Favela

Cerca de 125 frases e pensamentos: Favela

Em obra de favela a opinião de um engenheiro vira conselho de rei.

Helgir Girodo

Favela sinistra e na madrugada filha da puta assassino de farda
se ele te ver tenta correr, de qualquer forma se proteger
seja firmeza mantenha atitude, chega na área mais nunca se ilude
rato na toca tem língua solta, o cagueta morre pela sua boca
e foi nessa noite o mano de touca, que foi encontrado com tiro na boca
eu tento zarpar, disbaratinar, mais tem polícia por todo lugar
agora não dá vou esperar, a cara é ficar se não vai sujar

Racionais Mc's

a favela é sinistra e na madrugada filho da puta assassino de farda
se eles te ver tenta correr, se ele sacar o finado é você

Racionais Mc's

Quem manda na favela não é o traficante, não é o miliciano, não é a polícia. Quem manda na favela é o favelado, é o morador.

Mr. Catra

Viver na favela é um verdadeiro exercício Práxis-Dialético, porém não ocorre a superação da contradição para uma síntese, já que a superação faz parte do cotidiano, esta introjetado no inconsciente, aceitamos como normal. A contradição se naturalizou. E continuarmos no estado que estamos. Continuamos no morro da "favela".

Leonardo Silva

Viver na favela é um verdadeiro exercício Práxis-Dialético, porém não ocorre superação da contradição para uma síntese, já que a superação faz parte do cotidiano, esta introjetado no inconsciente, aceitamos como normal. A contradição se naturalizou. E continuarmos no estado que estamos. Continuamos na favela.

Leonardo Silva

Favela ooooo.... favela que (NÃO) me viu nascer... ♪

Viviane S. Jorge

Tem poesia na moça da cidade e na moça da favela
Num clássico de Beethoven e num samba da Portela
No sangue que corre pelas veias dos valentes generais
E no sangue que escorre das tão cheias notícias de jornais
Tem poesia em uma criança que nasce e em seu comemorativo porre
Em uma pessoa que esvai-se e lentamente morre
No operário que luta pelo seu pão
No pobre salafrário que acaba na prisão
Nas águas que inundam o sul e se esquecem do sertão
Nos batuques, nas cachaças que rolam pelos botequins
Nos preconceitos sem graça dos cabelos pixains
É poeta quem aprecia e solta
Não fica mudo
Quem vê a poesia
Em todos e em tudo

Frederico Amitrano

Há mais perigos na terra de ninguém
em que a web se transformou do que numa esquina
de favela depois da meia noite

Jovol

Só existe drogas na favela, porque os playboys sobem o morro para comprar, enquanto a classe desfavorável se marginaliza nos jardins supensos da babilônia criminal, os ricos se escondem através de leis que favorecem quem tem dinheiro. A marginalização é um fator histórico, cuja mentira da abolição é distorcida pela história, a escravidão social ainda impera em nosso país de maravilhas.

Karina Nogueira

Tou mais confusa que bala de traficante de favela que não sabe aonde vai para!!

Joyce Silva

Vozes do subúrbio em esquina, sem saída que intensifica o medo no mesmo suingue da favela;
Em mesa de vidro tem a mistura de raças e crenças que em pensamentos positivos vence o impossível;
Se é bom ou ruim ou se tem procedimento do lado de fora não importa, mas se há esperança minha paz é garantida;

Julio Aukay

Imagina se a gente cagasse memo dinheiro,nas favela ia morar os ressecado e ganhar na loteria seria ter uma diarréia,eu memo ia tá rico!!

Luh The Smirilator

Título: A morte por respeito.

Numa favela no subúrbio do Rio de Janeiro, residia Matheus;este que por sua vez filho do seu Antônio,um homem que trabalhava como porteiro em Madureira,e de Dona Cláudia; esta que trabalhava como servente numa escola localizada em Vila Isabel.

O garoto desde cedo foi lecionado ouvindo uma palavra que seria crucial a perspectiva de declínio, enquanto garoto tinha muitas dúvidas a respeito da vida, da escola e de outros fatores que cercavam o bairro;Matheus era uma daquelas crianças que expressavam eruditos pontos de interrogação, perguntava ele aos pais: Por que moramos tão mal?Por que tenho que ir a escola?Como nascemos?Para aonde vamos?

Seus “porquês” eram respondidos de forma não muito límpida, o seu Antônio e a Dona Cláudia bajulavam um deus respondendo no seguinte contexto tais inquisições: “Porque Deus quer, porque na outra vida..., ou mesmo, porque a vida é assim”.

O pai e a mãe aconselhavam o garoto a ter respeito pelos mais velhos, pelas meninas, pelos amigos e por deus, pois só assim o tal deus olharia pela família. Matheus certa vez numa tarde quente e trancado na sala da escola contemplou bem uma aula de português e indagou a célebre professora na qual concedia a aula:

"Tia Flávia,eu tenho uma dúvida",ele acabara de interceptar uma explicação da educadora,”Por que foda e foder se escrevem com a vogal “O”e chuva e chover não repetem essa ideia?A professora respondeu: Onde foi que escutou esses termos menino?

Numa fração de minutos,a direção do colégio havia comunicado tal comportamento de Matheus aos seus pais,e quando os próprios encontraram o garoto,ele disse que havia escutado numa letra de funk o termo foder,e a chuva e o chover num bar que passou certa vez a caminho da escola,o boteco do seu Valdir no qual tocava um clássico do Lobão.A criança foi percutida pelos responsáveis devido a ausência de respeito para com a professora.

Passados corriqueiros 3 anos,ao completar seus 11 anos,Matheus teve sua primeira festa de aniversário,esta na qual abrangeu todos os seus amigos;José,Flávio,Caio e até a menina no qual queria ficar chamada Juliana,esta que havia comparecido de short curto,com uma blusa colada no corpo e significantemente cheirosa.

No final da festa,o moleque arquejava indo na rédea da tão bela Juliana,foi então que olhou bem nos olhos dela e falou: Preciso te dizer algo,vamos ali na quadra?pode ser,disse a menina.

- Ando observando você e te acho linda, mas não sei se você quer ficar comigo e estou meio que com vergonha,naquele instante ocorrera uma pausa Tchekhoviana na qual ele se sentira mortificado,no entanto após o frio silêncio, a menina foi de toda concórdia,sendo assim, Matheus e Juliana ficaram e desde então passaram a se ver todos os dias depois da aula,e como decorrência,depois de um certo tempo começaram a namorar.

Em certo dia,Juliana que morava acerca de 20 minutos de Matheus ligou para ele falando que estava sozinha em casa;nenhum dos dois tinha mais 11 anos,já tinham completado 12,Matheus sem raciocinar muito foi ao encontro da musa e quando percebeu ,estava a transar com aquela que gostava muito,ambos eram decentemente virgens,contudo pouco após as célebres preliminares a garota formulara um grito de modo que Matheus se surpreendera,pedira ela aos prantos de tesão:”Bate antes de .....,bate”;o garoto reagiu da seguinte forma:”Não posso te bater,pare de se comportar como vagabunda, eu a respeito”, em consequência daquele momento perfunctório,houve uma espécie de separação mútua;uma certa lápide entre ambos,mal sabe Matheus que o tapa em uma mulher implica em apenas um problema,o barulho; apenas Nelson Rodrigues sabia disso.

Durante a adolescência,o garoto tinha respeito pelas mulheres,pelos velhos e por um deus inexistente;aos 18 anos obtera seu primeiro emprego de cozinheiro;ganhava um salário mediano,porém plausível analisando que tratava-se de um primeiro emprego,seguia trabalhando e trabalhando,não estudava,muito menos tinha o hábito da leitura;dedicava sua vida apenas a profissão,nos finais de semana ia em bailes,bares com amigos, tais especificidades quase que sempre constituíam os momentos de diversão do rapaz.

Com 28 anos feitos,Matheus se deparou com o chefe dos cozinheiros pela última vez,o tal senhor Rodrigues;homem no qual designou Matheus pois conhecia a mãe do jovem devido ao fato de seu irmão ser coordenador da escola onde a mesma exercia suas respectivas funções,o velho viera a perecer;Matheus já estava no lugar há 10 anos e era uma brilhante oportunidade de preencher o cargo maior da cozinha,uma bela perspectiva de sucumbir com a pífia,ou melhor,mediana situação financeira.

Eis que eclodiu diante de tanta petulância para com a situação aquela tese de respeitar,haviam outros querendo aquele posto vazio,havia concorrência;Matheus respeitou em demasia e perdeu aquela chance.

Após o fracasso,numa tarde resolveu beber,beber e beber;saiu em plena aurora do bar no qual ficava perto de casa,eis que havia naquela dia o prelúdio de um tiroteio,este que Matheus não esperava obviamente,na subida da ladeira que dava para a sua casa,Matheus levou um tiro de pistola na cabeça e faleceu.

Com deuses e sem exames,restou-lhe o sangue.

“Eu não levo a sério quem me respeita, existe no respeito,e como existe,uma faculdade de restringir o que há de mais pecunioso;a audácia de duvidar.

Matheus respeitou e você?

Daniel Muzitano

A burrice é algo que nem a escola tira do aluno, é como tirar o pobre da favela, por que nada adiante se afavela continua no pobre.

Luiz Henrique Ribeiro

Eu detesto gente metida e fútil, prefiro mil vezes uma roda de samba na favela do que uma balada “top” em que você tem que se entupir de entorpecentes para aturar o povo montado e escroto que a frequenta; Não gosto de algumas letras de funk, mas acho que a batida contagia. Amo RAP e o Mano Brown pra mim é o maior poeta desde Shakespeare. Nunca suportei injustiças, racismo e preconceitos. Tenho nojo de quem se acha mais do que outra pessoa por causa de dinheiro ou status social e tenho vergonha de gente que vem da humildade e quando sobe na vida esquece das suas origens. Sou Corinthiana fanática, sócio fundadora de torcida organizada, maloqueira e sofredora! Adoro capoeira, sou do axé e do pagode, minha cor preferida é preta e meu tipo preferido é simplesmente “moreno”. Um dos meus maiores desejos é adotar um pretinho de cabelo pixaim. Enfim.. até hoje não entendo como nasci com a pele clara e os olhos verdes! Acho que foi um erro de percurso... ou eu sou apenas mais uma pessoa que veio ao mundo pra mostrar que a cor da alma é muito mais importante do que a cor da pele! Por isso, em momento algum eu tive vergonha quando eu era chamada de “defensora dos pobres e oprimidos” na Escola Particular e de vários outros apelidos como este que recebi durante toda a minha vida. Podem falar o que quiserem... pra mim isso não é ofensa, É ORGULHO!

Letícia Beppler

Eu vejo o gueto boladão do alto,
Vejo a favela olhando pro asfalto.
Famílias com o subconsciente abalado,
Revoltadas com um salário de otário.
Sistema governamental falho, Stop é o caralho...
Solta o Play, aqui quem fala é um revolucionário.

Bruno Paulo