Favela

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Jogador brasileiro não vai ter problema no México, não. Tudo já morou em favela e não pode se queixar de altitude.

Neném Prancha

Fome

Moro na favela,
Cinco de julho,
Não tenho inveja de nada
E nem um pouco de orgulho.

Só quero uma vida digna,
Para ofertar a meus filhos,
Assim não vão para o mundo do crime
E sim caminhar nos bons trilhos.

Me corta o coração,
Quando minha filha estende a mão
Querendo algo pra comer,
E nem tenho um pedaço de pão.

Quando a fome se aproxima,
É então que fico calado,
Entro em desespero,
Mas não fico igual à um abobado.

Vejo meus vizinhos
Almoçando e se alimentando
E eu pobre inútil
Caido e quase parando.

Assim eu não aguento
Me ponho a chorar
Tristeza
Tristeza de não se acabar.

É, mas esta história
Não termina com o final feliz
Como os contos de fadas,
E sim termina com a sentença de um juiz.

Só fica o sonho
De tudo mudar
De ter um emprego
Pra me ajeitar.

E aqui eu continuo
Sem trabalhar
Com fome a passar
E ter que esperar um emprego chegar.

Ednei Fagundes

Será que você precisa subir a favela pra descobrir que o pó que você coloca para dentro do nariz financia a destruição de milhares de adolescentes?

Antonio Tolissano

Oh na entrada da favela, tá tudo monitorado Estilo Big Brother, câmera pra todo lado ♪

MC Zoi de Gato

Olhe aonde a polícia bate e mata mais se é em um bairro nobre ou em uma favela...
Olhe aonde está a pobreza e a riqueza...
Olhe aonde predomina a raça Branca e a raça Negra...
Olhe aonde as pessoas estudam mais...
Olhe aonde vivem melhor...
Olhem pra tudo que esta na nossa volta...
Pense e tire as suas conclusões porque as minhas eu já tirei...

Anderson Meditation

Sou um ignorante da cidade ou até um sábio selvagem da favela, mas que nunca quis retirar de ninguém o que não me pertence;

Julio Aukay

Eu vejo o gueto boladão do alto,
Vejo a favela olhando pro asfalto.
Famílias com o subconsciente abalado,
Revoltadas com um salário de otário.
Sistema governamental falho, Stop é o caralho...
Solta o Play, aqui quem fala é um revolucionário.

Bruno Paulo

Me lembro que sai da favela onde nasci com 300 reais no bolso, 2 bagagens pequenas e uma mochila nas costas rumo a buenos aires argentina, hoje moro sozinho, sou independente, me viro sozinho, tenho uma moto que comprei 0 km...
Bom, o mundo é dos fortes e ousados, frouxos e fracos nascem e morrem sem ter alcançado nada.

Fabiano Malhano

Em obra de favela a opinião de um engenheiro vira conselho de rei.

Helgir Girodo

Vozes do subúrbio em esquina, sem saída que intensifica o medo no mesmo suingue da favela;
Em mesa de vidro tem a mistura de raças e crenças que em pensamentos positivos vence o impossível;
Se é bom ou ruim ou se tem procedimento do lado de fora não importa, mas se há esperança minha paz é garantida;

Julio Aukay

Título: A morte por respeito.

Numa favela no subúrbio do Rio de Janeiro, residia Matheus;este que por sua vez filho do seu Antônio,um homem que trabalhava como porteiro em Madureira,e de Dona Cláudia; esta que trabalhava como servente numa escola localizada em Vila Isabel.

O garoto desde cedo foi lecionado ouvindo uma palavra que seria crucial a perspectiva de declínio, enquanto garoto tinha muitas dúvidas a respeito da vida, da escola e de outros fatores que cercavam o bairro;Matheus era uma daquelas crianças que expressavam eruditos pontos de interrogação, perguntava ele aos pais: Por que moramos tão mal?Por que tenho que ir a escola?Como nascemos?Para aonde vamos?

Seus “porquês” eram respondidos de forma não muito límpida, o seu Antônio e a Dona Cláudia bajulavam um deus respondendo no seguinte contexto tais inquisições: “Porque Deus quer, porque na outra vida..., ou mesmo, porque a vida é assim”.

O pai e a mãe aconselhavam o garoto a ter respeito pelos mais velhos, pelas meninas, pelos amigos e por deus, pois só assim o tal deus olharia pela família. Matheus certa vez numa tarde quente e trancado na sala da escola contemplou bem uma aula de português e indagou a célebre professora na qual concedia a aula:

"Tia Flávia,eu tenho uma dúvida",ele acabara de interceptar uma explicação da educadora,”Por que foda e foder se escrevem com a vogal “O”e chuva e chover não repetem essa ideia?A professora respondeu: Onde foi que escutou esses termos menino?

Numa fração de minutos,a direção do colégio havia comunicado tal comportamento de Matheus aos seus pais,e quando os próprios encontraram o garoto,ele disse que havia escutado numa letra de funk o termo foder,e a chuva e o chover num bar que passou certa vez a caminho da escola,o boteco do seu Valdir no qual tocava um clássico do Lobão.A criança foi percutida pelos responsáveis devido a ausência de respeito para com a professora.

Passados corriqueiros 3 anos,ao completar seus 11 anos,Matheus teve sua primeira festa de aniversário,esta na qual abrangeu todos os seus amigos;José,Flávio,Caio e até a menina no qual queria ficar chamada Juliana,esta que havia comparecido de short curto,com uma blusa colada no corpo e significantemente cheirosa.

No final da festa,o moleque arquejava indo na rédea da tão bela Juliana,foi então que olhou bem nos olhos dela e falou: Preciso te dizer algo,vamos ali na quadra?pode ser,disse a menina.

- Ando observando você e te acho linda, mas não sei se você quer ficar comigo e estou meio que com vergonha,naquele instante ocorrera uma pausa Tchekhoviana na qual ele se sentira mortificado,no entanto após o frio silêncio, a menina foi de toda concórdia,sendo assim, Matheus e Juliana ficaram e desde então passaram a se ver todos os dias depois da aula,e como decorrência,depois de um certo tempo começaram a namorar.

Em certo dia,Juliana que morava acerca de 20 minutos de Matheus ligou para ele falando que estava sozinha em casa;nenhum dos dois tinha mais 11 anos,já tinham completado 12,Matheus sem raciocinar muito foi ao encontro da musa e quando percebeu ,estava a transar com aquela que gostava muito,ambos eram decentemente virgens,contudo pouco após as célebres preliminares a garota formulara um grito de modo que Matheus se surpreendera,pedira ela aos prantos de tesão:”Bate antes de .....,bate”;o garoto reagiu da seguinte forma:”Não posso te bater,pare de se comportar como vagabunda, eu a respeito”, em consequência daquele momento perfunctório,houve uma espécie de separação mútua;uma certa lápide entre ambos,mal sabe Matheus que o tapa em uma mulher implica em apenas um problema,o barulho; apenas Nelson Rodrigues sabia disso.

Durante a adolescência,o garoto tinha respeito pelas mulheres,pelos velhos e por um deus inexistente;aos 18 anos obtera seu primeiro emprego de cozinheiro;ganhava um salário mediano,porém plausível analisando que tratava-se de um primeiro emprego,seguia trabalhando e trabalhando,não estudava,muito menos tinha o hábito da leitura;dedicava sua vida apenas a profissão,nos finais de semana ia em bailes,bares com amigos, tais especificidades quase que sempre constituíam os momentos de diversão do rapaz.

Com 28 anos feitos,Matheus se deparou com o chefe dos cozinheiros pela última vez,o tal senhor Rodrigues;homem no qual designou Matheus pois conhecia a mãe do jovem devido ao fato de seu irmão ser coordenador da escola onde a mesma exercia suas respectivas funções,o velho viera a perecer;Matheus já estava no lugar há 10 anos e era uma brilhante oportunidade de preencher o cargo maior da cozinha,uma bela perspectiva de sucumbir com a pífia,ou melhor,mediana situação financeira.

Eis que eclodiu diante de tanta petulância para com a situação aquela tese de respeitar,haviam outros querendo aquele posto vazio,havia concorrência;Matheus respeitou em demasia e perdeu aquela chance.

Após o fracasso,numa tarde resolveu beber,beber e beber;saiu em plena aurora do bar no qual ficava perto de casa,eis que havia naquela dia o prelúdio de um tiroteio,este que Matheus não esperava obviamente,na subida da ladeira que dava para a sua casa,Matheus levou um tiro de pistola na cabeça e faleceu.

Com deuses e sem exames,restou-lhe o sangue.

“Eu não levo a sério quem me respeita, existe no respeito,e como existe,uma faculdade de restringir o que há de mais pecunioso;a audácia de duvidar.

Matheus respeitou e você?

Daniel Muzitano

Morar numa favela, demarcar um terreno instável para fazer o seu lar, sem garantia de suportar o sopro do vento e a umidade da chuva, mas edificar o caráter com decência e amor...

... E morrer soterrado todo cheio de honra.

Charles Canela

Imagina se a gente cagasse memo dinheiro,nas favela ia morar os ressecado e ganhar na loteria seria ter uma diarréia,eu memo ia tá rico!!

Luh The Smirilator

Favela
Quem disse que vivemos
Pura mentira
No máximo sobrevivemos
A esta loucura
Favela alerta
Realidade crua
Disputa do poder
Rola sem censura
Puxar, dar um rolê
Em gretas obscuras
É muita treta
Mas para alguns a vida continua
Alô favela!
Aqui vai um recado
Existe luz
Bem aí do seu lado
Existe vida
Bem longe do pecado
Também tive ferido
Mas em Cristo fui sarado
Já fui pivô de algum tipo de confusão
De pecados que rolavam em massa
"Mas aonde abundou o pecado,
Superabundou a graça"

Mauro Mesquita

A favela que estás criando será a casa do seu filho.

Pastor Everardo Alves

A burrice é algo que nem a escola tira do aluno, é como tirar o pobre da favela, por que nada adiante se afavela continua no pobre.

Luiz Henrique Ribeiro

O MAL DA FAVELA É A INCONSCIÊNCIA POLÍTICA E SOCIAL. AS PESSOAS NÃO SABEM O SEU VALOR COMO SER HUMANO".

Minhas História dos Outros trecho do livro de Zuenir Ventura

Engenheiro de favela não só projeta barraco, como agora constrói refinarias, e organiza a rede de produção e distribuição do complexo

Diogo Leonardo Marques dos Santos

Quando pequeno tinha um sonho,
Jogar futebol ou ser cantor,
Retratar em musica minha favela,
Mostrar o espinho da flor.

Que saudade do tempo em que a preocupação
era só escolher o lápis de colorir,
E não ter hora nem lugar pra se divertir.

E o meu sonho, quem diria, era só acreditar,
Que nada é sonho o suficiente para se realizar.
O encantamento não acabou,
Pois toda noite me perco a sonhar.

Meu sonho de criança,
Sempre foi correr livremente e andar de bicicleta,
E pra sempre sempre brincar da minha brincadeira predilecta,
Como eu amava rodar peão.

Meu principal sonho sempre foi nuncar deixar de ser criança,
Me realizei, cresci e cá estou para provar,
Que todo e qualquer sonho é facil de se realizar.

Sou criança pois não acredito no mundo e em nada,
Tenho um mundo só meu aberto pra visitação,
Onde acontecem aventuras e caçadas,
Suspiros de um coração.

Pode então quem descordar?
Do meu sonho de criança,
Se até hoje levo comigo a fé e a esperança.
O brilho no olhar é o que não falta,
Como uma criança que olha, corre e salta,
Para o colo de alguém afim de brincar,
Pode então quem descordar ?
Do meu sonho de criança.

BrunoCassiano_