulo Coelho

O que muda na mudança,
se tudo em volta é uma dança
no trajeto da esperança,
junto ao que nunca se alcança?

Carlos Drummond de Andrade

Toda dança é uma substituição do sexo.

Mick Jagger

...É, na verdade, sempre que dois ou três de vocês se juntam, algum outro vai perder a merda da vida... Mostre-me um homem ou uma mulher solitários e lhe mostrarei um santo. Dê-me dois e eles se apaixonarão. Dê-me três e eles inventarão essa coisa encantada que chamamos de "sociedade". Dê-me quatro e eles construirão uma pirâmide. Dê-me cinco e eles transformarão alguém em pária. Dê-seis e eles reiventarão o preconceito. Dê-me sete e eles reiventarão a guerra. O homem pode ter sido feito à imagem e semelhança de Deus, mas a sociedade foi feita à imagem e semelhança do Seu oposto, e está sempre tentando voltar para casa.

A Dança da Morte - Livro I Cap. XLII - Stephen King

Não tem que fazer sentido, ser a pessoa certa, acontecer no momento certo ou ser igual filme. Só precisa dar aquela sensação de felicidade inabalável, sabe?

Pequena Sereia

Não precisa fazer sentindo. Não precisa parecer filme. Não precisa príncipes ou princesas. Precisa ser amor, só isso.

Pequena Sereia

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Pedro Bial

PARA QUE LADO CAI A BOLINHA
O filme começa com a câmera parada no centro de uma quadra de tênis,
bem na altura da rede. Vemos então uma bolinha cruzar a tela em
câmera lenta. Depois ela cruza de volta, e cruza de novo, mostrando que
o jogo está em andamento. De repente, a bolinha bate na rede e levanta
no ar. A imagem congela. O locutor diz que tudo na vida é uma questão
de sorte. Você pode ganhar ou perder. Depende do lado que vai cair a
bolinha.
É o início de Match Point, o mais recente filme de Woody Allen, que
concorre hoje à noite ao Oscar de roteiro original. É uma versão mais
sofisticada, mais sensual e mais trágica de um outro filme do cineasta,
na minha opinião um de seus melhores: Crimes e pecados, de 1989. Em
ambos, a eterna disputa entre a estabilidade e a aventura, entre renderse
à moral ou desafiá-la, o certo e o errado flertando um com o outro e
gerando culpa. Onde, afinal, está a felicidade?
Certa vez li (não lembro a fonte) que felicidade é a combinação de
sorte com escolhas bem feitas. De todas as definições, essa é a que
chegou mais perto do que acredito. Dá o devido crédito às
circunstâncias e também aos nossos movimentos. Cinqüenta por cento
para cada. Um negócio limpo.
Em Crimes e pecados, Woody Allen inclinava-se para o
pragmatismo. Dizia textualmente: somos a soma das nossas decisões.
Tudo envolve o nosso lado racional, até mesmo as escolhas afetivas.
Casamentos acontecem por vários motivos, entre eles por serem um
ótimo arranjo social – e nem por isso desonesto. E até mesmo a paixão
pode ser intencional. No filme, um certo filósofo diz que nos
apaixonamos para corrigir o nosso passado. É uma idéia que pode não
passar pela nossa cabeça quando vemos alguém e o coração dispara,
mas, secretamente, a intenção já existe: você está em busca de uma
nova chance de acertar, de se reafirmar. Seu coração apenas dá o alerta
quando você encontra a pessoa com quem colocar o plano em prática.
Em Match Point, Woody Allen passa a defender o outro lado da
rede: a sorte como o definidor do rumo da nossa vida. O acaso como
nosso aliado. Se a felicidade depende de nossas escolhas, é da sorte a
última palavra. Você pode escolher livremente virar à direita, e não à
esquerda, mas é a sorte que determinará quem vai cruzar com você pela
calçada, se um assaltante ou o Chico Buarque. É a bolinha caindo para
um lado, ou para o outro.
Tanto em Crimes e pecados como nesse excelente e impecável
Match Point, fica claro o que todos deveríamos aceitar: nosso controle é
parcial. Há quem diga até que não temos controle de nada. Não existe
satisfação garantida e tampouco frustração garantida, estamos sempre
na mira do imprevisível. Treinamos, jogamos bem, jogamos mal,
escolhemos bons parceiros, torcemos para que não chova, seguimos as
regras, às vezes não, brilhamos, decepcionamos, mas será sempre da
sorte o ponto final.
5 de março de 2006

Martha Medeiros

LAÇOS
Se o filme é daqueles que as pessoas acampam na frente do cinema um
dia antes da estréia, de cara já risco da minha lista. Não vou. Mas se é
daqueles que as salas ficam vazias, só uns abnegados enfrentam, tá pra
mim. Se você fizer parte desse seletíssimo grupo “do contra”, então
reserve um tempo para assistir Estrela solitária, que não é nem nunca
será um blockbuster (orçamento de mirrados onze milhões de dólares)
mas compensa o preço do ingresso.
Mais uma vez Wim Wenders nos coloca na estrada com
personagens outsiders em busca de alguma coisa que está faltando. No
caso de Estrela solitária, o que falta é, adivinhe, sentido pra vida. A
história: depois de muito sexo, drogas e fama, um ator agora decadente
abandona um set de filmagens para buscar sabe-se lá o que no meio da
aridez norte-americana. Encontra a mãe, primeiro, que não via há trinta
anos. Depois encontra um ex-amor e um filho que não sabia que existia.
Encontra-se a si mesmo? Tenta, ao menos.
O filme é um on the road de trás pra frente: em vez de ter buscado a
liberdade e um futuro mais aventureiro, o personagem gostaria mesmo
era de ter tido laços mais permanentes, ter tido bem menos liberdade e
mais comprometimento. Cá entre nós, numa época em que ninguém
quer ser de ninguém, um homem que quer ser de alguém é um tema
revolucionário.
Não que o filme tenha essa pretensão. O diretor Wim Wenders –
aliado ao roteirista e ator Sam Shepard, sempre cool – é econômico e
não pretende fazer carnaval nenhum das emoções. Simplesmente
mostra poesia onde há poesia, e um pouco de música boa. Em termos
de fotografia, o filme é uma pintura. O homenageado é Edward Hopper,
o artista que melhor retratou a solidão e o isolamento do ser humano.
Não fosse por nada mais, só por certos enquadramentos valeria o filme.
Mas vale por mais. Vale pela cena em que Sam Shepard passa 24
horas sentado num sofá abandonado no meio da rua, sem ter para onde
ir. Vale pelo jogo de luz e sombras. Vale pela economia de diálogos,
pela total falta de frases feitas. Vale para mostrar que personagens
fictícios jamais compensarão uma boa vida real.
E vale porque durante duas horas você está dentro de um cinema
protegido dessa bandidagem que se tornou nossas vidas, em que roubo
de carro é notícia, celular em presídio é notícia, em que só é notícia o
macabro. Cinema te recupera um pouco dessa esquizofrenia.
Pode ser que você cochile em alguns momentos, se for muito
ligado em filme de ação. Mas vá. Nem que seja pra resgatar o belo e
descansar de tanto barulho.
28 de maio de 2006

Martha Medeiros

O QUE É VERDADEIRO VOLTA? NÃO.
O QUE É VERDADEIRO NÃO VAI.
O QUE É VERDADEIRO, PERMANECE.

Filme - Querido John

a unica questão filosófica que importa é cometer ou não o suicídio.

filme: Número 23