Filho Pródigo

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Sabe Pai, tenho sentido minha vida um pouco longe de Ti. Sinto que não é o Senhor que está distante de mim, mas que eu quase nunca busco estar perto de ti. Na minha vida vejo que muitos dos planos que faço, a maioria que parecem morrer bem no meio do caminho, não tiveram uma clara chancela tua. Aliás, é raro eu sentir – isso se deu poucas vezes – aquela certeza sobre algo o que fazer. Fico muito indeciso em relação a quase tudo, e isso me faz ficar também quase sempre em cima do muro em quase tudo, nem lá, nem cá, parece que na espera de ouvir a Tua voz pra me indicar se devo ir ou ficar, ou voltar.

Sei que não é o Senhor que tem se distanciado de mim, ou que não tem me amado, pelo contrário, sinto firmemente, e disso tenho plena certeza e fartas comprovações do dia a dia, que o Senhor tem me amado, e tem me guardado de todo mau, e mesmo me protegido, sendo misericordioso como nem mesmo eu poderia imaginar. Fico pensando se o Senhor fosse pesar com tua justa balança, todos os meus pecados, em especial aqueles que ficam lá dentro, no plano da mente, no coração, e que nem por isso deixam de ser pecados. Sim, porque nem tantos tem sido meus pecados visíveis, esses de fato não são tão numerosos, mas há aqueles que estão nas maquinações da minha mente, nos pensamentos desvirtuados da Tua justa vontade, nas perversidades dos pensamentos, nos olhos que deveriam desviar-se que nem sempre obedecem à tua vontade, no não amor ao irmão como se eu mesmo fosse, e é claro, sem esquecer o maior, que é não te amar como devias ser amado, acima de todas as coisas.

Não te amar acima de todas as coisas: está ai algo que gostaria de abandonar de vez, e sei que junto deste abandono iriam todos os demais pecados. Acho que sempre tento começar da maneira errada, tentando me consertar dos “pecadinhos menores” para então progredir aos maiores. Na verdade vai além, pois somente há muito pouco tempo percebi que não te amar era o maior dos pecados. Bem não sei se posso graduar os pecados, acho que não, melhor, tenho certeza que não, mas uma coisa posso afirmar com toda a certeza, que o pecado de não te amar é a própria raiz de todos os demais pecados, pois quando não te amamos acima de tudo, algo ocupa esse lugar central, de direção da nossa vida, e então o único capaz de nos dizer o que nos é melhor, não só por nos conhecer melhor do que ninguém, como também por nos amar como ninguém nos ama, fica em segundo plano, ofuscado em nossa vida. É, e raramente o segundo lugar lhe é reservado. Posso dizer com certeza, mesmo apesar do temor de revelá-lo, mas sabendo que nada posso esconder de ti, que já sabes, e que o coração sincero te agrada mais que tudo: muitas vezes tens ocupado lugares quase últimos em minha vida, perdendo feio para coisas até mesmo fúteis como paixões, deleites e prazeres da vida, que se desvanecem em segundos ou mesmo sequer se revelam.

É, Senhor, esse sou eu. Tão imperfeito. Tão pecador, incapaz mesmo de amar-te como se ama imperfeitamente as pessoas. Quando tento buscar-te, pouco tempo acho em minha vida. São tantos “corre-corres”, tantos atrativos, tantos distrativos, e até mesmo quando fecho o olho para buscar-te, me vem a mente turbilhões de pensamentos, que quando vejo estou bem longe de ti, vagando por preocupações, ideações, ilusões ou vãs imaginações. Tudo tem tomado o teu lugar em minha vida, e esse tem sido o pecado que mais me incomoda. Se me proponho a te buscar nas primeiras horas do dia, sempre o sono é mais teimoso e quer me fazer ficar mais tempo na preguiça da cama, quando desperto já estou no horário limite; se prometo buscar-te no ônibus ou no carro, as distrações do trânsito me tiram toda a atenção; trabalhando, nem se fala, as obrigações são muitas para tão poucas horas; a noite o sono abate e o cansaço não permite mais que alguns segundos na tua sintonia; mesmo quando tenho um dia com muito tempo, as distrações a minha volta nunca me permitem falar contigo, ouvir tua voz.

Sabe, Meu Pai, tenho saudades daquele tempo no Jardim, quando o Senhor falava todo dia com teu servo na viração do dia. É nesse horário que parece que sinto mais vergonha por não conseguir falar contigo, e exatamente por conta de não falar contigo, vou levando uma vida insignificante e sem nenhum sentido, sem qualquer progresso nem mesmo aos olhos humanos, quem dirá aos teus. Planos e mais planos. Sonhos e mais sonhos, e os que não são abandonados no meio, não tardam para mostrar os seus problemas, e aquilo que parecia ser um belo sonho de futuro se transforma em uma autêntica dor de cabeça, que tira até mesmo o sono de sonhar novos sonhos, frustra e subtrai toda a esperança de coisas boas acontecerem.

O mais interessante, Pai, é que tenho sentido, como já disse, tua presença mesmo na minha continuada distância, sempre corrigindo minhas asneiras da melhor forma possível, livrando da implacável e justa punição pelos erros, parece que a me clamar para lançar-me aos teus braços e deixa cuidar-me, e de fato não há nada que eu queira mais, o Pai: estar contigo o tempo todo. Ouvir a tua voz a me guiar claramente pela vida. Não ter tanta propensão a pensar o que é errado, e fazer o que é errado, aos teus olhos.

Ah, Pai, mas o meu problema maior, Pai, creio que é exatamente não saber amar. De fato não sei amar. Não sei se há outras falhas em mim; talvez falta de persistência; sei lá mas até essa acho que o amor traz consigo.

Pai, quero mudar. Quero aprender a te amar no mais profundo do meu ser. Colocá-lo no devido lugar na minha vida. Não por medo de punição ou buscando um resultado humano favorável. Sei que este virá, mas quero aprender a te amar pelo que és, e porque me amas. Simplesmente amar para amar, e por amar.

Essa é uma carta para expressar o que vai mais no fundo do meu coração. Por favor, venha em meu socorro Pai. Esse é o pedido desesperado de um filho que não ama e que queria aprender a amar, e queria ouvir tua voz a todo momento, teu toque, teu carinho, como todo filho amado recebe. Sei que sou amado, apenas não tenho te amado, e tenho me afastado de ti.

Por favor, venha em meu encontro. Ajude-me.

Carta para o Pai
Leia: Jeremias 2:13
Por Samuel Amorim Oliveira
Em 06 de Fevereiro de 2010
e-mail: amorimperito@gmail.com

Samuel Amorim Oliveira

O filho pródigo foi apressado quando pediu ao pai sua herança e saiu de casa para um país distante. Seja cauteloso.

Elaino Garcia

A Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15)


Por Matthew Henry

A parábola do filho pródigo mostra a natureza do arrependimento e a imediata disposição do Senhor para acolher bem e abençoar todos aqueles que se voltam a Ele. Expõe plenamente as riquezas da graça do Evangelho; assim tem sido e será enquanto o mundo durar. É de utilidade indescritível para os pobres pecadores, para dirigi-los e alentá-los a arrependerem-se e a regressarem a Deus.
É mau, e o pior começo possível, quando os homens consideram os dons de Deus como dívida. O modo completamente néscio como agem os pecadores, e o que os arruína, é estarem contentes por receberem as suas coisas boas durante a sua vida. os nossos antepassados, ou os nossos primeiros patriarcas, destruíram a si mesmos e a toda a raça humana, por causa da néscia ambição de serem independentes, e isto está no fundo da persistência dos pecadores em seus pecados.
Todos nós podemos discernir alguns traços de nosso caráter no filho pródigo. Um estado pecaminoso é um estado de separação e afastamento de Deus e de desperdício. Os pecadores voluntários empregam mal os seus pensamentos e os poderes de sua alma, gastam mal o seu próprio tempo, e desperdiçam as suas oportunidades. Um estado pecaminoso é um estado de necessidade. Os pecadores têm falta daquilo que é necessário para a sua alma; não têm comida nem roupa para si mesmos, nem alguma provisão para o porvir. Um estado pecaminoso é um estado de vil escravidão. A atividade dos servos do demônio é fazer provisão para a carne e satisfazer a luxúria desta, e isto não é melhor do que alimentar os porcos. Um estado pecaminoso é um estado de constante descontentamento. A riqueza do mundo e os prazeres dos sentidos não são capazes de sequer satisfazer os nossos corpos, muito menos às nossas almas! Um estado pecaminoso é um estado em que o pecador não pode buscar alívio em nenhuma outra criatura. Em vão rogamos ao mundo ou à carne. Estes têm aquilo que envenena a alma, porém não têm nada que a alimente e nutra. Um estado pecaminoso é um estado de morte. O pecador está morto em delitos e pecados, desprovido de vida espiritual. Um estado pecaminoso é um estado perdido. As almas que estão separadas de Deus, sem a sua misericórdia, não são capazes de evitá-lo, mas logo estarão perdidas para sempre. o estado de desgraça do filho pródigo, é somente uma pálida sombra da horrorosa ruína do homem por causa do pecado; quão poucos são sensíveis ao seu próprio estado e caráter!
Tendo visto o filho pródigo em seu abominável estado de miséria, temos de considerar em seguida a sua recuperação. Isto tem início quando ele volta a si. Este é um ponto de retorno na conversão do pecador. O Senhor abre os olhos deste e convence-o de que tem pecados. Então, vê-se a si mesmo e a todo o objeto sob uma luz diferente daquela que via anteriormente.
Assim, os pecadores convictos percebem que o servo mais pobre de Deus é mais feliz do que eles. Contemplar a Deus como seu Pai e nosso Pai, será algo muito útil para o nosso arrependimento e regresso a Ele. o filho pródigo levantou-se e não se deteve até que chegou à sua casa. Assim, o pecador arrependido deixa de modo resoluto as ataduras de Satanás e as suas luxúrias, e regressa a Deus por meio da oração, apesar de seus temores e desalentos. O Senhor sai ao seu encontro com demonstrações inesperadas de seu amor perdoador. Novamente, a recepção do pecador humilhado é como a recepção do filho pródigo. É vestido com o manto de justiça do Redentor, é feito participante do Espírito de adoção, preparado pela paz de consciência e pela graça do Evangelho para andar nos caminhos da piedade, e festejado com consolações divinas. os princípios da graça e da santidade trabalham nEle, para querer e para realizar.
Na última parte desta parábola temos o caráter dos fariseus. São vistas a bondade do Senhor, que lhes é concedida pela graça, e a soberba com que a recebem. Os judeus, de modo geral, mostraram o mesmo espírito para com os gentios convertidos; e muitos deles, ao longo de todas as épocas, têm colocado objeções ao Evangelho e aos seus pregadores, sobre a mesma base de argumentos. Como será este temperamento, que incita os homens a desprezarem e aborrecerem aquEle Salvador que por eles derramou o seu precioso sangue? Como ainda faz com que aborreçam àqueles que lhes pregam a Palavra, que foram escolhidos pelo Pai e que são templos do Espírito Santo? Esta atitude brota do orgulho, da preferência por si mesmo e da própria ignorância do coração humano.
A misericórdia e a graça de nosso Deus em Cristo, brilham quase com tanto fulgor em sua terna e gentil tolerância para com os santos que estão em guerra, quanto para receber os pecadores pródigos que se arrependem. A felicidade inexprimível de cada filho de Deus, que se mantêm próximos à casa de seu Pai, é que estejam e estarão para sempre com Ele. Haverá grande felicidade para todos aqueles que, agradecidos, aceitarem o convite do Senhor Jesus Cristo.

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Escatologia (tempo do fim):
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Matthew Henry

Quem, afinal, é o mais excelente: o "filho pródigo" ou o irmão mais velho deste?
Qual dos dois você representa?

(Fabi Braga, 14/09/2014)

Fabiana Braga do Nascimento

Olhos ao longe
Estrada vazia
O filho pródigo á de voltar

Edilson Alves

O Pai sempre espera ansioso pelo filho pródigo,mas não tem prazer em vê-lo desejando as bolotas dos porcos!

Rutyenne

“Torna ao lar o filho pródigo,
Saiu sem motivos,
Queria provar do que ouvira falar,
Sofre tanto o filho quanto o pai,
Saudades, amor.”

Paulo Henrique

O orgulho de não ser um filho pródigo, torna um homem, pródigo na mais profunda miséria, lançando-o de volta no chiqueiro dos porcos. No sentido existencial todo cristão só voltou pra casa depois de dissipar toda riqueza que possuía...

Valdir Aquino Lubas

O FILHO PRÓDIGO

“Dá-me a parte da herança
A qual eu tenho direito”;
Então o pai, sem tardança,
Atendeu todo seu pleito.

O filho, homem já feito,
Saiu no mundo a gastar,
Com todo, qualquer sujeito,
Que vinha lh’acompanhar.

Prostitutas às dezenas,
Louras, ruivas e morenas,
Teve quantas desejava...

‘Té que um dia ficou pobre
E descobriu, sem ter cobre,
Que só seu pai lhe amava!...

Antonio Costta