Favela

Cerca de 141 frases e pensamentos: Favela

Ta mais perigoso amar que subir a favela da rocinha.

Cristiano Silva (Cavaleiro Errante)

Tu fecha os vidros quando passa na favela para garantir a segurança, não tem problema, pelo menos assim você não vai jogar lixo pela janela.

Guilherme Maschion

"Fé em Deus e nas menozadas da favela!"

Aline Gomes

Quando vê dinheiro se revela, sai pra lá tu envergonha a favela.

jessycoutinho

Melanina Carioca

Minha cor é de canela
Meu palácio é na favela
E meu cheiro é de Brasil
Minha luz é de estrela
Vidigal é o meu país.

Minha voz é afinada
Minha dança ritmada
O meu hino é de amor.
Sou cantor, sou professor

Sou aluno e aprendiz
Sou do povo, gente simples
Vidigal é o meu país.

Sou o verso, o estribilho,
Sou o brilho
Sou o fuso e sou a roca
Sou melanina carioca.

Sou a pena, sou o giz
E Vidigal é o meu país.
Sou o bicho, sou a toca.
Sou melanina carioca.

Sou a derme, a epiderme.
Sou o olho, sou a boca.
Sou melanina carioca.

Eleni Mariana de Menezes

Pior que morar em uma FAVELA é morar na NOBREZA e ter a alma FAVELADA . Cheia de EGO frequentando os melhores bares , as melhores baladas para que os outros pensem que é o supra-sumo . Mas por dentro é sempre aquele JOIO , ou seja o falso TRIGO IMITADOR , querendo ser o que não é e parecer ser o que nunca vai ser .

Ana Karpinski

FUTEBOL

COPA NA FAVELA
BOLA MURCHA VAI NO GOL
PEDRAS PARALELAS.

Daniel Brito

Do pormenor da favela
Entrei e saí, preparado para morrer
Neste país, país, Brasil, tu és país pra viver?
Pena dos pobres, será?
É país que se diz de todos, mas só aos poucos ele dá
Nunca vi nação coberta de estrela e de corjão
Mas agora me enerva o novo tipo de patrão
Há pouco um industrial, ontem era rodízio
Hoje é o PT e a sua corja de político
Merecia é estar em um rolo compressor
Os vermelhos bolcheviques
Se fazem de oprimido
São na verdade opressor
Se fazem de amigo
E roubam com muito amor!
Se é possível confiar
Eu quero, vou questionar
Chega aqui, mano!
Tu acha que eu estou confiando
Em um governo tão barato
Que nem se pode acreditar?
Deixa de ser otário
Vem aqui, meu mano, que saco
E tá por baixo o salário
O que tu acha que vão dar?
Sai falando que é o outro
Sai dizendo que é o Fernando
A culpa é nossa, oh brasileiro!
Eles roubam, tão amando.
A culpa é nossa, brasileiro!
Que nessa corja está votando.

Loyhan F. Torres

A simplicidade da vida torna as pessoas mais humilde e repeitada na sua favela.

Geovane Souza

eu fico aqui cantando na favela porque eu não sou covarde eu mato e morro por ela.....



Mc Otavio sp - Pra Que Copa Do mundo

Mc Otavio SP

favela tá triste com o acontecido sua mãe chorando falando voltar meu filho e o bonde não acredita no que aconteceu esteja aí no ceu diante de Deus......


Mc Otavio Sp - Homenagem

Mc Otavio SP

Complexo de favela

Sou ágil igual a um gato,
da água fria me esquivo.
Não sou do mato, mas na cidade sobrevivo.
Tenho sete vidas. Se estou no morro,
sou alvo para a polícia. Complexo de Rocinha,
quem anda na linha?

Poeta Nelson Martins

A favela, que agora puseram um nome mais bonito: comunidade, porque o remorso é tanto. Eles sabem que o favelado é vítima de uma sociedade famigerada.

Bezerra da Silva

Favela sinistra e na madrugada filha da puta assassino de farda
se ele te ver tenta correr, de qualquer forma se proteger
seja firmeza mantenha atitude, chega na área mais nunca se ilude
rato na toca tem língua solta, o cagueta morre pela sua boca
e foi nessa noite o mano de touca, que foi encontrado com tiro na boca
eu tento zarpar, disbaratinar, mais tem polícia por todo lugar
agora não dá vou esperar, a cara é ficar se não vai sujar

Racionais MC's

Bobagem não é cultura
Futebol não é arte
Carnaval não é espetáculo
Presidiário não é estrela
Lei não é brincadeira
Favela não é cartão postal

koppe

'Neguinho'


Censuram-te!
Não permitem-lhe o livre pensamento
a livre expressão.
Vendem-lhe produtos que não lhe servem a nada
obrigam-no a andar sempre na linha
e andando sempre tão reto, jã não percebes
o quanto te curvas, o quanto és servo de tal esquema?
Que sistema é esse, que cega nossos jovens, cega nossos adultos
e agora, cega também as nossas crianças?
Enquanto você dorme tranquilo este teu sono alienado
a morte espreita-o, feito um predador à presa.
Sem que percebas, fecham o cerco à tua liberdade
já não és mais livre, mesmo que pague, se puder pagar!
Mas antes, acenam-lhe com uma invenção de última época
afagam-lhe a nuca com um mimo qualquer.
Tocam música boa ao pé dos teus ouvidos
amaciam a tua carne com as marcas da moda
as propagandas enchem a tua mente do mais absurdo vazio
não há em você mais consciência ou razão.
Inerte e sem reação, você perde, o sistema ganha.
Em menos de um segundo, uma bala perdida
- bem no meio da testa - te encontra por acaso,
numa esquina qualquer de um bairro qualquer da periferia.
O sistema vence mais uma
e você perde toda a sua inocência de uma só vez.

J.W.Papa

Ser poeta é enxergar na sombra de uma vela
numa noite sem luz, a dança periférica
Da sofrida dona de casa da favela
É saber retratar tudo, mesmo que de cara pra viela.

Robert Ramos

As favelas são ofuscadas pelos eventos que vão ocorrer.
Você pode até morrer, que não vai passar na TV.
Porque estão ocupados com a escola campeã.
Enquanto isso você reza a cada manhã.
Pra ter paz, educação, saúde e lazer.
Mas aqui favelado nada pode fazer.
No preço do lindo pão de açúcar, até nisso te sacaneia.
Uma família pobre, não da nem pra pagar meia.

Lucas Amorim

Dois Mundos

Sergio vive em um lugar repleto de violência, desigualdade e com muitos criminosos. Mas nem por isso Sergio era um criminoso, pelo contrário, Sergio era trabalhador, todo santo dia acordando as cinco da manhã, dependia do péssimo transporte de sua cidade e pegava pesado nos serviços gerais em sua empresa, chegava em casa exausto. No portão sua mãe, sempre o esperava preocupada, pois chegava sempre tarde, e não era muito bom chegar tarde onde Sergio morava. Assim era a rotina de Sergio, todos os dias, de casa para o trabalho, do trabalho para a casa.
No começo do mês, Sergio ficava feliz, dia de pagamento é sempre o melhor dia pra quem trabalha de verdade. Saía do trampo mais cedo e sempre passava no mercado pra ajudar sua mãe em casa, ainda sobrava um trocado, de trocado em trocado, Sergio juntou um bom dinheiro pra comprar uma boa roupa para ir na festa de 25 anos de seu amigo Daniel, filho do dono da empresa onde trabalhava, um jovem de classe média alta, que vive em um bairro oposto do bairro de Sergio.
Então, Sergio entrou na loja, escolheu as roupas mais caras, levou até a mãe para ver se realmente estava bom a roupa que escolhera, afinal, a festa ia ser num dos lugares mais nobres da cidade. Sergio comprou as melhores roupas, e entrou em uma perfumaria e comprou o perfume mais fino e forte que tinha, gastou todo seu dinheiro que havia juntado, mas estava feliz, pois cumpriu seu objetivo.
No dia da festa, Sergio estava animado, se arrumou e estava pronto para sair, mas quando ia saindo, em sua rua havia uma operação policial, em busca dos criminosos mais violentos da cidade que viviam no bairro de Sergio. Foi um mar de sangue, muitos tiros e mortos, e tudo em frente a casa de Sergio. Realmente foi impossível sair de casa naquela noite. Sergio ficou triste e se sentiu impotente, pois nada podia fazer. As roupas que comprou só pra festa, já não eram tão bonitas assim, o desânimo e o medo tomou conta do pobre trabalhador. Sergio não aceitava ficar preso em casa sem ao menos se divertir, por causa de criminosos que sempre viviam soltos. A indignação, pavor e vergonha tomou conta dele naquela terrível noite.
No dia seguinte no seu trabalho, tentou explicar pra Daniel o motivo de não ter ido a festa. Quando falou tudo, Daniel gargalhou, achou engraçado a cena de Sergio ficar em casa por causa da violência por causa de seu bairro. Falou que nunca tinha visto isso e achou curioso, ainda duvidou de Sergio, pensou que fosse só uma desculpa esfarrapada.
Mas Daniel até tinha uma certa razão, pois nunca passou por isso, não sabia o que era um tiro, e nem tinha noção do que era uma favela. Via só bandidos pela TV, nos seriados americanos que via a tarde depois do trabalho. Vivia em seu mundinho, condomínio fechado e segurança máxima.
Diferente de Sergio, Daniel pegava mais tarde na empresa, afinal, filho do "chefe", ia sempre de carro com seu motorista. Saía cedo, e ia curtir com os amigos pelos bares de alta sociedade que tinha na cidade. Chegava sempre tarde em casa, tinha uma vida de invejar qualquer um. Era um cara até legal, mas o seu principal defeito é que não enxergava nem um palmo a sua frente, pensava que a vida de todos era igual a sua vida.
Curioso é que a favela onde Sérgio mora não fica tão longe de Daniel, a cidade onde moram é belíssima, mas é rica em desigualdades e preconceitos. Daniel ama a cidade e critica quem fala mal dessa belíssima cidade onde vive, Sergio não tem nem tempo de pensar sobre, pois é do trabalho para casa e da casa para o trabalho.


"Abra a mente e os olhos pra poder enxergar, a desigualdade está aí, só é cego quem não quer aceitar." Lucas Amorim


*Apesar de ser uma história bem próxima da realidade, os personagens são fictícios.

Lucas Amorim

somos senhores das favelas, somos senhores da
pobreza, falta alimento em nossas mesas. Conclusão, o pais é culpado.

Edson Gomes